sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A MÃE DE JESUS

Ela crescera, tendo o Espírito alimentado pelas profecias de Israel. Desde a meninice, quando acompanhava a mãe à fonte de água, para apanhar o líquido precioso, ouvia os comentários. Entre as mulheres, sempre que se falava a respeito, perguntavam-se umas às outras, qual seria o momento e quem seria a felizarda, a mãe do aguardado Messias. Nas noites povoadas de sonhos, era visitada por mensageiros que lhe falavam de quefazeres que ela guardava na intimidade d’alma. Então, naquela madrugada, quase manhã do princípio da primavera, em Nazaré, uma voz a chamou: 
-Miriam. 
Seu nome egípcio-hebraico, significa querida de Deus. Ela despertou. Que estranha claridade era aquela em seu quarto? Não provinha da porta. Não era o sol, ainda envolto, àquela hora, no manto da noite quieta. De quem era aquela silhueta? Que homem era aquele que ousava adentrar seu quarto? 
-Sou Gabriel- identifica-se, um dos mensageiros de Yaweh- Venho confirmar-te o que teu coração aguarda, de há muito. Teu seio abrigará a glória de Israel. Conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo e o Seu reino não terá fim. 
Maria escuta. As palavras lhe chegam, repassadas de ternura e, pela sua mente transitam os dizeres proféticos. Sente-se tão pequena para tão grande mister. Ser a mãe do Senhor. Ela balbucia: 
-Eis aqui a escrava do Senhor. Cumpra-se em mim segundo a tua palavra. 
O mensageiro se vai e ela aguarda. O Evangelista Lucas lhe registraria, anos mais tarde, o Cântico de glória, denominado Magnificat: 
A minha alma glorifica o Senhor! 
E o meu Espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador! 
Porque, volvendo o olhar à baixeza da Terra, para a minha baixeza e humildade atentou. 
E eis, pois, que, desde agora, e por todos os tempos, todas as gerações me chamarão bem-aventurada! 
Porque me fez grandes coisas o Poderoso e santo é o Seu nome! 
E a Sua misericórdia se estende de geração em geração, sobre os que O temem. Com Seu braço valoroso, destruiu os soberbos, no pensamento de Seus corações. Depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. Cumpriu a palavra que deu a Abraão, recordando-se da promessa da Sua misericórdia! Ela gerou um corpo para o ser mais perfeito que a Terra já recebeu. Seus seios O alimentaram nos meses primeiros. Banhou-O, agasalhou-O, segurou-O fortemente contra o peito mais de uma vez. E mais de uma vez, deverá ter pensado: 
-Filho meu, ouve meu coração batendo junto ao Teu. Dia chegará em que não te poderei furtar à sanha dos homens. Por ora, Amado meu, deixa-me guardar-te e proteger-te. Ela lhe acompanhou o crescimento. Viu-O iniciar o Seu período de aprendizado com o Pai, que lhe ensinou os versículos iniciais da Torá, conforme as prescrições judaicas, embora guardasse a certeza de que o menino já sabia de tudo aquilo. Na sinagoga, O viu destacar-se entre os outros meninos, e assombrar os doutores. O seu Jesus, seu filho, seu Senhor. Angustiou-se mais de uma vez, enquanto O contemplava a dormir. Que seria feito dEle? Maria, mãe de Jesus. Mãe de todos nós. Mãe da Humanidade. Agradecemos-Te a dádiva que nos ofertaste e, ao ensejo do Natal, Te dizemos: 
-Obrigado, mãe. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. A mãe de Jesus, do livro Personagens da Boa Nova, de Maria Helena Marcon, ed. FEP. Em 15.12.2017.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

SERVO DE TODOS

AMÉLIA RODRIGUES
O mergulho de Jesus nos fluidos grosseiros do orbe terráqueo, é a história da redenção da própria humanidade, que sai das furnas do “eu”, para os altos píncaros da liberdade. Vivendo os reinados de Augusto e Tibério, cujas vidas assinalaram com vigor inusitado a história, o Seu berço e o Seu túmulo marcaram indelevelmente os tempos. Aceitando como berço o reduto humílimo de uma estrebaria, no momento significativo de um censo, elaborou, desde o primeiro momento, a profunda lição da humildade para inaugurar um reinado diferente entre as criaturas. E não se afastou, jamais, da diretriz inicial assumida: a de servo de todos. Jesus concedeu ao verbo servir um significado todo diferente . 
-Como o maior de todos pôde fazer tal afirmativa? 
Questionam os apressados. 
-Servo de todos? Colocar-se como um subalterno, uma pessoa menor, que apenas serve? 
Ora, os grandes do mundo sempre foram servidos, e jamais servos de alguém! E tal compreensão ainda é atual, infelizmente, no orbe terrestre: a de que aqueles que têm mais, intelectualmente, financeiramente, precisam ser servidos, e não servir. Talvez, se compreendêssemos melhor a proposta milenar do Cristo, veríamos que estamos no caminho oposto à felicidade, quando assim pensamos. É muito lógico pensar que, quem tem mais, pode e precisa dar mais; que aqueles que têm maiores condições na esfera da inteligência, devem colocá-la a serviço dos menos capacitados. Essa é uma das propostas do Cristo, não só em Seu verbo, mas enraizada em Suas ações. O Ser mais perfeito que esteve na face da Terra, esse Espírito que já alcançou os patamares evolutivos que todos almejamos, veio à Terra para servir! Os grandes servem! Eis a lição clara, que precisa tomar espaço em nosso íntimo. Não há humilhação alguma em servir, em ser servo! São os preconceitos da alma humana que criaram esta impressão falsa. Assim, se queremos ser grandes, se desejamos construir uma felicidade madura, real, o caminho de servir é fundamentalmente seguro e necessário. 
* * * 
DIVALDO PEREIRA FRANCO
Quando se aproxima mais uma celebração do nascimento de Jesus na Terra, e temos ensejo de fazer balanços e avaliações em nosso viver, recordemos da lição do servir. Estamos servindo à nossa família como poderíamos? Estamos servindo à sociedade de forma suficiente? Estamos servindo ao bem, de acordo com o potencial que temos? Quem conhece as lições do Cristo, e Sua grandiosidade no que diz respeito ao poder de transformação do Espírito humano, já tem muito para dar, e pode ser servidor poderoso. Servimos, toda vez que estendemos a mão a quem precisa. Servimos, sempre que contribuímos para o sorriso dos outros, ao invés de provocar o choro amargo. Servimos, toda vez que cumprimos com os deveres de pai, de mãe, de filho. Servimos, sempre que escolhemos o bem, o entendimento, a conciliação, nas disputas inter-relacionais ao nosso redor. Seja servo de todos e seja mais feliz. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Boas novas, do livro Primícias do Reino, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. Em 14.12.2017.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Evocações do Natal

Rachel Naomi Remen
É comum os hospitais, na semana que antecede o Natal, tentarem mandar para casa o maior número possível de pacientes. No entanto, alguns sempre necessitam permanecer. Esses são atendidos pelos médicos que se oferecem como voluntários para trabalhar na véspera e dia de Natal ou que obedecem à escala pré-fixada pela instituição hospitalar. Naquele Natal, Rachel estava um tanto chateada. Por ser solteira, fora escalada para trabalhar naqueles dias, permitindo assim que seus colegas ficassem com seus cônjuges, filhos ou pais. No dia de Natal, vários grupos de pessoas apareceram nas enfermarias e distribuíram lembranças aos pacientes. Contudo, ao cair da noite, eles se encontravam em suas casas. O imenso hospital ficou em silêncio. Muitos leitos vazios. As poucas lâmpadas acesas nas mesas de cabeceira pareciam ilhas de luz na escuridão. Rachel ia de um paciente a outro verificando o soro, indagando sobre sintomas, oferecendo medicamentos para a dor ou para dormir. O Natal é uma época de muitas lembranças e vários dos pacientes desejavam falar sobre elas. Ela ouviu, naquela noite, muitas histórias. Tristes umas, emocionantes outras. Até que chegou ao leito de Petey. Era um homem velho, a respeito do qual ninguém tinha bem certeza da idade. Um andarilho, um desamparado. Nada mais trazia, quando chegara ao hospital, que a muda de roupa que o vestia. Portador de enfisema crônico, os médicos o mantinham hospitalizado, evitando que ele retornasse ao frio intenso das ruas. Era tímido e gentil. Alegrava-se por qualquer coisa e se mostrava agradecido pelos cuidados que recebia. Ele sorriu, ao vê-la. Estendeu a mão, abrindo a gaveta da velha mesa de cabeceira, onde estavam guardados seus tesouros: um canivete, uma escova de dentes, uma lâmina de barbear, um pente, algumas moedas e duas belas laranjas, que ganhara naquela tarde. Ele tomou de uma delas, estendeu para Rachel: 
-Dona doutora, Feliz Natal. 
Seus olhos demonstravam o enorme prazer que ele estava sentindo em ofertar-lhe a fruta. E, de repente, muitas lembranças acudiram à memória da médica. Recordou de sua infância, dos Natais em que sentia essa mesma alegria em dar presentes. Algo seu. Especialmente preparado para a data, para alguém. Tudo parecia tão distante. E tão perto. Lembrava-se de que tinha aprendido muitas coisas desde então, mas que também esquecera outras tantas. Há muitos anos, seu avô lhe ensinara aquela mesma maneira de viver que Petey mostrava agora. Entretanto, ao longo dos seus anos de formação acadêmica, a voz de seu avô acabara sendo sufocada pelas vozes de seus familiares, de seus colegas, de seus professores. Ela estendeu os braços e recolheu o presente, extremamente agradecida. 
-Feliz Natal, Petey. 
Disse, comovida, os olhos cheios de lágrimas. 
* * * 
É preciso muito tempo até que nos conscientizemos de que os bens preciosos que temos para dar não foram aprendidos nos livros. Também que a sabedoria de viver bem não é conferida aos alunos mais destacados nos estudos avançados. Os verdadeiros professores andam por toda parte. Basta saber colher as lições que sua sabedoria nos transmite, nos gestos desprendidos, simples, despojados. Um gesto simples como estender a mão, sorrir, desejar Feliz Natal. Repartir o presente recebido, num gesto espontâneo de profunda gratidão. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. O sábio, do livro As bênçãos do meu avô, de Rachel Naomi Remen, ed. Sextante. Em 13.12.2017.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

DEUS CASTIGA?

Acontece inúmeras vezes. A pessoa passa a ter dificuldades de variada ordem e se sente infeliz. No âmbito familiar, os desentendimentos se tornam rotina. No ambiente de trabalho, um certo marasmo toma conta das ações e a pessoa não se sente mais estimulada a realizar o melhor. Por causa disso, sucedem-se as chamadas de atenção dos superiores, as reclamações de clientes e a insatisfação íntima. Acrescente-se a isso pequenas desavenças com um ou outro amigo, que deságuam em ruptura de relacionamentos de anos. Então, a pessoa enumera todas as dificuldades, grandes e pequenas, e acredita que Deus a está castigando. E não faltam os que fazem coro a essa afirmativa, dizendo-a verdadeira. Deus castiga porque a pessoa foi desonesta em algum momento. Deus castiga porque a pessoa O desagradou, não Lhe prestando as homenagens devidas. Deus castiga porque a pessoa não está vinculada a essa ou aquela denominação religiosa, para fazer o bem. Deus castiga...
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Que forma pequena de conceituarmos Deus! Deus, que é nosso Pai, soberanamente justo e bom, viveria a dar castigos aos filhos que Ele criou, por amor? Deus, de quem Jesus afirmou que veste a erva do campo, que hoje se apresenta verde e amanhã já secou e é lançada ao fogo... Deus, de quem Jesus nos cientificou que providencia o alimento para as aves que voam pelos céus, porque elas não semeiam... Terá acaso Deus maior cuidado com a erva, os animais do que com os seres humanos? Observamos que, no mundo, o homem tem graduações para o atendimento prioritário, onde o ser humano é mais importante do que o animal, por sua condição de ser moral, imortal. Também observamos que, em casos de grandes comoções e necessidades, o homem salvaguarda os seres mais frágeis: idosos, crianças, mulheres. Ora, será Deus menos sábio que nós mesmos? Pensemos nisso. E abandonemos de vez essa ideia de que Deus castiga. Se Deus regesse o Universo, ao sabor de paixões como as que temos nós, os humanos, viveríamos o caos. Em certa manhã, Ele poderia estar de mau humor e, porque um número determinado de pessoas de um planeta O desagradasse, resolveria por eliminar aquele globo do conjunto universal. Por ter preferências por uns seres em detrimento de outros, concederia bênçãos inúmeras àqueles, deixando de atender a esses, que não Lhe mereceriam melhor atenção. Deus é soberanamente justo e bom. Tenhamos isso em mente. Infinito em Suas qualidades, estende Seu amor a toda Sua Criação, a quem sustenta com esse mesmo amor. E, se as dores, os problemas e dificuldades se acumularem, verifiquemos até onde nós mesmos criamos todos esses entraves. E, sempre, nos reportemos ao Pai amoroso e bom, suplicando nos auxilie a resolver os problemas, a modificarmos a nossa maneira de ser, a nos tornarmos criaturas melhores. Com certeza, a pouco e pouco, veremos se diluírem, como névoa da manhã, o que hoje catalogamos como insolúvel, extremamente doloroso ou amargo. Pensemos nisso. 
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 23 e no livro Momento Espírita, v. 8, ed. FEP. Em 6.3.2014.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

DEUS ATUA ATRAVÉS DO AMOR

Um ato de solidariedade salvou duas vidas, em uma escola infantil de Fleetwood, na Pensilvânia, Estados Unidos da América. A professora substituta Cindy Santos doou um rim a uma das suas alunas, Katelyn Ernst, de cinco anos. A menina é portadora de uma doença rara, que acelera a destruição dos glóbulos vermelhos no sangue, entupindo o sistema de filtragem dos rins. Ela precisava se submeter a hemodiálise, durante dez horas por dia. O sofrimento levou a família a criar páginas de apoio à menina nas redes sociais. A professora Cindy viu o apelo e o tipo de doador procurado. Ela era doadora compatível e não pensou duas vezes: inscreveu-se como possível doadora. Durante os exames pré-operatórios, então, ocorreu um fato incrível: a professora descobriu que também sofria de uma doença rara, responsável pelas fortes dores de estômago que muitas vezes sentia. E, para espanto de todos, uma forma de tratamento passava exatamente pela remoção de um dos rins. A cirurgia de transplante acabou se tornando uma forma de cura para as duas norte-americanas. Cindy, a professora, acredita que o fato de ter sido colocada na turma de Katelyn, meses atrás, não aconteceu por acaso: Foi Deus quem me pôs ali. É, sem dúvida, intervenção Divina. 
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Sabemos tão pouco, ainda, sobre as forças da Providência Divina e Sua atuação! Em momentos como esse, em que se faz visível ao extremo, ela nos encanta, nos fascina, e mostra que está trabalhando sempre, em silêncio, por trás de tudo e de todos. Usamos expressões como confie em Deus, apenas em momentos delicados, momentos graves, como se a Providência só atuasse nesses instantes. Porém, não. É uma força incessante. Silenciosa e perfeita. Só a percebemos em algumas circunstâncias, pois, infelizmente, nossa sensibilidade é insuficiente para captá-La em toda sua grandeza. Imaginemos uma das forças conhecidas no mundo físico, a gravidade. Se deixarmos cair um copo de vidro no chão, poderemos percebê-la com clareza: a Terra atrairá o copo e o copo atrairá a Terra. A força em questão é proporcional ao produto das massas dos dois corpos e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa, por isso, temos a impressão de que o copo cai. No entanto, a gravidade não está agindo apenas sobre o copo, nesse momento. Se olharmos em volta, veremos que está atuando em tudo, inclusive é ela que está nos segurando os pés no chão. Assim é a Providência Divina: está em tudo. Naquilo que percebemos e naquilo que ainda não identificamos. Ela assegura que tudo funcione com perfeição, de acordo com as Leis maiores. E o mais belo dessa história é que a Providência Divina atuou através do amor, da sensibilidade da professora que resolveu doar-se sem interesse algum, e recebeu um presente que jamais irá esquecer. Deus está em tudo. O amor está em tudo. Basta que aprendamos a enxergar. 
Redação do Momento Espírita, com base em reportagem do site sonoticiaboa.com.br, de 5 de junho de 2014. Em 18.8.2014.

domingo, 10 de dezembro de 2017

DEUS AMA VOCÊS

No espaço de alguns anos, a família Bice tinha recebido mais do que um quinhão de sofrimento. O motor do carro de Perry fundiu. Um incêndio destruiu a casa em que morava a família. E ele perdeu o emprego. Problemas mais graves logo vieram se somar a esses. Os especialistas conseguiram diagnosticar o que havia de errado com a filha caçula. Ela sofria de um distúrbio genético e morreu logo após o diagnóstico. A mesma doença foi diagnosticada na filha mais velha. E na outra. Somente dois dos filhos eram sadios. Durante meses, o casal observou a doença destruir a vida das suas crianças. Perry sentia, por vezes, revolta contra Deus. Contudo, logo retornava às preces, junto com a esposa, Kathrine, acreditando que Deus deles cuidava com carinho. Duas semanas antes do Natal, um homem, que se identificou apenas como chefe de um grupo de voluntários, foi ao apartamento deles. Perguntou se podia levar presentes para as crianças. O casal concordou. Elas iriam adorar a surpresa. O que a família não sabia é que aquele grupo de voluntários se deslocara até a casinha que o casal conseguira comprar recentemente. Perry estranhara que, mesmo tendo fechado o negócio, dois dias antes, não recebera a chave. É que o corretor de imóveis fora procurado pelos voluntários. E o carpete velho foi retirado e novos tapetes foram colocados. Vinte e seis voluntários passaram uma demão de tinta nas paredes. Horas depois, outros vinte e seis deram a segunda demão. Oito carpinteiros pregaram portais e rodapés. Uma equipe construiu uma rampa para cadeira de rodas. Os presentes foram embrulhados. Uma árvore de Natal foi enfeitada. Um dos voluntários doou uma van adaptada para cadeira de rodas, que foi deixada na frente da casa, com um enorme laço de fita vermelha e dourada. Alguns outros doaram várias prestações da hipoteca da casa. Cada prestação foi presa a um bilhete pendurado nos galhos da árvore. Na manhã de Natal, uma menina de onze anos bateu à porta dos Bice e lhes entregou uma chave, sem nada dizer. Somente sorriu e se foi. Perry pensou: Talvez eles tenham deixado os presentes na casa nova. Pegou a esposa e os filhos e foi para lá. Quando abriram a porta, mal puderam acreditar nas paredes iluminadas pelo sol, nos pisos e tapetes novos. As luzes da árvore os atraíram. Viram, então, as prestações quitadas da hipoteca, pendendo dos galhos. O menino de nove anos não conseguia entender porque o pai chorava tanto. Perry se afastou e tornou a olhar para a árvore de Natal. Foi quando notou um envelope apoiado num galho. Abriu. Ali estava um último gesto de carinho: um cartãozinho, onde haviam sido impressas, em letra cursiva, três palavras preciosas: 
Deus ama vocês. 
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Cada criatura, na Terra, pode se tornar um mensageiro de Deus, estendendo a mão ao seu irmão. O Natal é a mais excelente das oportunidades para exercitar essa possibilidade de participar da construção de um mundo melhor, doando a pequena cota de seu amor, para que alguém se torne um pouco mais feliz. Não deixe escapar essa chance, porque você pode fazer a grande diferença, na vida de alguém. 
Redação do Momento Espírita, com base na história Presente perfeito, de autoria de Lee Hill Kavanaugh, da revista Seleções Reader’s Digest, de dezembro/2003. Em 11.12.2015.

sábado, 9 de dezembro de 2017

DEUS ABENÇOE A JUVENTUDE

DIVALDO PEREIRA FRANCO
E
PAPA FRANCISCO
Os jovens são as primeiras luzes do amanhecer do futuro. Cuidar de os preservar para os graves compromissos que lhes estão destinados constitui o inadiável desafio da educação. Criar-se condições apropriadas para o seu desenvolvimento intelecto-moral e espiritual, é o dever da geração moderna, de modo que venham a dispor dos recursos valiosos para o desempenho dos deveres para os quais renasceram. Os jovens de hoje são, portanto, a sociedade de amanhã, e essa, evidentemente, se apresentará portadora dos tesouros que lhes sejam fornecidos desde hoje para a vitória desses navegadores do porvir. Numa sociedade permissiva e utilitarista como esta são muitos os convites para o consumismo e a irresponsabilidade. Enquanto as esquinas do prazer multiplicam-se em toda parte, a austeridade moral banaliza-se, conforme as situações e circunstâncias que são oferecidas como objetivos a alcançar. À medida que a promiscuidade torna-se a palavra de ordem, os corpos jovens, ansiosos de prazer afogam-se no pântano do gozo para o qual ainda não dispõem das resistências morais e do discernimento emocional. Os apelos a que se encontram expostos desgastam-nos antes do amadurecimento psicológico para os enfrentamentos, dando lugar, primeiro, à contaminação doentia, em desperdício da própria existência. Todo jovem deseja um lugar ao sol, a fim de alcançar o que supõe ser a felicidade. Informados equivocadamente sobre o que é ser feliz, ora por questões religiosas, familiares, sociológicas, outras vezes, liberados excessivamente, não sabem escolher o comportamento que pode proporcionar a plenitude, derrapando em comportamentos infelizes… Na fase juvenil o organismo explode de energia que deverá ser canalizada para o estudo, as disciplinas morais, os exercícios de equilíbrio, a fim de que se transforme em vigor capaz de resistir aos contratempos do processo evolutivo. Não é fácil manter-se jovem e saudável num grupo social viciado e sem objetivo dignificante… Não desistam os jovens de exigir os seus direitos de cidadania, de clamar pela justiça social, de insistir pelos recursos que lhes são destinados pela vida. Direcionando o pensamento para a harmonia, embora os desastres de vário porte que acontecem continuamente, trabalhar pela preservação da paz, do apoio aos fracos e oprimidos, aos esfaimados e enfermos, às crianças e às mulheres, aos idosos e aos excluídos, é um programa desafiador que aguarda a ação vigorosa. Buscar a autenticidade e o sentido da existência é parte fundamental do seu compromisso de desenvolvimento ético. 
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Juventude formosa e sonhadora! Necessário que pares na correria alucinada pelos tóxicos da ilusão e reflexiones, pois que estes são os teus dias de preparação, a fim de que não repitas, mais tarde, tudo quanto agora censuras ou te permites em fuga emocional, evitando o enfrentamento indispensável ao triunfo pessoal. O alvorecer borda de cores a noite sombria na qual se esconde o crime. Faze luz desde agora, não te comprometendo com o mal, não te asfixiando nos vapores que embriagam os sentidos e menosprezam a criatura humana. És o amanhecer! 
Redação do Momento Espírita, com base em mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, em sessão mediúnica da noite de 22.7.2013, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia, a propósito da chegada ao Brasil do Papa Francisco que iniciaria a 28ª Jornada Mundial da Juventude. Em 22.11.2016.