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| DIVALDO PEREIRA FRANCO(✝︎) |
E se juntarmos um carpinteiro, cujo sonho era ter uma casa com muitos filhos e, depois de anos e anos de espera, acabou sozinho, numa floresta gelada?
Somemos a isso que a cidade próxima vivia o caos da maldade, onde o prazer de cada um era criar dificuldades para o outro.
Lemos em obra de inigualável valor que o esforço é lei da vida e todos os seres, de uma forma ou outra, não se podem furtar a ele.
O esforço expressa-se pelo trabalho aplicado em favor do crescimento pessoal, na busca dos painéis intelecto-morais.
Onde viceja, enfloresce a paz e, no lugar no qual a ação, movimenta o progresso, estua a alegria.
Num lugar tão caótico, como a ação de uma pessoa poderia fazer a diferença?
Como transformar algo tão ruim em civilizado?
Como transformar uma sociedade em que cada um somente vê o outro como inimigo?
A sabedoria de nosso Pai, no entanto, não tem limites.
Uma garota faz um desenho expressando a tristeza de estar tão só.
E a Divindade contrata um vento brando para levar aquele desenho até as mãos do homem solitário.
Um homem que, enquanto esperava que lhe nascessem os filhos, construiu os mais belos brinquedos.
Então, a menina recebeu um presente em sua casa, enchendo-se de alegria.
E como alegria não consegue ficar oculta, porque deseja espalhar os seus benefícios, logo a garotinha divulgou a notícia a outras crianças.
Assim, o jovem, que nunca fizera algo em sua vida, se empenhou em falar àqueles pequenos, acostumados a maldades, desde o berço, que poderiam ganhar brinquedos.
Bastava que e
O objetivo era praticar uma ação positiva a cada dia.
E todos os meninos e meninas buscaram a escola, que precisou ser reaberta para que aprendessem o segredo das letras e da elaboração das frases.
Logo começaram os relatos, nas cartas, intensos e verdadeiros:
-Meus irmãos e eu, em vez de roubarmos as frutas de Dona Runa, as colhemos e levamos em uma cesta para ela. Dona Runa fez uma torta e trouxe para nossa mãe, que fez um doce e levou para ela.
Fora criada a corrente da gentileza.
As armas foram desaparecendo, sendo substituídas por brinquedos.
Os vizinhos passaram a falar uns com os outros.
Logo a cidade se transformara.
Gentileza gera gentileza.
Em poucos meses, deixou de ser absolutamente cinzenta.
As casas foram arrumadas e todos começaram a colaborar uns com os outros.
Surgiram o Clube do Livro, churrascos e cafezinhos como motivos para encontros e reencontros.
Eles haviam descoberto a alegria de viver bem, de conviver, de se auxiliar.
Deus não é mesmo incrível?
Como poderia conduzir aquele jovem preguiçoso para um local tão ruim, para encontrar um coração solitário de um carpinteiro e realizar uma transformação que ninguém acreditava possível?
Bem verdade é que uma gota faz toda diferença na imensidade do oceano.
Redação do Momento Espírita, com descrição de cenas
do filme Klaus, disponível na Netflix; com base na terceira parte,
cap. XII, questão 909 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec,
ed. FEB e no cap. 13, do livro Perfis da vida, pelo Espírito
Guaracy Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Pereira Franco,
ed. LEAL.
Em 26.02.2026







