domingo, 13 de setembro de 2026

NASCIMENTO ESPECIAL

Todos os anos, os cristãos comemoram o Natal no dia 24 para 25 de dezembro. 
A história nos diz que Jesus, nosso Mestre, em verdade não nasceu nesse dia e aponta algumas datas prováveis, especificando dia, mês e ano.
Afinal, quando realmente terá nascido Jesus? 
E onde? Em Nazaré ou em Belém? 
Se perguntarmos a Francisco de Assis o que ele sabe a respeito do nascimento de Jesus, ele nos responderá: 
-Jesus nasceu no dia em que, na praça de Assis, entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-Lo, pois sabia que Ele é a fonte inesgotável de amor. 
Se indagarmos ao Apóstolo Pedro quando se deu o nascimento de Jesus, ele nos dirá: 
-Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifás, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu negava outra vez ao meu Mestre. Foi nesse instante que minha consciência despertou para a verdadeira vida. 
Se questionarmos a Joana de Cusa sobre onde e quando nasceu Jesus, ela nos falará: 
Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, ouvi o povo gritar: 
-"Nega! Nega! Renuncia a Ele!" 
E o soldado, com a tocha acesa, dizendo: 
-"Este teu Cristo te ensinou apenas a morrer?" 
Nesse instante em que senti o fogo subir pelo meu corpo e eu pude, com certeza e sinceridade responder:
-"Não me ensinou só isso. Ele também me ensinou a te amar."
Foi então que nasceu Jesus. 
Se interrogarmos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus, a sua resposta será: 
-Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que me visitou o túmulo e ordenou-me: "Lázaro! Levanta e vem para fora!" Nesse momento, eu compreendi quem Ele era e Ele nasceu em mim. 
Mas, o doutor da lei, Saulo, transformado em Paulo de Tarso, nos afirmará: 
-Jesus nasceu na estrada de Damasco, em pleno meio-dia, quando a luz que o envolvia me cegou e ouvi a Sua voz: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" Foi aí que passei a enxergar um mundo novo e lhe disse: "Senhor, o que queres que eu faça?" 
A mulher samaritana, da cidade de Sicar, nos dirá que Jesus nasceu junto à fonte de Jacob, na tarde em que ela O encontrou e Ele lhe ofereceu a beber da água viva, que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas.
Naquela tarde, Fotina descobriu que Jesus era o Filho de Deus e modificou a sua vida. 
Finalmente, Maria de Nazaré, sorrindo, nos falará que Jesus nasceu quando Se escondeu das estrelas nas sombras da Terra. 
Quando O segurou pela primeira vez nos braços e sentiu que ali se cumpria a promessa de um novo tempo. 
Aquele menino, enviado por Deus, vinha para ensinar aos homens, seus irmãos, a Lei maior do amor. 
* * * 
Se já te permites banhar pelas claridades do Evangelho, permite que Jesus nasça em teu coração. 
Deixa que as vibrações 
Dele te cheguem ao Espírito e espalha o perfume da Sua presença, na senda por onde avanças na busca da vida.
Refaze, mentalmente, o caminho percorrido, desde que a sinfonia da Boa Nova te alcançou e propõe-te a viver a mensagem do Mestre que é o teu Modelo e Guia, Jesus.
Então, Ele finalmente nascerá em ti. 
Redação do Momento Espírita com base em texto atribuído a Vinícius (Pedro de Camargo) e no verbete Natal, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. 
Em 24.12.2009.

sábado, 12 de setembro de 2026

NASCIMENTO, VIDA E MORTE

Ernest Renan
Ele era filho de um capitão de barco de pesca e ficou órfão de pai aos cinco anos. 
A partir daí, sua educação ficou aos cuidados de sua mãe e de sua irmã Henriette, com a qual tinha profunda ligação afetiva.
Os anos de 1860 – 1861 foram marcantes para Ernest Renan.
Foi nessa época que concebeu a obra Vida de Jesus, lançando sobre o papel a sua primeira redação. 
No entanto, a 24 de setembro de 1862, em Biblo, morreu sua querida irmã.
Foi para ela que redigiu uma dedicatória, na abertura de seu famoso livro: Para a alma pura de minha irmã Henriette
-Lá no seio de Deus onde repousas, recordas-te ainda daqueles largos dias, onde eu, só contigo, escrevia estas páginas inspiradas pelos lugares que tínhamos visitado juntos? Silenciosa ao meu lado, ias lendo e copiando logo cada folha, enquanto se desdobravam abaixo de nós o mar e as aldeias, as quebradas e as montanhas. Disseste-me um dia que havias de querer muito a este livro, não só porque nele te revias, mas também, e especialmente, porque fora elaborado contigo. Receavas, por vezes, que os juízos estreitos do homem frívolo pesassem sobre ele. Mas nunca deixaste de crer que as almas verdadeiramente religiosas o haveriam de apreciar. No meio de tão gratas meditações, veio cobrir-nos a asa da morte. Na mesma hora, nos envolveu o sono da febre. Eu despertei, mas estava só! Tu dormes, ao pé das sagradas águas onde vinham juntar suas lágrimas as mulheres dos mistérios da Antiguidade. A mim, a quem tanto querias, revela, Espírito amigo, as verdades que dominam a morte, que impedem que o homem a tema e que quase fazem que a deseje.
* * * 
Aqueles que têm a certeza de que a morte física não aniquila a alma, guardam essa doce possibilidade de endereçar aos seus amados os seus versos e os seus poemas. 
Sim, nossos mortos prosseguem a viver e nos ouvem, nos veem. 
Muitas vezes, acompanham nossas lutas e lamentam nossos desacertos. 
Nada mais alentadora do que a afirmação de Jesus, em Seu discurso de despedida: 
-Não vos deixarei órfãos. Vou à frente preparar-vos o lugar. Se assim não fora eu vo-lo teria dito. 
Nossos amados, que seguiram à nossa frente, demandando o grande Além, estão à nossa espera. 
E se nos tranquiliza saber que eles deixaram a vida física, vitoriosos, tendo cumprido suas missões, sendo bons esposos, pais, irmãos, filhos, guardamos a certeza de que gozam de paz e harmonia na vida espiritual. 
Oxalá, quando chegue a nossa vez, possamos igualmente merecer a palma da vitória por todos os deveres cumpridos, pela missão completada.
Nesse dia, deixaremos o corpo de carne, retornando para o lar verdadeiro, a pátria espiritual. 
Por quanto tempo? Só Deus o sabe.
Talvez fiquemos por lá um breve tempo e resolvamos voltar ao planeta azul para continuar nossas lides, nosso crescimento.
Talvez fiquemos um período mais longo, como um repouso depois de tantas lutas, de tantas batalhas empreendidas.
Nascimento, vida, morte. 
Reencontro de almas aqui, Além. 
Que certeza gratificante nos enche de esperança os corações.
Redação do Momento Espírita, com reprodução da dedicatória de Ernest Renan, no livro Vida de Jesus, de sua autoria e do versículo 2, do cap. 14 do Evangelho de João. 
Em 30.04.2015.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A FORÇA INQUEBRANTÁVEL DO ESPÍRITO

Kirk Douglas
A caminhada terrena é, por excelência, uma sublime jornada de aprendizado, pontuada por desafios que, muitas vezes, nos parecem intransponíveis. 
No entanto, quando as sombras das dificuldades materiais tentam obscurecer o caminho, somos convidados a despertar uma força que não pertence à carne, mas à alma. 
É quando compreendemos, com profunda sensibilidade, que quem verdadeiramente comanda o corpo é o Espírito imortal. 
A história humana é rica em almas que exemplificam a soberania do ser espiritual sobre as limitações físicas. 
Contemplamos a trajetória de um homem que conheceu o topo do mundo através da fama e do reconhecimento em Hollywood. 
Ele possuía uma voz marcante, uma presença vigorosa que encantava multidões. 
Contudo, a vida, em seus desígnios misteriosos, chamou-o a testemunhar a sua maior atuação no palco da própria existência, quando um grave acidente vascular cerebral, aos 79 anos, silenciou sua voz e comprometeu seus movimentos.
Para o olhar puramente material, o veredicto parecia definitivo: o fim de uma era, o sepultamento da comunicação. 
Mas, para o Espírito, o diagnóstico dos homens é apenas um convite ao recomeço. 
O corpo físico, esse instrumento provisório, pode sofrer os abalos do tempo e da enfermidade, mas a vontade que emana da alma permanece intacta, vibrante e indomável. 
E Kirk Douglas buscou, dentro de si, as energias extraordinárias que todos trazemos guardadas. 
Afinal, somos filhos do Senhor do universo, criados à imagem e semelhança de um Criador onipotente. 
Podemos realizar feitos considerados inimagináveis, acionando a alavanca da vontade soberana. 
O ator se submeteu a um rigoroso processo de fonoaudiologia. 
Cada palavra reaprendida, cada músculo facial que voltava a obedecer ao comando da mente, era um poema de superação escrito na matéria. 
O ápice dessa espetacular vitória deu-se apenas dois meses após o revés. 
Ele subiu ao palco do Oscar para receber uma homenagem pelo conjunto de sua obra. 
Ovacionado pelo público, ele discursou, demonstrando uma coragem comovente, que arrancou lágrimas do filho, da esposa e de muitos amigos. 
Diante da numerosa plateia e de todo o planeta, ele não era apenas um ator recebendo uma estatueta. 
Era o Espírito imortal proclamando o seu triunfo sobre a fragilidade da carne. 
Ele viveu até os 103 anos, provando que o tempo e as rugas não reduzem a luz de quem escolhe continuar caminhando com otimismo e coragem. 
Essa extraordinária jornada nos recorda que trazemos em nós uma centelha divina capaz de transcender qualquer barreira.
Quando o corpo fraquejar e o horizonte parecer cinzento, lembremo-nos de que somos os condutores do nosso próprio destino biológico. 
O Espírito renova-se e vence, porque a nossa essência foi feita para a luz. 
E, para a alma que confia e luta, não existe o impossível.
Podemos perder a juventude e a força física, mas o Espírito imortal surpreende e, sob o seu comando, não existem barreiras que não possam ser superadas. 
Redação do Momento Espírita, a partir de dados biográficos de Kirk Douglas. 
Em 11.09.2026

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

COPO MEIO CHEIO

Certamente já ouvimos algo ligado à analogia do copo meio cheio ou copo meio vazio. 
É comum que identifiquemos a atitude de enxergar o copo meio vazio com o pessimismo, enquanto enxergar o copo meio cheio é atribuído aos otimistas.
A comparação não é antiga. Os registros nos mostram a expressão sendo utilizada na metade do século 20, primeiramente falando em tanques de combustível. 
Logo depois, falou-se em garrafa e depois em copo, quando um economista, enfim, afirmou que um otimista é aquele que olha para o copo e o vê meio cheio. 
A analogia é inteligente, pois trata de como cada um escolhe ver a mesma realidade, o mesmo copo, a mesma quantidade de líquido. 
Isso fala de como somos ou de como estamos em determinado momento. 
A filosofia tratou questões com essa maestria. 
Na visão de alguns como o filósofo Epicteto, a realidade é dividida entre o que podemos e o que não podemos controlar.
Dessa maneira, olhar para a metade cheia é focar no controle da própria mente e fazê-la perceber que há água para se beber. 
O Espiritismo, por sua vez, nos mostra um otimismo maduro, sem visão fantasiosa e sem esconder a realidade. 
Diante de um mundo difícil, a Doutrina dos Espíritos nos ensina, por exemplo, que o mal é transitório. 
Ensina que ser otimista não é fechar os olhos para o charco, para o lado ruim da vida, mas ter a sensibilidade de perceber que a água corre cantando por ele, isto é, que, apesar de tudo, as dificuldades nos ensinam a crescer. 
Otimismo é estímulo para o trabalho, vigor para a luta, saúde para a doença das paisagens espirituais, e luz para as densas trevas que se demoram em vitória momentânea. 
Alguns viciamos tanto em lamentar pelo copo meio vazio que nos esquecemos de que há água! 
E que podemos bebê-la. esquecemos de agradecer pelo líquido salvador que está à nossa disposição. 
Por isso, de nada adianta ficarmos vivendo de lamentos, destacando tristezas e desencantos, vendo apenas o que nos falta. 
Precisamos enxergar o que temos, o que já conquistamos, sabendo que a existência é uma oportunidade única – não porque tenhamos só uma encarnação – mas, porque essa oportunidade, do jeito que está organizada, da maneira que se configurou para nós, não se repetirá.
Viver sempre esperando o que ainda não temos é armadilha letal que drena nossas forças e sempre resulta em frustração.
* * * 
O otimismo real fundamenta-se na fé inabalável nas leis divinas. 
Quem sabe que o Pai governa o universo não se desespera com o nevoeiro passageiro da tarde. 
O pessimismo é uma deserção do dever de ser feliz. 
Sorrir diante do obstáculo é um ato de coragem que atrai o socorro do Alto. 
Leveza diante das dificuldades.
Calma perante os desafios. 
Já somos maduros o suficiente para sabermos entender os acontecimentos e extrair deles o melhor possível. 
Assim, da próxima vez que olharmos o copo com água e tivermos que fazer a escolha, pensemos bem e bebamos a água que a vida nos oferece, com gratidão e disposição para prosseguir. 
Redação do Momento Espírita
Em 10.09.2026

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

UM NASCIMENTO

DIVALDO PEREIRA FRANCO(+)
JOANNA DE ÂNGELIS(espírito)
Aquele nascimento singular, num momento de grande alucinação coletiva na Terra, deveria dividir os fatos da História, assinalando o Seu como o período de preparação da paz. 
Não era um conquistador odiento, que vinha armado para os combates destrutivos, mas um vencedor, que viera somente para amar. 
Por isso, não foi reconhecido, ou melhor, não O quiseram conhecer. 
Porque estavam preparados para a guerra, para o ódio, para o desforço, longe dos sentimentos da compaixão e da misericórdia, da compreensão e da caridade. Israel era soberba e seu povo, ingrato. 
Por isso, Roma a esmagava com as suas legiões impiedosas, ameaçando sempre com a força e a arrogância dos seus administradores de um dia. 
Não havia lugar, naqueles corações, para a compreensão da fragilidade humana, da temporalidade de todas as coisas, para o esforço de solidariedade. 
Forte, então, era aquele que esmagava, mesmo que fosse vencido logo depois, pela doença, pela desgraça política, pela morte... 
O fraco era odiado, porque não revidava, nem disseminava o desprezo ao inimigo, em face da sua situação subalterna. 
* * * 
Jesus...Sim, este Seu nome, foi a força do amor que modificou as estruturas do pensamento e da razão, alterando, por definitivo, a face do planeta. 
Nunca mais a Terra seria a mesma depois Dele... 
Antes, sofria o peso do carro da guerra perversa e das devastações do ódio. 
É certo que ainda não cessaram os combates do homem e da mulher contra os seus irmãos, no entanto, permanece o sentimento de fraternidade em memória e em homenagem a Ele. 
Combatido, permaneceu amando.
Odiado, continuou amando. 
Crucificado, persistiu amando, E morto, ressuscitou do túmulo, a fim de prosseguir amando... 
* * * 
Nestes tempos de incertezas momentâneas, de crises morais graves, não há como sobreviver, se não continuarmos amando. 
Exemplos, bons exemplos, existem para serem seguidos, e não apenas catalogados nos anais da História e admirados distantemente pela grande massa popular. 
Jesus precisa ser a referência primeira de nossas vidas, mas não o Jesus distante, crucificado nas alturas, mas o Jesus amigo, conselheiro amoroso de todo dia. 
Lembremos mais de Seu nascimento do que de Seu assassínio, de Sua presença do que de Sua ausência. 
O Consolador já está entre nós, abraçando-nos a todos cada dia mais forte. 
Não se pode fugir da verdade.
Não se pode continuar sem amor no coração. 
Todo nascimento é motivo de alegria, e este, em especial, representa o nascer do amor maduro, do amor ágape, na intimidade fértil do Espírito imortal. 
Lembremos Jesus... Sempre. 
Redação do Momento Espírita com base no cap. 30 da obra O amor como solução, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. 
Em 04.03.2009.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

A DOCE MÃE DE JESUS

Dia 8 de setembro é o dia dedicado à padroeira da capital paranaense: Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. 
A origem dessa denominação remonta ao século 15, envolvendo um português que vivia na freguesia de Carnide, em Lisboa.
Ninguém sabe ao certo como acabou prisioneiro e escravo na África. 
O que narram as tradições é que ele era devoto de Maria Santíssima, a quem orava, diariamente. Pero Martins passou a ter sonhos com a Mãe de Jesus, que lhe falava do seu retorno à liberdade, o que veio a acontecer. 
Encontrando, em sua cidade natal, próximo a uma fonte, uma imagem, a identificou como sendo da celeste Mãe. 
E porque vira uma luz misteriosa no local onde estava a estátua, deu-lhe o nome de Nossa Senhora da Luz. 
Na capital do Paraná, Curitiba, o culto agregou uma denominação e surgiu Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.
É verdadeiramente incrível quando se fala a respeito da Mãe de Jesus descobrir que ela tem mais de mil e cem títulos. 
Vão desde Mãe Santíssima, Virgem Maria, Rainha do céu, Santa Maria, a denominações específicas dos lugares onde, dizem, ela teria aparecido. 
Assim temos Nossa Senhora de La Salete, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Guadalupe. Segundo a tradição e registrado por escritores, desde os primeiros séculos, o povo cristão honra a Maria de Nazaré. 
Possivelmente, uma das primeiras denominações que recebeu foi a de Mãe Santíssima. 
Isso porque, em Éfeso, onde foi morar com João Evangelista, atendia aos doentes de toda sorte. 
Foi ali que surgiu a expressão da boca de um atendido, em forma de gratidão: 
-És nossa Mãe Santíssima. 
Imaginemos como tantos daqueles que tinham saudades de Jesus a buscavam, para ouvi-la contar do Seu nascimento, Sua infância, Sua missão. 
Que mulher teve missão maior? 
Ser a mãe do único ser perfeito que a Terra já recebeu: nosso Mestre e Senhor. 
Registramos seu exemplo de mãe devotada que oferece o filho ao mundo, para que Ele cumpra a missão para a qual viera. 
Ela conhecia as escrituras. 
Como terá se sobressaltado seu coração, tantas vezes, com as notícias que lhe chegavam, dos inimigos da Boa Nova.
Daqueles que afirmavam querer prendê-lO, daqueles que diziam que Ele não era mais do que um louco. 
Quantas dores terá suportado aquele coração materno. 
Sem falar na dor terrível de assistir, durante seis horas, à agonia do filho amado, supliciado na cruz. 
Nossa mãe, mãe de toda a humanidade. 
Jesus no-la ofereceu, em Suas derradeiras horas de vida. 
-Filho, eis aí a tua mãe.
Não importa como a denominemos. 
Seu maior título é ter sido Mãe de Jesus. 
E sua misericórdia se estende a todo o rebanho do Seu filho.
* * * 
Portanto, neste dia, mais do que nunca, oremos a esse Espírito de alta envergadura moral para que abençoe a esta Terra. 
Terra dos pinhais. Terra do Brasil. Terra do mundo. 
Que a doce Mãe de Jesus se apiade das mães sofredoras, das que perdem seus filhos para os vícios, para a criminalidade. 
Que ela abençoe todos os que padecem. 
Também os que a louvamos, em canções, em poesias, em dramatizações. 
Que ela ouça as nossas preces de gratidão, Senhora da Luz.
Terna Mãe de Jesus. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 08.09.2026

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Sete de Setembro.
Feriado nacional. 
Dia da Independência do Brasil. 
Por todo o país se fazem presentes as comemorações. 
São desfiles militares, escolares, civis. 
Discursos, bandas, orquestras. 
Evoca-se 1822, em verso e prosa. 
Enaltece-se Dom Pedro I como o libertador. 
Desde a sua audaciosa desobediência às determinações da metrópole portuguesa, não regressando a Portugal, estava proclamada a Independência do Brasil. 
O príncipe tinha suas noites povoadas de sonhos de amor à liberdade. 
Desenvolvia no espírito as noções da solidariedade humana. Não representava o tipo ideal necessário à realização dos projetos espirituais, mas era voluntarioso. 
E ele era a autoridade. 
Os patriotas já não pensavam noutra coisa que não fosse a organização política do Brasil. 
A imprensa da época concentrava as energias nacionais para a suprema afirmação da liberdade da Pátria. 
As pessoas viviam a expectativa. 
Todos os corações aguardavam. 
Então, no retorno da sua viagem a São Paulo, um correio leva ao conhecimento de Dom Pedro as novas imposições das cortes de Lisboa. 
Ali mesmo, nas margens do Ipiranga, ele deixa escapar o grito: Independência ou morte
Sem suspeitar, Dom Pedro I era dócil instrumento de um emissário divino, que velava pela grandeza da pátria.
Consumou-se o fato e, logo, os versos do Hino da Independência eram cantados:
Já podeis da pátria filhos, 
Ver contente a mãe gentil
Já raiou a liberdade 
No horizonte do Brasil. 
A Independência do Brasil foi fruto do intenso trabalho das hostes espirituais junto aos homens. 
Muitos homens deram a vida por este ideal. 
* * * 
São passados mais de duzentos anos da nossa independência. 
Olhamos o nosso imenso país, um gigante geográfico e nos indagamos: 
Somos realmente livres? 
A verdadeira independência é moral. 
Enquanto prosseguem vigentes o jeitinho brasileiro e a lei de Gerson não seremos livres. 
Quando assumirmos nosso papel de homens dignos, corretos, fiéis aos nobres ideais, seremos livres. 
Quando o estandarte da solidariedade e da tolerância se implantar em nossos corações, a nossa bandeira verde e amarela tremulará mais bela. 
Quando estendermos os braços para o bem da comunidade, as estrelas do pano pátrio brilharão com maior intensidade.
Quando a ordem e a disciplina se instalarem nas ações de todos nós, o branco do pavilhão nacional terá alcançado o verdadeiro sentido: a paz. 
Para que o progresso real se instale, é necessário que as individualidades cresçam. 
A soma das conquistas pessoais resultará no crescimento coletivo. 
Hoje é um excelente dia para se propor a trabalhar pelo nosso gigante. 
Dizem que está adormecido, mas só porque os seus filhos dormem. 
A mãe gentil que nos recebe nesta etapa da vida no planeta merece-nos o esforço. 
Se quisermos, e só se quisermos, poderemos tornar verdadeira, desde agora a assertiva espiritual: 
Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho. Coração que pulsa, que ama, que não relega ao abandono os seus filhos. 
E tanto quanto pode, recebe e ampara os filhos de outros solos. 
Pátria do Evangelho que irradia o bem, que serve de modelo, que luta pela justiça, pela verdade.
Independência moral. 
Crescimento real. 
Vamos começar neste dia a lutar por esses objetivos?
Redação do Momento Espírita, com base nos cap. 18 e 19 do livro Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho, pelo Espírito Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Disponível no CD Momento Espírita, v. 33 e no livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP. 
Em 07.09.2026