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| EMMANUEL - ANDRÉ LUIZ E CHICO XAVIER |
Tempo marcado a partir do início de Seu ministério, quando se apresentou a João Batista às margens do rio Jordão, até os instantes derradeiros na crucificação.
São estimativas, naturalmente.
Mas tomemos a simbologia do período para uma análise necessária para todos nós.
Foi nesse período que Simão Pedro deixou de ser um pescador comum, e foi convidado a se tornar um pescador de almas.
Mesmo com dificuldades e um ato de invigilância antes da partida do Mestre, tornou-se a pedra fundamental do que seria construído.
Foi nesse período que João, ainda adolescente, juntou-se ao grupo que estava sendo formado por Jesus, e vivenciou experiências inigualáveis.
Falaria delas em seu evangelho, com doçura e saudade.
O único dos apóstolos a estar com Ele aos pés da cruz.
João construiu muito ao longo da existência.
Desencarnou em idade avançada, dando continuidade ao trabalho de amor proposto por Jesus.
Tudo graças àquele período com Ele.
E certa Maria, da cidade de Magdala, nessa mesma etapa, repensou seus caminhos, e se tornou outra pessoa.
Transformou-se na trabalhadora de Jesus, acolhendo sofredores e levando-lhes as lições do Evangelho.
Sobram exemplos.
Pouco menos de três anos.
Quantas vidas transformadas.
Quantos seareiros multiplicados.
* * *
E nós? Como estamos nos últimos três giros da Terra em torno do sol?
São cerca de mil e noventa e cinco dias.
Mil e noventa e cinco oportunidades de transformação, de construção de algo de valor.
Pensemos.
Nesses últimos três anos:
Estamos mais calmos, afáveis, compreensivos?
Trazemos o Evangelho mais vivo em nossas atitudes?
Demonstramos mais disposição para servir?
Andamos um pouco mais livres da influência e do anseio pelas posses terrestres?
Usamos mais intensamente os pronomes nós, nosso, nossa e menos os determinativos eu, meu e minha?
Temos orado realmente?
Os nossos ideais evoluíram?
E a lista continua...
Um exame importante e necessário, que precisa ser realizado de tempos em tempos por todo cristão.
Trata-se de uma disciplina fundamental a ser adotada por aqueles que nos propomos a melhorias, a mudanças.
Como saber no que estamos indo bem e no que precisamos de mais atenção sem realizar qualquer medição, qualquer controle?
Não se trata de buscar a perfeição em poucos anos nem de nos frustrarmos e desanimar cada vez que percebemos que não estamos evoluindo muito bem na caminhada.
Trata-se de assinalarmos pontos de urgência, de atenção, de necessidade.
Caso contrário certas questões irão ficando, se solidificando.
Daqui a pouco, estaremos adoecidos.
As lições do Cristo são um tesouro.
Devemos estudá-las e aprofundar nosso conhecimento, mirando em seu exemplo magnífico e de todos aqueles que lhe seguiram os passos.
Por fim, ainda um ponto de destaque dos itens a serem verificados:
Evangelho é alegria no coração:
Estamos, de fato, mais alegres e felizes, intimamente, nesses últimos três anos?
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 1,
do livro Opinião Espírita, pelos Espíritos Emmanuel e
André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier
e Waldo Vieira, ed. CEC.
Em 20.02.2026







