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| JOHN WAYNE |
O apoio genuíno dos fãs é ignorado ou respondido com frieza.
Alguns chegam a se isolar do mundo, dizendo que não desejam o assédio dos que os colocaram e sustentam no pedestal da fama.
Esquecem que o sucesso que despreza o afeto humano é um isolamento vazio.
Esquecem de ser gratos, de corresponder de alguma maneira a quem os aplaude, por vezes, à distância.
Alguns, no entanto, demonstram gratidão por todos os aplausos, a recepção calorosa de suas obras.
São gratos por aqueles que aguardam seus filmes, suas apresentações, que lhes acompanham a trilha do sucesso.
Talvez as novas gerações não conheçam a carreira do cowboy americano Marion Michael Morrison, que morreu em 1979.
Atuou em mais de cento e setenta faroestes e filmes de guerra.
Profissionalmente, era conhecido por John Wayne e usava o apelido Duke.
Em março de 1961, ele encontrou, entre a correspondência de estúdios e pedidos de autógrafos, um envelope simples, manuscrito.
Era de uma professora do Estado de Montana.
Dizia lecionar para doze alunos, entre seis e catorze anos.
A maioria era filho de rancheiros.
Ela usava os filmes dele para estudar história e valores americanos.
Wayne ficou surpreso: Valores americanos?
Seus filmes inspiravam isso?
A carta informava que a escola rural não tinha projetor.
Nas aulas, as crianças representavam as cenas, e o ensino frisava coragem, honra e o que significava ser americano.
Mensagens de cada criança acompanhavam as letras da professora.
Eram doze vozes anônimas, num canto esquecido do país, aprendendo sobre a vida através dos filmes dele.
Ele ficou em silêncio.
Depois pediu que fosse providenciado o melhor projetor de dezesseis milímetros.
E cópias dos seus dez melhores faroestes.
Acrescentou um cheque de considerável valor e uma carta, de próprio punho:
Querida Margaret e alunos,
Fico honrado por estudarem os meus filmes. Coragem não é ausência de medo. É fazer o que é certo apesar dele.
Honra é cumprir a palavra quando ninguém está olhando.
Ser americano é acreditar que todos importam. Até crianças numa escola que poucos conhecem.
Envio um projetor e alguns filmes. Não porque pediram, mas porque merecem ver as histórias, não apenas lê-las.
Vocês não são apenas doze crianças de Montana. São doze americanos.
Com amizade. Duke.
Simples assim.
Não informou a imprensa nem convocou os fotógrafos para o registro.
Foi apenas um gesto de agradecimento, de sensibilidade, de quem valoriza o outro.
Seis meses depois, ele foi filmar naquele Estado.
Um dia de chuva interrompeu as gravações.
Então, o cowboy das cenas de filme pegou um jipe e seguiu por estradas de terra até uma escola isolada.
Quando ele entrou à sala, doze crianças ficaram imóveis.
O homem estava ali. De verdade.
Naquele dia, eles não aprenderam apenas sobre faroestes.
Aprenderam que ídolos reais não vivem somente nos filmes.
Vivem nas escolhas feitas longe dos holofotes, quando ninguém vê.
Redação do Momento Espírita, a partir
de fatos colhidos em dados biográficos
de John Wayne.
Em 08.04.2026






