domingo, 13 de setembro de 2020

FAMÍLIA - USINA DO AMOR!

Os pais são executivos muito requisitados, sempre envolvidos com reuniões, atividades sociais, congressos pelo mundo. 
Quase nunca estagiam em casa, onde mais parecem visitantes que entram e saem a horas certas. 
Dessa forma, dificilmente conseguiam estar junto aos dois filhos, no decorrer dos dias. 
A adolescente se ressentia dessas ausências, enquanto o pequeno parecia administrar um pouco melhor a carência. 
A babá e a doméstica eram as pessoas mais próximas a eles. 
Foi quando se anunciou o inesperado. 
Um vírus se espalhou pelo mundo e a pandemia se instalou. 
Por questões de colaboração, quanto de preservação da própria vida, a quarentena se impôs. 
Os auxiliares domésticos entraram em férias, considerando que também deveriam permanecer em isolamento social. 
Pai e mãe ficaram em casa. 
Foram canceladas reuniões presenciais, viagens para congressos internacionais, as ausências diárias. 
A rotina da casa foi totalmente alterada. 
Foi quando as surpresas começaram a aparecer, com as sequentes admirações mútuas. 
-Mãe, você sabe cozinhar. Acho que nunca comi uma comida tão gostosa. Olha só o papai varrendo o quintal. Pensei que ele nem soubesse segurar uma vassoura. 
-Filha, conseguiu colocar a roupa na máquina sozinha? 
-Filhote, que linda ficou a prateleira dos calçados! 
Mais encantado ficava o pequeno quando a mãe se punha a passar roupas. 
Aquilo era mesmo algo bem diferente. 
E vieram os filmes com pipoca, os doces e bolos que preparavam juntos.  
Também o estudo das matérias escolares acompanhados pelos pais. 
As revelações de amor e carinho ficaram intensas e significativas: 
-Pai, sempre amei você, mas agora aprendi a admirar você. Não sabia que você pudesse ser tão legal em casa e nas brincadeiras. 
-Mãe, agora vi que você também faz o que fazem as mães dos meus amigos. Sempre tive orgulho da executiva que você é. Agora descobri que você é uma mãe muito especial. 
As surpresas se desdobraram, no transcorrer dos dias e das semanas. Pais e filhos se descobriram como criaturas que tinham muito a ser apreciado e valorizado. 
* * *
A família é um ninho de amor, de reconstruções impensáveis. 
Ao conceber a família, Deus nos presenteou com um espaço de construção pessoal, que tem a função de enriquecer a sociedade à qual pertencemos. 
Quando o carinho, o amor, a amizade, o respeito aos direitos e limites acontece dentro do lar, esses valores automaticamente passam a integrar a sociedade. 
Por isso, é sempre útil cultivarmos esses momentos de crescimento entre nossos amores mais próximos, pois o que nesse ninho construímos será para sempre vivenciado.  
Construções de amor espalharão amor. 
Construções de solidariedade espalharão solidariedade. 
Construções de respeito, amizade e lealdade darão seus frutos no momento certo. 
E, se ao convívio, aos processos educativos, associarmos as bênçãos do Evangelho, o lar se transformará em luz, traçando roteiro seguro para todos! 
Redação do Momento Espírita. 
Em 27.6.2020.

sábado, 12 de setembro de 2020

A FAMÍLIA

RAUL TEIXEIRA
Você já parou algum dia para pensar como funciona uma colmeia? 
Já se deu conta de que nela tudo é ordem, disciplina, preocupação pelo todo? 
A colmeia é formada por células de cera, que se contam aos milhares. Em algumas dessas células existem ovos ou larvas de abelha. Outras servem como depósitos de pólen e de mel. 
São os favos de mel. 
Numa colmeia podem existir até setenta mil abelhas, que exercem diferentes funções. 
As operárias são as que alimentam as larvas, cuidam da colmeia, trazem comida para todos os habitantes da comunidade. As operárias começam como faxineiras, limpando as células onde estão os ovos. Depois produzem a geleia real que serve para alimentar as abelhas mais jovens e a rainha. Também trabalham como babás alimentando as abelhinhas mais crescidas com pólen e mel. Com dez dias de vida elas se tornam construtoras. Começam a produzir cera, que lhes permite construir e remendar as células da colmeia. 
A rainha tem como tarefa botar ovos, dos quais sairão as operárias, os zangões e as novas rainhas. No verão chega a botar em um só dia mil e quinhentos ovos. 
O zangão, desde que nasce, tem por tarefa a procriação com a rainha. Depois morre. 
Tudo na colmeia reflete ordem, equilíbrio. 
As operárias são também as que saem da colmeia para buscar a matéria prima de que necessitam. Estranhamente, elas nunca se enganam no caminho de volta para casa, para onde retornam com sua preciosa carga. Embora sua vida seja curta, de cinco semanas apenas, elas não se cansam de trabalhar pelo bem-estar de toda a equipe. 
Podemos pensar na família como uma colmeia racional. 
Cada um tem sua tarefa a cumprir, visando o crescimento da pequena coletividade, como exige o lar. E todos são importantes no desempenho do grupo doméstico. 
É no seio da família, na intimidade do lar, que se vão descobrir operárias incansáveis, trabalhando sem cessar, não se importando consigo mesmas, em constante processo de doação. 
É na família que se aprende a transformar o fel das dificuldades, as amarguras das incompreensões no mel das atenções e do entendimento.  
É ali que se exercita a cooperação. 
Afinal, como a família é uma comunidade, há necessidade de ajuda mútua. 
Quando a família enfrenta as dificuldades com união, cresce e supera problemas considerados insolúveis. Para que a família progrida no todo, cada um deve se conscientizar de sua tarefa e realizá-la com alegria. 
É por esse motivo que as crianças devem ser incentivadas, desde cedo, a pequenas tarefas no lar. 
Retirar os pratos da mesa, lavar a louça, aquecer a mamadeira do menorzinho. 
Renúncia a um pequeno lazer para satisfazer o outro. Nem que seja somente a satisfação da companhia ou de um diálogo amistoso. 
Se na colmeia familiar reinar o amor, conseguiremos com certeza ter elementos para uma atuação segura, verdadeiramente cristã, junto à família maior, na imensa colmeia do mundo. 
* * * 
A família é abençoada escola de educação moral e espiritual. 
É oficina santificante onde se burilam caracteres. 
É laboratório superior em que se refinam ideais. 
Redação do Momento Espírita, com base na Revista Minimonstros, ed. Globo, 1964 e no cap. 15, do livro Rosângela, pelo Espírito Rosângela, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter. 
Em 25.7.2016.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

À BEIRA DO DESÂNIMO

CHICO XAVIER
Há dias em que não queremos fazer nada. 
Acordamos um tanto pra baixo, não sabemos a razão. 
Tivemos sonhos ruins, acordamos desorientados, não dormimos bem.
Há dias que parecem parados no tempo. 
Olhamo-nos no espelho e não vemos nada. Nada além de um rosto cansado, triste. 
São dias desafiadores, pois fazer as coisas sem vontade de fazê-las é verdadeira tortura. 
No entanto, esses são dias de autodescobrimento também.
Por que nos sentimos assim? 
O que nos alterou dessa forma? 
Temos vivenciado muitos dias como este? 
Ou este é apenas uma exceção? 
A autoanálise precisa ser uma constante em nossas vidas. 
Não podemos deixar que as emoções tomem conta de nossa existência. Somos nós que temos as emoções e não elas que nos têm. 
Dia ou outro de desânimo é até natural. 
Estamos em plena batalha e, por vezes, precisamos descansar. 
Porém, lembremos, o desânimo não pode tomar conta da nossa vida. 
Podemos senti-lo, acompanhá-lo de perto, cuidando, como um bom médico que monitora seu paciente. 
Por mais dura que seja, a reencarnação é oportunidade singular, magnífica, conseguida após planejamento minucioso e cuidadoso por parte das leis maiores. Valorizá-la é lutar contra tudo aquilo que pode vir a sabotá-la e paralisá-la. Amarmo-nos, em primeiro lugar, descobrindo-nos cada dia mais lúcidos e gratos por tudo. 
Os dias atuais nos colocarão diante de muitas beiras. 
À beira do desespero, à beira da cólera, à beira do desânimo e tudo o que com ele vem. 
Sábio é aquele que chega na beira, olha para o despenhadeiro, contempla o horizonte e pode dizer: 
-Eu fui o mais forte. Sobrevivi mais um dia. Cresci mais um dia. 
Logo estaremos de volta à pátria espiritual, todos nós, alguns antes, alguns mais tarde. Não sabemos ao certo o dia da partida. Que o desânimo não nos roube um dia sequer até a chegada da grande hora do retorno. 
* * * 
Quando nos observarmos, à beira do desânimo, aceleremos o passo para frente, proibindo-nos parar. 
Oremos, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras. 
Façamos algo de bom, além do cansaço em que nos vejamos. 
Leiamos uma página edificante, que nos auxilie o raciocínio na mudança construtiva de ideias. 
Tentemos contato de pessoas, cuja conversação nos melhore o clima espiritual. 
Procuremos um ambiente, no qual nos seja possível ouvir palavras e instruções que nos enobreçam os pensamentos.
Prestemos um favor, especialmente aquele favor que estejamos adiando.  
Visitemos um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as nossas. 
Atendamos às tarefas imediatas que esperam por nós e que nos impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento. 
Guardemos a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência.
Também de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Texto antidepressivo, do livro Busca e acharás, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. IDEAL. 
Em 11.9.2020.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

FALTA DE TEMPO

Mesmo sabendo que os dias e as horas são feitas dos mesmos segundos, desde sempre, você já teve a sensação que os dias parecem mais curtos? 
Já escutou de alguém a reclamação de que falta tempo, de que não se consegue fazer tudo o que é necessário? 
Sempre a sensação de que os natais estão mais próximos, que os aniversários se repetem mais rapidamente e que tudo passa muito rápido? 
Ocupamos, de tal forma, o tempo que o tornamos escasso, sempre a nos faltar, sempre a necessitarmos mais. 
Há aqueles que afirmam que precisariam de um dia com 25 horas. E se isso acontecesse, a próxima sensação seria de que não é suficiente, e mais uma hora solicitariam para fazer todas as coisas que se propuseram no dia. 
Como essa vontade de que o dia se estenda, que ganhe mais horas, que se adapte às nossas necessidades, é utópica, ficamos com uma certeza: teremos sempre o mesmo tempo e as mesmas horas do dia. 
Se não conseguimos fazer tudo o que gostaríamos ao longo do dia, do mês, é porque, possivelmente, nos tenhamos proposto a fazer coisas em demasia, no tempo de que dispomos. Se não fizemos tudo o que pensávamos, fizemos aquilo que escolhemos fazer, aquilo que priorizamos. 
E a mágica do tempo é exatamente esta: prioridade. 
Tudo o que não conseguimos fazer, é justamente porque não priorizamos, porque atribuímos menos importância, valor ou necessidade. 
O tempo é feito de prioridades. 
E, se nos sentimos insatisfeitos com a forma com que temos empregado nosso tempo, é hora de rever as prioridades. 
Na Terra, nossa vida tem um tempo para começar e um tempo para acabar. 
Ela é finita. 
Nossa alma é imortal e continuará a viver após a morte do corpo físico, mas o tempo que temos nesta existência é finito. 
Assim, vale a pena refletir em como e em que o temos empregado.
Lembrando o ensino de Jesus de que onde estiver nosso tesouro aí estará nosso coração, podemos entender que priorizaremos o tempo, baseando-nos nas coisas e nos valores que trazemos na alma. 
Assim, vale pesar em nossas escolhas, para bem usar o tempo, o entendimento de que estamos na Terra para experienciar e aprender as coisas e as Leis de Deus. 
Se é importante empregar o tempo no trabalho digno, no amealhar o dinheiro para o conforto que o mundo pode proporcionar, também devemos empregá-lo para as coisas que não se contabilizam nos valores da Terra. 
Então, não deixemos de investir nas coisas da alma e do coração.
Guardemos horas preciosas da semana para uma leitura sadia, para o convívio com a família, para uma atividade de voluntariado, para auxiliar o próximo. 
Priorizemos um tempo para olhar nos olhos do nosso filho e ler o que lhe passa na alma, para namorar quem amamos, seja esse amor de alguns meses ou de algumas décadas. Ou para visitar alguém em dificuldade.
Somente poderemos dizer que não dispomos de tempo para todas essas atividades, se elas não forem eleitas como nossas prioridades.
Pensemos nisto: ao concluir o tempo de mais esta existência terrena, inevitavelmente, cada um de nós responderá em como e em que utilizou o precioso tempo. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 03.09.2010.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

FALTA DE FÉ

Conta-se que um alpinista, desejoso de superar mais e mais desafios, resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o pico mais alto da América do Sul, o Aconcágua. 
E porque queria a glória só para si, decidiu fazer a escalada sozinho, sem nenhum companheiro. 
No dia marcado lá estava ele ao pé da Cordilheira dos Andes, onde iniciaria a difícil subida. 
O que ele não esperava era que a neblina lhe dificultasse a marcha, mas isso foi inevitável. E como o alpinista não tinha se preparado para acampar, foi subindo, com a disposição de alcançar o topo. 
Foi ficando cada vez mais tarde até que escureceu completamente. Não se via absolutamente nada. Não havia lua nem estrelas, só a escuridão. Quando o alpinista estava há apenas cem metros do topo, pisou numa pedra falsa, escorregou e caiu... Foi caindo numa velocidade vertiginosa e nada mais enxergava do que a escuridão à sua volta. Sentia uma terrível sensação de estar sendo sugado pela força da gravidade. Continuou caindo até que sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade... 
Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos, e amarrado uma corda comprida na cintura. 
Naqueles momentos de silêncio, suspenso no ar, em completa escuridão, pensou em Deus e resolveu lhe pedir ajuda. 
-Oh, meu Deus, me ajude! 
De repente, ouviu uma voz grave e profunda que parecia lhe falar nas profundezas da alma: 
-O que você quer de Mim, meu filho? 
-Salve-me, por favor! 
Respondeu mentalmente. E a voz insistiu: 
-Você acredita mesmo que Eu possa salvá-lo? 
-Eu tenho certeza, meu Deus. 
Falou o alpinista, desesperado. 
-Então, corte a corda que o mantém pendurado. 
Recomendou a voz. 
O homem ficou por um momento em silêncio e depois se agarrou à corda com todas as suas forças. Conta a equipe de resgate que, no outro dia, o alpinista foi encontrado morto, congelado, agarrado com as duas mãos na corda que o mantinha suspenso... a apenas dois metros do chão... 
 * * * 
O que ocasionou a falta de fé daquele alpinista foi a falta de visão. Se o sol estivesse clareando à sua volta, ele perceberia que, cortando a corda, estaria a salvo, mas isso não aconteceu. 
Comparando a claridade do sol com a luz do conhecimento, entenderemos porque a nossa fé é ainda vacilante. 
Quando iluminamos a fé com a luz da razão, ela se torna tão firme que nada, nem ninguém nos poderá tirá-la. 
E se é balizada pelo conhecimento se torna capaz de transportar montanhas e remover qualquer obstáculo porque deixa de ser uma crença vaga, para ser uma convicção inabalável. 
Assim, quando buscamos estudar e compreender as Leis que regem a vida, como a Imortalidade da alma, por exemplo, adquirimos uma segurança tão firme, que nem a morte do corpo físico nos abala, por termos a certeza de que apenas saímos do corpo, sem sair da vida. 
 * * * 
Graças à fé inabalável na vida após a morte, foi que os primeiros cristãos se entregaram ao martírio, louvando a Deus em cânticos de gratidão...
Foi pela confiança integral no Pai que Jesus Se entregou totalmente ao sacrifício, sem mágoa nem culpa, de modo a ensinar-nos que a fé é a ponte Divina por onde transitaremos de nossa pequenez na direção da liberdade total e grandiosa, em nossa escalada para Deus.
Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada. Disponível no livro Momento Espírita, v. 3, ed. Fep. 
Em 13.09.2010.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

A DOCE MÃE DE JESUS

Dia 8 de setembro é o dia dedicado à padroeira da capital paranaense: 
Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
A origem dessa denominação remonta ao século XV, envolvendo um português que vivia na freguesia de Carnide, em Lisboa. 
Ninguém sabe ao certo como acabou prisioneiro e escravo na África. 
O que narram as tradições é que ele era devoto de Maria Santíssima, a quem orava, diariamente. 
Pero Martins passou a ter sonhos com a Mãe de Jesus, que lhe falava do seu retorno à liberdade, o que veio a acontecer. Encontrando, em sua cidade natal, próximo a uma fonte, uma imagem, a identificou como sendo da Celeste Mãe. E porque vira uma luz misteriosa no local onde estava a estátua, deu-lhe o nome de Nossa Senhora da Luz. 
Em Curitiba, o culto agregou uma denominação e surgiu Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. É verdadeiramente incrível quando se fala a respeito da Mãe de Jesus descobrir que ela tem mais de mil e cem títulos.
Vão desde Mãe Santíssima, Virgem Maria, Rainha do céu, Santa Maria, a denominações específicas dos lugares onde, dizem, Ela teria aparecido. 
Assim temos Nossa Senhora de La Salete, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Guadalupe. 
Segundo a tradição e registrado por escritores, desde os primeiros séculos, o povo cristão honra a Maria de Nazaré. 
Possivelmente, uma das primeiras denominações que recebeu foi a de Mãe Santíssima. Isso porque, em Éfeso, onde foi morar com João Evangelista, atendia aos doentes de toda sorte. Foi ali que surgiu a expressão da boca de um atendido, em forma de gratidão: 
-És nossa Mãe Santíssima. 
Imaginemos como tantos daqueles que tinham saudades de Jesus a buscavam, para ouvi-la contar do Seu nascimento, Sua infância, Sua missão. 
Que mulher teve missão maior? 
Ser a mãe do único Ser perfeito que a Terra já recebeu: nosso Mestre e Senhor.
Registramos Seu exemplo de mãe devotada que oferece o filho ao mundo, para que Ele cumpra a missão para a qual viera. Ela conhecia as escrituras. 
Como terá se sobressaltado Seu coração, tantas vezes, com as notícias que lhe chegavam, dos inimigos da Boa Nova. Daqueles que afirmavam querer prendê-lO, daqueles que diziam que Ele não era mais do que um louco. 
Quantas dores terá suportado aquele coração materno. Sem falar na dor terrível de assistir, durante nove horas, à agonia do filho amado, supliciado na cruz. 
Nossa Mãe, Mãe de toda a Humanidade. Jesus no-la ofereceu, em Suas derradeiras horas de vida. 
-Filho, eis aí a tua mãe
Não importa como a denominemos. 
Seu maior título é ter sido Mãe de Jesus. 
E Sua misericórdia se estende a todo o rebanho do Seu filho. 
Portanto, neste dia, mais do que nunca, oremos a esse Espírito de alta envergadura moral para que abençoe a esta Terra. 
Terra dos Pinhais. 
Terra do Brasil. 
Terra do mundo. 
Que a doce Mãe de Jesus se apiade das mães sofredoras, das que perdem seus filhos para os vícios, para a criminalidade. 
Que Ela abençoe todos os que padecem. 
Também os que a louvamos, em canções, em poesias, em dramatizações. 
Que Ela ouça as nossas preces de gratidão, Senhora da Luz. 
Terna Mãe de Jesus. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 8.9.2020.

MEU BRASIL DE TANTAS DORES

Pátria amada, no dia em que evocamos a tua Independência dos laços portugueses, desejamos orar por ti. 
Por ti e por todos nós, os teus filhos, aqui nascidos ou adotados por tua grandeza. 
Vemos-te tão sofrida, tão aviltada, que somente podemos nos ajoelhar no altar do coração e rogar ao Governador Planetário por ti. 
Rogar a esse Jesus, todo amor, que se apiade de ti, nação amada. Cantamos os hinos que te exaltam e aspiramos a ver-te, verdadeiramente grande entre as demais nações. 
Grande em amor, em esperança, em trabalho e honra. Entristecemo-nos ao verificar, todos os dias, mesmo ante a pandemia que te castiga, prosseguir a corrupção e os interesses mesquinhos. 
Como é possível, Brasil, que não nos unamos todos para te tornar o maior dentre todos os países? 
Um país honrado, fraterno, pleno de paz. 
Por que não nos esmeramos em sermos honestos nas pequenas como nas grandes coisas? 
Por que nosso interesse deve suplantar o interesse comum? 
Por que não nos sentimos todos irmãos e nos auxiliamos? 
Quando tantos padecem fome, como podemos pensar em nosso próprio bolso? 
Quando o ciclone arrasa a paisagem e causa tantos prejuízos, como podemos prosseguir em nosso egoísmo, engendrando formas de lucrarmos com o caos? 
Quando a morte nos espreita, sorrateira, buscando o próximo alvo, por que ainda insistimos em ajuntar tesouros aqui, sem pensarmos que ela pode estar mirando em nós, para nos levar, logo mais? 
Brasil de todos nós, Brasil de todos os povos, pedimos a Jesus por ti, pelos filhos que ainda não entendemos que o teu propósito é ser o Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho. 
Destino que somente será efetiva realidade se nós, os teus filhos, deixarmos pulsar os nossos corações irmanados. 
Amado Brasil, esperamos que nossa prece alcance as esferas superiores e que bênçãos jorrem do alto sobre ti. 
Energias espirituais elevadas nos alcancem, despertando-nos para esse futuro que podemos construir juntos, bastando que pensemos em nosso irmão. 
Que nos olhemos uns aos outros como filhos de um mesmo torrão e nos esforcemos por te tornar um país diferente. 
Que tenhamos responsabilidade para eleger homens públicos que se importem contigo, que honrem tua História de tantas glórias. 
Que tenham compromisso com a verdade, com o bem comum. 
Que nos empenhemos para que a justiça seja para todos, que haja pão nas mesas, que não falte o agasalho a quem padece frio. 
Que nos eduquemos para que nos lares existam pais e mães preocupados em conduzir seus filhos para o bem. 
Que a honestidade não seja uma nota dissonante, soando solitária, mas seja a sinfonia executada por todo o povo, todos os dias. 
Ao ver-te a bandeira tremulando ao vento, Brasil amado, que o verde signifique esperança de dias melhores. 
Que o amarelo nos diga das riquezas do teu solo, das tuas veias. Porém, muito mais, da prosperidade deste povo que abrigas. 
Que o azul nos fale de dias de céu de anil para todas as vidas. 
E que o branco seja nossa bandeira de paz. Paz nos lares. Paz nas escolas. Paz na sociedade. Paz em todo lugar. 
Que este dia, Brasil, possa assinalar o teu ingresso no caminho do teu verdadeiro destino. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 7.9.2020.