sexta-feira, 7 de setembro de 2018

O BRASIL DOS MEUS SONHOS!

MARIA QUITÉRIA
Brasil dos meus sonhos Brasil, minha terra, como te desejo grande, no concerto das nações. Como te desejo, pátria amada, ver-te alçada entre as demais, levantando bem alto o estandarte da Ordem e do Progresso. Em síntese, da paz. Da paz verdadeira, que fala de justiça social, de fraternidade, de um povo amigo. Como te desejo grande, Brasil amado, vivendo sob um céu de estrelas, astros que ostentas em tua própria bandeira. Brasil da minha vida. És tão pródigo em belezas naturais. Tão rico o teu solo que alguém já o definiu como aquele em que se plantando, tudo dá. A beleza sem par das tuas matas, povoadas por tantas espécies exóticas da fauna, da flora. Tantas que nós, teus filhos, nem as conhecemos todas. Se nos encantamos com as riquezas naturais da Amazônia, também o fazemos com a diversidade do pantanal. E a imensidão dos pampas no sul, ao lado dos cálices das araucárias imponentes. Emocionam-me as cascatas, tecendo melodias; os riachos murmurando os segredos das florestas; os rios correndo, ligeiros, rumo ao grande mar. Estudando tua História, as vitórias conquistadas, o progresso alcançado, sei que triunfarás. Desejaria que teus filhos todos te amassem e somente pensassem em te fazer crescer. Crescer nas questões morais, no intelecto, na cultura. Lamento os que não te honram o solo, no trabalho honesto. Tão bom seria se todos utilizassem a bandeira da honra e do dever, tendo o Divino Pai na mente, o Cristo como seu modelo e guia e a caridade como seu propósito. O tempo haverá de te fazer justiça, quando teus filhos se decidirem para seus altos deveres, se resolverem pelo esforço, pelo trabalho, pela educação. Nesta hora de desconforto moral, oro por ti, que me viu nascer mais de uma vez, que acalentou meus sonhos, que me viu crescer. Sei que choras, Brasil, a exaustão de um povo. Tão cansado quanto descrente de que haverá um retorno às fontes do bem. Estertoras, meu país, ante tanta leviandade com que te dilapidam as riquezas e te destroem os valores. Vejo-te, sofredor, e, no entanto, creio que haverás de te evidenciar no mundo. Não pelo ouro que ainda repousa em tuas entranhas, nem pelo petróleo que te percorre as artérias. Não, eu te vejo grande ao mostrar ao mundo que um solo amado por seus filhos se revigora e vence os percalços que se apresentam. Ainda tens muitos problemas a equacionar. Mas, o gigante se levanta, quando se agitam seus filhos e unem suas forças. E vencerás a timidez dos bons, a corrupção e a violência dos que ainda estacionam na própria pequenez. 
* * * 
Eu te desejo imenso, Brasil, muito além das fronteiras físicas, cumprindo tua destinação de Celeiro do mundo, de Pátria do Evangelho. Hás de vencer e mostrar ao mundo que quem vive sob o símbolo do cruzeiro não perde a fé, nem se acovarda na luta. Brasil amado! Recebe o preito de gratidão de quem te traz na alma agradecida. Oro e vibro para que mostres ao mundo teu coração. Coração que pulsa, que acolhe, que ama. Coração do Brasil. Coração do mundo. 
Redação do Momento Espírita, com base em mensagens dos Espíritos Maria Quitéria e Marina, recepcionadas no Centro Espírita Ildefonso Correia, em 2.5.2016 e 26.6.2017. Em 7.9.2018.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

DO QUE VALEM?

Quando Teresa D'Ávila, a abnegada mística espanhola, decidiu erguer um mosteiro para ensinar moral e dignificação cristã às jovens noviças, deu início a uma campanha para arrecadação de fundos. Por isso, saiu a esmolar. Visitando um nobre e lhe solicitando auxílio, desse não recebeu a mínima consideração. Com sarcasmo, ele riu dela e perguntou: 
-De que valem Teresa e três coroas? - referindo-se às poucas moedas que ela havia conseguido até então. 
A freira, inspirada naquele momento, respondeu: 
-De nada valem e nada podem fazer Teresa e três coroas... Mas, Deus, Teresa e três coroas tudo podem. 
E, seguiu o rumo das suas nobres tarefas, buscando o reino de Deus. 
À semelhança da freira espanhola, outros cristãos demonstraram o quanto se pode com Deus. 
Com Deus, Damião de Vesteur transformou a ilha Molokai, no Hawai. Quando ali chegou, levando uma pequena mala com roupas simples e seus livros de devoção, era um homem só. Encontrou na ilha criaturas sem escrúpulos que exploravam os demais doentes. Organizou enfermaria, habilitou doentes a atenderem outros doentes mais graves, prescreveu normas de higiene. Separou os bebês sadios de suas mães hansenianas, criando, na selva que era a ilha, uma creche onde elas os podiam visitar. Com Deus, ele impediu enfermos em desespero de buscarem a morte prematura, pelas próprias mãos. Com Deus, lançou seu clamor ao mundo, denunciando o horror do abandono daqueles seres enfermos. E conseguiu medicação, roupas, utensílios. Mais do que tudo, devolveu dignidade àquelas criaturas. Com Deus, venceu os corações mais empedernidos, transformando os usurpadores da paz alheia em seus colaboradores. Ao morrer, a ilha estava modificada. Havia deixado de ser um palco de horrores, onde as pessoas eram jogadas simplesmente para aguardar o fim dos dias na Terra. Era um homem só... com Deus. 
Com Deus, Francisco Cândido Xavier, da cidade mineira de Uberaba, desde a sua mocidade, serviu ao mundo. Instrumento dos Espíritos que dele se utilizavam para a transcrição de mensagens de esclarecimento e consolo, deu ao mundo mais de quatro centenas de livros. Suas obras foram traduzidas para vários idiomas, transpondo as fronteiras da Pátria, consolando corações aflitos pelo mundo. Um homem só... com Deus. 
 * * * 
A presença de Deus em tua vida faz uma grande diferença. É essa presença que te inspira ideias novas e surpreendentes, ricas de conteúdo, abrindo espaço para realizações futuras de alegria e bem-estar. Existem possibilidades que antes, nunca havias notado e estão à tua disposição. Com a presença de Deus, elas se manifestam em ti. Os amorosos braços de Deus te envolvem em ondas de reconforto que protegem e dão segurança em todas as tuas realizações. A presença de Deus é todo o bem que experimentas, que te alimenta e que consegues distribuir de coração. 
Redação do Momento Espírita, com base em conto narrado por Divaldo Pereira Franco e pensamentos finais do cap. 23 do livro Filho de Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed Leal. Em 20.06.2012.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

TERESA DE CALCUTÁ E CHICO DO BRASIL

Com este título, lemos excelente artigo que nos remeteu a recordações do grande papel desempenhado, no mundo, por Madre Teresa de Calcutá e o médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Ambos nasceram no ano de 1910. Ela, Teresa, na Albânia. Ele, Chico, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Ela, católica. Ele, espírita. No entanto, portavam-se um e outro como verdadeiros integrantes da família universal. Tinham muito mais em comum do que apenas o ano de nascimento. Seu mestre era o mesmo, Jesus. Tinham o mesmo sobrenome, Amor. Nasceram com o mesmo objetivo, Servir. Ela foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz. Ele viveu pacificamente toda a vida. Teresa de Calcutá viveu para os menos favorecidos. Queria ser pobre. Nunca conseguiu. Seu coração transbordava riquezas: a nobreza da generosidade, as pérolas da fraternidade, os diamantes da solidariedade. Ela dizia, em toda a sua simplicidade, que a felicidade humana é impossível de ser mensurada. Como controlar em planilhas estatísticas a felicidade de um faminto que encontra o alimento? Ela tinha razão. Impossível mensurar a felicidade humana. Por isso, trabalhava sem estatísticas, mas em prol da felicidade e dignidade de seus irmãos de caminhada. 
Chico Xavier, do Brasil, o mineiro do século, também queria ser pobre, sem sucesso. Doou os direitos autorais de seus mais de quatrocentos livros psicografados, que venderam e continuam a vender milhares de exemplares em todo o mundo. Poderia ter tido polpuda conta bancária. Preferiu a simplicidade. Mas, nunca foi pobre. Sua vida foi repleta de amigos dos dois planos da vida. Chico era e será, onde estiver, um milionário, um magnata das letras, um ícone da humildade, um pobre das moedas, mas rico de amor... Narram que quem se aproximava de Madre Teresa de Calcutá não conseguia conter a emoção, devido à irradiação de sua serenidade e sua intensa energia espiritual. Aqueles que conviveram com Chico afirmam que sua presença iluminava, acalmava, tranquilizava. Chico e Teresa. Teresa e Chico. Parece que falamos de amigos: Olá, Teresa! Bom dia, Chico! Mesmo os que não os conhecemos pessoalmente os sentimos como amigos. Falar de suas conquistas, realizações e aventuras é como falar a respeito de amigos, porque entre amigos não há barreiras, inquietações, constrangimentos. Teresa e Chico eram amigos do mundo, dos ricos, dos pobres, dos brasileiros, indianos, nigerianos, amigos de todos... Teresa, de Calcutá e Chico, do Brasil deixaram marcas inesquecíveis e indeléveis. Ambos praticavam o amor. O convite que nos deixaram é de, dentro de nossas possibilidades, vivermos como eles, servindo e amando para a construção de um mundo mais justo e fraterno. 
Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita com base no artigo Teresa de Calcutá, Chico do Brasil, de autoria de Wellington Balbo, de Bauru/SP, publicado na Revista Espírita Bimestral da Comunhão Espírita Cristã de Lisboa, Portugal, de maio/junho/2009. Em 5.9.2018.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

ANTES DA PARTIDA

Amanhecia e a esperança de um novo dia despontava. O sol brilhava, enchendo de coloridos variados o pequeno jardim. Ela abriu as janelas, permitindo que o ar da manhã e os raios do astro brilhante enchessem os cômodos da casa. Tudo parecia cantar alegrias, na sinfonia da passarada e na brisa leve. Tudo, menos o seu coração. Idosa, depois de uma enfermidade que a debilitara, ela sentia que, dia a dia as forças mais a abandonavam. O corpo pesava, os passos já não eram tão rápidos. Mais do que tudo, a tristeza que lhe ia na alma falava de dores vividas e dos problemas do agora. De uma forma estranha, assomavam-lhe à memória as dificuldades da infância, da adolescência. O dinheiro sempre curto, quase faltando. As tantas vontades da infância jamais atendidas porque o supérfluo não podia ser cogitado em seu lar. As mortes prematuras dos irmãos, dos pais, tudo se somava num corpo de amargura. 
-Por quê? – Indagava-se - Por que tantas lembranças tristes me assaltam, de uns tempos para cá? 
As noites eram povoadas de sonhos em que se encontrava com os amados que haviam partido. E tudo lhe parecia um grande preparativo para a sua própria morte. A morte. Nessas semanas, que iam se somando, esse era o seu pensamento mais constante. Quando partiria? Como aconteceria? Isso, ela sabia, somente Deus, o Pai tinha ciência. Ninguém mais. A única certeza é de que partiria, algum dia, que acreditava seria breve. 
* * * 
Muitos dos nossos idosos vivem situação mais ou menos semelhante. Quase sempre, as vivem na intimidade de seus corações, sem falarem desses seus sentimentos. E isso conduz à depressão, que mais lhes rouba as forças e acelera a partida. Importante que os que estejamos próximos, os observemos. Longos silêncios, olhares distantes como a tentar vislumbrar os quadros da Espiritualidade para onde logo mais se transferirão, são sinais que nos devem chamar a atenção. Os sorrisos mais escassos, lágrimas que se apresentam em certos momentos, logo disfarçadas... Estejamos atentos. Alguns diremos que lhes estamos dando assistência, que lhes providenciamos o lar, a alimentação, o atendimento médico. Mas, a sua grande problemática se chama, em síntese, saudade. Eles viram partir seus amores mais amados. Foram-se os pais, filhos, amigos. A vida, que parecia um jardim florido, vai tendo cada dia menos flores. E, então, nossos idosos, também como flores que desabrocharam há muito tempo, que durante muito tempo espargiram seu perfume e seu colorido, começam a murchar. Carinho é o que eles pedem. Cuidados médicos mais precisos. Por vezes, um terapeuta a quem eles possam contar, sem medo de ferir, magoar ou preocupar, o que lhes vai na alma. Desde as mágoas que foram represadas, ao longo dos anos, às preocupações com o logo mais. Ficarão inválidos? Sofrerão enfermidades prolongadas? Quando partirão? Prestemos atenção a essas flores que perfumaram tanto nossos lares e que agora dobram-se para o solo, como hastes cansadas. Atendamo-los, hoje, agora. São os amores das nossas vidas: avós, mães, pais, parentes outros que nos acarinharam a infância, os dias de felicidade. 
Pensemos nisso. 
Redação do Momento Espírita. Em 4.9.2018.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

DO QUE PRECISAM AS CRIANÇAS

Ele era um homem ocupado. Executivo de um grande conglomerado de empresas. Suas deliberações eram muito importantes para um número expressivo de pessoas que ali trabalhavam. A agilidade e acerto de suas decisões redundavam em produtividade, gerando lucros. Era admirado pelos seus superiores, havendo quem o considerasse indispensável. Por isso, seus dias eram tomados pela profissão. Desde o despertar ao se recolher para dormir, nas madrugadas, ele só pensava na empresa. Como alcançar melhores índices de produtividade, como gerar maiores lucros... Durante as refeições, não relaxava. Seu cérebro estava sempre ativo. Sua mente ligada nas questões da empresa. Sendo pai, é natural que não tivesse tempo para o filho. Porque o filho insistisse, porque a esposa lhe falasse, ele decidiu tirar um dia de folga para levá-lo para pescar. Foram somente os dois. O pai deixou a mesa repleta de serviços inacabados e foi com o menino para um lago isolado. Passaram o dia pescando, remando e conversando. Durante todo o tempo, o pai só conseguia pensar nas coisas urgentes que tinha para entregar, nas ligações telefônicas que precisava fazer. E os projetos que precisavam ser concluídos? Pensava nas tarefas a terminar e nas reuniões que precisava marcar. Quando findou o dia, ele retornou ansioso para sua mesa de trabalho. No seu diário, naquele dia, ele anotou: 
"Levei meu filho para pescar. Outro dia perdido."
Mas, o garoto, exultante pelo dia passado com seu pai, escreveu em seu diário: 
"Passei o dia com papai. Foi um dos melhores dias da minha vida. E adormeceu sorrindo."
Se você é pai, pense nisso: as crianças de hoje realmente precisam de pais que joguem bola, brinquem de casinha, troquem a roupa da boneca. Porque é nisso que o coração de uma criança se apega. Precisam de pais que riam muito, até que a barriga comece a doer e lágrimas corram dos olhos. Porque assim nascem as lembranças que duram por toda a vida. Precisam de pais que ouçam as suas necessidades e com generosidade, digam: vamos fazer algo para resolver isso agora mesmo. Precisam de pais que agendem as apresentações escolares, as feiras de ciência ou os jogos de futebol. Porque pais são a mais importante platéia. Precisam de pais que olhem bem nos olhos e, escutem, com atenção, mesmo que para isso tenham de ficar de joelhos. Precisam de pais que leiam histórias, com entusiasmo e interpretação. Porque isso lhes alimenta a imaginação. Precisam de pais que admitam que estão errados, em algumas oportunidades, e se esforcem para fazer o que é certo. Precisam de pais que amem todo o tempo, pois o amor é um dom, e não uma recompensa oferecida por um serviço bem feito. Precisam de pais que as estimulem a ser bem-sucedidos em tudo o que fazem. Pais que fiquem ao seu lado enquanto a lição é estudada. Pais que ajudem a limpar a gaiola do bichinho de estimação, segurem a bicicleta até que elas aprendam a andar sozinhas. Pais que rolem na grama, comam pizza, tomem sorvete. Pais que ensinem a amarrar os cadarços do tênis, a colocar a meia, limpar o nariz. Pais gente, pais presentes. 
Pense nisso. Mas pense agora. 
Texto da Redação do Momento Espírita, com base no cap. Do que as crianças precisam, de Marty Wilkins e cap. Ocupado demais, de Ron Mehl, do livro histórias para o coração do homem, de Alice Gray e Al gray, ed. United Press. Mhm.14.10.2006.

domingo, 2 de setembro de 2018

DO QUE PLANTARMOS, COLHEREMOS!

A tarde estava ensolarada e convidava ao lazer. No quintal, João se distraía observando os três netos a brincar com a bola. O maiorzinho a jogou na parede, e quando ela voltou em sua direção, gritou admirado:
-Olha, vovô, ela voltou para mim. 
O avô aproveitou para falar de um assunto muito importante. 
-Vejam, meus queridos, como as Leis de Deus estão presentes em tudo o que fazemos. Até mesmo quando brincamos, Deus nos faz perceber como elas funcionam. Ele nos dá a liberdade de jogar a bola na parede, mas a volta da bola é uma reação natural ao nosso ato. Deus fez tudo perfeito no Universo. E Jesus, que é o Seu Filho mais sábio, nos fala para semearmos amor para termos amor em nossas vidas. É como se plantássemos um pé de feijão. 
Os meninos, curiosos, se aproximaram. Aquilo estava ficando interessante. 
-Quando o pé de feijão frutificar, só poderá dar feijões, não é verdade? Assim também acontece em nossas vidas. Colheremos do que plantarmos. Sempre que plantarmos bondade, colheremos sorrisos; se plantarmos maldade, colheremos lágrimas. 
 * * * 
Toda ação gera uma reação característica que virá, logo ou mais tarde, como forma de colheita. Assim, somos livres para a semeadura, mas somos escravos na colheita. Para cada ação haverá uma reação correspondente e na mesma intensidade. A Lei de Ação e Reação baseia-se num perfeito mecanismo de justiça e de igualdade absoluta, para todos. Essas ações estão caracterizadas com o selo moral do estágio em que se situa a pessoa. São as imperfeições ou as qualidades da alma humana que geram suas ações felizes ou equivocadas. Não há qualquer favoritismo para quem quer que seja. Agindo bem, teremos o mérito do bem. Agindo mal, teremos as consequências do mal. Os prejuízos que causarmos a outrem trarão consequências inevitáveis para nós próprios. É a Lei Divina. Também os benefícios que espalharmos gerarão benefícios em nosso próprio caminho. Passamos a entender, portanto, que fazer o mal, a quem quer que seja nunca será compensador, pois sempre responderemos pelo mal que causarmos. Toda felicidade ou tranquilidade que proporcionarmos ao próximo redundará em bem para nós mesmos. O amor e o perdão são fortes alavancas para nosso crescimento espiritual. Por esse motivo é que Jesus nos ensinou a perdoar. O ódio, a vingança, a perseguição contumaz a qualquer pessoa resultarão em sofrimentos ao seu próprio autor. Somente o perdão liberta. Sabedoria manifestamos ao optar por promover o bem, pois a reação do bem só poderá ser o bem. O mal, por sua vez, trará consequências desagradáveis. Sofrimentos na vida individual, social e coletiva, poderiam ser evitados se todos observássemos a Lei de Causa e Efeito, que Jesus traduziu em admirável sentença: A cada um será dado segundo as suas próprias obras. 
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Ação e reação, de Orson Peter Carrara, publicado na revista Reformador, novembro de 2004, ed. FEB. Em 21.11.2015.

sábado, 1 de setembro de 2018

DO QUE DEUS GOSTA?

Logo depois que seu irmãozinho nasceu, a pequena Amanda começou a pedir aos pais que a deixassem sozinha com o bebê. Mas os pais, preocupados com o que ela iria fazer com o neném, não permitiram. Pensaram que ela pudesse estar com ciúmes e pretendesse sacudi-lo ou machucá-lo, comportamento comum em crianças de 4 anos, que era o caso da pequena Amanda. Todavia, a menina não mostrava sinais de ciúmes. Tratava o bebê sempre com bondade e carinho, e seus apelos para ficar a sós com ele eram cada vez mais insistentes. Os pais, após conversarem sobre o assunto, decidiram atender ao pedido de Amanda e permitiram que ela e o irmãozinho tivessem um momento a sós. Satisfeita, a menina foi para o quarto do bebê e fechou a porta, mas esta abriu-se um pouquinho, o suficiente para que os pais, curiosos, espiassem e ouvissem. Notaram, então, que a garotinha andou nas pontas dos pés até seu irmãozinho, aproximou seu rosto bem pertinho do dele e disse devagar: 
-Bebezinho, me fale sobre o que Deus gosta, eu estou quase começando a esquecer. 
 * * * 
O fato é singelo mas traz em si motivos de profundas reflexões. Ao notarmos o comportamento das crianças, podemos compreender porque Cristo disse que o reino de Deus é daqueles que são como elas. Jesus não afirma que o Reino de Deus é das crianças, mas daqueles que a elas se assemelham. Observando as crianças, podemos notar que a inocência, a pureza, a benevolência, a sinceridade lhes são características. Assim, podemos entender que eram essas virtudes que Jesus afirmava serem necessárias àqueles que desejam chegar ao Reino de Deus. O apóstolo Pedro, em sua 1ª epístola, também fala que é preciso despojar-nos da falsidade, da hipocrisia, da inveja, da maledicência, como crianças que desejam o leite espiritual não falsificado, que nos fará crescer. Jesus ainda assegura que quem não receber o reino de Deus como uma criança, jamais nele entrará. Com esta afirmativa do Cristo, percebemos que existem virtudes sem as quais não conseguiremos galgar degraus na escala evolutiva e que, portanto, devemos conquistá-las. Em outro momento Jesus afirma que o Reino de Deus está dentro de nós, o que torna ainda mais evidente a necessidade do autoconhecimento e da nossa reforma íntima, segundo a moral cristã. Dessa forma, vale a pena buscar, em nossa infância distante, aquelas virtudes que perdemos no transcorrer do tempo. E, conforme recomendou o Apóstolo Pedro, vale a pena resgatar a nossa sede de leite espiritual não falsificado pela competição desenfreada e pelas pseudo-necessidades da sociedade moderna. E por fim, vale a pena buscarmos relembrar, como a pequena Amanda, do que Deus gosta.
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Cada criança é um Espírito reencarnado em novo corpo. Como tal, traz consigo as experiências felizes ou infelizes, já vividas. É por esse motivo que o Reino de Deus não é para as crianças, mas para aqueles que a elas se assemelham, ou seja, que tenham puro o coração. 
Redação do Momento Espírita com base no cap. 10, versículos 14 e 15 do Evangelho de Marcos e no cap. 2 da 1ª Epístola de Pedro. Em 06.07.2009.