domingo, 28 de junho de 2026

NÃO ESTRAGUE O SEU DIA

Você já experimentou, alguma vez, aquele amanhecer sombrio, em que tudo lhe parece amargo? 
Esses dias aparentemente têm os mesmos aspectos para todos nós, mas são vividos de maneira diferente variando de indivíduo para indivíduo. 
Alguns ficam tristes e quase calados. 
Buscam isolar-se para evitar qualquer contato com alguém que lhes faça perguntas sobre o que está acontecendo, porque está assim, etc. 
Outros deixam o mau humor dirigir seus passos e, em poucos minutos, azedam todo o ambiente em que se encontram.
Distribuem gestos bruscos, falam com irritação, respondem com azedume, culpam os outros por tudo de errado que acontece. 
E a resposta para comportamentos desse tipo logo se faz sentir no organismo, em forma de azia, enxaqueca, dores musculares, entre outros males. 
E o pior de tudo é que nem sabemos o porquê de tanta irritação. 
Não paramos um pouco para meditar sobre a situação em que nos encontramos, nem para mudar o curso dos acontecimentos. 
De maneira irrefletida, estragamos o nosso dia movidos por um estado d´alma que nos toma de assalto e no qual nos deixamos mergulhar, sem refletir. 
Passados esses momentos amargos, fica uma desagradável sensação de mal-estar, de indisposição, de sentimentos feridos, de relacionamento comprometido. 
 Assim, se você sentir que está diante de uma manhã sombria, de um momento amargo, vale a pena tomar medidas urgentes para não se deixar cair nas armadilhas. 
Se ainda está em casa, faça uma prece antes de sair. 
Se estiver no trabalho, busque um local que lhe permita ficar só por um instante, respire fundo e eleve o pensamento a Deus, rogando forças e discernimento para não se deixar levar por circunstâncias desagradáveis.
Lembre-se, sempre, que todos temos momentos difíceis, e que só depende de nós complicá-los ainda mais, ou sair deles com sabedoria e bom senso.
Lembre-se, ainda que, por mais difícil que esteja a situação, ela será tragada pelas horas e substituída por momentos mais leves e mais felizes. 
Por essa razão, nunca valerá a pena estragar o seu dia. 
* * * 
Não estrague o seu dia. 
A sua irritação não solucionará problema algum. 
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas. 
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar. 
O seu mau humor não modifica a vida. 
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus. 
A sua tristeza não iluminará os caminhos. 
O seu desânimo não edificará a ninguém. 
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade. 
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.
Não estrague o seu dia.
Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o infinito Bem.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 38, do livro Agenda Cristã, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Disponível no CD Momento Espírita v. 6 e no livro Momento Espírita v. 2, ed. FEP. 
Em 24.07.2020.

sábado, 27 de junho de 2026

NÃO ESTÁS DEPRIMIDO

FACUNDO CABRAL
Não estás deprimido, estás distraído. 
Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia. 
Não estás deprimido, estás distraído. 
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. 
Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. 
Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude. 
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. 
Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção. 
Não existe a morte, apenas a mudança. 
És movido pela força natural da vida.
A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu.
Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo. 
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros. 
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo."
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos. 
Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. 
Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão. 
Dá sem medida, e receberás sem medida. 
E não te deixes enganar por alguns maus, por alguns homicidas e suicidas. 
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma carícia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.
* * * 
Enfrentamos momentos em que os pensamentos depressivos, desencorajadores parecem desejar tomar conta de tudo. 
Os ombros caem... A voz baixa de tom... Os olhos já não se abrem tanto... 
Tais momentos, porém, devem durar apenas o tempo da reflexão necessária, o tempo da conquista da sabedoria e, logo depois, devem ser seguidos por nova atitude. 
Uma nova atitude de renovação, de mudança, que nos faz trilhar por novos caminhos, com novas forças. 
De nada adianta se entregar à inércia emocional. De nada adianta a autopiedade. 
Não são caminhos, são paredes que construímos à nossa frente, impedindo a nós mesmos de prosseguir. 
Não nos permitamos distrair pelas mazelas da vida, esquecendo tão facilmente o bem que recebemos sempre.
Não nos deixemos desocupar, abrindo, através da hora vazia, portas e janelas para ondas de pensamento deletério que flutuam no ar. 
A desocupação, a inutilidade são polos atraentes de influências perigosas, pelas quais pagaremos alto e amargo custo. 
Afastemos a depressão de nosso coração. 
Abracemos a vida e o renascer diário com todo nosso amor.
Redação do Momento Espírita, com citação de texto de Facundo Cabral, que circula pela Internet. 
Em 14.07.2020.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

ONDE HOUVER ÓDIO

Onde houver ódio, que eu leve o amor. 
Incrível é o poder que tem o antiamor, essa hidra a que chamamos ódio. 
Começando por desnutrir e desmantelar o cerne do seu portador, segue, mundo afora, espargindo seus miasmas e se multiplicando no seio de muitas vidas, tornando amarga a vivência. 
O indivíduo odiento, relativamente aos que o rodeiam, é alguém que se acha encharcado pelo mesmo ódio que destila.
É alguém que odeia a si mesmo, e que, por isso adoece.
Assim, se desejamos erradicar o ódio do mundo, o primeiro lugar onde devemos tratá-lo, atendê-lo, é dentro de nós mesmos. 
Todas as ações odientas que vemos gritando pelo mundo, fazendo vítimas, causando dor e revolta, têm seu início no íntimo enfermo do ser humano. 
É o auto-ódio que precisa ser tratado. 
O ódio contra si mesmo é a maior tragédia da mente humana.
O perfeccionismo exagerado, que penaliza seu portador, quando não alcança os resultados almejados, é manifestação de auto-ódio. 
Os insucessos devem ser estímulo para acertar numa próxima vez e nunca razão de autoflagelo ou decepção profunda consigo mesmo. 
Quem se odeia avança para o fim sem cerimônia, seja o fim da saúde, da alegria, do sossego ou o fim da família, dos amigos, da vida, ao cabo de tudo. 
Adere aos vícios de difícil erradicação, justificando não poder abandoná-los, escusando-se de fazer mínimos esforços para isso. 
O ser que se detesta, imprime em tudo o que faz o selo da negatividade, complicando o que poderia ser simples.
Assim, é preciso parar tudo e cultivar o seu oposto: o autoamor. 
Quando Francisco de Assis apresenta a proposta do Onde houver ódio, que eu leve o amor, ele não se refere apenas ao ódio de fora, exterior. 
Sabia muito bem, quando se colocou como instrumento da paz que os maiores inimigos do homem estão em sua intimidade. 
Desta forma, amar a si mesmo é salvar o mundo. 
O amor a si mesmo faz com que desejemos aprender para sermos úteis; faz com que trabalhemos para progredir. 
O amor a si mesmo está no perdão concedido, que evita que carreguemos os dejetos prejudiciais da mágoa, do rancor, no coração. 
O amor a si mesmo está em preservarmo-nos dos vícios, dos excessos. 
Está em cuidar do corpo, sem exageros, e cuidar também da alma, dos pensamentos; do que lemos, assistimos, conversamos. 
O amor a si mesmo está longe de ser esta paixão doentia, representada muito bem pela figura mítica de Narciso, que o impediu de pensar em qualquer outra coisa além de sua própria imagem. 
É um amor maduro, que faz com que saibamos quem somos, que conheçamos nosso potencial, nosso valor; que saibamos de nossas imperfeições, mas que não nos deixemos assustar ou paralisar por elas; que nos demos novas chances, com alegria, tendo sempre em mente que nosso destino, como Espíritos imortais, será sempre a felicidade. 
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 24, ed. FEP. 
Em 24.06.2026

quinta-feira, 25 de junho de 2026

MELHOR ESQUECER

Muitos daqueles que começamos a entender a lei da reencarnação e construímos os primeiros raciocínios a respeito das vidas sucessivas esbarramos num questionamento: 
Se tivemos outras encarnações, por que não lembramos de nada? 
Se estamos aqui para resolver questões do ontem, para dar continuidade à nossa evolução, não seria mais fácil e lógico recordar de tudo?
É aí que entra em ação a Sabedoria e Bondade Divinas.
Sabedoria, pois Deus nos conhece a fundo, e sabe quais seriam as consequências de trazermos lembranças de um passado, normalmente, com muitas complicações. 
A primeira consequência direta seria uma grande perturbação em nossas relações sociais. 
Frequentemente, renascemos no mesmo meio em que já vivemos, estabelecendo vínculos com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes tenhamos feito. 
Se nos reconhecêssemos mutuamente, é possível que o ódio despertasse outra vez no íntimo. 
Ou que nos sentíssemos humilhados na presença daquelas pessoas a quem tivéssemos ofendido. 
Para nos melhorarmos, outorgou-nos Deus, precisamente, aquilo de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. 
Priva-nos do que nos seria prejudicial. 
Ao nascer, trazemos o que adquirimos. Nascemos qual nos fizemos. 
Em cada existência, temos um novo ponto de partida. 
Pouco importa saber o que fomos antes. 
Nossas atuais tendências más indicam o que temos a corrigir em nós. 
E é nisso que devemos concentrar toda nossa atenção, uma vez que aquilo que tenhamos corrigido já se encontra resolvido. 
As boas resoluções que tomamos são a voz da consciência, advertindo-nos do que é bem e do que é mal, e dando-nos forças para resistir às tentações. 
Existem exceções, como em toda regra. 
No desprendimento da alma pelo sono ou na primeira infância, alguns temos acesso a recordações importantes, fatos mais graves, que, de alguma forma, nos podem ajudar a resolver questões atuais. 
Casos pontuais, necessidades específicas tratadas como tal.
Como normalmente não nos recordamos, estamos na posição do começar de novo, como se fosse a primeira vez. 
A Providência Divina nos dá novas chances através da reencarnação, provendo o pacote completo: novo corpo, nova identidade, esquecimento do passado e a chance de construir uma nova história. 
Quantos de nós, depois de desatinos, de seguirmos caminhos difíceis e termos passado por dificuldades inenarráveis nesta encarnação, não gostaríamos dessa chance? 
Deus previu essa necessidade e tem feito isso com os Espíritos desde o início das eras.
Estabelece uma série de existências corporais para que vivamos experiências diversas, tendo sempre novos começos.
E nos deixa claro que o passado precisa ficar no passado.
Que ele irá nos influenciar, que ele faz parte de nossa construção. 
Mas o que mais importa é o que estamos nos propondo a ser agora e de agora em diante. 
Nada mais belo do que olhar para um bebê recém-nascido e imaginar tudo isso. 
Um Espírito milenar, ganhando, mais uma vez, uma nova chance. 
Deus é mesmo espetacular! 
Redação do Momento Espírita 
Em 25.06.2026

quarta-feira, 24 de junho de 2026

NÃO ESTÁS DEPRIMIDO

Facundo Cabral
Não estás deprimido, estás distraído. 
Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia. 
Não estás deprimido, estás distraído. 
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. 
Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. 
Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude. 
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. 
Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção. 
Não existe a morte, apenas a mudança. 
És movido pela força natural da vida. 
A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu.
Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo. 
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo."
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos. 
Não estás deprimido, estás desocupado. 
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. 
Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão. 
Dá sem medida, e receberás sem medida. 
E não te deixes enganar por alguns maus, por alguns homicidas e suicidas. 
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma carícia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida. 
* * * 
Enfrentamos momentos em que os pensamentos depressivos, desencorajadores parecem desejar tomar conta de tudo. 
Os ombros caem... 
A voz baixa de tom... 
Os olhos já não se abrem tanto... 
Tais momentos, porém, devem durar apenas o tempo da reflexão necessária, o tempo da conquista da sabedoria e, logo depois, devem ser seguidos por nova atitude. 
Uma nova atitude de renovação, de mudança, que nos faz trilhar por novos caminhos, com novas forças. 
De nada adianta se entregar à inércia emocional. 
De nada adianta a autopiedade. 
Não são caminhos, são paredes que construímos à nossa frente, impedindo a nós mesmos de prosseguir. 
Não nos permitamos distrair pelas mazelas da vida, esquecendo tão facilmente o bem que recebemos sempre.
Não nos deixemos desocupar, abrindo, através da hora vazia, portas e janelas para ondas de pensamento deletério que flutuam no ar. 
A desocupação, a inutilidade são polos atraentes de influências perigosas, pelas quais pagaremos alto e amargo custo. 
Afastemos a depressão de nosso coração. 
Abracemos a vida e o renascer diário com todo nosso amor.
Redação do Momento Espírita, com citação de texto de Facundo Cabral, que circula pela Internet. 
Em 14.07.2020.

terça-feira, 23 de junho de 2026

A VOZ DO TROVÃO E O SILÊNCIO DA ALMA

Dizem que o silêncio é a linguagem de Deus. 
No entanto, em certos recantos do planeta, a Divindade parece escolher o som mais potente, a vibração mais profunda e o cenário mais grandioso para se fazer anunciar.
Lembramos, com a nitidez que só as emoções verdadeiras permitem guardar, de uma tarde em frente à Garganta do diabo, no lado argentino das Cataratas do Iguaçu. 
Sheila acompanhava um produtor italiano de rádio e tv, homem afeito às grandes produções, aos palcos iluminados e à sofisticação das metrópoles europeias. 
Ele trazia o olhar curioso do viajante. 
Também o cansaço típico de quem lida com o efêmero todos os dias. 
À medida que caminhavam pelas passarelas que serpenteiam sobre o rio Iguaçu, o som ia crescendo. 
Não era um ruído comum. 
Era um grave profundo que parecia vir das entranhas do mundo. 
Então, chegaram diante da queda monumental. 
Milhões de litros de água despencando em uma coreografia de força e bruma, em que o arco-íris insiste em nascer mesmo sob o império do caos. 
O turista italiano ficou imóvel. 
Ele não sacou a câmera. 
Não tentou enquadrar o infinito no visor limitado de um celular.
Ele apenas ficou parado, as mãos apoiadas no guarda-corpo, os olhos perdidos na imensidão branca. 
O silêncio interno que se instalou, apesar do rugido ensurdecedor das águas, era sagrado. 
Era como se o barulho externo fosse tão vasto que acabasse por anular qualquer ruído mental, permitindo que apenas o essencial permanecesse. 
Passaram-se minutos que pareceram horas de uma liturgia natural. 
Por fim, ele se virou para a jovem. 
Com a voz embargada, ele disse algo que soou como uma das declarações mais profundas e verdadeiras: 
-É nestas horas que temos certeza de que Deus existe.
Naquele instante, a Garganta do diabo mudou de nome.
Passou a ser a Garganta de Deus. 
Ali, naquele altar de rocha e água, o produtor italiano, acostumado a criar conteúdos para o mundo, sentiu-se parte de uma Criação que não precisa de roteiro, nem de edição. 
A certeza de Deus não veio de um raciocínio lógico, mas de um impacto sensorial. 
Quando a beleza é tamanha que o ego se cala, o que sobra é a evidência do Criador. 
A água que cai na Garganta do diabo é a mesma que irriga a semente na terra e que corre em nossos rios. 
Mas ali, em sua queda vertiginosa, ela nos recorda da nossa pequenez e, paradoxalmente, da nossa importância. 
Somos pequenos diante da força, mas somos grandes o suficiente para percebermos a presença do Pai naquela força.
Deus fala em todas as frequências. 
Às vezes, Ele escolhe o trovão das águas para nos dizer que está no comando, que a vida se renova eternamente e que a beleza é a assinatura de Sua justiça e de Seu amor. 
A Voz de Deus ainda ecoa naquelas quedas, e continuará ecoando em todos os corações que se permitirem, por um momento que seja, simplesmente parar e sentir. 
Como bem disse aquele irmão de terras distantes: 
-Há momentos em que a dúvida se dissolve na névoa, e a única coisa que resta, majestosa, é a certeza da Presença Divina. 
Redação do Momento Espírita 
Em 23.06.2026

segunda-feira, 22 de junho de 2026

NÃO ESPEREMOS!

Não esperemos por um sorriso para sermos gentis. 
Não esperemos ser amados para amar. 
Não esperemos ficar sozinhos para reconhecermos o valor de um amigo. 
Não esperemos o melhor emprego para começarmos a trabalhar. 
Não esperemos ter muito para compartilharmos um pouco.
Não esperemos a queda para nos lembrarmos do conselho.
Não esperemos a morte para dizermos o quanto amamos alguém. 
Não esperemos a chuva para valorizarmos o dia de sol. 
Não esperemos ser abraçados para darmos um abraço. 
Não esperemos a dor para acreditarmos na oração. 
Não esperemos ter tempo para podermos servir. 
Não esperemos a mágoa do outro para pedirmos perdão. Nem esperemos a separação para nos reconciliarmos. 
Não esperemos... pois não sabemos o tempo que ainda temos. 
Pois ninguém precisa esperar para amar e buscar a felicidade.
A vida é uma oportunidade ímpar. 
Estar neste planeta é uma imensa chance que temos de aprender, de levarmos daqui valores verdadeiros, levarmos amores maduros e duradouros, e deixarmos as memórias e vivências tristes do passado que tivemos. 
Estar neste planeta é poder ajudá-lo a crescer, a deixar para as próximas gerações uma casa em ordem, reformada e melhor. 
É deixar para nós mesmos, quem sabe, mais esperança. Para isso, não podemos nos permitir acomodar, desanimar, deixar que a vida nos leve, ao invés de nós conduzirmos a vida.
Cada dia é único. 
Cada manhã é diferente. 
Cada noite tem sua beleza especial. 
Por isso, despertemos para a vida realmente, deixando em cada instante a nossa contribuição, a marca de nossos corações por onde passarmos. 
Ao final desta etapa – mais uma das muitas que ainda teremos – poderemos reconhecer, satisfeitos, que cumprimos nossa missão, que nosso viver não foi em branco, e que agora somos mais felizes do que éramos antes. 
Por isso tudo, não esperemos. 
Não esperemos ser amados para amar. 
Nem a chuva para valorizarmos o sol. 
Não esperemos a dor para acreditarmos na oração. 
Nem o afastamento para darmos valor à presença. 
Não esperemos ser chamados para nos oferecermos à tarefa.
Nem termos mais tempo para nos doarmos. 
Não esperemos ouvir Eu te amo para dizermos Eu te amo.
Nem recebermos para então doarmos. 
Somos seres repletos de experiências, de vivências em outras realidades, quando vestimos outros nomes e outros corpos.
Mas, em cada nova vida, a bênção do esquecimento do passado nos faz novos, nos dá o trabalho como um livro em branco, no qual contaremos nossa história, como se fosse a primeira que estivéssemos vivendo. 
Trazemos na consciência e nas intuições as orientações necessárias para trilhar o novo caminho, fazendo com que os planos previamente traçados, na pátria espiritual, possam ser devidamente cumpridos. 
Dessa forma, nosso tempo aqui precisa ser bem aproveitado, ser bem utilizado. 
Para isso não podemos esperar para agir no bem, não podemos esperar para construir nossa felicidade futura.
Redação do Momento Espírita com base em texto de autoria ignorada. 
Em 16.01.2013.