quarta-feira, 9 de setembro de 2026

UM NASCIMENTO

DIVALDO PEREIRA FRANCO(+)
JOANNA DE ÂNGELIS(espírito)
Aquele nascimento singular, num momento de grande alucinação coletiva na Terra, deveria dividir os fatos da História, assinalando o Seu como o período de preparação da paz. 
Não era um conquistador odiento, que vinha armado para os combates destrutivos, mas um vencedor, que viera somente para amar. 
Por isso, não foi reconhecido, ou melhor, não O quiseram conhecer. 
Porque estavam preparados para a guerra, para o ódio, para o desforço, longe dos sentimentos da compaixão e da misericórdia, da compreensão e da caridade. Israel era soberba e seu povo, ingrato. 
Por isso, Roma a esmagava com as suas legiões impiedosas, ameaçando sempre com a força e a arrogância dos seus administradores de um dia. 
Não havia lugar, naqueles corações, para a compreensão da fragilidade humana, da temporalidade de todas as coisas, para o esforço de solidariedade. 
Forte, então, era aquele que esmagava, mesmo que fosse vencido logo depois, pela doença, pela desgraça política, pela morte... 
O fraco era odiado, porque não revidava, nem disseminava o desprezo ao inimigo, em face da sua situação subalterna. 
* * * 
Jesus...Sim, este Seu nome, foi a força do amor que modificou as estruturas do pensamento e da razão, alterando, por definitivo, a face do planeta. 
Nunca mais a Terra seria a mesma depois Dele... 
Antes, sofria o peso do carro da guerra perversa e das devastações do ódio. 
É certo que ainda não cessaram os combates do homem e da mulher contra os seus irmãos, no entanto, permanece o sentimento de fraternidade em memória e em homenagem a Ele. 
Combatido, permaneceu amando.
Odiado, continuou amando. 
Crucificado, persistiu amando, E morto, ressuscitou do túmulo, a fim de prosseguir amando... 
* * * 
Nestes tempos de incertezas momentâneas, de crises morais graves, não há como sobreviver, se não continuarmos amando. 
Exemplos, bons exemplos, existem para serem seguidos, e não apenas catalogados nos anais da História e admirados distantemente pela grande massa popular. 
Jesus precisa ser a referência primeira de nossas vidas, mas não o Jesus distante, crucificado nas alturas, mas o Jesus amigo, conselheiro amoroso de todo dia. 
Lembremos mais de Seu nascimento do que de Seu assassínio, de Sua presença do que de Sua ausência. 
O Consolador já está entre nós, abraçando-nos a todos cada dia mais forte. 
Não se pode fugir da verdade.
Não se pode continuar sem amor no coração. 
Todo nascimento é motivo de alegria, e este, em especial, representa o nascer do amor maduro, do amor ágape, na intimidade fértil do Espírito imortal. 
Lembremos Jesus... Sempre. 
Redação do Momento Espírita com base no cap. 30 da obra O amor como solução, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. 
Em 04.03.2009.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

A DOCE MÃE DE JESUS

Dia 8 de setembro é o dia dedicado à padroeira da capital paranaense: Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. 
A origem dessa denominação remonta ao século 15, envolvendo um português que vivia na freguesia de Carnide, em Lisboa.
Ninguém sabe ao certo como acabou prisioneiro e escravo na África. 
O que narram as tradições é que ele era devoto de Maria Santíssima, a quem orava, diariamente. Pero Martins passou a ter sonhos com a Mãe de Jesus, que lhe falava do seu retorno à liberdade, o que veio a acontecer. 
Encontrando, em sua cidade natal, próximo a uma fonte, uma imagem, a identificou como sendo da celeste Mãe. 
E porque vira uma luz misteriosa no local onde estava a estátua, deu-lhe o nome de Nossa Senhora da Luz. 
Na capital do Paraná, Curitiba, o culto agregou uma denominação e surgiu Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.
É verdadeiramente incrível quando se fala a respeito da Mãe de Jesus descobrir que ela tem mais de mil e cem títulos. 
Vão desde Mãe Santíssima, Virgem Maria, Rainha do céu, Santa Maria, a denominações específicas dos lugares onde, dizem, ela teria aparecido. 
Assim temos Nossa Senhora de La Salete, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Guadalupe. Segundo a tradição e registrado por escritores, desde os primeiros séculos, o povo cristão honra a Maria de Nazaré. 
Possivelmente, uma das primeiras denominações que recebeu foi a de Mãe Santíssima. 
Isso porque, em Éfeso, onde foi morar com João Evangelista, atendia aos doentes de toda sorte. 
Foi ali que surgiu a expressão da boca de um atendido, em forma de gratidão: 
-És nossa Mãe Santíssima. 
Imaginemos como tantos daqueles que tinham saudades de Jesus a buscavam, para ouvi-la contar do Seu nascimento, Sua infância, Sua missão. 
Que mulher teve missão maior? 
Ser a mãe do único ser perfeito que a Terra já recebeu: nosso Mestre e Senhor. 
Registramos seu exemplo de mãe devotada que oferece o filho ao mundo, para que Ele cumpra a missão para a qual viera. 
Ela conhecia as escrituras. 
Como terá se sobressaltado seu coração, tantas vezes, com as notícias que lhe chegavam, dos inimigos da Boa Nova.
Daqueles que afirmavam querer prendê-lO, daqueles que diziam que Ele não era mais do que um louco. 
Quantas dores terá suportado aquele coração materno. 
Sem falar na dor terrível de assistir, durante seis horas, à agonia do filho amado, supliciado na cruz. 
Nossa mãe, mãe de toda a humanidade. 
Jesus no-la ofereceu, em Suas derradeiras horas de vida. 
-Filho, eis aí a tua mãe.
Não importa como a denominemos. 
Seu maior título é ter sido Mãe de Jesus. 
E sua misericórdia se estende a todo o rebanho do Seu filho.
* * * 
Portanto, neste dia, mais do que nunca, oremos a esse Espírito de alta envergadura moral para que abençoe a esta Terra. 
Terra dos pinhais. Terra do Brasil. Terra do mundo. 
Que a doce Mãe de Jesus se apiade das mães sofredoras, das que perdem seus filhos para os vícios, para a criminalidade. 
Que ela abençoe todos os que padecem. 
Também os que a louvamos, em canções, em poesias, em dramatizações. 
Que ela ouça as nossas preces de gratidão, Senhora da Luz.
Terna Mãe de Jesus. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 08.09.2026

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Sete de Setembro.
Feriado nacional. 
Dia da Independência do Brasil. 
Por todo o país se fazem presentes as comemorações. 
São desfiles militares, escolares, civis. 
Discursos, bandas, orquestras. 
Evoca-se 1822, em verso e prosa. 
Enaltece-se Dom Pedro I como o libertador. 
Desde a sua audaciosa desobediência às determinações da metrópole portuguesa, não regressando a Portugal, estava proclamada a Independência do Brasil. 
O príncipe tinha suas noites povoadas de sonhos de amor à liberdade. 
Desenvolvia no espírito as noções da solidariedade humana. Não representava o tipo ideal necessário à realização dos projetos espirituais, mas era voluntarioso. 
E ele era a autoridade. 
Os patriotas já não pensavam noutra coisa que não fosse a organização política do Brasil. 
A imprensa da época concentrava as energias nacionais para a suprema afirmação da liberdade da Pátria. 
As pessoas viviam a expectativa. 
Todos os corações aguardavam. 
Então, no retorno da sua viagem a São Paulo, um correio leva ao conhecimento de Dom Pedro as novas imposições das cortes de Lisboa. 
Ali mesmo, nas margens do Ipiranga, ele deixa escapar o grito: Independência ou morte
Sem suspeitar, Dom Pedro I era dócil instrumento de um emissário divino, que velava pela grandeza da pátria.
Consumou-se o fato e, logo, os versos do Hino da Independência eram cantados:
Já podeis da pátria filhos, 
Ver contente a mãe gentil
Já raiou a liberdade 
No horizonte do Brasil. 
A Independência do Brasil foi fruto do intenso trabalho das hostes espirituais junto aos homens. 
Muitos homens deram a vida por este ideal. 
* * * 
São passados mais de duzentos anos da nossa independência. 
Olhamos o nosso imenso país, um gigante geográfico e nos indagamos: 
Somos realmente livres? 
A verdadeira independência é moral. 
Enquanto prosseguem vigentes o jeitinho brasileiro e a lei de Gerson não seremos livres. 
Quando assumirmos nosso papel de homens dignos, corretos, fiéis aos nobres ideais, seremos livres. 
Quando o estandarte da solidariedade e da tolerância se implantar em nossos corações, a nossa bandeira verde e amarela tremulará mais bela. 
Quando estendermos os braços para o bem da comunidade, as estrelas do pano pátrio brilharão com maior intensidade.
Quando a ordem e a disciplina se instalarem nas ações de todos nós, o branco do pavilhão nacional terá alcançado o verdadeiro sentido: a paz. 
Para que o progresso real se instale, é necessário que as individualidades cresçam. 
A soma das conquistas pessoais resultará no crescimento coletivo. 
Hoje é um excelente dia para se propor a trabalhar pelo nosso gigante. 
Dizem que está adormecido, mas só porque os seus filhos dormem. 
A mãe gentil que nos recebe nesta etapa da vida no planeta merece-nos o esforço. 
Se quisermos, e só se quisermos, poderemos tornar verdadeira, desde agora a assertiva espiritual: 
Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho. Coração que pulsa, que ama, que não relega ao abandono os seus filhos. 
E tanto quanto pode, recebe e ampara os filhos de outros solos. 
Pátria do Evangelho que irradia o bem, que serve de modelo, que luta pela justiça, pela verdade.
Independência moral. 
Crescimento real. 
Vamos começar neste dia a lutar por esses objetivos?
Redação do Momento Espírita, com base nos cap. 18 e 19 do livro Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho, pelo Espírito Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Disponível no CD Momento Espírita, v. 33 e no livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP. 
Em 07.09.2026

domingo, 6 de setembro de 2026

O NASCER DO SOL E A PRESENÇA DE DEUS

PAULO COELHO
Após a sessão matinal de orações, o noviço perguntou ao abade: 
-Todas essas orações que o senhor nos ensina, fazem com que Deus se aproxime de nós? 
-Vou responder a você com outra pergunta.-Disse o abade.-Todas essas orações que você reza irão fazer o sol nascer amanhã? 
-Claro que não! O sol nasce porque obedece a uma lei universal! 
-Então esta é a resposta à sua pergunta. Deus está perto de nós, independente das preces que fazemos. 
O noviço revoltou-se: 
-O senhor quer dizer que nossas orações são inúteis?!
-Absolutamente. - Respondeu, com serenidade, o abade. - Se você não acordar cedo, nunca conseguirá ver o sol nascendo. Se você não orar, embora Deus esteja sempre por perto, você nunca conseguirá notar Sua presença.
* * * 
Que bela lição encontramos aqui. Não oramos para que Deus esteja próximo e nos ouça. 
Oramos para criar uma ponte entre nós e o Criador de tudo e de todos.
Em verdade somos nós que precisamos nos aproximar dEle, assim como das coisas do Espírito, dos verdadeiros tesouros do Universo.
Somos nós que esquecemos da Providência Divina, de nossos protetores. 
Eles jamais se afastam de nós. 
Somos nós que, ao fecharmos os olhos e ouvidos da alma, nos afastamos de seus conselhos, de suas inspirações, de seu amparo. 
A oração é a higiene do Espírito.
Uma comunicação saudável da criatura com seu Criador.
Precisamos adquirir esse hábito, mantendo-nos constantemente em contato com o Alto, tornando-nos assim mais fortes e mais preparados para enfrentar os reveses da vida, e as vicissitudes que se apresentarem. 
A oração é um diálogo de coração com coração, em que abrimos os salões de nossa alma para receber a visita de nossos amigos, daqueles que, de outras esferas, velam por nossas vidas. 
Não nos preocupemos com a beleza dos dizeres, e sim com a sinceridade e a pureza de seu conteúdo. 
Quando houver mais sentimento, mais honestidade em nossas palavras, mais fortes serão os raios invisíveis que nossa oração emitirá em direção ao firmamento divino. 
Vale lembrar a lição do abade ao noviço: 
-Se você não acordar cedo, nunca conseguirá ver o sol nascendo. Se você não orar, embora Deus esteja sempre por perto, você nunca conseguirá notar Sua presença. 
* * * 
A seara exuberante de grãos e de frutos se distende ante as suas necessidades. 
Contudo, para que dela se aproveite, você terá que cozer os grãos e preparar as polpas, a fim de utilizá-los devidamente. 
A chuva benfazeja se derrama sobre larga faixa terrestre, trazendo o amparo dos céus à fertilidade do chão e à manutenção das fontes. 
Mas, se você pretende dela valer-se, é preciso construir a calha conveniente ou providenciar o pote que a possa recolher. 
Pensando desse modo, vemos que as bênçãos do Criador, sob forma de energias balsâmicas e equilibradas, se espalham sobre todas as Suas criaturas. 
Porém, para que você possa ser dulcificado por essa benesse, torna-se necessário unir-se, em sintonia feliz, a essas faixas de luz. 
E a prece propicia esse diálogo, essa união. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. O discípulo impaciente, do livro Histórias para pais, filhos e netos, de Paulo Coelho, ed. Globo e no cap. 3, do livro Rosângela, pelo Espírito Rosângela Costa Lima, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter. 
Em 27.01.2024.

sábado, 5 de setembro de 2026

NASCER DA ÁGUA E DO ESPÍRITO

RAUL TEIXEIRA
A Terra estava informe e vazia. As trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. 
Assim inicia o livro bíblico Gênesis, resumindo em poesia o estado do nosso planeta antes de vir a ser. 
Então, separou Deus as águas do elemento árido. 
Fez os pássaros do céu, os anfíbios, os répteis. 
No sexto dia, fez o ser humano, que também saiu da água.
Por quê? 
Porque foi feito da argila, que, por sua vez, tinha saído da água. 
A vida orgânica começou nas águas. 
Nascer da água significa nascer na vida orgânica. 
Nosso corpo físico é um corpo de água, que, adulto, tem cerca de sessenta e cinco a setenta por cento de água. 
Nascer da água é, portanto, nascer no corpo. 
E, quando reestruturamos a nossa vida moral, nos aproximamos de Cristo. Isto é nascer do Espírito. 
Nascer da água não é a condição suficiente. 
É preciso nascer da água e do Espírito, segundo Jesus.
Assim, não basta estar encarnado. 
É preciso dar à encarnação um bom desempenho, desenvolver o melhor. 
Se estamos na Terra, com esse dever de nos aprimorarmos, o que é que estamos esperando? 
Não estamos proibidos de comer, de beber, de namorar, de casar, de ter filhos, de gozar, de jogar futebol, de competir, de ser campeões. 
Mas, enquanto estamos usufruindo dessas prerrogativas, o que estamos armazenando para a alma imortal? 
Tudo que fizermos deverá ter por sentido final a nossa felicidade, o nosso progresso, a nossa evolução. 
Por isso, é preciso levar a vida com seriedade. 
Saber que estamos na Terra como quem se acha numa escola, em que há momento de recreio, embora a maior parte do tempo seja para o aprendizado. 
O recreio é um deleite para refrescar a mente, para refrescar a alma. 
Para isso, a Divindade coloca à nossa disposição este planeta belíssimo, cheio de picos, como dedos de pedra erguidos aos céus para pouso das águias; esses mares bravios que se atiram contra os arrecifes, provocando um tapete de espuma.
Pelo amor de Deus, temos a Terra recoberta por esse toldo de estrelas, iluminada pelo spotlight que reflete a luz do sol e que chamamos Selene, nosso satélite lunar. 
A Terra é um planeta de primaveras abençoadas, que a transformam num gigantesco jardim.
Um mundo maravilhoso no qual todas as coisas acatam a vontade de Deus. 
As aves, das andorinhas às águias, continuam a voejar, a cantar os seus cantos e a bater suas asas, singrando os céus do mundo. 
As estações se sucedem disciplinadamente, uma vez ao ano, cada qual com sua característica. 
E temos as brisas mansas, os ventos que sopram das montanhas e refrescam as baixadas. 
Um planeta recortado de artérias chamadas de rios, que vão encontrar-se no mar. 
Tudo sob os cuidados da Divindade. 
* * * 
Pensemos:
É preciso entender Jesus na solidão das nossas reflexões:
Onde esse Mestre nos está faltando? 
Onde estamos sentindo falta dEssa Voz macia da Galileia, dessas águas mansas de Genesaré? 
Onde está faltando Cristo em nós, para que O possamos entronizá-lO no coração? 
Redação do Momento Espírita, a partir do curta O mundo em que vivemos e o Espiritismo, de Raul Teixeira, disponível em @canalfep 
Em 13.06.2026

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

NOSSO MAGNETISMO

RAUL TEIXEIRA
Cada criatura humana é um verdadeiro magneto que caminha pela Terra, a qual, por si mesma, é também um imenso corpo magnético a viajar pelo cosmos.
Trazemos conosco a delicada e poderosa capacidade de atrair, irradiando energias invisíveis e fluidos sutis que revelam a essência da nossa alma. 
Somos ímãs silenciosos, tecendo os fios da afinidade, aproximando corações que vibram em nossa mesma sintonia. 
A história nos presenteou com almas que souberam sublimar essa força, transformando seus campos magnéticos em verdadeiros oásis para a humanidade. 
Pensemos na figura serena de Mahatma Gandhi, com sua fala mansa e, ao mesmo tempo, inquebrantável. 
Ele exalava o magnetismo puro da pacificação. 
Sem levantar uma única arma, ancorado na força do amor e da não violência, ele atraiu e reuniu toda uma nação ao seu redor. 
Mesmo com o passar das décadas, seu nome segue como um farol luminoso, arrebanhando legiões de almas de boa vontade que têm fome de liberdade e de paz. 
Contemplemos a extrema doçura de Francisco de Assis. 
Na juventude privilegiada, tinha ao seu redor jovens como ele, que se divertiam entre canções, danças e brincadeiras.
Quando renunciou à riqueza para viver a pobreza e a paz, muitos daqueles jovens ficaram profundamente tocados pelo seu exemplo. 
Abandonaram a vida mundana, a ostentação e as armas, tornando-se os primeiros companheiros de sua tarefa de amor. Desprovido de posses terrenas, seu magnetismo pessoal transbordava riqueza celestial. 
O pobrezinho de Assis amou tanto, e com tamanha pureza, que abrandou o orgulho humano. 
Sua simplicidade exala, através dos séculos, um perfume de fraternidade que continua a atrair multidões, inspirando-nos a enxergar cada criatura como irmã e o universo como um sagrado altar. 
Mas de todos os luminares que já acariciaram o solo deste mundo, o magnetismo mais arrebatador e fascinante foi, sem dúvida, o de Jesus de Nazaré. 
Por onde passava, atraía multidões de almas famintas. 
Não apenas carentes de pão, também transbordantes da mais profunda sede de amor, de paz, de esperança e de Deus. 
 Seu magnetismo luminoso envolvia os tristes, consolava os invisíveis e abraçava os caídos. 
Como ele mesmo prometeu, ao ser erguido no madeiro, atrairia todos os homens para si. 
É exatamente o que seu amor incondicional continua a fazer, transpondo o véu do tempo para curar as nossas dores. 
* * * 
O exemplo desses grandes luzeiros nos convida a uma reflexão íntima e poética: quais energias e virtudes estamos liberando no mundo ao nosso redor? 
Nós também podemos ser construtores da harmonia. 
Para beneficiar aqueles que partilham a jornada conosco, basta que lapidemos, com ternura, o nosso próprio magnetismo pessoal. 
Quando escolhemos a doçura no lugar da aspereza, a paciência no lugar da irritação, e a compaixão no lugar do egoísmo, irradiamos uma luz serena. 
Assim como as flores atraem as borboletas pela doçura do seu néctar, passaremos a atrair o bem, tornando-nos um porto seguro de afeto, paz e esperança para todos os corações que caminharem ao nosso lado. 
Redação do Momento Espírita, com base na pt. 3, cap. 13, do livro Vida e Valores, ed. FEP. 
Em 04.09.2026

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

NASCER, VIVER, RETORNAR!

DIVALDO PEREIRA FRANCO(+)
MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA
(espírito)
De forma contínua, homens se transferem desta vida para o Mais Além. A maioria, sem preparo algum. 
Exatamente porque, embora saibamos que a morte é o destino final da vida física, vivemos como se isso não fosse verdade. 
Mas, todos temos o mesmo destino. 
Morando em pequenas cidades ou em capitais famosas, depois de longos períodos de enfermidade ou de forma repentina, vitimados por acidentes ou fenômenos da natureza.
Ou, ainda, vítimas de guerras, de epidemias... Ninguém é poupado. 
O instrumento afiado, de que se serve a morte, atinge o pequenino, ainda em formação na câmara uterina, como nos primeiros anos da infância, na idade adulta, na juventude risonha ou na idade avançada. 
De uma forma que nos parece estranha, abraça os sadios e deixa os enfermos. 
Escolhe alguns ricos e poderosos em vez de pessoas paupérrimas, que padecem toda sorte de necessidades.
Detestada por quase todos, alguns há que a desejam com ansiedade, no intuito de se liberar de dores que acreditam não mais suportar. 
Continua sendo considerada um mistério da vida física e, muitos a ridicularizam, mesmo quando alcança pessoas próximas. 
Como se fosse uma brincadeira, sorriem por não terem sido escolhidos por ela... ainda dessa vez. 
Morte. Cantada por poetas, das mais diversas formas. 
Muitas vezes, anuncia a sua visita, e se o viajor estiver atento, se prepara para a inevitável jornada. 
Também aparece, inesperadamente, e sem maior consideração, afinal, desde que se nasce, estamos destinados ao seu encontro. 
Para alguns, inspira compaixão. 
Também oferece saudades e agonia. 
Contudo, a grande verdade é que morrer não significa acabar-se. 
Trata-se, apenas, da transferência de uma situação vibratória para outra. 
Não pensemos em sono que nunca se acaba, nem em um local de delícias infindáveis. 
Cada um de nós, ao deixar o corpo físico, encontra exatamente o campo que semeou. 
Cada morte é conforme a existência.
Nenhum privilégio. Já sentenciou jesus, há muito tempo: 
-A cada um segundo as suas obras. 
Por isso Ele veio viver entre nós e nos ensinar a experiência do amor, a nos libertarmos das más tendências, das heranças dos sentimentos grosseiros. 
Ele desceu das estrelas para conviver no mundo, sem se contaminar, Espírito perfeito que era. 
Apresentou-se como o Pastor das nossas almas e, diante da sua afirmativa de que nenhuma de suas ovelhas se perderia, confiemos nEle. 
Preparados ou surpreendidos pela morte, guardemos a certeza de que bons Espíritos, amigos queridos nos virão dar as boas-vindas. 
Saudarão nosso retorno entre abraços e votos de refazimento espiritual. 
Alguns descansaremos, de forma breve, como o viajor que realiza uma grande viagem e precisa de alguns momentos para se refazer. 
De todo modo, retomaremos tarefas, reveremos afetos do ontem e de dias mais distantes. 
E todos nós, mais cedo ou mais tarde, depois de um breve ou longo período na Espiritualidade, retornaremos para o cenário terrestre, prosseguindo a crescer. 
Ciclo da vida: nascer, viver, morrer, renascer. 
Finalidade: progresso até a perfeição. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Reencontro com a Vida, do livro homônimo, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. 
Em 10.10.1022.