domingo, 14 de julho de 2024

O MAIOR DESAFIO

DIVALDO PEREIRA FRANCO
E
JOANNA DE ÂNGELIS
Cada um de nós tem desafios diferentes. 
A vida é feita de desafios diários. 
Para quem não dispõe de movimentos nas pernas, transportar-se da cama para a cadeira de rodas, a cada manhã, é um desafio. 
Para quem sofreu um acidente e está reaprendendo a andar, o desafio está em apoiar-se nas barras, na sala de reabilitação, e tentar mover um pé, depois o outro. 
Para quem perdeu a visão, o grande desafio é adaptar-se à nova realidade, aprendendo a ouvir, a tatear, a movimentar-se entre os obstáculos sem esbarrar. 
É aprender um novo alfabeto, é ler com os dedos, é adquirir nova independência de movimentos e ação. 
Para o analfabeto adulto, o maior desafio é dominar aqueles sinais que significam letras, que colocados uns ao lado dos outros formam palavras, que formam frases. 
É conseguir tomar o lápis e escrever o próprio nome, em letras de forma. É conseguir ler o letreiro do ônibus, identificando aquele que deverá utilizar para chegar ao seu lar. 
Cada qual, dentro de sua realidade, de sua vivência, apontará o que lhe constitui o maior desafio: dominar a técnica da pintura, da escultura, da música, da dança. 
Ser um ás no esporte. 
Ser o primeiro da classe. 
Passar no vestibular. 
Ser aprovado no concurso que lhe garantirá um emprego. 
Ser aceito pela sociedade. 
Ser amado. 
Para vencer um desafio é preciso ter disciplina, ser persistente, ser diplomático, saber perdoar-se e perdoar aos outros. 
É ser otimista quando os demais estão pessimistas. 
Ser realista quando os demais estão com os pensamentos na lua. 
É saber sonhar e ir em frente. 
É persistir, mesmo quando ninguém consiga nos imaginar como um prêmio Nobel de Química, um pai de família, um professor, prefeito ou programador. 
Acima de tudo, o maior desafio para deficientes, negros e brancos, japoneses e americanos, brasileiros e argentinos, para todo ser humano, é fazer. 
Fazer o que promete. 
Dar o primeiro passo, o segundo e o terceiro. 
Ir em frente. 
Com que frequência se escutam pessoas dizendo que vão fazer regime, que vão estudar mais, que vão fazer exercício todo dia, que vão ler mais, que vão assistir menos televisão, que vão... 
Falar, reclamar ou criticar são os passatempos mais populares do mundo, perdendo só, talvez, para o passatempo de culpar os outros pelo que lhe acontece. 
Então, o maior desafio é fazer. 
E não adianta você dizer que não deu certo o que pretendia porque é cego, ou porque é negro, ou porque é amarelo, ou porque você é brasileiro. 
Ou porque mora numa casa amarela. 
Ou porque não teve tempo. 
Aprenda com seus erros. 
Quando algo não der certo, você pode tentar de maneira diferente.
Agora você já sabe que daquele jeito não dá. 
Você pode treinar mais. 
Você pode conseguir ajuda, pode estudar mais, pode se inspirar com sábios amigos. 
Ou com amigos dos seus amigos. 
 Pode tentar novas ideias. 
Pode dividir seu objetivo em várias etapas e tentar uma de cada vez, em vez de tentar tudo de uma vez só. 
Você pode fazer o que quiser.
Só não pode é sentir pena de si mesmo. 
Você não pode desistir de seus sonhos. 
* * * 
Problemas são desafios. 
Dificuldades são testes de promoção espiritual. 
Insucesso é ocorrência perfeitamente natural, que acontece a toda e qualquer criatura. 
Indispensável manter o bom ânimo em qualquer lugar e posição. 
O pior que pode acontecer a alguém é se entregar ao desânimo, apagando a chama íntima da fé e caminhar em plena escuridão.
Assim, confia em Deus, e, com coragem, prossegue de espírito tranquilo. 
Redação do Momento Espírita, a partir de carta assinada por Fernando Botelho e endereçada a um cego, de nome Juliano, residente em Curitiba, e do cap. 9 da obra Convites da Vida, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, ed. LEAL. Disponível no CD Momento Espírita, coletânea v. 8/9, ed. FEP. 
Em 25.4.2024

sábado, 13 de julho de 2024

PARA SER FELIZ

Acorde todas as manhãs com um sorriso. 
Esta é mais uma oportunidade que você tem para ser feliz. 
Seja seu próprio motor de arranque. 
O dia de hoje jamais voltará. 
Não o desperdice. 
Você nasceu para ser feliz! 
Enumere as boas coisas que você tem na vida. 
Ao tomar consciência do seu valor, será capaz de ir em frente com muita força, coragem e confiança! 
Trace objetivos para cada dia. 
Você conquistará seu arco-íris, um dia de cada vez. 
Seja paciente. 
Não se queixe do seu trabalho, do tédio, da rotina, pois é o seu trabalho que o mantém alerta, em constante desenvolvimento pessoal e profissional. 
Além disso, ajuda você a manter a dignidade. 
Acredite, seu valor está em você mesmo. 
Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente, seja especial.
Quando nos deixamos vencer, não há surpresas, nem alegrias...
Conscientize-se de que a verdadeira felicidade está dentro de você. 
A felicidade não é ter ou alcançar, mas ser e doar-se. 
Estenda sua mão. 
Compartilhe. Sorria. Abrace. 
Deixe-se envolver pelo afeto. 
A felicidade é como um perfume. 
Você o passa nos outros e o cheiro fica um pouco em suas mãos. 
E quando você se deixa envolver por essa fragrância especial, ao abraçar alguém deixa um pouco do seu cheiro, pois esse perfume é contagiante. 
O importante de você ter uma atitude positiva diante da vida, ter o desejo de mostrar o que tem de melhor, é que isso produz efeitos colaterais maravilhosos. 
Não só cria um halo de conforto para os que estão ao seu redor, como também encoraja outras pessoas a serem mais positivas. 
O tempo para ser feliz é agora. 
O lugar para ser feliz é aqui! 
A felicidade está ao alcance de todos, mas somente as pessoas especiais a têm alcançado. 
E sabe por quê? 
Porque as pessoas especiais são aquelas que têm a habilidade de dividir suas vidas com os outros. 
Elas são honestas nas atitudes, são sinceras e compassivas, e estão certas de que o amor é parte de tudo. 
As pessoas especiais praticam a arte de se doar aos outros, e de ajudá-los com as mudanças que surgem em seus caminhos. 
As pessoas especiais não temem dividir seus conhecimentos, compartilhar seus sonhos, suas alegrias. 
Elas não têm medo de ser vulneráveis. 
Acreditam que são únicas e têm prazer em ser quem são. 
As pessoas especiais são aquelas que se permitem a ventura de estar próximas dos outros e importar-se com a felicidade alheia. 
Elas sabem que o amor é o que faz a diferença na vida. 
As pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida bela. 
E você, também é uma dessas pessoas especiais? 
* * * 
Pense nisto!
Todas as pessoas são especiais. 
Todas foram especialmente geradas pelo amor do Criador do Universo, que enfeita o céu com as estrelas e coloca na intimidade de cada ser uma centelha de luz. 
Compete a cada pessoa fazer brilhar sua própria luz, conforme o convite de Jesus. 
Se você ainda tem alguma dúvida sobre que atitudes tomar para ser feliz, anote estas ligeiras dicas e as realize. 
Em breve verá que novos horizontes se abrem mostrando uma realidade diferente: a realidade das pessoas felizes. 
Redação do Momento Espírita, com base em textos de autoria ignorada. Disponível no CD Momento Espírita, Coletânea v. 8/9 e no livro Momento Espírita, v. 3, ed. Fep. 
Em 13.07.2024

sexta-feira, 12 de julho de 2024

EU ME IMPORTO

O gerente da empresa chegou pela manhã e encontrou um balde esquecido frente à porta de entrada. 
Não era um balde especial. 
Era um simples balde plástico, desses utilizados para limpeza. 
Era evidente que uma das responsáveis pela tarefa o esquecera ali.
Porque o balde dificultasse o acesso à entrada, o gerente o apanhou e colocou em um canto da sala de recepção. 
Chamou uma das serventes e perguntou: 
-Este balde é seu? 
A moça, desconfiada, olhou e disse com firmeza: 
-Não. É o que Maria utiliza na limpeza. 
-Obrigado, falou o gerente. 
Chamou outra servente, fazendo a mesma pergunta. 
E outra. 
A resposta foi a mesma. 
Não era seu o balde. 
E, por não ser seu, o balde continuou no mesmo local onde fora colocado pelo gerente. 
Finalmente, a quarta servente olhou o objeto, disse que não era seu.
Mas, resoluta, sem esperar qualquer ordem, pegou o balde e o foi colocar no seu devido lugar.
* * * 
Um simples balde. 
Quanto tempo perdido! 
Muitas vezes, agimos assim. 
Encontramos coisas fora do lugar, mas porque não nos pertencem, nós as deixamos ali. 
Isso ocorre em casa, no ambiente de trabalho, na escola, na rua. 
Seria tão simples e rápido colocar no lugar. 
Desviar do objeto em vez de retirá-lo de onde se encontra indevidamente, ou procurar o culpado, requer muito mais esforço.
Enquanto persistirmos nessa posição de não fui eu, não tenho nada com isso, o mundo não se tornará melhor.
Imaginemos o dia em que todos nos importarmos com as pequenas coisas. 
Não haverá mais roupas fora do lugar, em nossos lares. 
Cada um guardará o que é seu. 
E se alguma coisa, por acaso, ficar esquecida, o primeiro que chegar a colocará em seu devido lugar. 
A pia não ficará tão cheia de pratos, copos e panelas porque quem primeiro chegar providenciará a lavagem e a devolução às prateleiras e aos armários. 
Nosso ambiente de trabalho se tornará um lugar de mútua cooperação. 
Todas as tarefas acontecerão de forma mais eficiente e rápida.
Ninguém buscará saber quem esqueceu determinado material sobre a mesa ou o balcão. 
Simplesmente o apanhará e devolverá no local devido. 
Quem precisar, sempre saberá onde encontrar. 
Os computadores serão desligados ao final do dia. 
As luzes apagadas. 
Na rua, não haverá latas e papéis jogados. Tudo estará depositado nas lixeiras. 
Na hipótese de o vento trazer lixo de algum lugar, quem passar primeiro o recolherá e porá na lixeira. 
Todo motorista estacionará de forma correta seu veículo, ocupando o exato espaço de que necessita. 
Dessa forma, haverá mais vagas disponíveis. 
Assim, serão evitadas filas duplas indevidas, carros dificultando passagem de pedestres. 
As praças estarão sempre bonitas porque estarão limpas. 
Se alguém esquecer um copo, uma garrafa, um papel, sempre haverá outro alguém que se importa e providenciará o imediato depósito na lixeira mais próxima. 
Esse mundo ideal que pensamos e desejamos não é o do futuro distante. 
Ele pode começar agora, bastando que cada um de nós inicie a campanha do eu me importo. 
E aja. 
Vamos todos começar hoje? 
Redação do Momento Espírita. 
Em 12.7.2024.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

MÁGOAS

A vida nos oferece, com frequência, oportunidades de burilamento das nossas emoções. 
Para tanto, coloca em nosso caminho excelentes professores. 
Alguns são capazes de oferecer seus valores pelo exemplo. 
São aqueles mais maduros, que nos ensinam através do seu comportamento. 
Esses exemplificam o exercício da paciência, da compreensão, sem necessidade de discursos ou conceitos. 
Apenas vivenciam, de forma simples e descontraída. 
Entretanto, há os que nos ensinam de forma diversa. 
Como ainda trazem limitações emocionais semelhantes às nossas, o que apresentam são embates, em que se misturam incompreensões mútuas, discussões e intolerância sobre determinados pontos de vista.
Não raro, o resultado nos machuca, fere. 
Sentimo-nos violentados, enquanto, ao mesmo tempo, também reagimos, ferindo. 
Como ainda nos falta a conquista da compreensão e o estofo emocional da tolerância, conflitos surgem, ganhando panoramas de complexa envergadura, donde nascem as mágoas. 
Assim é que, muitas vezes, sentimentos positivos, alegres, amorosos, ainda não enraizados em nós, acabam substituídos pelo ressentimento. 
Porém, todo conflito oferece oportunidade de autoconhecimento e de aprendizado. 
Se nos encontramos na situação do magoado, cabe-nos estender a lição do perdão. 
Se o outro nos magoou, é porque ainda tem suas limitações, suas dificuldades internas. 
Devemos buscar transformar lentamente a mágoa em compreensão, o que nos permitirá cicatrizar a ferida emocional que carregamos. 
Para isso, analisemos com profundidade as verdadeiras causas da nossa mágoa, pois a dificuldade em perdoar reside em nosso próprio íntimo. 
Identificada a causa, esforcemo-nos por adquirir tolerância, compreensão e capacidade de perdão. 
No entanto, se fomos o causador de tal sentimento em outrem, cabe-nos a busca pelas desculpas, pelo perdão e ressarcimento.
Primeiramente, necessitamos identificar o equívoco em nós, e acionar o autoperdão, pois para conseguirmos perdoar o outro é necessário nos sentirmos em paz, o que o autoperdão nos proporcionará. 
Sem acomodação com a situação ou a busca de razões que nos justifiquem, mas compreendendo que somos passíveis de erro. 
O passo seguinte é a busca do perdão do outro, reconhecendo nosso equívoco, manifestando sincero arrependimento. 
Se ele não nos deseja perdoar, é um direito dele. 
De nossa parte, deixemos a porta aberta à reconciliação, enquanto seguimos em frente, sem carregar complexos de culpa, nem nos sentindo vítimas. 
Nessas horas, o melhor caminho é investir esforços para modificar o próprio comportamento, alterando nossas atitudes. 
Isso é aprender com os erros. 
Reconhecer nossos enganos, nossos próprios limites para, a partir de então, conquistar virtudes e ampliar nossas fronteiras emocionais.
Assim, de uma forma ou de outra, a lição é para a vida, para o crescimento pessoal, para o engrandecimento do Espírito. 
Magoando, buscar o perdão. 
Magoado, oferecer a compreensão, sem albergar na alma qualquer sentimento de ordem inferior. 
Pensemos nisso e procuremos agir no sentido de não guardarmos o que nos possa fazer mal ou albergarmos na alma sentimentos menos nobres. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 10.12.2016.

quarta-feira, 10 de julho de 2024

MÁGOA SEM RAZÃO

O rapaz ia muito mal na escola. 
Suas notas e seu comportamento eram uma decepção para os pais, que sonhavam vê-lo adentrar a universidade. 
Buscando uma estratégia, o pai propôs que se ele mudasse seu comportamento, se dedicasse aos estudos e entrasse para a faculdade, lhe daria um carro de presente. 
O rapaz desejava muito um carro e, por causa disso, começou a estudar como nunca. 
Também mudou seu comportamento para melhor. 
Uma única preocupação tinha o pai, agora. 
Ele sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas pelo interesse em obter o automóvel. 
Para ele, um homem íntegro, era algo ruim. 
Porém, ele propusera o acordo e o rapaz o estava seguindo à risca.
Finalmente, ele foi aprovado no vestibular e entrou para o curso que escolhera: Medicina. 
Foi preparada uma festa para comemorar, junto aos familiares e amigos. 
E, o momento mais aguardado pelo jovem era receber as chaves do carro. 
No auge da festa, o pai pediu a atenção de todos, elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou às mãos uma caixa, muito bem embrulhada. 
Acreditando que ali estavam as chaves do automóvel, o rapaz abriu, emocionado, o pacote. 
Para sua surpresa, era uma bíblia. 
Visivelmente decepcionado, nada disse. 
Retirou-se dali, de imediato. 
E, a partir desse dia, o silêncio e a distância separaram pai e filho. 
O jovem se sentia traído. 
Lutou para se tornar independente. 
Abandonou a casa dos pais. 
Raramente mandava notícias para a família. 
O tempo passou, ele se formou, conseguiu emprego em um hospital e se esqueceu completamente do pai. 
Todas as tentativas do pai para reatar os laços afetivos foram em vão.
Os anos rolaram. 
Então, um dia, o velho, muito triste com a situação, adoeceu, não resistiu e morreu. 
No enterro, a mãe entregou ao filho indiferente, a bíblia, que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás. 
De volta à sua casa o rapaz, que nunca perdoara o gesto paterno, ao jogar o livro sobre a mesa, verificou que um envelope apareceu, dentre as páginas. 
Curioso, abriu-o. 
Havia uma carta e um cheque. 
A carta dizia: 
"Meu querido filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Prometi e aqui está o cheque para que você escolha o carro que mais lhe agradar. No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: a bíblia, pois nela aprenderá o amor de Deus pelas Suas criaturas e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência."
Corroído de remorso, o filho caiu em profundo pranto... 
* * * 
Atitudes precipitadas quase sempre têm como consequência ações que causam dor. 
Por vezes, bastaria termos um pouco de paciência para ouvir tudo o que o outro tem a dizer. 
Ou, como no caso em pauta, teria sido suficiente abrir a bíblia, para encontrar o presente. 
Ou então, indagar, por que receber um livro se o prometido fora um carro. 
Uma pergunta, menos precipitação e tudo seria explicado. 
Quantas vezes não teremos criado situações desagradáveis, por não esperarmos um pouco, por não pedirmos uma explicação, por não ouvirmos o outro. 
Pensemos a respeito. 
Redação do Momento Espírita com base em narrativa de autoria desconhecida. 
Em 17.01.2022.

terça-feira, 9 de julho de 2024

UM DEUS

Barbra Streisand
Milhões de estrelas colocadas nos céus... por um Deus. 
Milhões de nós levantamos nossos olhos a um Deus. 
Muitas crianças O chamam por muitos nomes diferentes... 
Um Pai, que ama a cada um por igual. 
Muitas formas diferentes que oramos a um Deus. 
Muitas são as trilhas que se juntam no caminho a um Deus.
Irmãos e irmãs – nenhum é estranho depois que Deus terminou Sua Criação. 
Porque seu Deus e meu Deus é um Deus. 
* * * 
Os versos são a tradução livre de uma canção interpretada pela cantora Barbra Streisand. 
É interessante se observar como tantos cantores, no mundo, têm se referido a Deus, ao Criador. 
São criaturas que, na Terra, interpretam as vozes dos céus, conclamando os homens à fraternidade. 
Em verdade, muitos dos que se dizem religiosos se enclausuram em suas crenças e excluem do amor de Deus os demais seres humanos.
E, contudo, só há um Deus. 
Um Deus que a todos criou, que a todos ama, não importando a forma com que seja ou não reverenciado. 
Um Deus que sabe que cada filho Seu se encontra em estágio evolutivo diverso e, por isso mesmo, tem diferente entendimento a respeito do Seu Criador. 
Somos nós, os seres pequenos da Criação que nos arvoramos em grandezas e criamos exclusividades, elegemos preconceitos e fazemos seleções de quem deve ou não ser credor das heranças do Universo. 
Somos nós, os homens, que nos separamos em religiões, quando elas deveriam, em verdade, nos unir. 
Porque, afinal, todos aspiramos pela felicidade. 
Todos desejamos nos alçar ao Pai, ao Criador. 
Todos almejamos um lugar de paz e de amor. 
Um aconchego. 
Um paraíso. 
E as religiões existem para exatamente nos mostrar o caminho para tal ventura. 
Deus é um só. 
Criador do Universo que descobrimos, a pouco e pouco, extasiando-nos. 
É o Pai dos seres que criou à Sua imagem e semelhança. 
* * * 
O seu Deus e o meu Deus é um só Deus. 
Tenhamos isso em mente. 
E nos amemos, auxiliando-nos mutuamente. 
Façamos a listagem das maravilhas do Universo e nos sintamos felizes em saber que tudo isso é compartilhado com todos os filhos de Deus. 
Filhos desta Terra, do nosso sistema solar, filhos que vivam em dimensões nem imaginadas por nós, nem alcançadas pela nossa ciência – todos são herdeiros das grandezas da criação.
Um Deus. Amor, justiça e luz. 
Um Deus. Pai benevolente, pródigo de bênçãos. 
Um Deus que nos aguarda, no lar celeste.
Um Deus que nos observa as lutas, perdoa nossas quedas e aguarda que cresçamos até alcançá-lO. 
Redação do Momento Espírita com citação de versos da canção One God, interpretada por Barbra Streisand. Disponível no CD Momento Espírita, v. 16 e no livro Momento Espírita, v. 9, ed. FEP. 
Em 09.07.2024.

segunda-feira, 8 de julho de 2024

ESTAÇÕES DO ANO

Qual estação do ano você prefere? 
O calor do verão, o suave perfume e as temperaturas amenas da primavera, ou ainda o vento fresco outonal precursor dos dias frios invernosos? 
Alguns se adaptam aqui ou acolá, nessa ou naquela temperatura, estação, clima... 
Mas nenhum de nós poderia dizer que uma delas é a mais importante.
Cada uma tem sua finalidade. 
Assim podemos dizer de nossa existência aqui na Terra. 
A cada época da vida, a cada estação do ano, objetivos, experiências e desafios novos. 
Nascemos qual a primavera, cheia de promessas e de um vir a ser, no construir planos para um futuro próximo. 
É na nossa primavera, nos primeiros anos de nossa existência que nos preparamos para uma nova vida que se inicia. 
Nessa época, quando as lembranças e valores do ontem ainda dormitam, é que a terra do coração deve ser adubada, e cultivados novos valores nos jardins de nossa intimidade. 
A infância, primavera de nossa vida, é época propícia para a educação e formação de novos caracteres em nosso mundo íntimo, quando nos estruturamos, alma imortal, para os desafios de nova existência. 
Como na natureza, após a primavera, em nossa vida chega o verão, oportunidade de produzir, crescer e frutificar. 
A juventude nos chega com a empolgação, energia e arroubo, suas parceiras diletas. 
Porém, como na natureza, os frutos do verão serão condizentes com os cuidados realizados na primavera. 
Pomar cuidado na primavera, frutos saudáveis no verão. 
No verão de nossas vidas é a época do aprendizado, quando os valores que trazemos na alma, desde o ontem, se somam aos adquiridos em mais essa existência para enfrentar desafios e embates.
No verão, os momentos decisórios de nossa existência, quando as opções do caminhar são tomadas, e as estradas a trilhar são escolhidas. 
Logo mais, quando menos se espera, à empolgação dos dias intensos se sucedem os prenúncios do outono. 
As experiências vividas na estação anterior ganham a oportunidade da reflexão. 
No outono de nossa vida, a maturidade nos chega trazendo o aprendizado. 
Nos dias outonais da existência o aprendizado e a vivência do verão ganham o tempero da experiência, que oportuniza novas opções, que novos olhares nos ensejam reflexões mais profundas. 
Logo mais, o ocaso do inverno nos arrebata a existência, através da velhice, quando a alma reencarnada tem o ensejo de olhar todo o seu caminhar, refletir e analisar toda uma vida. 
O inverno, ao contrário do que se pensa, é estação de conquistas. 
Já não mais as conquistas externas, pois que o corpo alquebrado e a energia da juventude distante pedem outros caminhos. 
É na velhice que as mais profundas análises do próprio eu se oportunizam, quando olhamos nós mesmos em perspectiva, ao longo de mais uma existência vivida. 
E para que essa reflexão, ao final de uma existência? 
Aí, olhamos para a natureza para aprender, que a reflexão profunda e silenciosa do inverno, é só mais um preparo para a outra primavera que se aproxima. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 08.07.2024