sexta-feira, 6 de novembro de 2026

NEM SÓ DE PÃO.....

RAUL TEIXEIRA
As palavras foram registradas pelo Evangelista Lucas e foram pronunciadas pelo Mestre de Nazaré. 
Em verdade, repetindo o que se encontra no livro bíblico do Antigo Testamento, Deuteronômio: 
-Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra de Deus. 
Nos dias que atravessamos, em que o isolamento social se impôs, voltamo-nos, quase todos, para a internet e buscamos as mais diversas plataformas para nos comunicarmos.
Atividades presenciais nos templos religiosos foram substituídas por registros virtuais, em dias e horas preestabelecidos. 
Companheiros habituados a reuniões para estudo da Doutrina que abraçam, para as preces em conjunto, passaram a se encontrar, virtualmente. 
O que registramos é que o número de lives, reuniões virtuais, encontros, treinamentos têm crescido de forma assustadora, desde o início da pandemia. 
É comum ouvirmos pessoas afirmarem que se encontram em atividade virtual intensa, com as horas muito mais ocupadas do que quando atuavam presencialmente, no templo religioso.
Consideramos que as ofertas virtuais são inúmeras. 
E falamos daquelas de boa qualidade, que oferecem conteúdos de estudo, de reflexão. 
São, verdadeiramente, períodos em que pelo celular ou pelo computador, nos ligamos ao Superior. 
Ouvimos palestra aqui, outra ali. 
Logo mais, um treinamento. 
E nossas horas vão sendo preenchidas. 
Com certeza, louvável o esforço empreendido pelos religiosos, por conferencistas de renome para nos oferecerem produtos de alto valor. 
No entanto, é importante nos indagarmos se não estamos apenas ouvindo, ouvindo e ouvindo, sem tempo para aprofundamentos pessoais. 
Parafraseando Jesus, pensemos que nem só de atividades virtuais devemos nutrir os nossos pensamentos. 
É muitíssimo importante que saibamos valorizar o livro, esse recurso que a vida nos deu e que a inteligência humana conseguiu fazer aflorar, desenvolver-se, permitindo que hoje o tenhamos, no mundo inteiro. 
O livro, impresso ou digital, não deve ser abandonado. 
É importante viajarmos pelas asas da literatura, sejam romances, livros épicos de ciências, de filosofia, livros religiosos, livros de lazer. 
Quando ouvimos, acompanhamos o pensamento alheio.
Quando lemos, temos a oportunidade de realizar o mergulho no conteúdo, no nosso ritmo, na nossa velocidade mental.
Dessa forma, guardemos um tempo para essa busca nas letras, inebriando a alma com versos de luz. 
Permitamo-nos viajar no tempo, no espaço, enquanto percorremos com os olhos, as linhas dos escritos. 
Deixemos repousar os olhos sobre uma frase que nos chama a atenção. 
Deliciemo-nos com a poesia dos versos, a harmonia das frases encadeadas, numa narrativa sem par. 
Livro. Sempre tesouro precioso. 
Encantemo-nos com as descobertas das sílabas que formam o universo da escrita. 
Ouçamos, assistamos todas as lives e todos os bons conteúdos. 
Mas, lembremos, não somente isso. 
Permitamo-nos um tempo para ler e reflexionar.
Para ler e anotar. 
Para apreciarmos uma boa e profunda leitura. 
Redação do Momento Espírita, com base no programa televisivo Vida e Valores, O livro e a leitura, de Raul Teixeira, ed. FEP e citação do Evangelho de Lucas, cap. 4, vers. 4. 
Em 25.08.2020.

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

PRECISAMOS UNS DOS OUTROS

BENEDITA MARIA(espírito)
Quando caminhamos por uma floresta a contemplarmos a majestade das grandes árvores, costumamos imaginá-las como seres isolados, disputando a luz e os recursos do solo.
No entanto, a ciência moderna desvendou um segredo fascinante debaixo dos nossos passos.
Trata-se da wood wide web, uma verdadeira internet vegetal formada pela malha de fungos benéficos, que conectam as raízes de quase noventa por cento das plantas terrestres.
Longe de viverem em competição feroz, as espécies vivem em profunda cooperação. 
Os fungos recebem os açúcares produzidos pelas folhas. 
Em troca, ampliam em até mil vezes o alcance das raízes, absorvendo água e minerais que as plantas sozinhas jamais alcançariam. 
Através dessa rede invisível, as árvores-mãe, mais fortes, bombeiam nutrientes para as mudas que crescem na sombra, garantindo que sobrevivam. 
Quando uma planta é atacada por pragas, ela envia sinais de alerta pela malha subterrânea, permitindo que as vizinhas ativem suas defesas antes que o perigo se aproxime. 
A floresta não é um amontoado de seres isolados. 
É um superorganismo interligado, onde a vida de um depende da vida de todos. 
Se a natureza nos dá essa lição magnífica, como podemos nos iludir julgando-nos independentes? 
Curiosamente, é o homem, em toda a escala da vida, quem apresenta a maior taxa de dependência dos demais. 
Enquanto os animais nascem prontos, guiados pelo instinto, nós precisamos do concurso alheio desde o primeiro respiro.
Essa interdependência não é uma fraqueza, mas uma sábia lei da natureza, uma lei divina que nos convida à fraternidade.
Precisamos uns dos outros para o retorno à Terra. 
Chegamos protegidos pelo véu do anonimato e frágeis, dependendo dos cuidados daqueles que vieram antes de nós. Precisamos reaprender tantas coisas. 
Necessitamos nos adaptar, humildemente, dentro de uma estrutura familiar, na qual cada um exercerá um papel. 
Mesmo depois de adultos, ainda precisamos uns dos outros. 
O médico precisará do engenheiro, que dependerá do médico. O professor carecerá do advogado e do agricultor, mas nenhum se formaria sem o mestre. 
E todos necessitamos do motorista, do gari, do policial, do enfermeiro, do padeiro e do entregador. 
Cada qual traz sua nota indispensável para compor a bela sinfonia da existência humana. 
Ninguém alcança a paz sozinho. 
Deus não criou seres para o isolamento. 
A lei divina nos mostra que essa dependência mútua abate o orgulho e a vaidade, que nos fazem supor que somos o centro do mundo ou superiores aos outros. 
Somos Espíritos eternos vinculados por laços naturais de solidariedade no passado, no presente e no porvir. 
Assim como a floresta só resiste às tempestades porque suas raízes se entrelaçam no solo, a humanidade só se regenerará quando nossos corações se unirem no trabalho do bem.
Despertemos para essa rede viva de amor que nos sustenta.
Estendamos as mãos, cooperemos com alegria e compreendamos que o crescimento do próximo é também a nossa própria vitória. 
Redação do Momento Espírita, com base na pt. IX, cap. 33, do livro Todos precisam de paz na alma, pelo Espírito Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter. 
Em 05.11.2026

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

NEM MAIS UM DIA SEM SORRIR!

RAUL TEIXEIRA
-Depois que minha filha nasceu, não passo mais nem um dia sequer sem sorrir. 
Esta foi a declaração desse pai apaixonado pela nova vida que segurava nos braços e que modificaria sua forma de ver o mundo e de viver, para sempre.
Uma nova vida é sempre um novo sorrir. 
Sorrir de Deus, que concede nova chance a um de nós. 
Sorrir da natureza, que se renova, que vibra com seus ciclos belíssimos na Terra. 
Sorrir de quem chega pois, por mais que a existência seja ainda campo de provação e expiação, é também campo de redenção, de novos caminhos. 
Um passo a mais para a felicidade. 
E ainda, sorrir de quem recebe no lar um novo ser, que não é propriamente novo, mas que aterrissa no planeta de uma forma muito especial, através das vestes da infância. 
Uma nova vida é sempre um novo sorrir. Identificamos na criança a confiança que o Criador deposita nas mãos da Humanidade. 
A criança é a canção com que o tempo embala os ouvidos do futuro quanto é a semente, que lançada na terra fértil da nobre orientação, produzirá floração e frutos de esperanças para o amanhã. 
A infância é o poema de amor e docilidade, que o Pai Maior recita para Seus filhos queridos, mostrando-lhes o caminho da pureza que os incita a construir em suas almas. 
Aprendamos com a simplicidade da infância, com as primeiras conquistas e com esse olhar de admiração e encanto que somente os pequeninos têm. 
Aprendamos com eles a importância do aconchego, de estar sempre perto, abraçado a quem se ama. 
Aprendamos a confiar no colo do pai e da mãe, que não nos deixam cair em momento algum e assim nos entreguemos à vontade de Deus, que nunca nos desampara. 
Aprendamos com as crianças a perceber as minúcias do espaço à nossa volta, os detalhes, as delicadezas da existência. 
Aprendamos, enfim, a dar a nós mesmos novas chances, novas oportunidades de acertar, pois o Criador assim O faz sempre e com muita competência. 
Não deixemos que o tempo, na companhia delas, passe voando. Não. 
Lembremos de cada progresso, de cada nova vitória, registrando tudo nas fotos, gravações e, claro, no coração.
Porque uma nova vida é sempre um novo sorrir. 
E quem de nós não precisa sorrir mais? 
Sorrir de alegria, sorrir de gratidão, sorrir por amar; sorrir por sorrir, por estar vivo... 
O Criador Maior e Suas Leis perfeitas desejam que sempre estejamos sorrindo. 
Dessa forma, promovem nosso crescimento através das eras, pelas sendas do amor infinito. 
Quem sabe um dia todos possamos dizer: 
-Não passo mais nem um dia sequer sem sorrir... 
Redação do Momento Espírita, com trecho do cap. 10 do livro Vereda familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter. Disponível no CD Momento Espírita, v. 27, ed. FEP. 
Em 30.03.2015.

terça-feira, 3 de novembro de 2026

TORNANDO-SE CLARO!

Rachel Naomi Remen
Quantas vezes, durante um simples dia, nos servimos da palavra Claro? 
Quando afirmamos que faremos o que nos pedem, que estaremos presentes na reunião marcada, sintetizamos com Claro. 
Se nos questionam sobre a veracidade de um fato, dizemos:
-Claro, como sinônimo de afirmação imediata. 
Esse vocábulo tem mais de sessenta significados. 
E o convite que a vida nos faz vai além da superfície dos dicionários e das nossas conversas rotineiras. 
É para que possamos, na intimidade do nosso ser, dia após dia, nos tornarmos claros. 
Trata-se de um processo contínuo de libertação e de despertar. 
É permitir que a luz do entendimento dissipe, com suavidade, as sombras que ainda habitam o nosso mundo interior. 
É compreender que somos Espíritos imortais, viajantes do universo, fadados à perfeição. 
Nossas asas espirituais não foram forjadas para a gaiola do comodismo ou da pequenez. 
Ser claro é expandir os horizontes, sem as barreiras que nós mesmos nos impomos. 
É realizar o trabalho silencioso de limpar a vidraça do próprio coração. 
É retirar, com a flanela do perdão, o pó do ressentimento, a fuligem da mágoa e a espessa teia de aranha do egoísmo.
Dessa maneira, a luz do amor poderá nos atravessar e iluminar o próximo. 
Não significa ter a presunção de possuir todas as respostas do universo, mas abrigar a fé inabalável de que o leme de nossa vida está em boas mãos. 
Ser claro é confiar na pedagogia divina, sabendo que cada lágrima e cada sorriso são lições perfeitamente desenhadas para o nosso burilamento moral. 
É permitir que o rio da bondade flua através de nós, sem as pesadas pedras do orgulho a barrar a correnteza. 
É nos tornarmos instrumento dócil da paz, um canal desobstruído por onde a misericórdia flui, facilitando a jornada daqueles que caminham ao nosso lado. 
É perdoar a nós mesmos. 
Compreender que o erro cometido foi apenas o degrau áspero e doloroso que nos ensinou a subir. 
Ser claro é recusar carregar o peso esmagador de um passado que não pode ser alterado, utilizando, em vez disso, suas duras lições para retificar o presente. 
Tornar-se claro é, sobretudo, adotar uma postura íntima de coragem e de renovação. 
É tomar a decisão consciente de não alimentar os monstros da ansiedade e do pavor, criados pelas ilusões da nossa mente. 
***
Enfrentemos as situações, por mais desafiadoras, com a serenidade de quem sabe que toda tempestade é passageira. Não estamos sós. 
O Criador do universo, em Seu amor incondicional, sustenta cada um de nossos passos. 
Ele sussurra coragem na brisa suave da manhã, oferece consolo no silêncio repousante da noite e derrama bênçãos de recomeço a cada novo amanhecer. 
Aceitemos esse inadiável convite. 
Retiremos, um a um, os véus que nos encobrem e deixemos brilhar a centelha divina que trazemos guardada no peito.
Tornemo-nos claros como a água pura da fonte, claros como a verdade que liberta, claros como o amanhecer que triunfa, invariavelmente, sobre a mais escura e longa das noites. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Tornando-se claro, do livro As bênçãos do meu avô, de Rachel Naomi Remen, ed. Sextante 
Em 03.11.2026

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

AS DÁDIVAS DA VIDA

Na encruzilhada da existência, todos nos encontramos, em algum instante, postos a cultivar a paciência e a observação.
Imaginemo-nos parados na esquina do calçadão do tempo, vendo a multidão que vem e vai. 
Rostos cansados, rostos iluminados, rostos esperançosos. 
Se prestarmos atenção, perceberemos que esse local não é apenas um ponto de passagem. 
Trata-se de um local de trocas invisíveis. 
Cada pessoa que caminha em nossa direção traz algo nas mãos. 
Ao passar por nós, sem interromper o passo, cada uma nos entrega um objeto singular. 
Há quem ofereça uma flor perfumada, ou uma pedra gasta pelo uso. 
Alguém nos entrega um livro antigo. 
O próximo, apenas um pedaço de pão, uma fita colorida ou uma semente seca. 
Todos seguem em frente, misturando-se novamente à brisa do tempo, sem pedir nada em troca. 
Diante desse fluxo incessante, a gratidão deve ser a nossa primeira e mais profunda resposta. 
Nada do que recebemos nessa esquina é por acaso. 
A flor nos ensina a beleza efêmera e a delicadeza. 
A pedra nos fala da resistência necessária nos dias difíceis. 
O livro nos oferta a sabedoria e a semente nos convida à fé no amanhã. 
Mesmo os gestos mais simples guardam um valor inestimável.
Por vezes, a vaidade do mundo tenta nos seduzir. 
Vozes ao nosso redor nos afirmam que somos extraordinários, dotados de inteligência superior, detentores de criatividade ímpar e singularmente especiais. 
No entanto, como verdadeiros aprendizes da vida, tenhamos consciência de que o orgulho é uma venda sobre os olhos.
Nenhuma virtude individual é tão brilhante que possa ofuscar o brilho presente no próximo. 
Por mais talentosos que possamos parecer, jamais saberemos tudo, nem seremos autossuficientes. 
Cada ser humano que cruza o nosso caminho é um tesouro vivo, uma obra em construção sob as bênçãos do Criador.
Não há alma desprovida de luz ou destituída de um propósito sagrado. 
Se nos posicionarmos com humildade e atenção genuína, seremos capazes de perceber a dádiva que cada passante compartilha conosco. 
O viajante cansado nos ensina a empatia. 
A criança sorridente nos devolve a esperança. 
O idoso nos entrega a paciência lapidada pelos anos. 
O enfermo nos repassa resiliência e força moral. 
Aprender a colher esses presentes exige silêncio interior e um olhar desarmado. 
Exige enxergar além das aparências, das limitações temporárias e das ruidosas distrações cotidianas. 
Aquele que nos parece simples ou rude pode ser, na verdade, o portador da lição mais profunda que precisávamos receber naquele exato instante. 
Ao final da jornada, ao olharmos para as nossas mãos repletas dessas oferendas e memórias, perceberemos que nunca caminhamos sós. 
Somos o tecido vivo feito das experiências, dos afetos e do aprendizado que coletamos em cada esquina. 
Saibamos, portanto, abençoar cada pessoa que passa, guardar cada oferta com reverência e reconhecer que, na grande escola da vida, todos somos doadores e receptores da infinita bondade de Deus. 
Redação do Momento Espírita 
Em 02.11.2026

domingo, 1 de novembro de 2026

NEM CEDO, NEM TARDE!

...e CHICO XAVIER
O presente é hoje. 
O passado está no arquivo. 
O futuro é uma interrogação. 
Faça hoje mesmo o bem que escolheu fazer. 
Se você tem algo a entregar, entregue isso agora. 
Se deseja apagar um erro que cometeu, consciente ou inconscientemente, procure sanar essa falha sem demora.
Caso se sinta na obrigação de escrever uma carta, uma mensagem, não deixe que caia no esquecimento. 
Na hipótese de idealizar algum novo trabalho que poderá ser de utilidade geral, não adie a sua realização. 
Se alguém lhe ofendeu, desculpe e esqueça, para que não siga adiante carregando sombras no coração. 
Auxilie os outros, enquanto os dias lhe favorecem. 
Faça o bem agora, pois, na maioria dos casos, "depois" significa "fora do tempo" ou "tarde demais". 
* * * 
A vida é breve, a alma é vasta, já dizia o grande poeta português, Fernando Pessoa. 
A existência na Terra é um sopro. 
Tudo passa muito rápido. 
Além disso, chegamos sem saber quando será o instante da volta. 
Algo providencial, assim como o esquecimento do passado, pois isso nos dá a grande lição do recomeço e da urgência. 
O recomeçar deixando seja lá o que fizemos e o que fomos para trás; a urgência de aproveitar a oportunidade ao máximo.
Não confundamos urgência com a pressa que vem acompanhada da ansiedade. 
A urgência aqui é no sentido de prontidão, iniciativa e importante necessidade. 
Realmente, não sabemos quanto tempo temos. 
Saímos para o trabalho, fazemos uma breve viagem, vamos à panificadora. 
Quem garante que iremos voltar? 
Não se trata de nos aterrorizarmos e ficarmos aguardando o instante da morte a qualquer momento, mas de entendermos que se trata de um fenômeno natural e que não sabemos o que está em nosso planejamento reencarnatório. 
Adiar questões importantes da vida será sempre uma aposta arriscada. 
Deixar mais para frente aquilo que sonhamos ou que nosso coração pede que realizemos sempre será uma jogada duvidosa. 
Vejamos que, muitas vezes, a intuição nos é muito clara:
Faça agora! Diga! Vá até lá! 
Telefone para Fulano, converse um pouco. 
Ignoramos as intuições, porque deixamos que elas se misturem às atribulações e às preocupações menores. 
E lá se vão grandes oportunidades. 
Nem cedo, nem tarde, a hora é agora. 
Reflitamos sobre tudo aquilo que vai no coração. 
Aquilo que acreditamos ser importante realizar ou mudar em nossa vida. 
Não enchamos a vida de quando eu... 
Ou depois que eu... 
A frustração de chegarmos no plano espiritual, mais uma vez, deixando questões importantes para trás, atravessa o peito como espada incandescente. 
Culpa, decepção, arrependimento. 
Não queremos isso em nosso Espírito já tão marcado pelos acontecimentos dos tempos passados. 
Realizemos agora. 
Comecemos hoje. 
Um primeiro passo pelo menos. 
Façamos do dia de hoje um dia único. 
Surpreendamos aos outros e nos surpreendamos. 
Lembremos sempre: 
-Faça o bem agora, pois, na maioria dos casos, "depois" significa "fora do tempo" ou "tarde demais". 
Redação do Momento Espírita com base no cap. 3, do livro Hora certa, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. GEEM. 
Em 19.04.2024.

sábado, 31 de outubro de 2026

TUDO RESSURGE E BRILHA

Constâncio Alves
Não chores quem se vai, quando a faina termina!… 
Para lá do sepulcro outra senda começa… 
A natureza, em tudo, é sublime promessa, 
Tudo ressurge e brilha, ante a glória divina!… 
***
Esses versos sublimes de Constâncio Alves são uma verdadeira canção de esperança para os nossos dias de saudade. 
Eles traduzem a lição de Jesus: Deus não é de mortos, mas, sim, de vivos. 
Para acalmar o coração, é imprescindível compreender a morte não como extinção, mas como uma atividade transformadora da própria vida. 
Espiritualmente falando, apenas conhecemos um gênero temível de morte: a morte da consciência denegrida no mal, torturada de remorso ou paralisada nos despenhadeiros que marginam a estrada da insensatez e do crime. 
Essa sim, é a verdadeira morte da alma, que se encarcera nas sombras de seus próprios desatinos.
Fora disso, é chegada a época de reconhecermos que todos somos vivos na Criação eterna.
Por tardar esse conhecimento em nós, constatamos grandes erros diante da morte dos entes queridos. 
Em razão disso, a teologia criou céus e infernos artificiais, rejeitando a lógica reencarnacionista. 
Algumas pessoas se apegam à letra, crentes de que o corpo material - apenas vestimenta temporária - deverá ressurgir dos sepulcros. 
E outras veem os Espíritos como fantasmas de laboratório, vagando indefinidamente pelo espaço. 
Quem passa pela sepultura prossegue trabalhando e aprendendo nas estações do Além. 
Lá, tanto quanto aqui, só existe desordem para o desordeiro e equilíbrio para o trabalhador do bem.
Na crosta da Terra ou além dos seus círculos, permanecemos vivos invariavelmente. 
Os desencarnados não são magos ou adivinhos para satisfazer curiosidades. 
São irmãos de jornada que continuam na luta do próprio aprimoramento. 
Tiveram seu tempo na encarnação atual e agora continuam os planos individuais em outra dimensão. 
Podem permanecer nesse estado por pouco ou muito tempo, porém, tão logo seja necessário, planejam novo retorno, assim como o fizeram antes. 
Recordemos que lidamos com algo semelhante aqui mesmo no planeta, quando parte da família habita outro continente; quando irmãos, filhos, amigos queridos, enfrentam o desafio de um emprego ou um longo período de estudos fora do país.
Há os que se mudam para realizar tratamentos específicos de saúde e ainda os que encontram sua nova família no outro lado do oceano. 
O amor não conhece distâncias e se faz ponte de luz sobre todos os abismos do caminho. 
Ninguém morre. 
Ninguém desaparece. 
Apenas entramos em fases diferentes da vida do Espírito, que é muito maior do que esta que chamamos de existência.
Todos nós já passamos por isso antes. 
Confiemos nas forças da Providência Divina. 
A natureza em tudo é sublime promessa. 
Tudo ressurge e brilha!
Tudo em Deus tem um significado muito maior do que podemos, muitas vezes, compreender. 
Ou mesmo imaginar. 
A razão e o coração nos apontam: a morte não existe. 
Os mortos vivem. 
O amor dura para sempre. 
EMMANUEL E CHICO XAVIER
Redação do Momento Espírita com base no poema Os mortos vivem, do livro Estrelas no chão, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. GEEM e no cap. 42, do livro Pão nosso, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. 
Em 31.10.2026