sábado, 5 de setembro de 2026

NASCER DA ÁGUA E DO ESPÍRITO

RAUL TEIXEIRA
A Terra estava informe e vazia. As trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. 
Assim inicia o livro bíblico Gênesis, resumindo em poesia o estado do nosso planeta antes de vir a ser. 
Então, separou Deus as águas do elemento árido. 
Fez os pássaros do céu, os anfíbios, os répteis. 
No sexto dia, fez o ser humano, que também saiu da água.
Por quê? 
Porque foi feito da argila, que, por sua vez, tinha saído da água. 
A vida orgânica começou nas águas. 
Nascer da água significa nascer na vida orgânica. 
Nosso corpo físico é um corpo de água, que, adulto, tem cerca de sessenta e cinco a setenta por cento de água. 
Nascer da água é, portanto, nascer no corpo. 
E, quando reestruturamos a nossa vida moral, nos aproximamos de Cristo. Isto é nascer do Espírito. 
Nascer da água não é a condição suficiente. 
É preciso nascer da água e do Espírito, segundo Jesus.
Assim, não basta estar encarnado. 
É preciso dar à encarnação um bom desempenho, desenvolver o melhor. 
Se estamos na Terra, com esse dever de nos aprimorarmos, o que é que estamos esperando? 
Não estamos proibidos de comer, de beber, de namorar, de casar, de ter filhos, de gozar, de jogar futebol, de competir, de ser campeões. 
Mas, enquanto estamos usufruindo dessas prerrogativas, o que estamos armazenando para a alma imortal? 
Tudo que fizermos deverá ter por sentido final a nossa felicidade, o nosso progresso, a nossa evolução. 
Por isso, é preciso levar a vida com seriedade. 
Saber que estamos na Terra como quem se acha numa escola, em que há momento de recreio, embora a maior parte do tempo seja para o aprendizado. 
O recreio é um deleite para refrescar a mente, para refrescar a alma. 
Para isso, a Divindade coloca à nossa disposição este planeta belíssimo, cheio de picos, como dedos de pedra erguidos aos céus para pouso das águias; esses mares bravios que se atiram contra os arrecifes, provocando um tapete de espuma.
Pelo amor de Deus, temos a Terra recoberta por esse toldo de estrelas, iluminada pelo spotlight que reflete a luz do sol e que chamamos Selene, nosso satélite lunar. 
A Terra é um planeta de primaveras abençoadas, que a transformam num gigantesco jardim.
Um mundo maravilhoso no qual todas as coisas acatam a vontade de Deus. 
As aves, das andorinhas às águias, continuam a voejar, a cantar os seus cantos e a bater suas asas, singrando os céus do mundo. 
As estações se sucedem disciplinadamente, uma vez ao ano, cada qual com sua característica. 
E temos as brisas mansas, os ventos que sopram das montanhas e refrescam as baixadas. 
Um planeta recortado de artérias chamadas de rios, que vão encontrar-se no mar. 
Tudo sob os cuidados da Divindade. 
* * * 
Pensemos:
É preciso entender Jesus na solidão das nossas reflexões:
Onde esse Mestre nos está faltando? 
Onde estamos sentindo falta dEssa Voz macia da Galileia, dessas águas mansas de Genesaré? 
Onde está faltando Cristo em nós, para que O possamos entronizá-lO no coração? 
Redação do Momento Espírita, a partir do curta O mundo em que vivemos e o Espiritismo, de Raul Teixeira, disponível em @canalfep 
Em 13.06.2026

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

NOSSO MAGNETISMO

RAUL TEIXEIRA
Cada criatura humana é um verdadeiro magneto que caminha pela Terra, a qual, por si mesma, é também um imenso corpo magnético a viajar pelo cosmos.
Trazemos conosco a delicada e poderosa capacidade de atrair, irradiando energias invisíveis e fluidos sutis que revelam a essência da nossa alma. 
Somos ímãs silenciosos, tecendo os fios da afinidade, aproximando corações que vibram em nossa mesma sintonia. 
A história nos presenteou com almas que souberam sublimar essa força, transformando seus campos magnéticos em verdadeiros oásis para a humanidade. 
Pensemos na figura serena de Mahatma Gandhi, com sua fala mansa e, ao mesmo tempo, inquebrantável. 
Ele exalava o magnetismo puro da pacificação. 
Sem levantar uma única arma, ancorado na força do amor e da não violência, ele atraiu e reuniu toda uma nação ao seu redor. 
Mesmo com o passar das décadas, seu nome segue como um farol luminoso, arrebanhando legiões de almas de boa vontade que têm fome de liberdade e de paz. 
Contemplemos a extrema doçura de Francisco de Assis. 
Na juventude privilegiada, tinha ao seu redor jovens como ele, que se divertiam entre canções, danças e brincadeiras.
Quando renunciou à riqueza para viver a pobreza e a paz, muitos daqueles jovens ficaram profundamente tocados pelo seu exemplo. 
Abandonaram a vida mundana, a ostentação e as armas, tornando-se os primeiros companheiros de sua tarefa de amor. Desprovido de posses terrenas, seu magnetismo pessoal transbordava riqueza celestial. 
O pobrezinho de Assis amou tanto, e com tamanha pureza, que abrandou o orgulho humano. 
Sua simplicidade exala, através dos séculos, um perfume de fraternidade que continua a atrair multidões, inspirando-nos a enxergar cada criatura como irmã e o universo como um sagrado altar. 
Mas de todos os luminares que já acariciaram o solo deste mundo, o magnetismo mais arrebatador e fascinante foi, sem dúvida, o de Jesus de Nazaré. 
Por onde passava, atraía multidões de almas famintas. 
Não apenas carentes de pão, também transbordantes da mais profunda sede de amor, de paz, de esperança e de Deus. 
 Seu magnetismo luminoso envolvia os tristes, consolava os invisíveis e abraçava os caídos. 
Como ele mesmo prometeu, ao ser erguido no madeiro, atrairia todos os homens para si. 
É exatamente o que seu amor incondicional continua a fazer, transpondo o véu do tempo para curar as nossas dores. 
* * * 
O exemplo desses grandes luzeiros nos convida a uma reflexão íntima e poética: quais energias e virtudes estamos liberando no mundo ao nosso redor? 
Nós também podemos ser construtores da harmonia. 
Para beneficiar aqueles que partilham a jornada conosco, basta que lapidemos, com ternura, o nosso próprio magnetismo pessoal. 
Quando escolhemos a doçura no lugar da aspereza, a paciência no lugar da irritação, e a compaixão no lugar do egoísmo, irradiamos uma luz serena. 
Assim como as flores atraem as borboletas pela doçura do seu néctar, passaremos a atrair o bem, tornando-nos um porto seguro de afeto, paz e esperança para todos os corações que caminharem ao nosso lado. 
Redação do Momento Espírita, com base na pt. 3, cap. 13, do livro Vida e Valores, ed. FEP. 
Em 04.09.2026

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

NASCER, VIVER, RETORNAR!

DIVALDO PEREIRA FRANCO(+)
MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA
(espírito)
De forma contínua, homens se transferem desta vida para o Mais Além. A maioria, sem preparo algum. 
Exatamente porque, embora saibamos que a morte é o destino final da vida física, vivemos como se isso não fosse verdade. 
Mas, todos temos o mesmo destino. 
Morando em pequenas cidades ou em capitais famosas, depois de longos períodos de enfermidade ou de forma repentina, vitimados por acidentes ou fenômenos da natureza.
Ou, ainda, vítimas de guerras, de epidemias... Ninguém é poupado. 
O instrumento afiado, de que se serve a morte, atinge o pequenino, ainda em formação na câmara uterina, como nos primeiros anos da infância, na idade adulta, na juventude risonha ou na idade avançada. 
De uma forma que nos parece estranha, abraça os sadios e deixa os enfermos. 
Escolhe alguns ricos e poderosos em vez de pessoas paupérrimas, que padecem toda sorte de necessidades.
Detestada por quase todos, alguns há que a desejam com ansiedade, no intuito de se liberar de dores que acreditam não mais suportar. 
Continua sendo considerada um mistério da vida física e, muitos a ridicularizam, mesmo quando alcança pessoas próximas. 
Como se fosse uma brincadeira, sorriem por não terem sido escolhidos por ela... ainda dessa vez. 
Morte. Cantada por poetas, das mais diversas formas. 
Muitas vezes, anuncia a sua visita, e se o viajor estiver atento, se prepara para a inevitável jornada. 
Também aparece, inesperadamente, e sem maior consideração, afinal, desde que se nasce, estamos destinados ao seu encontro. 
Para alguns, inspira compaixão. 
Também oferece saudades e agonia. 
Contudo, a grande verdade é que morrer não significa acabar-se. 
Trata-se, apenas, da transferência de uma situação vibratória para outra. 
Não pensemos em sono que nunca se acaba, nem em um local de delícias infindáveis. 
Cada um de nós, ao deixar o corpo físico, encontra exatamente o campo que semeou. 
Cada morte é conforme a existência.
Nenhum privilégio. Já sentenciou jesus, há muito tempo: 
-A cada um segundo as suas obras. 
Por isso Ele veio viver entre nós e nos ensinar a experiência do amor, a nos libertarmos das más tendências, das heranças dos sentimentos grosseiros. 
Ele desceu das estrelas para conviver no mundo, sem se contaminar, Espírito perfeito que era. 
Apresentou-se como o Pastor das nossas almas e, diante da sua afirmativa de que nenhuma de suas ovelhas se perderia, confiemos nEle. 
Preparados ou surpreendidos pela morte, guardemos a certeza de que bons Espíritos, amigos queridos nos virão dar as boas-vindas. 
Saudarão nosso retorno entre abraços e votos de refazimento espiritual. 
Alguns descansaremos, de forma breve, como o viajor que realiza uma grande viagem e precisa de alguns momentos para se refazer. 
De todo modo, retomaremos tarefas, reveremos afetos do ontem e de dias mais distantes. 
E todos nós, mais cedo ou mais tarde, depois de um breve ou longo período na Espiritualidade, retornaremos para o cenário terrestre, prosseguindo a crescer. 
Ciclo da vida: nascer, viver, morrer, renascer. 
Finalidade: progresso até a perfeição. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Reencontro com a Vida, do livro homônimo, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. 
Em 10.10.1022.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

NASCE JESUS

Filho de um carpinteiro e de uma dona de casa, dos Céus, de Deus, nasce o Filho do Homem. 
Sua mãe, Maria, O envolve em panos singelos e O coloca em uma manjedoura. 
A abóboda celeste plenifica-se de estrelas e os mensageiros celestes cantam: 
-Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens. 
Na simplicidade da estrebaria de Belém nasce Jesus. 
Nasce pobre, no seio de um povo cativo. 
Homenageado por uma conta infinita de estrelas, o Universo e a eternidade lhe embalam o sono. Cresceu na Galileia, numa cidade considerada das menores e de importância alguma.
Aguardou que o tempo se fizesse para o início do Seu Messianato. 
O Embaixador do Amor nasceu e viveu entre os pobres, entre os desprezados, os humilhados. 
Estendeu Sua mão àqueles que a sociedade tornava invisíveis: leprosos, deficientes, famintos, viúvas, órfãos. 
Pelas estradas que percorreu, cruzou o caminho de todos os homens. 
Chegou a corações longínquos e a almas distantes, aproximando-as do Pai. 
Peregrinou pela Galileia, Judeia, Pereia, chegando às cidades de Tiro e Sidon. 
Não entrou para a História. 
Ele a dividiu: antes dEle, depois dEle. 
E, para tal, apenas amou e nos ensinou a amar. 
Não tomou de espadas, não esteve à frente de exércitos, não liderou batalhas, não destronou reis, não conquistou impérios, não ostentou coroas e cetros. 
Meu reino não é deste mundo, afirmou. 
Dois mil anos se passaram desde o Seu nascimento. 
É Natal, é data festiva. 
Cerremos os olhos e pensemos nEle. 
Pensemos no Cristo Jesus e lhe façamos a nossa rogativa:
-Nasce Jesus e transforma os nossos corações em manjedouras verdadeiras para Te acolhermos, neste dia e sempre, em Tua paz, em Tua luz. 
Nasce Jesus em nossas imperfeições e pensamentos, em nossas mazelas morais, nas chagas de nossas almas, nos recônditos mais profundos de nossas emoções e sentimentos.
Nasce Jesus em nosso egoísmo e nos faz enxergar os Teus pobres, os Teus solitários, os Teus abandonados, como nossos irmãos. 
Que a Teu exemplo, lhes distendamos nossos braços de socorro, colo de proteção, palavras de consolo, mãos de doação. 
Nasce Jesus em nosso orgulho, quando marginalizamos o perdão, quando esquecemos a prece reparadora, quando não nos comprometemos com a verdade consoladora, por não nos lembrarmos da gratidão. 
Nasce Jesus nos orfanatos e asilos, nos sanatórios, nas casas de recuperação, nos hospitais. 
Nasce entre os que sofrem preconceito, entre as religiões, em todos os países, tribos, entre orientais e ocidentais. 
Entre os encarcerados, ó Mestre, nasce também. 
Um novo horizonte lhes concede e que seja todo luz, todo recomeço, todo oportunidades, todo bem. 
Nasce Jesus. 
Desperta-nos para o fato de que todo ato tem consequências, de que a Lei de Deus reside na consciência, e de que é percorrendo a estrada da eternidade que chegaremos à almejada felicidade. 
* * * 
O Natal, verdadeiro Natal, ocorre quando o Mestre da paz nasce na manjedoura de nossos corações e faz morada na intimidade de nossas almas. 
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 30, ed. FEP. 
Em 24.12.2021.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

DEUS CRIA A ROTA, O HOMEM CONSTROI OS CAMINHOS

A rota cênica de Trollstigen, na Noruega, compreende um roteiro de natureza abundante, com vistas impressionantes de montanhas escarpadas, cachoeiras, fiordes profundos e vales verdejantes. 
Os nomes das montanhas imponentes dão uma ideia da sua majestade: o rei, a rainha, o bispo. 
Graças à engenhosidade humana, pode-se circular por uma estrada de cento e seis quilômetros de extensão, serpenteando as encostas. 
São onze curvas acentuadas. 
A possibilidade, desde a abertura da estrada, em 1936, de conduzir um automóvel por essa área íngreme se deve ao feito de habilidosos engenheiros e construtores.
Admirados, chegamos a nos indagar: 
-Estaria Deus desafiando a sua criatura a peregrinar por esses lugares tão extraordinários e parecendo inalcançáveis? 
Com certeza, Ele, o Senhor de tudo, tem exatamente a ciência do que pode o ser, que Ele criou à Sua imagem e semelhança. 
Transitando por essa estrada, não se sabe, verdadeiramente, o que mais elogiar. 
Se a natureza com suas belezas, que surpreendem a cada nova curva, nessa região inclinada, ou se a estrutura criada pelo homem. 
E nos pomos a pensar. 
Se podemos criar condições de viajar por regiões montanhosas, íngremes; se temos a capacidade de vencer abismos, unindo extremidades com pontes fenomenais, que não poderemos mais fazer? 
É então que nos damos conta de que não somos pessoas melhores somente porque ainda não direcionamos a nossa vontade para nossa intimidade. 
Ainda não acionamos nossa vontade para descobrir como vencer os abismos da intolerância, que nos levam a ficarmos distanciados dos nossos irmãos em humanidade. 
Também não cogitamos como poderemos vencer as diferenças, criando estradas de entendimento, a fim de que tenhamos menos conflitos por questões que nada mais são do que acidentes no caminho.
Vencer o egoísmo, vencer os preconceitos. Eis metas que devemos perseguir. 
E, tenhamos certeza: isso é possível. 
Então, as fronteiras dos países mais nada serão que limites que nos dirão onde acaba um país e começa o outro. 
As línguas, as culturas, os costumes serão meros detalhes que, paulatinamente, venceremos. 
E somente nos enriqueceremos uns com o conhecimento da riqueza do outro. 
As reservas do solo, que tanto disputamos, poderão ser compartilhadas, trocadas, negociadas, de forma sadia, sem conflitos desonestos e agressivos. 
Seres imortais. Seres inteligentes da Criação. Somos nós.
Sirvamo-nos desse potencial para a transformação deste mundo num oásis de paz, de progresso, de trabalho, de cooperação. 
Tão bom será quando todos nos dermos as mãos, trocando tecnologia, informações, alimentos, conhecimentos, em sadio comércio. 
Tão bom será quando aprendermos que aquele que habita além da fronteira é somente mais um irmão, filho do mesmo Deus, criado para o mesmo fim: a perfeição. 
Tenhamos em mente que se conseguimos superar os óbices do relevo, que nos desafiam, podemos, igualmente, superar os maus pendores e ideias equivocadas que vivem dentro de nós. 
Isso é possível. 
Tenhamos certeza. 
Redação do Momento Espírita.
Em 1º.09.2026

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

A MEMÓRIA DO CORAÇÃO

Denzel Washington
e Connie Mauro
Muitas vezes, caminhamos pela estrada da existência sem nos darmos conta de quantas sementes de luz são plantadas em nosso íntimo, por almas generosas que cruzam nossos passos. 
São pequenos gestos, palavras de incentivo ou momentos de pura dedicação que alteram o rumo de nossas vidas, sem que tenhamos a sensibilidade de agradecer. 
E, no entanto, a gratidão é virtude que devemos cultivar, sem nos esquecer de manifestá-la a quem nos ofereceu, em algum momento, sua atenção, sua orientação, sua gentileza. 
Lembramos de um menino de sete anos que vivia em Mount Vernon, em Nova York. 
Ele costumava visitar a biblioteca pública, acompanhado por sua mãe. 
Um dia, ele foi até Connie Mauro, a bibliotecária infantil, e lhe explicou que precisava ler algo curto no fim de semana para apresentar um relatório na escola na segunda-feira. 
Com paciência, Connie buscou um livro curto, entregou-lhe o seu primeiro cartão de usuário e o ajudou a iniciar uma relação com a leitura que ele nunca mais abandonaria.
Para ela, foi apenas um gesto diário, o simples cumprimento de seu trabalho. 
O garoto cresceu e tornou-se um consagrado ator de Hollywood, diretor e vencedor de importantes reconhecimentos: Denzel Washington. 
Do outro lado do tempo, Connie envelheceu e foi viver em uma residência assistida em Marietta, na Georgia. 
Quando ela estava prestes a completar noventa e nove anos, a equipe do local gravou um vídeo lembrando o menino que procurava a biblioteca em Nova York. 
A gravação chegou até as mãos de Washington. 
Tocado pela lembrança, ele telefonou para ela. 
Disse-lhe, comovido, que ainda se lembrava daquele dia e que nunca tinha deixado de ler. 
Prometeu visitá-la. 
Em dezembro de 2016, ele cumpriu a sua palavra. 
Connie reconheceu imediatamente o homem famoso, mas viu nele também o menino que outrora procurara um livro para uma tarefa escolar. 
Denzel a beijou, segurou suas mãos e passou um longo tempo conversando. 
Por sua vez, Connie, transbordando carinho, havia tricotado dois cachecóis, um para ele e outro para a sua esposa.
Entregou-lhe ainda um livro com uma dedicatória. 
* * * 
Nenhum de nós sabe para onde a vida nos levará e quem acabará nos influenciando intensamente. 
Quantos de nós carregamos em nossa história benfeitores aos quais esquecemos de agradecer? 
Um professor que enxergou nosso potencial, um amigo que nos estendeu a mão em um momento de dor, um colega cujo sorriso iluminou um dia sombrio. 
A gratidão é a memória do coração. 
Que possamos resgatar em nossas lembranças essas almas queridas e, mesmo em pensamento, dizer-lhes um profundo obrigado. 
Que sigamos plantando pequenas sementes de bondade, influenciando beneficamente outras vidas. 
Porém, que não nos esqueçamos jamais de quem plantou uma flor no jardim de nossa vida, nos ofereceu um conselho, nos abraçou em dia de triunfo ou de tristeza. 
Sejamos gratos! Manifestemos nossa gratidão! Redação do Momento Espírita, com dados biográficos de Denzel Washington. Acesso em 18.7.2026
https://www.facebook.com/groups/ 4127901240565937/posts/27699108516351878/ 
Em 31.08.2026

domingo, 30 de agosto de 2026

NA RELAÇÃO A DOIS

Enquanto muitos apregoam o fim das relações familiares e observa-se um deperecimento do afeto em tantos casais, encontra-se, em contrapartida, exemplos que tocam fundo a alma. 
Contou-nos uma senhora que há alguns meses, em exames de rotina, foi-lhe constatado um início de diabetes. 
O exame estava ali, mostrando a alta taxa de glicose. 
Sua primeira reação foi vestir-se de tristeza. 
Pensou que bem podia diminuir ou até eliminar os farináceos, os tubérculos, o arroz. 
Mas, os doces... 
Como poderia ficar sem eles? 
Ela já tivera problemas outros de saúde, anteriormente, bastante sérios e à conta de se recuperar, impusera-se um rigoroso ritmo de vida. 
Abdicara de tantas coisas, pensava. Mas agora, teria que se privar também dos doces. 
Doces que ela adorava fazer e saborear. 
Com que prazer criava novas receitas e oferecia pratos deliciosos à família e amigos. 
Contou ao marido e ficou entabulando consigo mesma como poderia iniciar a nova dieta. 
E quando o faria. 
Naturalmente, o médico a iria melhor orientar, dizer-lhe exatamente como proceder doravante. 
O retorno ao equilíbrio orgânico exigia que a decisão fosse imediata. 
Entretanto, ela aguardou alguns dias. 
Dias que passaram lentos, morosos. Finalmente, decidiu refazer todos os exames. 
Outro médico. Outro laboratório. Nova coleta de material. 
Dias depois, o marido foi apanhar os resultados no laboratório.
Retornou ao lar e mal estacionou o carro, entrou em casa, chamando as filhas, a esposa, todos. 
Na mão direita, um envelope que sacudia sem parar. 
Ante o suspense que se fez, ele abriu o envelope e disse, eufórico: 
-Este exame diz que você, meu bem, está com a dosagem glicêmica absolutamente normal. Deve ter ocorrido um engano anteriormente. Não importa. O que importa mesmo é que você poderá continuar a comer doces. E nós vamos comemorar. Porque agora posso voltar a ficar feliz, sabendo que você não precisará se submeter a mais essa dieta, privando-se de algo que você gosta tanto. 
E abraçou a esposa, as filhas, entre a emoção e inusitada alegria. 
* * *
Isto se chama amor. 
Alguém que se importa tanto com o outro, que se alegra quando descobre que aquele não necessitará de mais um sacrifício para prosseguir a viver. 
Alegra-se com a alegria dele. 

Entristece-se com a sua problemática. 
Benditos os casais que assim levam a vida, mesmo após os anos de convivência se contarem às dezenas e os olhos não guardarem o mesmo brilho dos tempos da juventude. 
Casais que compartilham tudo: o amor, a dor, a alegria, o desconforto. 
Que se apoiam mutuamente, nos dias de invernia. 
* * * 
Enquanto segue a dois, lembre-se de usar a ternura, vez ou outra.
Lembre ao cônjuge que o amor ainda prossegue a fazer vibrar o seu coração.
Encontre palavras de carinho para enfeitar o dia de quem caminha, na vida, ao seu lado. 
Recorde enfim, que a relação conjugal é uma oportunidade de progresso e redenção e que não foi o acaso que os reuniu. 
E não se canse de utilizar a frase sempre aguardada dos lábios de quem ama: 
-Amo você! 
Redação do Momento Espírita, a partir de fato ocorrido com o casal Lannes Boljevac Csucsuly e Abigair Ivone Csucsuly. 
Em 11.03.2015.