quarta-feira, 14 de agosto de 2019

A VIDA É CURTA!

Um simples adesivo, fixado num vidro de carro, revela uma filosofia de vida muito perigosa. Diz assim: A vida é curta. Quebre algumas regras. Precisamos analisar essa cultura do Aproveite a vida, pois ela é curta, com bastante cuidado. Percebemos que esse tipo de entendimento circula pelo mundo fazendo muitos adeptos que, por vezes, caem em armadilhas terríveis, sem perceber. Parece haver em muitas pessoas uma aversão a regras, a leis, mesmo quando essas servem apenas para regular a vida em sociedade. Por isso, tão necessárias. É a repulsa à responsabilidade que ainda encontra forças em tantas mentes que teimam em não crescer. Quebrar regras simplesmente por diversão ou por achar que a vida está muito certinha – como se fala – é atitude infantil, imatura e perigosa. Basta, por exemplo, uma única vez, extrapolar na velocidade na condução de um automóvel para se comprometer uma vida toda. Uma brincadeira, um simples pega, pelas vias de uma cidade, para se colocar em risco um grande número de vidas, inclusive a própria. Assim, não é um tipo de regra que pode ser quebrada de quando em vez. Por que quebrar regras para se aproveitar a vida? Quem disse que para se curtir cada momento da existência com alegria, precisamos infringir leis? Aproveitar a vida não significa fazer o que se quer, quando e onde se queira. Esta é a visão materialista, pobre e imediatista do existir. Aproveitar a vida consiste em fazer o que se deve fazer, determinado pela consciência do ser espiritual, que sabe que está no mundo por uma razão muito especial. O ser maduro, consciente, encontra no caminho do bem, da família, do amor, sua curtição, sem precisar sair por aí quebrando regras e infringindo leis. 
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A vida é curta ou longa. A escolha está em quem vive. Ela é curta para os que desperdiçam tempo na ociosidade. Longa para os que se dedicam a uma causa nobre. A vida é curta para os que acompanham os filhos crescerem de longe. Longa para os que aproveitam cada instante, cada beijo de bom dia, cada beijo de boa noite. A vida é curta para os que acham que os vícios não fazem mal. Longa para os que desenvolvem hábitos sadios para seus dias. A vida é curta para os que acham que a vida é uma só. Longa para os que já descobriram que o Espírito é imortal, já existia antes desta vida e continuará existindo depois. A vida é curta para quem não perdoa. A mágoa mata mais cedo. É longa para os que buscam a reconciliação, evitando a vingança destruidora. A vida é curta para quem não sorri. A depressão mata mais cedo. É longa para quem cultiva o bom humor perante as situações difíceis da existência. A vida é curta para os vilões. Longa para os heróis. A vida pode ser curta ou longa. Cabe a você escolher.
Redação do Momento Espírita. 
Disponível no livro Momento Espírita, v. 11, ed. FEP. 
Em 14.8.2019.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

A PRIMEIRA RÚPIA (Moeda do Paquistão)

Nas terras distantes do Paquistão, há muitos anos, vivia um honrado mercador, chamado Krivá. Viúvo, tinha apenas um filho de nome Samuya. Krivá gozava de prestígio na comunidade, enquanto seu filho era preguiçoso e de péssimo comportamento. Rara era a semana em que ele não praticava uma desordem, desgostando o coração de seu pai. Certo dia, Krivá chamou o filho para uma conversa e lhe disse ter conhecimento de seus vícios e equívocos. Por essa razão, decidira deserdá-lo, uma vez que a fortuna seria dilapidada em festas e orgias quando chegasse em suas mãos. Diante do espanto que invadiu o filho, Krivá acrescentou que lhe oferecia uma última oportunidade para continuar sendo seu herdeiro. Ele teria que conseguir, com o seu próprio trabalho, no prazo de três dias, uma rúpia, a moeda corrente. Se assim agisse, seria o único herdeiro de tudo. No entanto, se falhasse, depois da morte do pai, seria atirado à miséria e à indigência. Samuya ficou apreensivo. Conhecendo seu pai como um homem de palavra, teve certeza de que ele cumpriria a promessa. Seus amigos, tão equivocados quanto ele mesmo, sugeriram que ele mentisse. Eles lhe emprestariam uma rúpia, que poderia apresentar ao pai como a tendo conquistado pelo seu esforço. No dia seguinte, assim fez Samuya. Após segurar a moeda, por alguns instantes, Krivá disse que ela não havia sido ganha com trabalho. E a lançou ao fogo. Esmagado pela verdade, o filho se retirou em silêncio. No dia seguinte, novamente orientado pelos companheiros de vícios, Samuya apresentou-se sujo e mal vestido, fingindo ter trabalhado e entregou ao pai uma rúpia, emprestada por eles. Outra vez Krivá disse que aquela moeda não havia sido fruto do trabalho e a atirou ao fogo. Samuya não protestou. Humilhado, retirou-se. Na manhã seguinte, consciente de que havia errado por duas vezes, fugiu da companhia dos amigos e decidiu procurar trabalho. No período da manhã, amassou barro para um oleiro. À tarde conseguiu ocupação no mercado, vendendo ervas aromáticas e, depois, junto ao rio, auxiliou no transporte de pessoas, remando por várias horas. Ao final do dia, muito cansado, levou ao pai a primeira rúpia que conseguira trabalhando duramente. Mais importante, porém, do que a moeda era o bem-estar que sentia no íntimo, satisfeito com seu próprio esforço e com a mudança de conduta que percebia em si mesmo. Porém, ouviu de novo que não era fruto de seu trabalho. Então, Samuya protestou em altas vozes. O velho pai sorriu e disse que isso era a prova de que a moeda era fruto do seu trabalho porque, nas vezes anteriores, ele nada havia dito. Agora, ele protestara, porque aprendera que o dinheiro ganho com o próprio trabalho não deve ser atirado, como palha sem valor, ao fogo do desperdício. 
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O trabalho honrado enobrece a criatura humana. Graças ao trabalho, o homem pode servir à família, aos amigos e à sociedade. 
Redação do Momento Espírita, com base em conto do livro Novas lendas orientais, de Malba Tahan, ed. Record. 
Em 13.8.2019.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

AFETIVIDADE E EDUCAÇÃO

Joannis Amos Comenius
Grandes pensadores, estudiosos e formadores de opinião deixaram contribuições notáveis na área da educação. Discutiram seu conceito, métodos de aprendizagem e diversas outras nuances da temática educacional. Alguns elementos, no entanto, são comuns nas teses e doutrinas desses missionários da Terra. Um deles diz respeito ao afeto. Comenius, conhecido como criador da Pedagogia Moderna, afirmava no início do século dezessete: 
-Os mestres conquistarão com tanta facilidade o coração das crianças que elas terão mais vontade de passar o tempo na escola do que em casa, se forem afáveis e doces, se não as assustarem de modo algum com a austeridade, mas, ao contrário, as atraírem com afeto, gestos e palavras paternais; se exaltarem os estudos que estejam fazendo, por sua importância, por sua facilidade e pelo prazer que proporcionam... Numa palavra, se os tratarem com amabilidade. 
Jean Jacques Rousseau propôs uma educação inovadora em meados do século dezoito. Era uma proposta de incentivo à expressão das tendências naturais da criança, em vez de reprimi-las ou discipliná-las, como era o mais comum naquele tempo. Dizia que a educação na infância deveria ser feita com amor e carinho, não com punições e castigos, através de exemplos práticos, despertando na criança a naturalidade, sobretudo os bons sentimentos, deixando em segundo plano o aspecto teórico e racional. Depois dele, como um dos principais sucessores, surgiu Johann Heinrich Pestalozzi, pedagogo suíço que defendeu que a escola deveria ser não só uma extensão do lar, mas também precisava se inspirar nele para oferecer uma atmosfera de segurança e afeto. Seguiram-se outros: Steiner, Montessori, Piaget... A lista se alonga. Todos eles trouxeram como bandeira a afetividade, pois perceberam que só aprendemos quando o componente dos sentimentos está envolvido. No que diz respeito à aprendizagem moral isso se amplia ainda mais, uma vez que a arte de formar os caracteres, como conceituou Kardec, é uma arte que precisa ser exercida com observação, tato e experiência, e se não houver o afeto, o vínculo amoroso permeando tudo isso, teremos apenas condicionamentos e não hábitos adquiridos.
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Afetividade não pode ser confundida com permissividade. Ser amoroso com os filhos não significa fazer todas as suas vontades, enchê-los de mimos e agrados simplesmente. O afeto está no vínculo, na presença constante, na aproximação dos sentimentos, no diálogo tranquilo para resolver os problemas. Ser afetivo é ser enérgico com respeito, deixando claras as razões das atitudes tomadas pelo educador, e também concedendo espaço para ouvir. Querer agradar sempre não significa amar, se esses agrados estiverem deseducando nossos pequenos e jovens. Que vivamos uma afetividade profunda em nossas relações, porém, que ela esteja alicerçada pelo bom senso e pela razão, pensando no que é melhor para o educando e não apenas para o educador. 
Redação do Momento Espírita, com citações do livro Didátida Magna, de Joannis Amos Comenius, ed. Martins Fontes. Em 12.8.2019

domingo, 11 de agosto de 2019

HOJE SOU SEU PAI

Andrey Cechelero
-Meu filho. A manhã está linda lá fora. O sol vigoroso, que parecia ter esquecido de brilhar nas últimas horas, em verdade nunca nos deixou. Viramos o rosto, giramos a Terra, para que a noite embalasse nossos sonhos e nos restituísse a vitalidade. Tanto o dia como a noite são nossos mestres. Enquanto a alvorada nos convida ao recomeço, à nova chance, o breu é pedido de recolhimento e reflexão. Enquanto o astro rei ilumina nosso caminho, prevenindo perigos, a lua nova comanda a prova e nos faz criar lucidez própria. No entanto, você poderá perguntar: 
-Mas, e quando as nuvens cobrirem o sol? Quando chegarem os dias molhados de escuridão? Como poderei prever as ameaças do caminho? Como terei de volta o vigor da alma encharcada de chuva?
-Nesses dias então, filho, eu serei o seu guia. Serei uma espécie de candeia, de luz acanhada, por certo - pois ainda estou aprendendo a ser sol - mas que será suficiente para suportar a breve caminhada pelas trevas. Breve. Toda caminhada pela escuridão pode ser breve, se fizermos pequenos esforços. A nebulosidade não dura mais do que o necessário e logo haverá um novo raiar. Temos muitas certezas na vida, ao contrário do que você pode ouvir por aí. Certeza de poder aprender, certeza de poder sorrir, certeza de poder amar e ainda, a certeza de que não há fim para nenhum amor. Hoje sou seu pai. Recebi essa missão com muita honra. Espero poder ser parte desse solo fecundo que lhe cerca e estrutura o ser. O crescimento é seu, a árvore, as flores e os frutos serão seus. Não vim para colher ou me saciar com saborosos alimentos de arvoredos. Vim para ser adubo, para ser base. Entendo que quanto mais você crescer em direção ao azul, mais longe do meu chão parecerá. Porém, sempre estaremos conectados de alguma forma. Um laço de amor verdadeiro é como uma raiz debaixo da terra, escondida, discreta, entretanto, vigorosa, necessária e pulsante. Meu filho, a manhã está linda lá fora, e sempre bela dentro de mim, pois hoje posso ser seu pai. 
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DIVALDO PEREIRA FRANCO
Os deveres dos pais em relação aos filhos estão inscritos na consciência. Evidentemente as técnicas psicológicas e a metodologia da educação tornam-se fatores nobres para o êxito desse cometimento. Entretanto, o amor – que tem escasseado nos processos modernos da educação com lamentáveis resultados – possui os elementos essenciais para o feliz propósito. Não deixemos de lado os deveres nobres que nos permitem amar como nunca antes amamos. Somos almas infantis ainda, aprendendo sobre esse sentimento solar. Cada instante, cada manhã e cada dia ao lado dos nossos filhos são tesouros da alma, que jamais iremos deixar de ter. Estejamos sempre ao lado deles, nas experiências de sol e de chuva. A paternidade e a maternidade são escolas magníficas ao nosso dispor. Abracemos essa oportunidade com todas as nossas forças. Não poupemos esforços na educação dos tesouros chamados filhos. 
Redação do Momento Espírita, com citação do poema Ao meu filho, de Andrey Cechelero e do cap. 14, do livro S.O.S. Família, por Espíritos Diversos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. 
Em 9.8.2019.

sábado, 10 de agosto de 2019

MEU PAI

Todos os que fomos acalentados pelo amor paterno, com certeza, recordamos nosso velho com saudade. Particularmente, quando nós mesmos nos tornamos pais, as lembranças acodem aos atropelos. Na acústica da alma, ainda ouvimos os passos firmes nas noites de trovoadas, a conferir em sua ronda, janelas, trancas, cortinas, o sono da criançada. Se fechamos os olhos, podemos sentir o deslizar da sua mão levemente pelo nosso rosto e o puxar cuidadoso do cobertor. Vemos sua silhueta se perdendo na penumbra e ouvimos o último abrir e fechar da geladeira. Recordamos da criança que fomos e que ficava à espera da sua volta do trabalho. Aqueles que tivemos pais cujo trabalho exigia muitos dias fora do lar, podemos sentir outra vez o coração aos atropelos, lembrando o som do carro dele, chegando, na madrugada. Será que lembrou de trazer um presente? Será que a sua barba está por fazer e vai espetar o nosso rosto? Recordamos o passeio dos fins de semana, do presente de aniversário, da ceia de Natal. Até das broncas após as nossas malandragens. Igualmente lembramos dos carinhos à chegada de nosso boletim, a alegria após passar de ano. A comemoração em família pelas nossas vitórias: Fundamental, Ensino Médio, Vestibular, Faculdade. E quando chegamos à adolescência? Quantos cuidados! 
-Quem são os seus companheiros? 
-Com quem você vai sair? 
-Aonde vai? 
-Não fume. 
-Não beba. 
-Não exceda a velocidade. 
-Respeite os sinais de trânsito. 
-É hora de chegar? 
-Não falei para chegar antes da meia-noite? -
-Filho, respeite os mais velhos. 
-Faça um carinho nos seus avós. 
-Quando, afinal, vai se decidir a trabalhar? 
-Garoto, vou lhe cortar a mesada. 
Olhando as rugas estampadas no rosto de nosso pai, somos tomados de carinho e nos curvamos diante dele. Quantos anos vividos no calor do lar paterno. Quantas lições! Lições que hoje repassamos para os nossos próprios filhos e, sem nos darmos conta, vamos repetindo os mesmos gestos dele. Daquele que há sessenta, setenta anos renasceu e um dia se tornou nosso pai. Olhamos nossos filhos e lembrando de como a generosidade de nosso pai, os seus cuidados nos fizeram bem ao caráter, nos esmeramos no atendimento aos nossos próprios rebentos. Por tudo isso, outra vez, é que a nossa gratidão cresce no peito e explode em uma grande manifestação de afeto. E, como se nosso pai fosse uma criança pequena, abraçamos o velho e o embalamos em nossos braços, com a mesma canção de ninar que um dia ele embalou a nossa infância. 
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As mensagens repassadas às crianças calam profundamente em suas almas. Embora o tempo, a distância, as circunstâncias mais adversas, tudo o que as aninhou e animou nos anos infantis repercute pela vida afora. Eis porque a infância tem um caráter de primordial importância ao ser humano. É nesse período de repouso para o Espírito, que se prepara para as lutas do mundo, que o ser se abastece de energias, vigor, valores reais que são, em verdade, as únicas heranças autênticas que os pais legam aos filhos. 
Redação do Momento Espírita, a partir do texto Pai, que circula pela Internet, sem menção a autor. Disponível no CD Momento Espírita, v.19, ed. FEP. 
Em 10.8.2019.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

ERRO FEMININO

Eram quatro mulheres. Conversavam, de forma distraída, enquanto aguardavam a consulta médica. Em certo momento, detalhando episódios de suas vidas, passaram a falar, cada qual, do maior erro cometido. Surgiram situações diversas e antagônicas e cada uma delas acreditava ter sido o que estava apresentando o seu maior erro. Contudo, o maior erro de suas vidas elas estavam realizando ali, naquele momento, em pleno consultório médico: todas fumavam. Tragavam com volúpia e pareciam se deliciar ao formar arabescos com a fumaça, em pleno ar. De uns tempos para cá, a mulher tem se exposto a doenças que, anteriormente, com menos frequência a alcançavam. Tal, por exemplo, a morte por enfarte e vários tipos de câncer. Quando a mulher está grávida, aumenta a dimensão do erro desde que, quando a gestante fuma, o feto também fuma, passando a receber substâncias tóxicas que, através da circulação materna, atravessam a placenta. Com o uso do cigarro, ocorre aumento do risco de abortamento, sangramentos e outras complicações. Com mais frequência, o parto da mulher fumante complica, sofrendo ainda risco de apresentar descolamento prematuro da placenta e ruptura da bolsa. O risco de morte súbita infantil também aumenta de acordo com o número de cigarros consumidos na gravidez. Em geral, em maior proporção se dá o nascimento de crianças com menor peso e menos comprimento, nas mães fumantes, bem como o risco de o bebê nascer com defeitos congênitos. Além de a si mesmas agredirem, destruindo a maquinaria física, agridem e muito o bebê, com repercussão para a sua vida. Fumar durante a gravidez compromete a inteligência da criança, sendo menor o rendimento intelectual dos filhos de mães fumantes. Erro grave ainda comete a mulher que amamenta e fuma, pois a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança. E o que dizer do risco de crianças pequenas contraírem infecções respiratórias, como bronquite, pneumonia e complicações de asma, quando elas são obrigadas a viver em ambientes poluídos pela fumaça do cigarro? Com certeza, é grave o erro feminino de se entregar ao vício do tabaco, destruindo-se, e complicando, muitas vezes, a vida daqueles pelos quais é responsável.
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O fumo é causa de redução da vida de um fumante de 5 a 8 anos. Isto, perante as Leis Divinas, pode ser considerado suicídio indireto. O tabagismo é um dos maiores problemas da saúde pública. A mulher fumante que engravida e abandona o vício, para preservar a integridade física do bebê em formação, afirma com sua atitude sua capacidade de amar. 
Redação do Momento Espírita, com base em informações do volante e Mãe, não fume durante a gravidez, impresso e distribuído pelo Ministério da Saúde. 
Em 24.11.2009.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

MILAGRES QUE NOS CERCAM

ALBERT EINSTEIN
Quando se fala em milagres, é comum nos vir à mente coisas extraordinárias. O céu se abrindo, um mensageiro celeste aparecendo, fenômenos acontecendo. Milagre, conforme a acepção da palavra, se refere a um acontecimento tido como extraordinário e que parece não ter explicação racional. Seria algo como uma violação das leis naturais, que regem os fenômenos ordinários. Seria de nos perguntarmos porque Deus estabeleceria leis para o Universo para Ele mesmo as transgredir. Se a ordem divina é do cumprimento da lei, como o próprio Deus agiria de forma diversa? Afinal, se Ele é a perfeição, perfeito deve ser em todos os seus atos. Para alguns, muitas das ações do Mestre Jesus, enquanto entre nós, são consideradas milagres. No entanto, de forma paulatina, vamos aprendendo que para cada uma daquelas ações, existe uma explicação coerente que, simplesmente não conhecíamos. Vemos, dia a dia, a ciência se aproximando da religião, demonstrando os efeitos benéficos da oração, da fé. Estatísticas informam que os que abraçam a religiosidade, se o fazem de forma ampla, têm possibilidades de melhor qualidade de vida. Recordamos que Jesus asseverou que se tivéssemos fé do tamanho de um grão de mostarda, poderíamos ordenar a um monte que se movesse, e ele se moveria. Ele não se referia aos montes de terra e pedra do nosso planeta. Referia-se aos nossos problemas, de qualquer ordem. Também asseverou que tudo que Ele fazia, nós todos poderíamos fazer, e muito mais. Naturalmente, isso se dará quando conquistarmos o estado de pureza e grandeza dEle, nosso Mestre. Em essência, Ele nos diz que somos portadores de potências na alma, que ainda desconhecemos. Muitos de nós já descobrimos o poder da oração. Outros, já nos demos conta dos benefícios da transmissão de energias pela imposição das mãos. Tal como o fazia nosso Mestre e Senhor. Então, verdadeiramente, vivemos rodeados por milagres. Todos explicáveis pela ação das energias, das potencialidades do ser humano ou dos Espíritos do bem. Importante que atentemos ao que ocorre ao nosso redor Porque existem muitos milagres. Existem os milagres do amor e da bondade, que socorrem os irmãos na adversidade. Existem os milagres da amizade que nos alcançam quando as nossas dificuldades parecem ser intransponíveis. Milagres são os que registramos com o nascer e o pôr do sol, a chuva generosa que revigora a terra, a floresta que renasce das cinzas depois das calamidades. Einstein afirmava que só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre. Dessa forma, cultivemos a fé e pratiquemos a prece, que operam, sim, em nós e ao nosso redor, milagres como a recuperação da saúde de um ser querido e a manutenção da nossa própria. Contudo, pensemos além. Pensemos em como podemos ser o milagre para alguém: a voz amiga, o conforto na dor, o orar junto, o abraço caloroso. Pensemos nisso e nos disponhamos a ser o milagre que alguém espera.
Redação do Momento Espírita. 
Em 8.8.2019.