segunda-feira, 7 de setembro de 2026

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Sete de Setembro.
Feriado nacional. 
Dia da Independência do Brasil. 
Por todo o país se fazem presentes as comemorações. 
São desfiles militares, escolares, civis. 
Discursos, bandas, orquestras. 
Evoca-se 1822, em verso e prosa. 
Enaltece-se Dom Pedro I como o libertador. 
Desde a sua audaciosa desobediência às determinações da metrópole portuguesa, não regressando a Portugal, estava proclamada a Independência do Brasil. 
O príncipe tinha suas noites povoadas de sonhos de amor à liberdade. 
Desenvolvia no espírito as noções da solidariedade humana. Não representava o tipo ideal necessário à realização dos projetos espirituais, mas era voluntarioso. 
E ele era a autoridade. 
Os patriotas já não pensavam noutra coisa que não fosse a organização política do Brasil. 
A imprensa da época concentrava as energias nacionais para a suprema afirmação da liberdade da Pátria. 
As pessoas viviam a expectativa. 
Todos os corações aguardavam. 
Então, no retorno da sua viagem a São Paulo, um correio leva ao conhecimento de Dom Pedro as novas imposições das cortes de Lisboa. 
Ali mesmo, nas margens do Ipiranga, ele deixa escapar o grito: Independência ou morte
Sem suspeitar, Dom Pedro I era dócil instrumento de um emissário divino, que velava pela grandeza da pátria.
Consumou-se o fato e, logo, os versos do Hino da Independência eram cantados:
Já podeis da pátria filhos, 
Ver contente a mãe gentil
Já raiou a liberdade 
No horizonte do Brasil. 
A Independência do Brasil foi fruto do intenso trabalho das hostes espirituais junto aos homens. 
Muitos homens deram a vida por este ideal. 
* * * 
São passados mais de duzentos anos da nossa independência. 
Olhamos o nosso imenso país, um gigante geográfico e nos indagamos: 
Somos realmente livres? 
A verdadeira independência é moral. 
Enquanto prosseguem vigentes o jeitinho brasileiro e a lei de Gerson não seremos livres. 
Quando assumirmos nosso papel de homens dignos, corretos, fiéis aos nobres ideais, seremos livres. 
Quando o estandarte da solidariedade e da tolerância se implantar em nossos corações, a nossa bandeira verde e amarela tremulará mais bela. 
Quando estendermos os braços para o bem da comunidade, as estrelas do pano pátrio brilharão com maior intensidade.
Quando a ordem e a disciplina se instalarem nas ações de todos nós, o branco do pavilhão nacional terá alcançado o verdadeiro sentido: a paz. 
Para que o progresso real se instale, é necessário que as individualidades cresçam. 
A soma das conquistas pessoais resultará no crescimento coletivo. 
Hoje é um excelente dia para se propor a trabalhar pelo nosso gigante. 
Dizem que está adormecido, mas só porque os seus filhos dormem. 
A mãe gentil que nos recebe nesta etapa da vida no planeta merece-nos o esforço. 
Se quisermos, e só se quisermos, poderemos tornar verdadeira, desde agora a assertiva espiritual: 
Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho. Coração que pulsa, que ama, que não relega ao abandono os seus filhos. 
E tanto quanto pode, recebe e ampara os filhos de outros solos. 
Pátria do Evangelho que irradia o bem, que serve de modelo, que luta pela justiça, pela verdade.
Independência moral. 
Crescimento real. 
Vamos começar neste dia a lutar por esses objetivos?
Redação do Momento Espírita, com base nos cap. 18 e 19 do livro Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho, pelo Espírito Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Disponível no CD Momento Espírita, v. 33 e no livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP. 
Em 07.09.2026

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