Colhemos nos registros do Evangelista João as palavras do Cristo dizendo-se o pão da vida, o pão do céu.
O pão é um dos alimentos mais antigos produzidos pelo ser humano.
Faz parte da história da humanidade e, além de nutrir o corpo físico, carrega consigo o simbolismo de alimento para o Espírito.
Originalmente de forma rústica, o preparo do pão foi se tornando mais elaborado ao longo dos séculos, recebendo novos ingredientes para se tornar macio, saboroso e de aspecto convidativo.
No entanto, para fazer um bom pão, é imprescindível o fermento, que, na sua essência, faz com que a massa se avolume, o que resulta em um pão fofo.
Se o fermento for ruim, ele não consegue levedar a massa, deixando o pão pesado e difícil de ser digerido.
Esta dinâmica da panificação nos permite compreender a nossa própria existência e a forma como interagimos com o mundo.
Nossa vida é, invariavelmente, um fermento espiritual com o qual influenciamos as existências alheias.
É de nos perguntarmos qual a qualidade do nosso fermento.
Será da malícia e da maldade, representando nossos vícios morais?
Se assim for, da mesma maneira como um mau fermento arruína toda uma fornada, essa nossa contribuição haverá de prejudicar quantos convivem conosco e que nos recebem, de alguma maneira, a influência.
Porém, se bom for o nosso fermento, estribado na sinceridade e na verdade, multiplicaremos o bem e avolumaremos bons sentimentos ao nosso redor.
Nossas palavras determinam as palavras de quem nos ouve.
Nossos modos e costumes geram modos e costumes da mesma natureza em torno dos nossos passos, especialmente naquelas pessoas que se situam nos círculos da nossa experiência e do nosso conhecimento.
Nossas vibrações e ações têm um alcance que muitas vezes desconhecemos.
Assim como o fermento, esses elementos podem se aninhar nas mentes alheias, levedando-as e multiplicando-se.
O processo real para reformar e edificar o ambiente ao nosso redor é aceitar as sugestões do bem e praticá-las intensivamente.
Por isso, temos o dever inadiável de cuidar da qualidade daquilo que espalhamos.
* * *
Que tipo de fermento estamos oferecendo a quem convive conosco? Com quais sentimentos estamos alimentando o Espírito daqueles que nos rodeiam?
Sempre podemos aprender a produzir um bom fermento.
Basta buscá-lo nas palavras e no exemplo daquele que é o pão da vida por excelência, o Mestre Jesus.
Regenerando o pensamento, o caminho que conduz ao Senhor se revela reto e limpo.
Agindo com o fermento da vontade voltada para o bem, permitiremos que bons sentimentos se avolumem dentro de nós, espalhando-se naturalmente entre aqueles que convivem conosco ou que, de alguma forma, se aproximem dos nossos passos.
Acionemos a nossa vontade e sejamos o bom fermento, aquele que Paulo de Tarso, escrevendo aos irmãos de Corinto, na Grécia, asseverou: um pouco de fermento leveda a massa toda.
Isso salienta a nossa ação individual.
Podemos ser esse pouco de fermento que avoluma o pão da esperança, nos corações alheios.
Redação do Momento Espírita com base
no Evangelho de João, cap. 6, versículo 35, e
na 1ª Epístola aos coríntios, cap. 5, versículo 6.
Em 29.09.2026






