Ao olharmos o mundo, é comum nos determos a analisar tragédias ocasionadas pela revolta climática, que varrem cidades inteiras, como se as desejasse eliminar do mapa.
Catalogamos as absurdas deliberações de alguns governos e nos indagamos por que a Divindade tudo isso permite.
Como permite que tantos maus exerçam sua maldade, de maneira impune e inconsequente?
Idealizamos como tudo poderia ser resolvido, ser amenizado, bastando uma mínima interferência dos céus.
Nesse patamar, nos esquecemos de que o Ser Supremo do Universo, a Causa primária de todas as coisas, é soberanamente justo.
Infinito em Suas qualidades, não se equivoca e mantém seus olhos fixos na Sua Criação.
Nada lhe escapa ao olhar penetrante e sábio.
Sutil como a brisa e firme como as leis que regem as galáxias, Ele sustenta a vida em todas as suas dimensões.
Acrescentemos que, no centro desse sistema soberano e infalível, destaca-se a figura de Jesus.
O Seu olhar sobre a Terra é o de um Mestre que jamais abandona a Sua escola.
Habitar este planeta, sob a égide de Sua governança espiritual, deve nos conceder a certeza de que a misericórdia precede qualquer justiça rigorosa.
Jesus atua como o farol que vara a névoa dos séculos, oferecendo um norte ético e emocional que nos garante atravessar as tempestades com a convicção de que o destino da Humanidade é a luz.
Consideremos ainda que a Assistência Divina nos providenciou uma plêiade de benfeitores, que renunciam a planos de repouso para se tornarem os guardiões de nossa caminhada.
São os amigos invisíveis que sussurram a intuição salvadora no momento da dúvida, que sustentam nossas mãos quando o cansaço ameaça nos fazer parar e que, com infinita paciência, organizam as circunstâncias de nossas vidas para que o aprendizado seja mais eficiente.
Se prestarmos um mínimo de atenção, identificaremos Sua assinatura discreta em atos que nos alcançam.
Reconhecer essa rede de proteção é transformar a própria visão de mundo.
Quando compreendermos que somos assistidos diariamente pela Providência, guiados pelo olhar atento do Cristo e amparados pelos benfeitores que nos cercam, abandonaremos nossas análises e críticas inconsequentes.
Consideraremos a vida uma experiência sagrada de ascensão, em que cada amanhecer nos renova o convite para a nossa transformação interior.
E, porque nunca estamos sós, filhos de uma Sabedoria Infinita que nos conduz, nada mais nos compete senão reger nossa própria vida.
Diante da perfeição da Providência Divina, que estabelece o equilíbrio dos mundos e as minúcias de cada dia;
de Jesus, o Governador Planetário, que sustenta a Humanidade com Seu olhar de infinita misericórdia e paciência, preciso nos é ponderar que, como aprendizes, não nos cabe o papel de julgadores do mundo.
Melhor faremos se, em vez de focar nas sombras externas, confiarmos e focarmos mais em nosso próprio aprimoramento.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita
Em 02.05.2026






