domingo, 3 de maio de 2026

MÚSICA DE AMOR

Vickie Lynne Agee
Lester era filho de um pastor de uma pequena cidade.
Recebeu uma sólida educação, em que os valores da autoconfiança e da determinação se aliavam à alegria dos aspectos criativos da vida. 
Ele amava a música e para pagar suas aulas de piano, trabalhava cortando lenha.
Vieram os anos da depressão americana e puseram fim aos estudos da Faculdade e à sua carreira musical. 
Aos trinta anos, ele se casou e deu início à doce harmonia doméstica de um pequeno lar e uma família. 
O seu interesse pela música nunca cessou. 
Sempre que podia, ele ouvia e estudava os grandes compositores clássicos. 
No entanto, não tinha muitas oportunidades de exercitar os seus talentos. 
Com contas para pagar e a perspectiva de aumentar a família, ele nem podia pensar em adquirir um piano.
Em 1942, foi convocado para a guerra e enviado para os campos de batalha, na Europa. 
Todos os dias, em meio aos horrores da guerra, Lester encontrava tempo para escrever para sua querida Frances.
Sentia saudades dela e do homenzinho, como chamava o filho recém-nascido, que morava na pequena mansão, um título pomposo dado à sua casa modesta. 
Aquela correspondência, tão valiosa e cuidadosamente guardada, era lida e relida por Frances, que aguardava, ansiosa, a chegada da próxima carta. 
Lester remetia todo o dinheiro que podia para sustentar sua família e ela trabalhava meio período como enfermeira para complementar o orçamento. 
A economia era a nota constante.
Ela comprava o suficiente para as necessidades básicas e com suas orações pedia proteção continuamente para o seu marido. 
A guerra terminou e, no mês de março de 1946, Lester retornou para a sua pequena mansão. 
Uma grande surpresa o aguardava. 
Uma verdadeira dádiva de amor. 
Frances guardara todos os cheques que ele enviara, cuidadosamente, para comprar um presente que alimentaria a alma do seu amado. 
Renunciando ao próprio conforto, ela poupara quase tudo, a fim de adquirir um piano para ele. 
Na verdade, era uma espineta, um instrumento de cordas semelhante ao cravo. 
Mas, para Lester era o melhor e o mais belo piano de concerto do mundo. 
Era o saldo da renúncia máxima de uma mulher. 
O instrumento se tornou um símbolo de amor. 
Seus netos o guardaram com zelo e quando se sentam para tocá-lo têm a sensação de que trazem de volta à vida a história da família. 
É como se ouvissem o velho avô tocando canções de ninar para seus filhos, sinfonias arrebatadoras de Beethoven para a sua avó e músicas alegres para dançar. 
Cada nota do instrumento transmite o amor que Frances e Lester sentiam um pelo outro, pelos filhos e pelos netos. 
Eles partiram para a Espiritualidade mas legaram aos seus amores uma lição imortal: a do amor que supera a amargura, a distância, o tempo e a vida física. 
Também uma lição de renúncia e de espera pacífica. 
Afinal, quando se tem amor no coração, a necessidade do outro está sempre em primeiro lugar. 
Isso demonstrou Lester, renunciando em favor da família. 
Isso lecionou Frances renunciando em favor do amado.
Exemplos para serem pensados... 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Música de amor, de Corrie Franz Cowart e no cap. Lições de vida aprendidas com um casal de periquitos de Vickie Lynne Agee, da obra Histórias para o coração da mulher, de Alice Gray, ed. United Press. 
Em 18.06.2021.

sábado, 2 de maio de 2026

ELES ESTÃO ATENTOS

Ao olharmos o mundo, é comum nos determos a analisar tragédias ocasionadas pela revolta climática, que varrem cidades inteiras, como se as desejasse eliminar do mapa.
Catalogamos as absurdas deliberações de alguns governos e nos indagamos por que a Divindade tudo isso permite. 
Como permite que tantos maus exerçam sua maldade, de maneira impune e inconsequente?
Idealizamos como tudo poderia ser resolvido, ser amenizado, bastando uma mínima interferência dos céus. 
Nesse patamar, nos esquecemos de que o Ser Supremo do Universo, a Causa primária de todas as coisas, é soberanamente justo. 
Infinito em Suas qualidades, não se equivoca e mantém seus olhos fixos na Sua Criação. 
Nada lhe escapa ao olhar penetrante e sábio. 
Sutil como a brisa e firme como as leis que regem as galáxias, Ele sustenta a vida em todas as suas dimensões.
Acrescentemos que, no centro desse sistema soberano e infalível, destaca-se a figura de Jesus. 
O Seu olhar sobre a Terra é o de um Mestre que jamais abandona a Sua escola. 
Habitar este planeta, sob a égide de Sua governança espiritual, deve nos conceder a certeza de que a misericórdia precede qualquer justiça rigorosa. 
Jesus atua como o farol que vara a névoa dos séculos, oferecendo um norte ético e emocional que nos garante atravessar as tempestades com a convicção de que o destino da Humanidade é a luz. 
Consideremos ainda que a Assistência Divina nos providenciou uma plêiade de benfeitores, que renunciam a planos de repouso para se tornarem os guardiões de nossa caminhada.
São os amigos invisíveis que sussurram a intuição salvadora no momento da dúvida, que sustentam nossas mãos quando o cansaço ameaça nos fazer parar e que, com infinita paciência, organizam as circunstâncias de nossas vidas para que o aprendizado seja mais eficiente. 
Se prestarmos um mínimo de atenção, identificaremos Sua assinatura discreta em atos que nos alcançam. 
Reconhecer essa rede de proteção é transformar a própria visão de mundo. 
Quando compreendermos que somos assistidos diariamente pela Providência, guiados pelo olhar atento do Cristo e amparados pelos benfeitores que nos cercam, abandonaremos nossas análises e críticas inconsequentes.
Consideraremos a vida uma experiência sagrada de ascensão, em que cada amanhecer nos renova o convite para a nossa transformação interior.
E, porque nunca estamos sós, filhos de uma Sabedoria Infinita que nos conduz, nada mais nos compete senão reger nossa própria vida. 
Diante da perfeição da Providência Divina, que estabelece o equilíbrio dos mundos e as minúcias de cada dia; de Jesus, o Governador Planetário, que sustenta a Humanidade com Seu olhar de infinita misericórdia e paciência, preciso nos é ponderar que, como aprendizes, não nos cabe o papel de julgadores do mundo. 
Melhor faremos se, em vez de focar nas sombras externas, confiarmos e focarmos mais em nosso próprio aprimoramento.
Pensemos nisso. 
Redação do Momento Espírita 
Em 02.05.2026

sexta-feira, 1 de maio de 2026

REVISITANDO O ONTEM

Com extrema curiosidade, subo os degraus do castelo medieval, fortaleza de batalhas inglórias. Impressionam-me as marcas deixadas pelas águas do mar, que, a cada dia, investem contra as altas muralhas. 
Visito as alamedas com arbustos verdes, atravesso salas imensas, extasiando-me com a arquitetura de tempos tão recuados. 
Enfim, com quase devoção, adentro um imenso salão.
Um lamento seco ecoa pelas paredes descascadas, nas quais o tempo decidiu morar. 
O cheiro de pó e carvalho antigo invade-me os pulmões, trazendo o gosto metálico de eras que a História quase apagou. 
Caminho pelo salão vazio, sentindo o peso de séculos nas pontas dos dedos, ao tocar as colunas de mármore gasto e sem brilho.
Pareço vislumbrar mesas, banquetas, ocupadas por dedicados copistas. 
Recuo a séculos transatos. 
As sombras se alongam no recinto. 
O silêncio reina no lugar do raspar rítmico das penas de ganso. 
O cheiro de mofo e pergaminho velho ainda flutua no ar frio, evocando o tempo em que a luz das velas era a única guardiã do saber humano. 
Neste scriptorium deserto, as paredes guardam o eco de orações sussurradas entre letras banhadas a ouro e pigmentos de lápis-lazúli. 
Pareço descobrir as silhuetas curvadas de monges que dedicavam vidas inteiras a uma única obra, ignorando o mundo de fora, que parecia distante.
Cada mancha de tinta é uma cicatriz de um tempo em que a palavra era um tesouro esculpido à mão, caprichosamente.
Antes que as prensas de metal e o barulho mecânico de Gutenberg tornassem a escrita veloz, nesse espaço, o conhecimento respirava no compasso do coração. 
Os manuscritos partiram, as estantes estão nuas, e o que restou foi apenas a poeira de um pensamento que não precisava de máquinas para ser eterno. 
Sinto-me como um visitante em um templo de paciência esquecida, onde a alma do livro morreu antes mesmo de ser impressa em série pela primeira vez.
No vazio da sala, o tempo parou no exato instante em que a última pena caiu ao chão, cedendo lugar ao chumbo, antimônio e estanho. Indago a mim mesmo, ante a emoção que me invade, se não terei presenciado as cenas reais desse trabalho. 
Ou terei sido, em algum tempo, um desses dedicados copistas, desenhando letras, criando iluminuras, numa paciente e delicada obra de arte? 
Foram-se os anos. 
Hoje, no desfrutar de tanta tecnologia, honro na lembrança o trabalho heroico dos dedicados e anônimos registradores, que devotavam sua criatividade e seu esforço para que não se perdessem ditos e feitos de uma Humanidade em ascensão.
Para onde mais seguirão os passos dessa Humanidade, concebida à imagem e semelhança de um Criador insuperável? 
Que caminhos mais surpreendentes nos aguardam à frente, plenos de surpresas, de facilidades que mais nos permitirão gozar de tempo para viver em plenitude? 
Somente um Criador tão generoso e onipotente para traçar um destino grandioso, sem limites para Sua Criação. 
Redação do Momento Espírita 
Em 01º.05.2026

quinta-feira, 30 de abril de 2026

A MÚSICA DAS ESTRELAS

A música, dentre todas as expressões artísticas, é a mais misteriosa.
De que maneira sons combinados são capazes de nos despertar alegria, tristeza, ternura? 
De que maneira são capazes de evocar as mais doces lembranças, os sentimentos mais profundos de nossas almas? 
Uma antiga paixão, um pôr-do-sol especial, um momento de despedida ou de reencontro. 
Um velho amigo, uma ocasião festiva, lágrimas de solidão. Instantes únicos guardados em nossa memória e que são evocados através de uma música. 
Utilizando-se de relações matemáticas, o filósofo grego Pitágoras construiu uma escala musical baseada em razões simples entre números inteiros. 
De acordo com o pensador, todas as proporções geométricas existentes na natureza também podem ser descritas em razões numéricas. 
Logo, em tudo o que nos cerca há musicalidade, há melodia.
Ainda assim, e considerando que à época de Pitágoras acreditava-se que a Terra era o centro do Cosmo, era certo para o pensador de que as esferas guardavam proporções de distância fixas entre si. 
Logo, também entre os astros havia melodiosidade. 
A chamada Música das esferas. 
Os séculos se sucederam. 
O homem conheceu o sistema heliocêntrico. 
O cientista Johannes Kepler, nascido na Alemanha, em 1571, obteve três leis gerais que descrevem o movimento dos planetas. 
Através da observação dessas leis, Kepler deduziu os intervalos musicais para cada astro. 
Ele propôs serem eternos os sons de cada orbe, a variar continuamente entre o som mais grave e o mais agudo da escala musical de cada um deles. 
Os movimentos dos céus não são mais que uma eterna polifonia, afirmou o cientista. 
* * * 
Aos ouvidos e olhos mais atentos, tudo o que nos cerca é música, poesia, arte, harmonia, beleza. 
Você já parou hoje um instante para ouvir a melodia daquilo que nos cerca? 
Embora as guerras, a violência gratuita, os grandes sofrimentos, as desigualdades sociais sejam, muitas vezes, para nós nada além de ruídos desafinados, em tudo encontramos a sempre presente harmonia da Criação. 
Basta que ouçamos e vejamos com os ouvidos e com os olhos da alma, do coração, do amor. 
Onde há guerra, orquestremos a sinfonia da paz. 
Onde há mágoa, executemos a sinfonia do perdão. 
Onde há sofrimento, cantemos a melodia da esperança. 
Onde há solidão, arpejemos as notas da amizade. 
Onde há medo, construamos os acordes da fé. 
* * * 
É necessária muita sensibilidade para se ouvir as notas da melodia da vida. 
A cada passo que damos em direção ao progresso, novas harmonias são acrescentadas, novas vozes, novos instrumentos. 
Novos são os desafios, as oportunidades, os começos e recomeços. 
Muda-se o compasso, muda-se o tom, alternam-se momentos de sons com os de silêncio... 
Mas sempre se vai adiante, a melodia não retrocede jamais.
Por isso, embora as dificuldades inerentes à caminhada de cada um, jamais fechemos os olhos àquilo que nos cerca.
Sintamo-nos parte desse todo, desse equilíbrio, dessa música universal. 
Mais do que isso, nos sintamos co-criadores da melodia da vida, pois o Grande Maestro conta conosco na execução das notas harmônicas da Criação.
Redação do Momento Espírita.
Em 01.02.2014

quarta-feira, 29 de abril de 2026

OPINIÃO SOBRE TUDO

Impressionantes estes tempos em que precisamos emitir opinião a respeito de tudo. 
Se não opinamos sobre os assuntos do momento, sentimo-nos deslocados, desatualizados. 
Até menos inteligentes. 
Há um sentimento de que quem fala mais sabe mais, de quem tem opinião é mais inteligente. 
E esses são vistos por nossa sociedade como os donos do pedaço. 
Será que isso faz sentido?
Será que temos que dar nosso parecer sobre todo e qualquer assunto que apareça? 
Qual o problema em dizermos: 
-Desculpe, mas não estou a par deste tema. Desculpe, mas não estudei suficientemente sobre essas questões para poder emitir uma opinião segura. 
Isso não é ser menor. 
Demonstra humildade e sabedoria. 
Os que falamos demais, os que falamos sobre aquilo que pouco sabemos, apenas por falar, muitas vezes somos simplesmente exibicionistas de plantão. 
Falamos sem profundidade e nada sabemos além da superfície das ideias. 
Queremos chamar a atenção para nós mesmos, para ganharmos likes ou visualizações. 
Queremos exibir a nossa habilidade de entreter, de fazer piada com tudo, ou mesmo mostrar nosso estilo inconfundível de falar e falar, sem dizer nada. 
É assim que caímos nas armadilhas da verdade. 
Ouvimos parte da história, criamos nossos relatos, nossos julgamentos, fazemos nosso show e despejamos tudo para milhões. 
Basta um dia, basta uma semana e tudo já está diferente. 
As coisas não eram bem assim, novos fatos aparecem, fulano fala com beltrano e tudo muda. 
Aí vêm as retratações. 
Vídeos saem do ar. 
Pedidos de desculpas. 
Processos por difamação. 
Tudo porque não seguramos a língua, tudo porque não esperamos o tempo certo das coisas. 
Um mensageiro de bom senso escreveu uma observação muito pertinente: 
-Observe que, do campo mental aos lábios, temos um trajeto claramente controlável para as nossas manifestações e, por isso mesmo, tão logo a ideia negativa nos alcance a cabeça, busquemos afastá-la. 
Ele acrescenta que um pensamento pode ser substituído, de imediato, no silêncio do espírito, ao passo que a palavra solta é sempre um instrumento ativo de circulação. 
Notemos a sutil observação: da mente aos lábios, temos um trajeto controlável! 
Por isso, trabalhemos por tê-lo sob nosso domínio. 
Esse é um belo sinal de inteligência, de esclarecimento. 
Saber escolher o que dizer, quando dizer e não simplesmente irmos despejando o que nos vem à cabeça. 
Cuidemos com a palavra. 
Não há mal nenhum em, de forma prudente, dizermos: 
-Não posso opinar sobre este caso.
Ou mesmo: 
-Não gostaria de opinar sobre isso, pois não creio que seja necessário. 
Cuidemos mais da nossa vida do que da dos outros. 
Falar por falar não ajuda ninguém. 
Espalhar o mal, espalhar o escândalo, apenas faz com que sejamos terroristas do pensamento, num mundo em que estamos precisando de paz. 
Sejamos os que espalham as palavras de fraternidade, as boas notícias, os elogios, aqueles que buscam o entendimento entre as partes e nunca a dissensão.
O mal não precisa ser divulgado. 
Sejamos os divulgadores dos planos grandiosos do bem.
Redação do Momento Espírita 
Em 29.04.2026

terça-feira, 28 de abril de 2026

UMA IMPORTANTE LIÇÃO

ANDRÉ LUIZ(espírito)
CHICO XAVIER(+
)
Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de dez anos entrou numa lanchonete e se sentou a uma mesa.
Uma garçonete colocou um copo d’água na frente dele. 
-Quanto custa um sundae?-Ele perguntou. 
-Cinquenta centavos, respondeu a garçonete. 
O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las. 
-Bem, quanto custa o sorvete simples?-Perguntou outra vez. 
A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa. 
A garçonete foi se irritando. 
De maneira brusca, respondeu: 
-Trinta e cinco centavos. 
O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: 
-Eu vou querer, então, o sorvete simples. 
Depressa, a moça trouxe o sorvete simples e a conta, colocou na mesa e saiu. 
O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu.
Quando a garçonete voltou e começou a limpar a mesa, não pôde deixar de chorar. 
Ali, do lado do prato, havia duas moedas de cinco centavos e cinco moedas de um centavo. 
Ou seja, o menino não pôde pedir o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete. 
* * * 
 Ser grato aos que nos servem é um dever tanto quanto servir com alegria. 
Quem serve, deve mostrar gratidão pela oportunidade do trabalho. 
Quem é servido deve demonstrar gratidão pelo serviço do outro, de que necessita. 
Afinal, todos somos, na Terra, dependentes uns dos outros. 
Já imaginou em que se transformaria o panorama do mundo sem a contribuição de faxineiros, pedreiros, carpinteiros, jardineiros? 
O que seria do hospital, com médicos, enfermeiras e gente especializada nos laboratórios, se faltasse a faxina para garantir a limpeza? 
Como poderia garantir a qualidade dos seus pães e doces, o padeiro, sem o concurso do produtor que lhe entregasse a farinha de boa qualidade? 
De que valeria o trabalho muito bem pensado e estruturado de engenheiros e arquitetos, se faltasse a preciosa mão de obra de serventes e carpinteiros? 
Em todo lugar, sempre, dependemos uns dos outros. 
O que abre a loja e expõe a mercadoria, necessita do cliente que observe, goste e compre. 
Clientes e vendedores, patrões e empregados, superiores e subordinados, necessitamos e muito uns dos outros. 
Não podemos sobreviver, muito menos viver uns sem os outros. 
Por isso, a melhor técnica é nos unir, dar as mãos, valorizarmo-nos uns aos outros e sermos gratos pela oportunidade de servir e receber serviços. 
* * * 
O comércio é também uma escola de fraternidade.
Realmente, precisamos da atenção do vendedor, mas o vendedor espera de nós a mesma atitude. 
Sempre que nos sintamos no direito de reclamar, não façamos do nosso verbo um instrumento de agressão. 
Por vezes, a pessoa mal-humorada, em seus contatos públicos, carrega um pesado fardo de inquietação e doença.
Acostumemo-nos a pedir por favor aos que trabalham em repartições, armazéns, lojas, lanchonetes e hotéis. 
Antes de serem empregados à disposição de clientes, são seres humanos que sentem alegria, dor, têm seus problemas e esperam compreensão dos demais seres humanos.
Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada e no cap. 11 do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. CEC.
Em 28.04.2026

segunda-feira, 27 de abril de 2026

CONSTRUINDO UM MUNDO MELHOR

Vivemos um tempo em que muitos corações estão cansados.
Notícias tristes, relações frágeis, pressões diárias. 
Às vezes, perguntamos em silêncio: 
-O mundo ainda tem jeito? 
Estamos em transição para uma nova fase da Terra. 
Violência, indiferença, ingratidão, abandono, vingança ainda existem. 
Mas não encontram tanto espaço nos corações despertos. 
O planeta progride, porque a Humanidade progride. 
E cada consciência convertida ao bem empurra a História para a frente.
Não se turbe o vosso coração foi a mensagem do Doce Galileu. 
Essas palavras acendem uma luz suave em meio à inquietação. 
Elas nos lembram que nada está parado: a vida segue em direção ao progresso, e nós seguimos com ela. 
Nosso planeta é uma escola, um mundo de provas e expiações, onde nos compete aprender a domar o orgulho, vencer o egoísmo e semear o que deverá florescer em paz.
Nenhum de nós está fadado a sofrimentos por castigo ou punição divina. 
Padecemos pelas nossas escolhas equivocadas, pelas ações indevidas que praticamos, pelo bem que deixamos de realizar, pelas mágoas que alimentamos ou pelos vícios que abraçamos. 
Porém, esses desafios são ferramentas de crescimento, oportunidades de burilamento. 
Os flagelos, as dificuldades e os desencontros não são interrupções, apenas parte do caminho. 
Trazem lições, acordam consciências, fortalecem a fé. 
Cada lágrima pode nos ensinar, cada erro pode nos reconstruir. 
E, se desejamos um mundo melhor, é preciso começar pelo único território que realmente controlamos: nós mesmos.
Jesus resumiu tudo em um único verbo: amar! 
Amar a Deus, ao próximo e a si mesmo. 
Esse tripé é a base de toda evolução. 
Não há mundo renovado sem pessoas renovadas. 
O futuro se constrói com escolhas. 
Não podemos culpar o mundo, o governo, o acaso ou o destino. 
A transformação não começa na sociedade.
Começa em cada um de nós. 
Quando adotamos atitudes de compreensão e entendimento, ampliamos a harmonia ao nosso redor.
Quando nos dispomos a perdoar, liberamos o outro e a nós mesmos. 
Quando nos empenhamos na realização do bem possível, por menor que possa ser, colaboramos para tornar o planeta mais leve. 
O mundo melhora quando optamos pela corajosa disposição de sermos melhores. 
Podemos colaborar com ações que parecem não ter importância, mas que alteram as paisagens mentais do mundo: olhar com mais compreensão e menos crítica, ter reações menos impulsivas, julgar menos e ter mais compaixão. 
É possível que, por vezes, nos vejamos apenas quebrando pedras num enfrentamento de problemas que parecem insolúveis, que nos encontremos repetindo rotinas, atravessando dias difíceis. 
Pensemos de forma positiva. 
A rocha que reduzimos hoje a pequenos pedaços não mais se constituirá como empecilho no amanhã.
Mergulhemos nesse propósito grandioso de colaborar para a construção do amanhã feliz. 
Do mundo de bênçãos, de menos solidão e mais solidariedade, de menos tempestades e mais ventos brandos.
Pensemos nisso. 
Redação do Momento Espírita
Em 27.04.2026