Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.
Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.
Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.
Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.
Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.
Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.
Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.
Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.
Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.
Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.
Ao se estudar as origens de alguns símbolos do Natal, referimo-nos a Francisco de Assis como o criador do presépio.
Antes dele, o presépio fazia parte dos hábitos da época de festas natalinas nas catedrais romanas e em outras localidades.
Contudo, o pobrezinho de Assis fez algo muito especial naquele dezembro de 1223.
Ele foi a um lugar de retiro, distante cinquenta quilômetros de Assis, perto de Greccio.
Ali se hospedou com alguns frades.
Pedindo o auxílio de um nobre da cidade, preparou um significativo memorial de Natal.
Reportando-se ao Evangelho de Lucas, no Novo Testamento, que narra o nascimento de Jesus em uma manjedoura e, a um versículo do Velho Testamento, que se refere a que o boi conhece seu dono, e o jumento conhece a manjedoura de seu patrão, ele idealizou a cena.
Pediu que fossem trazidos animais e os amarrou próximos a um casal local com seu filhinho.
Eles representavam José, Maria e o Menino Jesus.
Como os Evangelhos se referem a magos e pastores, Francisco pediu a alguns frades que os representassem.
E, assim, naquela véspera de Natal do ano de 1223, Greccio se tornou uma nova Belém.
A pregação de Francisco, na noite iluminada por velas e tochas, foi sobre a humildade e a pobreza de Jesus.
Ao contrário da tônica severa das pregações medievais, ele falou da doçura de Jesus.
Era a mensagem de que Ele se oferece para nascer no coração de cada homem, a cada dia.
Era a grande evocação ao nascimento do Ser mais perfeito que a Terra já conheceu.
Jesus não era o remoto fundador de uma grande religião.
Ele viera para lecionar o amor, amando aos Seus irmãos, vivendo com eles, sofrendo-os e auxiliando-os.
Trazia Francisco, com aquela dramatização, a mensagem de uma nova forma de oração que se concentrava no nascimento de Jesus,
Sua vida e Sua morte.
Findo o culto religioso da noite, Francisco ajudou o nobre a servir um banquete a todos os convidados.
Para os animais, uma porção dupla de feno e aveia.
Para os pássaros, do lado de fora, grãos foram lançados.
O amor de Jesus, personificado no Seu Arauto de Assis, não esquecia criatura alguma.
Todos eram irmãos.
Todos criaturas de Deus, modeladas pelo amor do Pai.
Aquela comemoração, para Francisco, não era uma peça sentimental de teatro, mas a representação simbólica de algo que pode e deve ocorrer todos os dias: o nascimento de Jesus nos corações daqueles que o desejarem.
Ele trouxe o acontecimento do passado para o presente.
Usou pessoas comuns em lugares comuns, com suas próprias roupas, para a dramatização.
Tudo isso para dizer que Jesus não era uma personalidade distante, nascida em um local distante.
Era o amor presente na vida de cada um dos seres para os quais Ele viera.
Foi a partir dessa noite que a tradição do berço de Natal, da manjedoura, passou a ser uma das imagens religiosas mais conhecidas em todo o mundo, sendo reproduzida em telas, esculturas, impressa ou gravada, sempre com talento e emotividade.
Pensemos nisso e ofertemos o nosso coração a Jesus como a manjedoura mais doce e mais terna para o Seu nascimento em nós.
Porque... é Natal outra vez!
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Quatorze
(1223 – 1224), do livro Francisco de Assis, o santo relutante,
de Donald Spoto, ed. Objetiva.
Separando os inimigos, havia uma faixa de terra muito estreita, que não pertencia a nenhum dos lados.
Um jovem soldado alemão, que tentara cruzá-la, foi baleado e acabou se enroscando na cerca de arame farpado.
Começou a gritar de desespero e de dor.
Entre o barulho ensurdecedor do combate, os norte-americanos podiam ouvir seus gritos.
Não suportando mais aquela tragédia, um dos soldados norte-americanos saiu da trincheira e rastejou na direção dele.
Quando os colegas perceberam o que ele estava fazendo, suspenderam o fogo.
Mas os alemães continuavam a usar toda a artilharia.
Até que um oficial alemão viu o gesto altruísta e ordenou que os seus comandados cessassem fogo.
Um estranho silêncio se estabeleceu.
O norte-americano desenroscou o ferido do arame farpado.
Em seguida, o levou aos braços dos companheiros.
Voltou-se e principiou a retornar para a sua trincheira.
De repente, uma mão pesada pousou em seu ombro.
Olhou para trás e seus olhos mergulharam nos olhos do oficial alemão que trazia na farda a Cruz de Ferro, a mais alta condecoração alemã por bravura.
Ele arrancou a medalha da farda e a colocou no rapaz norte-americano.
E cada qual, sem dizer palavra, retornou para a sua trincheira.
Certamente, os jovens soldados recomeçaram pouco depois a batalha, que a guerra impunha.
Mas, naquele dia, todos receberam a lição que guardariam e relatariam aos seus descendentes.
A lição do altruísmo, que fez com que um soldado esquecesse que o outro era o inimigo e arriscasse a sua para salvar a vida dele.
* * *
Dentre todas as calamidades que atingem a Humanidade, de forma periódica, a guerra é uma das piores.
Vidas são destroçadas, esperanças fenecem.
Jovens que deveriam estar nos laboratórios de ciências se encontram nos palcos da destruição.
Namoradas que se preparavam para a concretização do novo lar, passam noites insones perguntando-se se os seus amores ainda estarão vivos, nos campos da guerra.
Crianças que deveriam estar brincando, morrem à fome ou sucumbem nos bombardeios.
Mulheres que deveriam estar plantando flores em seus jardins, abrem covas para enterrar os corpos dos seus maridos, e as regam com suas lágrimas.
Infelizmente, o homem ainda não entendeu que o preço da guerra é a destruição.
Destruição da natureza, das cidades e das vidas.
Destruição da própria dignidade humana.
Gestos como o do soldado norte-americano, na Primeira Guerra Mundial, dizem-nos que os que são enviados para a guerra, são simplesmente criaturas que sentem, amam, têm compaixão e, com certeza, têm as suas noites mal dormidas povoadas de cenas dantescas, onde o pavor se mistura ao horror da destruição que os envolve.
* * *
A guerra desaparecerá um dia do cenário do mundo.
Contribuamos com a paz, com as nossas vibrações especialmente endereçadas aos promotores da guerra, a fim de que repensem seus posicionamentos.
E envolvamos nas nossas orações os soldados de todas as nações que vivem a crueldade dos combates, longe de casa, e dos seus amores.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Coragem,
de autor desconhecido, do livro Histórias para o coração,
v. 1, de Alice Gray, ed. United Press.
O fato é narrado por uma mulher que vivia nas colinas da Escócia.
Era inverno, próximo ao Natal.
Roberto, o marido, era ferreiro.
Ela, mãe ocupada, cuidava dos quatro filhos.
O menor era o que lhe dava maior preocupação.
É que o garoto era surdo.
Ela ficara muito doente durante a sua gestação e o menino nascera com aquela deficiência.
De resto, era esperto e depressa aprendeu a ler.
Para manter a conversação com a mãe e os irmãos, André se servia de gestos e, como aos cinco anos já sabia escrever muitas palavras, usava papel e caneta para expressar aquilo que não conseguiam entender por seus gestos.
Naqueles dias, próximos ao Natal, o marido foi chamado para prestar serviços em uma fazenda distante e ela ficou só com as quatro crianças.
A tempestade veio e durou dias.
A caixa de lenha ao lado do fogão começou a ficar vazia.
Na quase véspera do Natal, Elizabeth agradeceu a Deus pela colheita do verão ter sido boa, pelas compotas terem dado certo e pela boa caça do seu marido.
Assim, eles teriam o suficiente para se alimentarem até acabar aquele inverno ingrato.
Mas a lenha acabou.
Ela reuniu os quatro filhos, calçaram e se agasalharam bem e saíram quando o tempo deu uma trégua.
Os pequenos Mary, Alice e André brincavam entre as árvores, felizes por estarem fora de casa.
Corriam de um lado para outro, enquanto ela e o filho maior, de quinze anos, cortavam troncos em pedaços pequenos e colocavam no trenó.
Num piscar de olhos, o tempo mudou.
O vento soprou forte e a neve caiu violenta.
Ela conseguiu encontrar as duas meninas mas não o pequeno André.
Por mais que chamasse, ele não a ouviria.
Era surdo.
Voltaram para casa a fim de não congelarem.
As horas angustiosas passaram lentas.
Quando a tempestade acalmou, ela se preparou para ir procurar o menino.
Estaria vivo?
Teria caído, cego pela tempestade, em algum penhasco?
Então, alguém bateu na porta.
Era o pequeno André, sorridente.
Entre gestos e escritos no papel explicou que logo que a tempestade começou, ficou agachado atrás de um tronco.
Depois, escreveu que ouviu chamar o seu nome: André.
Foi até onde a voz vinha e não tinha ninguém.
Então ouviu de novo:
-Venha, André, venha para casa.
Continuou caminhando, seguindo a voz, embora não visse ninguém.
E assim foi até chegar em casa.
Então a mãe caiu de joelhos, abraçou seu tesouro e agradeceu a Deus por ter enviado um mensageiro Seu, aquela voz para guiar o seu filho.
Uma voz que não vinha do mundo exterior, mas que se fez ouvir na alma do pequenino André.
A voz dos invisíveis.
* * *
O Natal é uma época de esperança, de confiança e de fé.
É uma época de acreditar no invisível e em maravilhas que o Divino Pai nos proporciona.
Uma época em que os Mensageiros de Deus cantam, falam e os surdos ouvem as suas vozes.
Natal é o momento em que a Terra toca os céus, aquieta os seus gritos para ouvir o Excelso Canto da Esperança.
Jesus nasceu em Belém.
A esperança se renova.
Comemoremos.
Redação do Momento Espírita, com base
no conto Tempestade nas montanhas,
de autoria ignorada.
O inspirado pensador Khalil Gibran escreveu bela página, relatando que, certa vez, a vida o tomou em suas asas e o levou até o topo do monte da juventude.
Apontando para uma encosta, fez com que ele olhasse para trás.
Viu, então, uma estranha cidade, da qual se erguia uma fumaça escura de muitas tonalidades, movendo-se vagarosamente como fantasmas.
Uma névoa fina quase escondia a cidade de seu olhar.
Após um instante de silêncio, ele perguntou:
-“O que é isso que eu vejo?”
E a vida respondeu:
-“Esta é a cidade do passado. Olhe para ela e pondere”.
Ele olhou a maravilhosa cena e viu muitos objetos e paisagens.
Eram salões construídos para a ação, erguendo-se como gigantes sob as asas do sono; templos de conversação ao redor dos quais pairavam espíritos que, ao mesmo tempo, choravam de desespero e cantavam canções de esperança.
Ele também viu igrejas erguidas pela fé e destruídas pela dúvida; depósitos de segredos guardados por sentinelas dos disfarces e saqueados por ladrões da revelação.
Viu fortalezas que foram erguidas pela bravura e demolidas pelo medo; santuários adornados pelo sono e destruídos pela consciência; casebres habitados pela fraqueza; mesquitas de solidão e abnegação; instituições de ensino iluminadas pela inteligência e obscurecidas pela ignorância.
Viu ainda teatros, em cujos palcos a vida encenava sua peça e a morte encerrava as tragédias da vida.
E a vida lhe disse que aquela era a cidade do passado, aparentemente distante, embora estivesse, na realidade, próxima e visível, apesar da dificuldade, através das nuvens escuras.
Depois disso, a vida convidou:
-Demoramos demais aqui. Vamos para a cidade do futuro.
Ele se afirmou cansado, com os pés machucados e sem forças.
Entretanto a vida insistiu:
-Siga em frente, meu amigo. Demorar-se é covardia. Permanecer para sempre contemplando a cidade do passado é loucura. A cidade do futuro aguarda...
* * *
A imagem concebida pela genialidade de Gibran, repleta de beleza, nos fala da permanência em demasia a contemplar a cidade do passado.
Muitos ainda estamos presos a lembranças, a imagens de um tempo que já foi, que dizemos ter sido melhor, que parecia um sonho, numa tentativa de quem sabe, um dia, poder revivê-lo...
Eram outros tempos...
Éramos outros...
Nada volta atrás e é assim que tem que ser.
Não há problema algum em visitarmos a cidade do passado vez ou outra, pois ela pode nos ensinar muito.
Por vezes, nos enternecer, nos fazer sorrir, pelas coisas boas que aconteceram por lá.
A questão é não nos demorarmos, na tentativa de permanecermos tempo demasiado e esquecermos de olhar para a cidade do futuro.
Olhemos para a cidade do passado com respeito e gratidão, sempre.
Ela nos deu moradia, nos abrigou em anos decorridos.
Porém, olhemos para a cidade do futuro com ânimo e esperança.
É lá que iremos viver as próximas eras.
É lá que construiremos as estruturas que irão nos abrigar.
É lá que iremos continuar a nossa própria construção.
Dessa forma, não nos detenhamos no ontem.
Sigamos em frente.
Redação do Momento Espírita, com base
no cap. 14, do livro A Voz do Mestre, de
Khalil Gibran, ed. Ajna.
Os gritos exacerbados de bem-te-vi nos conduziram à janela do apartamento.
No topo do edifício em frente, um belo espécime de gavião bebia água, numa pequena poça que a chuva do dia anterior formara.
Cerca de dois metros do garboso espécime, em uma antena de TV, seis bem-te-vis gritavam.
O gavião parecia não se incomodar com aquilo e continuou a beber, sossegadamente.
Então, as pequenas aves, que não pesam mais do que setenta gramas, iniciaram outra estratégia.
Passaram a executar voos rasantes, bem próximos ao indesejado intruso, enquanto os gritos se tornaram mais estridentes.
O interessante é que eles se revezavam na tarefa.
Um saía da antena, cumpria a missão e voltava.
Outro o sucedia, depois outro.
Por algum tempo, o gavião suportou aquelas investidas.
Acabou se rendendo e decidiu voar para outro lugar, onde não fosse perturbado.
Abrindo as asas, alçou voo, mostrando toda a imponência da sua grande envergadura.
O que vi me deixou ainda mais admirado.
Dois dos bem-te-vis foram atrás dele, como se fossem uma escolta.
Lembraram-me aviões de caça escoltando um avião civil, se certificando de que ele iria para bem longe dali.
Enquanto minha vista os pôde alcançar, acompanhei a cena, ao tempo que reflexões me acudiam à mente.
Os bem-te-vis, apesar do tamanho e da simpatia, são territorialistas.
Podem ser agressivos, no período da reprodução.
Eles enfrentam gaviões, urubus e até seres humanos que se aproximam do seu território, para que possam acasalar e ter seus filhotes em segurança.
A cena da manhã me remeteu a pensar na coragem dessas pequenas aves, enfrentando um espécime muito maior e mais pesado.
Mostraram determinação em seu propósito e não se intimidaram.
Comportamento habitual, conforme registram os apontamentos que as descrevem.
É o de que precisamos: coragem.
Coragem para enfrentar as decisões importantes, para viver, para fazer o bem, para evoluir, para alcançar nossa paz interior.
E, mais do que o bem-te-vi, regido pelo instinto, somos filhos de Deus, dotados de razão e discernimento.
Se a Providência Divina distribui o alimento no celeiro da natureza para esses heróis alados, tem os olhos sobre nós e jamais nos abandona.
Isso levou o Apóstolo dos Gentios a assinalar em uma das suas epístolas:
Tudo posso naquele que me fortalece.
Contemos com Deus.
Contemos com Seu apoio.
Não percamos a vontade de lutar e vencer.
Nós podemos.
Não importa o tamanho do problema ou quão imponente pode parecer.
Podemos vencer!
E, colhamos ainda outra lição da bela cena matutina.
Eles trabalharam em equipe e em sistema de revezamento.
Por que insistimos em sofrer a sós, em não pedir ajuda, quando o fardo nos parece demasiado pesado ou a dificuldade enorme?
Para que terá Deus disposto ao nosso lado familiares, amigos, colegas, senão para que nos demos as mãos e escalemos juntos as colinas e as montanhas das dificuldades?
Sempre haveremos de encontrar quem nos poderá auxiliar a descobrir soluções, nos sustentará, quando prestes a cair.
Prossigamos alçando nossos voos rumo às estrelas.
Redação do Momento Espírita, com base no artigo A coragem do
bem-te-vi, de Odair Araújo, da Revista Seareiro, de julho/agosto 2022,
publicação da Seara Bendita Instituição Espírita.
Que fizemos da lição do renascer da água e do Espírito?
Da certeza de que somos Espírito e vestimos um corpo, necessitando renascer quantas vezes forem necessárias para amadurecer os sentimentos?
Que fizemos da certeza que nos deste de que as aflições não são nossas inimigas?
De que os aflitos seriam bem-aventurados, quando soubessem suportar com confiança, retirando dessas experiências o aprendizado que trariam?
Que fizemos nós, quando pediste que confiássemos em Ti, dizendo que Te seguíssemos sem medo, pois Teu jugo seria suave e Teu fardo seria leve?
Quando exaltou os humildes, dizendo-nos que a humildade era virtude fundamental da vida, e que o orgulho nos afastaria sempre da felicidade?
Que fizemos nós do exemplo das criancinhas quando, ao nos mostrar a pureza da fase infantil, a simplicidade do coração, apontaste o caminho seguro para quem deseja aprender?
Quando nos convidaste a vigiar os pensamentos, falando-nos do adultério no pensar, dos cuidados com aquilo que alimentamos no campo mental?
Quando nos falaste da brandura como virtude, mas acima de tudo, quando foste brando e pacífico com todos, demonstrando que tal comportamento é natural nas almas elevadas, aquele que devemos buscar como meta maior?
Que fizemos nós das inúmeras lições sobre o perdão e sobre a indulgência?
Não apenas por palavras, mas através dos exemplos, pois ninguém sofreu tantas injúrias e injustiças como Tu, Senhor.
Dos cuidados com os julgamentos, da interferência excessiva na vida alheia, deixando à margem a administração da nossa própria vida?
Senhor, o que fizemos do Teu amor?
Da forma amorosa com que nos trataste em todos os momentos, compreendendo nossa pequenez, nossa falta de conhecimento, nossa teimosia e tantas outras limitações.
Que fizemos de um amor tão grande, que se importava com todos, sem discriminação, sem preocupar-se com aparências?
Um amor valente e também delicado ao extremo, capaz de ouvir com paciência nossa voz turbulenta e irritante.
Senhor, que fizemos de Tua mensagem?
Não ousamos pedir a Tua volta, muito embora ainda precisemos de Ti como antes.
Suplicamos apenas a Tua presença, nesta noite escura que ainda se vive na Terra.
Onde estiveres, ajuda-nos a relembrar.
Ajuda-nos a recordar o essencial.
Acende em nós uma vez mais a chama da esperança.
Onde estiveres, envia-nos
Teus mensageiros do amor, aqueles que vivem a Tua mensagem sem medo, aqueles que estão próximos a Ti, para que nos provoquem as mudanças que tanto precisamos fazer.
Onde estiveres, alumia esses que aqui estão e desejam desistir da oportunidade da vida.
Senhor, é tão triste vê-los querendo partir tão cedo, não enxergando quão grandiosa é a vida.
Que Tua mensagem ressurja uma vez mais no mundo, como receita sem rótulo, como um grande convite do amor ao planeta e nada mais, para que finalmente possas ser ouvido.
Abre nossos ouvidos, Senhor.
E nossos corações para que abracemos, para sempre, a Tua mensagem...