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| Joanna Shimkus e Sidney Poitier |
Por que reencarnamos como negros, brancos ou amarelos?
Por que alguns de nós despertam para a vida em países marcados por graves problemas políticos e ambientais, ou em nações que sofrem com a fome, a miséria e o poder arbitrário de governos que parecem se eternizar?
Compreendemos que o acaso não existe.
A roupagem física e o cenário em que estagiamos fazem parte de um planejamento minucioso.
Nascer com determinada cor de pele ou em certo contexto social e geográfico reflete as diretrizes particulares de cada Espírito.
É o palco exato onde devemos realizar o nosso aprendizado e, acima de tudo, a nossa cota de contribuição benéfica para a humanidade.
Alguns entendemos isso de imediato.
Como aquele ator que, nascido em Miami, criado nas Bahamas, chegou aos Estados Unidos ainda adolescente e encontrou uma sociedade que tentava, a todo custo, defini-lo e limitá-lo pela cor de sua pele.
Ao buscar espaço no cinema, esbarrou em uma engrenagem cruel: os papéis destinados a atores negros eram, na época, invariavelmente marcados pela submissão, pela ignorância ou pela caricatura degradante.
Ele precisava do salário para sobreviver, mas a sua alma nobre falou mais alto.
Sidney Poitier tomou uma decisão inflexível que poderia ter lhe custado a carreira.
Recusou papéis que considerava ofensivos à sua humanidade.
Fez questão de interpretar profissionais respeitados, médicos, professores, homens de fibra.
Sua postura perante o preconceito o levou a quebrar barreiras inimagináveis.
Em 1964, fez história ao se tornar o primeiro homem negro a vencer o Oscar de melhor ator.
Três anos depois, brilhou interpretando um médico negro, noivo de uma jovem branca, exatamente quando o país debatia o fim das leis que proibiam o casamento inter-racial.
E foi no amor que ele também encontrou seu porto seguro, longe dos holofotes.
Com a atriz Joanna Shimkus, construiu um casamento de quase quarenta e seis anos.
Quando questionada se a diferença racial havia sido um problema no cotidiano do casal, Joanna não fez discursos políticos, apenas respondeu com a simplicidade das almas afins:
-Acho que simplesmente estávamos destinados a ficar juntos.
Sidney Poitier retornou à pátria espiritual aos noventa e quatro anos, deixando um legado indelével.
Ele usou a sua profissão, o seu lugar no mundo e a sua condição física para curar dores sociais, abrir portas e elevar o espírito humano.
Ele não se acomodou.
Ele fez a diferença.
* * *
E nós?
O que estamos fazendo com o cenário que nos foi confiado?
Onde quer que nos encontremos hoje, na profissão, na sociedade ou no ambiente religioso em que estagiamos, temos nas mãos o poder de transformar a realidade.
Não importa se o país enfrenta crises severas ou se os obstáculos parecem intransponíveis.
Nascemos no lugar certo, com as características exatas de que precisamos para sermos agentes de mudanças para melhor.
Sejamos pioneiros do amor, da integridade e do respeito.
Onde quer que a vida nos tenha plantado, floresçamos e façamos a diferença.
Redação do Momento Espírita, com
dados biográficos de Sidney Poitier.
Em 14.09.2026

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