Percebemos que ele é relativamente constante ou oscila bastante?
Muitos altos e baixos?
Como costumamos despertar?
Somos daqueles que resmungam e não são capazes de olhar ninguém nos olhos, ou daqueles que despertam falantes, sorrindo?
Cada um tem seu jeito e precisamos respeitar.
Há idades, como a adolescência, que trazem condições peculiares, que necessitam atenção, mas também muita compreensão.
Quem exige que um adolescente acorde cedo, falante, cheio de energia, talvez não se recorde como foi sua própria adolescência.
As alterações de humor são relativamente normais em nossas vidas.
O problema está quando se tornam repentinas e de muita intensidade.
Nesses casos, valem algumas orientações, principalmente no que diz respeito ao estado de mau humor constante.
Conceituando de forma rápida, o mau humor é o estado emocional caracterizado por irritabilidade, impaciência, pessimismo e raiva.
No mau humor, tendemos a enxergar apenas o lado negativo das situações e tomar decisões por impulso, o que, obviamente, nos traz consequências indesejadas.
Importante que toda vez que nos percebermos nesse estado mental, investiguemos suas raízes.
Já somos capazes dessas viagens para dentro de nós mesmos para questionar: por que estou assim?
Por que estou gratuitamente irritado com as pessoas?
O que está me tirando a paz neste instante?
Alguns de nós descobriremos rapidamente: algumas dívidas, uma enfermidade, problemas na família, expectativa não atendida, um revés.
Por vezes, é um pequeno pensamento pessimista, um chamado balde de água fria que, sem que nos apercebamos, acaba com toda energia de nosso dia e nos atira nas teias da irritação.
Fechamos a cara, baixamos a cabeça, tudo passa a ter tons de cinza e, ainda, descontamos em quem surgir a nossa frente!
Porém, que culpa têm as pessoas?
Por que o companheiro recebeu nossa resposta grosseira se ele não tem nada a ver com o fato de estarmos com problemas em casa?
Por que deixamos de agradecer e sermos simpáticos com a atendente do supermercado naquele dia se ela nada sabe sobre nossas questões de saúde?
Vejamos que descontar nos outros não leva a nada.
Pelo contrário, espalhamos mau humor pelo mundo.
E quem é capaz de dizer se o nosso mau humor, junto com o do outro, que virá logo em seguida, não estragará o dia de alguém que estava animado com a vida!
Vejamos a nossa responsabilidade.
Assim, toda vez que percebamos as nuvens escuras do mau humor querendo pairar acima de nós, ativemos uma espécie de modo de segurança:
Auto-observação: por que estamos assim?
O pequeno contratempo é motivo para tanto?
Oração: elevemos o pensamento em prece.
Peçamos ajuda, leiamos uma página que nos inspire o otimismo, a renovação.
Contato com a natureza: as criações de Deus sempre nos darão sopro de vida na alma, sempre nos mostrarão como vale muito mais a pena sorrir do que manter o cenho fechado.
Cuidemos de nosso humor.
Observemos como ele anda.
Estaremos no rumo certo de cuidarmos de nossa saúde.
Redação do Momento Espírita
Em 28.05.2026






