sábado, 21 de dezembro de 2024

NATAL DE JESUS

Toda vez que o Natal retorna, Sua figura é lembrada com maior vigor. 
Alguns permanecem na tentativa de negar-Lhe a existência, afirmando que tudo é fruto de lenda. 
Outros, que na Sua existência acreditam, perdem-se em datas e números, tentando descobrir quando Ele verdadeiramente nasceu. 
O que se sabe é que até o século IV, os cristãos do mundo comemoravam o Seu natalício em diferentes meses e dias, motivo pelo qual a igreja optou por determinar a data de vinte e quatro de dezembro, a fim de que todos os Seus seguidores se unissem para o mesmo evento, como um único coração.
Estranham alguns que tudo que se refira à figura humana do Cristo seja tão obscuro. 
Não se sabe com exatidão quando e onde nasceu, quase nada se tem a respeito de Sua infância e adolescência.
Mesmo após a Sua morte, não nos legou senão uma tumba vazia, tendo desaparecido Seu corpo, sepultado em lugar ignorado talvez. 
Exatamente porque, desde o primeiro dia entre nós, Ele, Jesus, insistiu em afirmar que a mensagem é mais importante do que o homem. 
Contudo, algo existe em torno do qual ninguém discute. 
Todos se irmanam. 
Ele legou à Humanidade o mais belo tesouro de todos os tempos: a lição do amor, o amor por excelência que foi. 
Desde Seu nascimento, na calada da noite à Sua morte na cruz, a Sua foi a vida dos que amam em totalidade. 
Por isso mesmo é que não temos as notícias de Jesus no seio de Sua família, convivendo com os Seus. 
A Sua família era a Humanidade e com ela esteve ao longo de Sua missão. 
Amou a multidão e a serviu. 
Falou de coisas profundas, utilizando figuras e linguagem acessíveis ao povo, que desejava uma mensagem diferente de todas as que ouvira até então. 
A Sua voz tinha especial entonação e quando se punha a declamar a poesia dos céus, extasiava as almas. 
Os simples O seguiam, os desejosos de aprender e os que ansiavam pelo consolo de suas feridas morais O ouviam atenciosos. 
Sua mensagem era dirigida a todos os seres, nos diferentes estágios evolutivos, para as diferentes idades. 
Dirigiu-se à criança, convidou os moços a segui-lO, arrebanhou homens e mulheres em plena madureza, alentou a velhice. 
Sua vida foi um contínuo servir. 
Ninguém antes dEle e ninguém depois realizou tamanha revolução no campo das ideias, semeando na terra dos corações, em tão pouco tempo. 
Menos de três anos... 
Sua mensagem, impregnada do perfume de Sua presença, prossegue no mundo, conquistando as almas.
Definindo-se como o caminho, a verdade e a vida, Ele é também o consolo dos aflitos, a luz para os que andam em trevas densas, o amparo dos que se sentem desalentados e sós. 
Seu nome é Jesus. 
Sua mensagem é do amor perene. 
Seus ditos e Seus feitos constituem os Evangelhos. 
A comemoração do Seu natalício a todos nos motiva a amar, doar e perdoar. 
E só há Natal porque Ele veio para os Seus irmãos, para nós e nos legou a mensagem divina que fala de paz, de harmonia e de belezas espirituais. 
Aproveitemos o clima de Natal para meditar a respeito dos ensinos de Jesus. Aproveitemos mais. 
Coloquemos em prática ao menos alguns deles. 
E, entre os presentes e mimos que distribuiremos em nome dEle, não nos esqueçamos de colocar uma parcela do nosso coração. 
Não esqueçamos. É Natal! 
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita v. 12 e no livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP. 
Em 21.12.2024

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

UM MAU A MENOS

DIVALDO PEREIRA FRANCO
É bastante comum falar-se do mal que existe na Terra.
Sobretudo nestes tempos, em que a mídia tem sido farta em notícias aterradoras, as pessoas se têm indagado o que será do futuro. 
A carga de maldade parece crescer, de forma assustadora. 
A cada momento, novas notícias se somam às anteriores, portadoras de intranquilidade. 
Os jornais se esmeram em colocar manchetes que falam de escândalos, corrupção, hábitos infelizes. 
A televisão mostra as imagens de tragédias familiares, sociais e políticas. 
O homem parece mesmo ter se tornado lobo de seu irmão.
Pensando nesse panorama de ansiedade e medo que assola o mundo, um jovem discípulo procurou seu mestre.
Encontrou-o em estudo e quebrou o silêncio, indagando:
-Senhor, vejo a Humanidade infeliz. A perversidade campeia e a agressividade toma conta das criaturas. Em toda parte vejo as sementes do ódio invadirem os canteiros do mundo, a inveja tomar conta dos jardins e a perseguição gratuita avançar, sem limites. Vejo as pessoas se digladiarem e somente encontro sombras onde esperava descobrir a luz. Como poderei contribuir para tornar o mundo melhor? O que devo fazer? 
Porque o mestre permanecesse em silêncio, o aprendiz voltou à carga, precipitado, em nova leva de perguntas: 
-Vejo o mal avançar a cada dia assenhoreando-se de mais terreno. Gostaria de extirpá-lo da Terra em definitivo. Desejaria acabar com a miséria e o sofrimento. Contudo, sinto-me sem recursos. Que poderei fazer em favor dos infelizes e perversos? 
O sábio, tomado de compaixão pelo jovem candidato à transformação do planeta, respondeu com serenidade: 
-Filho, mudar as condições da Terra e dos seus habitantes, de um só golpe, é tarefa impossível. No entanto, se te encontras realmente interessado em contribuir em favor da Humanidade, eis a fórmula: Realiza a viagem ao interior de ti mesmo. Faze-te gentil com os que cruzem teus caminhos. Sê melhor com todos os que tomem contato contigo. Ilumina-te, enfim, a partir deste momento. Com isso, guarda a certeza de que existirá um perverso e um ignorante a menos no mundo. 
* * * 
Normalmente agimos como o jovem discípulo.
Desejamos que a Terra se transforme em um oásis de paz e alegrias. 
Pensamos em anular o mal de fora, dos outros. 
E esquecemos de adentrar nossa intimidade, iniciando a grande reforma do mundo a partir de nós mesmos. 
Se nos tornarmos bons, seremos um mau a menos. 
Se nos tornarmos iluminados, seremos uma luz a mais a clarear a paisagem. 
Se realizarmos o bem, a migalha da nossa atuação se fará presença benfazeja onde estivermos. 
A dor que acalmarmos arrefecerá a economia da dor mundial.
A aflição que aplacarmos será diminuída do rol geral de aflições. 
Enfim, o movimento positivo que empreendermos reagirá no cômputo geral, modificando a panorâmica da Terra em que nos situamos.
* * * 
Uma gota d'água não resolve o problema da terra ressequida, mas é o anúncio da chuva generosa que logo mais se precipitará. 
Ante a aparência do sol, uma pequena nuvem que se apresente constitui alívio ao viajor cansado, tanto quanto a sombra de uma árvore o aliviará da canícula que o maltrata.
Uma ação isolada pode parecer de nenhuma valia. 
Contudo, é sempre o desencadear de uma reação em cadeia, beneficiando muitas almas. 
Pense nisso e comece hoje a mudar o Mundo. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 8 do livro A busca da perfeição, pelo Espírito Eros, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. EBM. 
Em 30.11.2009.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

MATURIDADE

A idade da pessoa responde por sua maturidade? 
Quer dizer, responsabilidade depende da idade cronológica ou é como os jovens costumam dizer: 
-Depende da cabeça? 
Muito discutida, por vezes idolatrada e, por outras tantas, crucificada, a juventude é uma fase extremamente importante na vida das pessoas. 
Nesse momento da vida definem-se muitos dos lances decisivos na existência. 
O jovem possui uma energia intensa que precisa ser canalizada a fim de que a vida lhe dê frutos de felicidade. 
O jovem não é necessariamente leviano, irresponsável ou precipitado, apesar de uma parcela da juventude revelar esses aspectos. 
O jovem é, sim, entusiasta, idealista, sonhador e precisa que se lhe deem subsídios para que o entusiasmo não se transforme em frustração, o ideal não se corrompa e o sonho não se torne pesadelo. 
Existem, em linhas gerais, dois tipos de jovens. 
Thomas Edison
O primeiro tipo, é o jovem como Thomas Edison que, aos vinte e um anos registrou sua primeira invenção e que, entre outras coisas, nos legou a lâmpada incandescente e o fonógrafo.
É de Thomas Edison a célebre frase: 
-O gênio se faz com um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de transpiração. 
SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Outro jovem especial foi Francisco de Assis que comoveu o Papa, no Século XVIII, com sua pureza e simplicidade religiosa. 
Santa Joanna d'Arc
Ainda podemos nos recordar de Joanna d'Arc, a heroína da França que, no auge dos seus dezessete anos, liderou batalhas decisivas da guerra dos cem anos, devolvendo a Carlos VII o trono da França. 
Madre Teresa de Calcutá
Ou Teresa de Calcutá, cuja dedicação à causa dos menos favorecidos a acompanhou desde a mocidade. 
Mas, por outro lado, também existiram jovens como Gengis Khan, que ateava fogo nas aldeias conquistadas e jogava sal no chão, para que nada ali viesse a germinar. 
Jovens como Hitler que, desde a juventude, alimentava o desejo de desforra pela derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial.
A juventude é o campo propício para a semeadura dos valores superiores da vida. 
Se quiserem, os jovens podem modificar a estrutura social do planeta. 
Se quiserem, os jovens podem construir um tempo novo, onde a palavra fraternidade não seja vã utopia. 
Na verdade, juventude não é somente período da idade cronológica, pois que, acima de tudo, somos todos Espíritos. Juventude é estado d'alma. 
Disse, certa feita, um Espírito amigo: 
-Ser jovem é olhar para trás e não sentir remorso... 
Ou, ainda:
-Ser jovem é estar disposto a mudar para melhor, incessantemente. 
Há, portanto, dois rumos a seguir: 
Um, onde a semeadura é de espinheiros e a colheita de espinhos, e outro no qual a semeadura é de pomares e a colheita é de frutos saborosos. Jovem, nunca se esqueça que sobre os seus ombros o Criador deposita uma divina esperança: o futuro! 
* * * 
Tudo que temos nos foi dado por Deus. 
A água que mata nossa sede. 
A semente que germina e produz o pão. 
O milagre do ar que respiramos. 
A oportunidade da saúde. 
O benefício do remédio. 
A presença das pessoas amadas. 
Deus nos dá tudo. 
O que é que temos dado de nós para contribuir com a Sua Criação? 
Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita. 
Em 29.10.2012.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

JESUS, O BOM PASTOR

Desde muito Ele era esperado. 
Cantado pelas bocas proféticas de Israel, todo aquele povo aguardava Sua vinda. 
Na imaginação daquele povo sofrido, Ele seria o herói do mundo, o guerreiro da grande nação. 
Retomaria o que se havia perdido, e reposicionaria Israel nas glórias do mundo. 
No entanto, Ele preferiu vir ao mundo no anonimato de uma estrebaria. 
Por trinta anos, Seu cotidiano foi a simplicidade da casa paterna, no burgo quase esquecido de Nazaré. 
O Rei Solar fez-se carpinteiro, homem comum, entretido com as coisas comezinhas daquela gente simples e humilde, esperando Sua hora chegar. 
E quando saiu ao mundo para pregar as coisas de Deus, nunca mais a Humanidade foi a mesma. 
Conhecedor da alma humana, foi capaz de revelar os segredos profundos da Lei de Deus na linguagem simples daqueles que O ouviam. 
Se as meretrizes, leprosos, cegos e coxos eram Sua companhia, e os amava em intensidade, também sabia conviver com as autoridades, os sábios e os amoedados. 
Ele veio para os doentes pois, conforme Ele mesmo afirmou, os sãos não precisam de médico. 
E os doentes da alma estão em todo lugar. 
Fez-se o médico de todos, a oferecer do Seu remédio para curar os males da alma. 
Para tanto, exemplificou e vivenciou à exaustão o amor ao próximo e o amor a Deus sobre todas as coisas, como Ele bem lembrara, ser o maior mandamento da Lei do Pai.
Entendendo as dores da alma, posicionou-se como o Bom Pastor, prometendo cuidar de cada um de nós, as ovelhas de Seu rebanho. 
-Vinde a mim todos vós que vos encontrais cansados e aflitos e eu vos aliviarei. 
Eis a promessa que todo coração sedento de paz deseja ouvir. 
-Tomai sobre vós o meu fardo que é leve e meu jugo que é suave. 
Falava Ele da Sua proposta de convencer-nos a nos deixar arrastar pelo amor. 
Nunca antes, e nem depois dEle, alguém vivenciou o amor ao próximo em tão elevada pureza. 
E amava com tal intensidade que curava leprosos com Seu toque, estancava hemorragias com Suas virtudes, e processos obsessivos intensos se desfaziam sob o Seu comando. 
Na Sua pureza incomparável legou-nos as lições mais belas que a Humanidade jamais houvera tido, muito embora ainda incompreendidas, quando não esquecidas, por nós. 
Mas, eis que nestes dias de aflição e angústia, de transição e tumulto pelos quais passa a Terra, novamente a voz dEle ecoa em nossos corações. 
Vinde a mim todos vós que vos encontrais cansados e aflitos... 
Somos todos nós, os cansados e aflitos, necessitados do Seu regaço amoroso a amparar nossas dificuldades, a nos sustentar o caminhar, a nos encorajar a seguir em frente. 
Não nos esqueçamos, então, de que Ele será sempre o Bom Pastor, a cuidar de cada um de nós, as Suas ovelhas.
Permitamo-nos adentrar no Seu redil, seguir a Sua voz, o Seu comando. 
-Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá. Eu sou o Bom Pastor. Conheço as minhas ovelhas e elas conhecem a minha voz. 
Sigamos com Ele. 
Sintamos e vivamos a Sua paz. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 18.12.2024

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

MATURIDADE ESPIRITUAL

Durante a infância, o ser humano experiencia a fase do egocentrismo. 
Acredita que o mundo gira em torno dele próprio. 
A criança espera que tudo seja do jeito que gosta. 
Acredita ter direito ao melhor presente, à comida preferida e exige a atenção da família toda para si. 
É possível estabelecer uma comparação entre essa fase natural da evolução física e a evolução espiritual. 
Afinal, homens são Espíritos que temporariamente vestem um corpo de carne. 
Enquanto um homem tem a atenção focada em seus prazeres e necessidades, ele está na infância espiritual. 
Por mais antigo que seja, ainda não atingiu a maturidade.
Considera absolutamente necessário defender seu espaço e fazer valer suas prerrogativas. 
Como uma criança, entende ser justo o que o beneficia.
Assim é o discurso infantil a respeito da justiça. 
Qualquer pequeno dever é injusto. 
A mínima contrariedade representa opressão. 
Já as vantagens todas, por grandes que sejam, são naturais.
A maturidade espiritual revela-se por uma diferente compreensão do justo. 
O olhar já não está todo em vantagens e desejos. 
Não há mais a percepção de que o mundo precisa atender todas as suas necessidades. 
Gradualmente, o homem compreende que o direito nasce do dever bem cumprido. 
Ele também entende que a vida em sociedade pressupõe renúncia. 
Não é possível que todos realizem as próprias fantasias. 
Se isso ocorresse, haveria o caos. 
Há necessidade de limites e de concessões para a harmonia social. 
O homem maduro aprende a prestar atenção nos direitos dos outros, pois o ideal do justo já despertou nele. 
Sabe que a justiça é uma arte que implica dar a cada um aquilo que é seu. 
Por isso, não avança no patrimônio do semelhante. 
Não quer vantagens inapropriadas e nem aceita privilégios que os demais não podem ter. 
Compreende que a família do próximo é tão respeitável quanto a dele. 
Sabe que o patrimônio público é sagrado, pois voltado ao atendimento das necessidades coletivas. 
Respeita profundamente a honra e as construções afetivas dos outros. 
Seu senso ético não lhe permite baixezas, razão pela qual também tem a própria honra em grande conta. 
O espetáculo das misérias humanas revela o quanto ainda são imaturas as criaturas, sob o prisma espiritual. 
Entretanto, todas serão conduzidas à maturidade, pelos meios infalíveis de que a vida dispõe. 
Cedo ou tarde, compreenderão quão pouco adianta amealhar bens e posições à custa da própria dignidade. 
Quem se permite baixezas tem um despertar terrível, após a morte do corpo. 
Assimila que, na cata de vantagens, se tornou um mendigo na verdadeira vida. 
Percebe que sacrificou o permanente pelo transitório e perdeu tempo, pois terá de recomeçar o aprendizado. 
Pense nisso. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 07.07.2015

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

A INIGUALAVEL PALAVRA DE JESUS

JESUS E CHICO XAVIER
Sempre importante lembrarmos das palavras de Jesus. 
A palavra do Cristo é a luz acesa para encontrarmos na sombra terrestre, em cada minuto da vida, o ensejo divino de nossa construção espiritual. 
Erguendo-a, vemos o milagre do pão que, pela fraternidade, em nós se transforma, na boca faminta, em felicidade para nós mesmos. 
Irradiando-a, descobrimos que a tolerância por nós exercida se converte nos semelhantes em simpatia a nosso favor. 
Distribuindo-a, observamos que o consolo e a esperança, o carinho e a bondade, veiculados por nossas atitudes e por nossas mãos, no socorro aos companheiros mais ignorantes e mais fracos, neles se revelam por bênçãos de alegria, felicitando-nos a estrada. 
* * * 
Geme a terra, sob o pedregulho imenso que lhe atapeta os caminhos... 
Sofre o homem sob o fardo das provações que lhe aguilhoam a experiência. 
E assim como a fonte nasce para estender-se, desce o dom inefável de Jesus sobre nós para crescer e multiplicar-se.
Levantemos, cada hora, essa luz sublime para reerguer os que caem, fortalecer os que vacilam, reconfortar os que choram e auxiliar os que padecem. 
O mundo está repleto de braços que agridem e de vozes que amaldiçoam. 
Seja a nossa presença junto aos outros algo do Senhor inspirando alegria e segurança. 
Não nos esqueçamos de que o tempo é um empréstimo sagrado, e quem se refere a tempo diz oportunidade de ajudar para ser ajudado; de suportar para ser suportado, de balsamizar as feridas alheias para que as próprias feridas encontrem remédio e de sacrificar-se pela vitória do bem, para que o bem nos conduza à definitiva libertação. 
Assim, pois, caminhemos com Jesus, aprendendo a amar sempre, repetindo com Ele, em nossas proveitosas dificuldades de cada dia: 
-Pai nosso, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como nos céus. 
* * * 
Que a palavra de Jesus não permaneça apenas nos lábios dos oradores. 
Que a palavra de Jesus não permaneça apenas nos ouvidos dos seguidores. 
Ante a lembrança dEle, pensemos nas nossas escolhas de vida. 
Reflitamos se estamos escolhendo o caminho mais cômodo, ou se já optamos pelo caminho mais seguro e certo. A palavra de Jesus nos orienta com clareza. 
Ouçamos todos os que tenhamos ouvidos de ouvir. 
Em algum momento todos teremos que despertar para o bem, e nada melhor do que despertar ao som dos ensinos deste Amigo tão querido e zeloso. 
Esqueçamos os fanatismos religiosos. 
Esqueçamos dogmas e mistérios. 
Lembremos apenas das lições do Mestre que nos apontam o amor como solução, como sentido para a vida. 
Toda palavra de Jesus poderá ser resumida em apenas uma:
Amor. 
Amemos e estaremos no mais seguro dos caminhos para a felicidade. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17, do livro Vozes do Grande Além, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Disponível no CD Momento Espírita, v. 21, ed. FEP. 
Em 16.12.2024.

domingo, 15 de dezembro de 2024

MATRIMÔNIO

DIVALDO PEREIRA FRANCO
E
JOANNA DE ÂNGELIS
Muitos nos questionamos quanto à validade do matrimônio, da união entre duas pessoas que se amam. 
Alguns afirmam que o casamento está fora de moda ou que manter um casamento por muitos anos é para pessoas dependentes, que não conseguem viver só. 
Outros afirmam que o casal só consegue permanecer junto se cada qual mantiver um relacionamento extraconjugal. 
É fora de dúvida que a união entre um homem e uma mulher, para constituir família, está nas Leis Divinas e por isso nunca estará fora de moda. 
A família é o embrião da sociedade, e como tal, necessita do casal como alicerce básico nessa pequena estrutura social.
Um dia desses, um amigo nos disse que estava dormindo sempre muito tarde. 
Pensamos que estivesse fazendo hora extra no trabalho, mas ele esclareceu que o motivo era outro. 
O que o estava mantendo acordado era o diálogo com a esposa. 
Ambos ficavam conversando descontraidamente e nem percebiam que a madrugada ia longe. 
E o assunto daqueles dias era um dos cinco filhos do casal.
Ambos comentavam da alegria que estavam sentindo porque esse filho lhes contou que, no colégio onde estudava, os colegas lhe ofereceram drogas por várias vezes e, nas várias vezes, ele disse não. 
E o que mais os deixava felizes era porque, além de o jovem recusar as drogas, ainda lhes contara o fato, o que não é muito comum. 
Aqueles pais tinham motivos justos para se alegrarem, pois tantos outros não têm a mesma sorte. 
Vários pais só vêm a saber que os filhos estão usando drogas pelas páginas policiais ou quando recebem a notícia de que seu filho está preso, por delinquência. 
No lar em que há diálogo entre os esposos e entre pais e filhos, muitas situações desagradáveis são evitadas. 
Joanna de Ângelis, Espírito, fala sobre alguns sinais de alarme que podem informar a situação de dificuldade antes que venha a se agravar a união conjugal. 
Eis alguns deles: silêncios injustificáveis quando os esposos estão juntos; tédio inexplicável ante a presença do companheiro ou da companheira; ira disfarçada quando o esposo ou a esposa emite uma opinião; saturação dos temas habituais, tratados em casa, fugindo para intermináveis leituras de jornais ou inacabáveis novelas de televisão; irritabilidade contumaz sempre que se avizinha do lar; desinteresse pelos problemas do outro; falta de intercâmbio de opiniões; atritos constantes que ateiam fagulhas de irritação, capazes de provocar incêndios em forma de agressão desta ou daquela maneira... 
E muitos outros mais. 
Observando-se esses sinais de alarme é importante que, antes que as dificuldades abram distâncias e os espinhos da incompreensão produzam feridas capazes de deteriorar a união conjugal, tomemos atitudes de lealdade e façamos um exame das ocorrências, providenciando para sanar os males em pauta. 
Acima de tudo, lembremo-nos de que o casamento é excelente oportunidade que Deus nos oferece para os devidos reajustes com o companheiro ou companheira com quem nos comprometemos antes do berço. 
Quando a situação estiver difícil, roguemos a Deus que nos ajude a superar os obstáculos para o nosso próprio bem, e para o bem dos filhos que Ele nos confiou. 
Redação do Momento Espírita com base no cap. 35, do livro Sol de esperança, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, ed Leal. 
Em 01.06.2009.