sexta-feira, 4 de setembro de 2026

NOSSO MAGNETISMO

RAUL TEIXEIRA
Cada criatura humana é um verdadeiro magneto que caminha pela Terra, a qual, por si mesma, é também um imenso corpo magnético a viajar pelo cosmos.
Trazemos conosco a delicada e poderosa capacidade de atrair, irradiando energias invisíveis e fluidos sutis que revelam a essência da nossa alma. 
Somos ímãs silenciosos, tecendo os fios da afinidade, aproximando corações que vibram em nossa mesma sintonia. 
A história nos presenteou com almas que souberam sublimar essa força, transformando seus campos magnéticos em verdadeiros oásis para a humanidade. 
Pensemos na figura serena de Mahatma Gandhi, com sua fala mansa e, ao mesmo tempo, inquebrantável. 
Ele exalava o magnetismo puro da pacificação. 
Sem levantar uma única arma, ancorado na força do amor e da não violência, ele atraiu e reuniu toda uma nação ao seu redor. 
Mesmo com o passar das décadas, seu nome segue como um farol luminoso, arrebanhando legiões de almas de boa vontade que têm fome de liberdade e de paz. 
Contemplemos a extrema doçura de Francisco de Assis. 
Na juventude privilegiada, tinha ao seu redor jovens como ele, que se divertiam entre canções, danças e brincadeiras.
Quando renunciou à riqueza para viver a pobreza e a paz, muitos daqueles jovens ficaram profundamente tocados pelo seu exemplo. 
Abandonaram a vida mundana, a ostentação e as armas, tornando-se os primeiros companheiros de sua tarefa de amor. Desprovido de posses terrenas, seu magnetismo pessoal transbordava riqueza celestial. 
O pobrezinho de Assis amou tanto, e com tamanha pureza, que abrandou o orgulho humano. 
Sua simplicidade exala, através dos séculos, um perfume de fraternidade que continua a atrair multidões, inspirando-nos a enxergar cada criatura como irmã e o universo como um sagrado altar. 
Mas de todos os luminares que já acariciaram o solo deste mundo, o magnetismo mais arrebatador e fascinante foi, sem dúvida, o de Jesus de Nazaré. 
Por onde passava, atraía multidões de almas famintas. 
Não apenas carentes de pão, também transbordantes da mais profunda sede de amor, de paz, de esperança e de Deus. 
 Seu magnetismo luminoso envolvia os tristes, consolava os invisíveis e abraçava os caídos. 
Como ele mesmo prometeu, ao ser erguido no madeiro, atrairia todos os homens para si. 
É exatamente o que seu amor incondicional continua a fazer, transpondo o véu do tempo para curar as nossas dores. 
* * * 
O exemplo desses grandes luzeiros nos convida a uma reflexão íntima e poética: quais energias e virtudes estamos liberando no mundo ao nosso redor? 
Nós também podemos ser construtores da harmonia. 
Para beneficiar aqueles que partilham a jornada conosco, basta que lapidemos, com ternura, o nosso próprio magnetismo pessoal. 
Quando escolhemos a doçura no lugar da aspereza, a paciência no lugar da irritação, e a compaixão no lugar do egoísmo, irradiamos uma luz serena. 
Assim como as flores atraem as borboletas pela doçura do seu néctar, passaremos a atrair o bem, tornando-nos um porto seguro de afeto, paz e esperança para todos os corações que caminharem ao nosso lado. 
Redação do Momento Espírita, com base na pt. 3, cap. 13, do livro Vida e Valores, ed. FEP. 
Em 04.09.2026

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