segunda-feira, 14 de outubro de 2024

OS MANSOS HERDARÃO A TERRA

Em seu famoso Sermão da Montanha, Jesus enunciou uma série de bem-aventuranças. 
Uma delas se refere aos mansos, que herdarão a Terra. 
É interessante observar que os bens do mundo são habitualmente tomados pelos espertos e violentos. 
Ao longo da História, há inúmeros exemplos de rapinagem, escravização e violência cometidos pelos chamados fortes.
Os povos mais pacatos e ordeiros sempre são as vítimas preferidas. 
No âmbito individual, quem não é muito dado a violências e arbitrariedades também é mais visado pelos espertalhões. 
Até agora, essa felicidade dos mansos não foi corretamente entendida e percebida. 
O Espiritismo lança luz sobre a questão, ao ensinar a respeito da pluralidade dos mundos habitados. 
Segundo essa lição, o nível evolutivo dos mundos guarda relação com o dos Espíritos que neles vivem. 
Há os mundos primitivos, nos quais ocorrem as primeiras encarnações. 
Há os de provas e expiações, em que renascem seres já intelectualmente evoluídos, mas ainda viciosos. 
Há os de regeneração e paz, os felizes e os celestes ou divinos. 
A Terra da atualidade figura entre os de provas e expiações.
Isso significa que nela encarnam Espíritos com significativa evolução intelectual, mas com moralidade vacilante, revelada por inúmeros vícios e paixões. 
A experiência terrena se destina a promover expiações e provas. 
Expiações são trânsitos dolorosos voltados a fazer surgir o arrependimento no íntimo de quem se fez vicioso. 
Provas são testes para aferir a constância no bem e o vigor na luta. 
Nesse contexto, é normal que a vida seja trabalhosa e difícil.
Fora o caso dos missionários do amor, os habitantes do planeta lutam contra si mesmos no processo de aprendizado e sublimação. 
Mas o importante é que a transição para mundo de regeneração e paz está próxima. 
Trata-se do fim dos tempos de angústia. 
Por ora, os Espíritos mais rebeldes se encontram misturados aos demais. 
É por intermédio deles que são aplicados os testes mais duros aos candidatos à paz. 
No contato com criaturas difíceis, estes desenvolvem paciência, compaixão, serenidade e fé em Deus. 
Ao final, os mansos realmente herdarão a Terra. 
Porque quem persistir no mal, quem teimar em ser violento e esperto será degradado. 
Passará a viver em mundos inferiores, nos quais sua inteligência será preciosa. 
Neles, ao contato com seres primitivos, aprenderá a lição do amor que rejeitou aqui. 
Quando se regenerar, retornará ao convívio de seus amores que permaneceram na Terra. 
Ciente dessa realidade, preste atenção em seu viver. 
Você figura entre os candidatos à paz ou entre os que, por seu egoísmo, servem à purificação dos mansos? 
Pense nisso. 
Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 10, ed. FEP. 
Em 26.8.2016.

domingo, 13 de outubro de 2024

SIMPLES COMO AS POMBAS

A frase partiu da boca de um Poeta. 
Não escreveu livro algum. 
Conta-se que a única vez que algo escreveu foi no solo de uma praça, ante a exigência arbitrária do julgamento de uma mulher. 
O sábio Ecologista, que vivia a essência espiritual, em toda a pujança, jamais se descuidou de Seu entorno, fossem vegetais, animais ou seres humanos. 
Seu convite remete a profunda reflexão. 
As pombas são dóceis, pacíficas, tanto que sua imagem foi abraçada como símbolo da paz. 
Elas voam pelos céus, sem dar atenção às complexidades do mundo. 
Nada que signifique ignorância ou descuido. 
Ao contrário, sabedoria de quem vive o essencial. 
Como carecemos de simplicidade. 
Simplicidade no trajar, sem desejarmos requintes nas vestes e constante troca de figurino. 
Até mesmo porque a vestimenta com a qual precisamos ter maior apuro é a túnica nupcial, aquela exigida pelo senhor das bodas ao convidado desleixado. 
E essa somente conseguimos a custo de iluminação interior, que se manifesta, então, fazendo brilhar nosso corpo espiritual. 
Simplicidade na alimentação. 
Diversidade, sem exigências. 
O que nosso bolso possa comportar: cereais, frutas, legumes, sementes variadas que enriqueçam o cardápio. Sem exagero algum. 
Sem despendermos horas de empenho para conseguir aquela marca especial, única, segundo nosso entendimento. 
Não se trata de privação, mas de nos alimentarmos com a exata dimensão do que nos é necessário para sustentar nosso precioso instrumento de trabalho, o corpo físico.
Aprendamos a saborear o que nos chega à mesa, agradecendo ao Criador, alçando os olhos da alma aos céus.
Como fazem as pombas, em alguns momentos, quando sorvem a água e contemplam as alturas. 
Simplicidade na casa que nos abriga. 
Por vezes, colocamos tantos atavios que nos perdemos nas cores, nas formas geométricas e esquecemos de olhar o céu estrelado. 
Ou o sol que se espreguiça, abrindo as cortinas das nuvens, tentando despertar a manhã. 
Simplicidade no falar. 
É bom se instruir, aprender palavras novas, aprimorar-se sobretudo no idioma pátrio. 
Tudo para bem nos entendermos com nosso próximo.
Contudo, não nos sirvamos, em nossas expressões, de vocábulos complexos, difíceis de serem entendidos por quem não tenha alcançado a nossa instrução e o nosso conhecimento. 
O maior sábio que andou por este planeta se serviu de palavras simples, imagens plenamente conhecidas dos grupos aos quais se dirigia: pastores, homens do campo, pais e mães de família, pescadores, escravos. 
Abracemos a simplicidade para tornarmos menos complexa a nossa vida. 
Para desapegarmos de certas coisas materiais que elegemos como imprescindíveis. 
A simplicidade é uma jornada de desapego, um exercício de conexão com a beleza, com o nosso entorno, com quem está conosco todo dia e nos aguarda um Bom dia, um abraço, um carinho, um agradecimento. Imitemos as aves que peregrinam pelos céus, a quem o Pai de amor, em Sua providência, alimenta com os imensos campos de trigo e cevada, com as sementes dos Seus pomares e as dessedenta com a água cristalina das Suas fontes generosas. 
Sejamos como as pombas. 
Redação do Momento Espírita 
Em 11.10.2024

sábado, 12 de outubro de 2024

A MENSAGEM DE UM MENINO

Ele tinha apenas oito anos, contudo, detinha a sabedoria das grandes almas. 
Era uma criança no corpo. 
Mas, seu Espírito já se dera conta de que breve seria sua vida sobre a Terra. 
Generoso, como todas as almas nobres, a sua era a preocupação com outras pessoas. 
Como ficaria sua mãe sem ele, por exemplo? 
Quando soprou as oito velas do seu bolo de aniversário e sofreu uma nova e grave crise que o levou ao hospital mais uma vez, Peter resolveu fazer uma lista. 
Era uma lista de alguns itens que ele desejava executar, antes de morrer. 
Dos itens constava encontrar alguém que se encarregasse de retirar a neve da frente da casa. 
E isso não foi muito difícil, porque um dos vizinhos disse que teria prazer em assumir esse encargo. 
E, porque se preocupasse com a qualidade de vida de sua mãe, desejava conseguir, de alguma forma, que ela concluísse a canção que começara a compor quando ele nascera. 
Seria o reconhecimento e a consagração dela como compositora. 
Para si mesmo, duas coisas eram muito especiais: morrer em casa, cercado de seus amigos e colocar um grande mastro, frente à sua casa, sinalizando que era ali que Peter se encontrava. 
Ele iria morrer e desejava que os anjos soubessem onde ele morava, para o virem buscar. 
A mãe, descobrindo a lista e reconhecendo a sua importância, se esmerou e, mesmo com o coração a sangrar, concluiu a canção. 
Ela a chamou de O Salmo 151
Explicou que lera os cento e cinquenta salmos da bíblia, mas que nenhum deles traduzia a alegria que ela sentira ao dar à luz a seu filho. 
A dificuldade em conclui-la se dera em função da descoberta da enfermidade de que ele era portador e do pouco tempo de vida que teria. 
Todos os recursos possíveis foram empreendidos para que o convênio de saúde aprovasse cuidados ao pequeno enfermo, no lar. 
E, numa tarde fria, enquanto Peter se despedia da vida física, os amigos se reuniram para cantar, junto com sua mãe, O Salmo 151
Quando Peter deixou exalar o último e tranquilo suspiro, os olhos dos amigos se ergueram para contemplar a bandeira tremulando ao vento. 
E, em todos os corações, havia a certeza: a bandeira indicativa era desnecessária. 
Pela forma como suportara a enfermidade e as dores, como se preparara para a morte, pelo seu desprendimento e amor, os anjos sabiam, com certeza, onde estava Peter. 
E o tinham vindo buscar. 
* * * 
Existem Espíritos que estão entre nós por pouco tempo.
Especiais, destacam-se pela sua forma de ver e sentir a vida. Vêm e vão rapidamente. 
No entanto, a sua mensagem de amor é de tal forma forte, vigorosa, que deixam o aroma da sua presença indelével entre os que tiveram a ventura de com eles conviver. 
A sua lição é do amor que não se apaga, da bondade que se preocupa com o outro e da sábia resignação ante aquilo que não pode ser alterado. 
Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita, com base no episódio O Salmo 151, do seriado televisivo O toque de um anjo. Disponível no CD Momento Espírita, v. 16, ed. FEP. 
Em 12.10.2024

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

MANIFESTAÇÃO DO AMOR DE DEUS

Nem sempre a vida transcorre como desejaríamos. 
Muitas vezes, planejamos percorrer alguns caminhos, realizar alguns sonhos, e logo nos vemos encaminhados para outras estradas e outros desafios. 
Não raro olhamos em nosso entorno e desejaríamos outra realidade. 
Desejaríamos que fossem bem diferentes os nossos dias.
Menos horas de trabalho a fim de podermos gozar um tanto mais das delícias de viagens de lazer. 
Gostaríamos de um marido ou esposa de mais fácil trato.
Queríamos filhos mais amorosos e compreensíveis. 
Anelamos um ambiente de trabalho mais adequado, tranquilo, com pessoas mais gentis e agradáveis. 
Porém nem sempre nossos desejos se realizam. 
É verdade que ao nos endereçarmos a Deus, ao orar, frequentemente dizemos:
Seja feita a Sua vontade, assim na Terra como nos céus. 
Porém, na vida prática, no cotidiano nos esquecemos que a vontade de Deus se faz sempre. 
Porque Sua vontade é pura bondade, justiça e amor. 
Ela permeia toda a nossa existência, desde nossa criação.
Vela por nós desde os primeiros dias aqui na Terra, até o momento de retorno ao mundo espiritual. 
E na continuação da vida, o amor de Deus prossegue a nos conduzir os passos. 
Porém, tomados por um imediatismo, uma falta de paciência, uma fé vacilante, vamos imaginando que nossa vida deveria ter outro destino. 
Não raro pensamos que não merecíamos passar por essa ou aquela dificuldade. 
Enumeramos as pessoas que deveriam desaparecer de nosso convívio, pois só nos prejudicam, colocando-nos na posição de vítimas da vida, como se assim pudesse ser. 
Porém o amor de Deus alcança a todos nós, em todos os instantes da existência. 
Construir esse entendimento nos faz um pouco mais dóceis e resignados perante os revezes e as dificuldades que a vida nos oferece. 
Por mais difíceis que se mostrem os caminhos, por mais desafiadoras que as provas se apresentem, teremos a todo momento o amparo amoroso de Deus, podendo a Ele recorrer sempre. 
Para nos explicar isso, Jesus usa a simbologia dos pássaros, que mesmo sem semearem nem colherem, nada lhes falta, pois Deus provê as suas necessidades. 
Refere-se ainda aos lírios dos campos, que não tecem, nem fiam. 
Contudo, Deus, Nosso Pai, os veste de forma única. 
Por isso Jesus nos aconselha a não nos inquietarmos com o amanhã, fazendo-nos compreender que cada dia naturalmente trará suas necessidades e seus deveres. 
O que devemos fazer é sempre agir com retidão e justiça; com amorosidade e paz de espírito. 
No mais, Deus proverá. 
Assim, busquemos aceitar com alegria, disposição e fé o que a vida se encarrega de colocar em nossos caminhos. 
Um cônjuge de mais fácil trato talvez não nos ensinasse a paciência que hoje aprendemos a ter. 
Filhos mais compreensíveis talvez não nos dessem a oportunidade de construir o desprendimento e o amor incondicional que temos hoje. 
E um ambiente de trabalho mais fácil e gentil quem sabe não nos provocaria a desenvolver a gentileza, a benevolência e compreensão que carregamos em nós. 
Assim, a cada desafio que a vida nos impõe, ali também está o convite amoroso de Deus, nos chamando para o progresso e melhora íntima. 
Pensemos nisso. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 27.10.2018.

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

AUXILIARES DE DEUS

É tudo tão maravilhoso, numa corrente de auxílio, discreta, constante, que a maioria de nós considera que tudo se deve ao concerto da natureza. 
O que devemos nos indagar é quem elaborou esse plano tão espetacular, tão bem formulado. 
Um plano que conta com auxiliares operosos, incansáveis e que não se desviam do propósito para o qual foram criados.
Não há rebeldias, não há motins, não há preguiça ou paradas em feriados ou férias. 
A ordem é sempre a mesma. 
Eventual desarmonia ou interrupções acontecem por decretos dos seres humanos. 
Assim é que observamos o trabalho da gralha azul, que, de tão extraordinário, mereceu criação de lendas e se tornou símbolo de um Estado do sul do Brasil. 
Homenageada em prosa, versos e canções. 
Canta-se que o pinheiro dá a pinha. 
A pinha dá o pinhão. 
Gralha azul leva no bico.
Vai fazer a plantação. 
É a síntese do que essa ave de plumas pretas e manto azul realiza entre as araucárias. 
Ela se alimenta das suas sementes. 
Previdente, pensando no amanhã, organiza verdadeiras despensas no solo, enterrando o que resta depois da saciedade. 
Com uma particularidade: a ponta fina para cima. Também remove a cabeça do pinhão, o que impede que apodreça no solo. 
Naturalmente, por armazenar em muitos e variados lugares, o resultado é que muitos desses tesouros ocultos brotarão, surgindo novas plantas. 
E quando ela voa, levando algumas sementes no bico, perde uma ou outra pelo caminho, descobrindo-se, então, tempos depois, aqui e ali um pinheiro solitário, no meio da mata.
Semeadora. 
Como sua irmã do Norte, a cutia, que, por seu tamanho e força, consegue romper o ouriço, a cápsula dura, lenhosa e esférica, que contém de quinze a vinte e quadro castanhas.
Igualmente, o que não consome, enterra em lugares diversos.
Muitas dessas castanhas germinarão, dando origem a novas árvores. 
Nunca se viu uma ou outra parar a sua faina, resolver trocar a sua alimentação, desistir do trabalho duro para conseguir a semente. 
Por sua vez, os rios igualmente se fazem condutores de vida, levando sementes para lugares distantes, deixando-as ao longo de suas margens, abandonando-as em algum trecho do seu percurso. 
E o vento, generoso, colhe algumas aqui, outras ali, e as leva para outras distâncias, depositando-as caprichosamente em seu percurso, como se quisesse surpreender os homens, que indagarão: 
-Como esse espécime veio brotar aqui? Quem plantou esse pinheiro? Quem semeou essa floresta? 
Coisas de Deus. 
Coisas de um Criador que elaborou tudo nos mínimos detalhes, da cadeia alimentar à proliferação das espécies.
Tudo corretamente pensado, sem erros de cálculos. Um jardim de delícias, um paraíso. 
E somente o homem, para quem tudo foi feito e foi ofertado, consegue desequilibrar esse projeto infalível e inigualável, em momentos de ação predatória. 
Poderíamos aprender tanto com a natureza: disciplina, perseverança, trabalho, amor. 
Por falar nisso, já plantamos uma árvore ou semeamos um jardim? 
Cultivamos alguma espécie de flor, de vegetal, mesmo que seja num pequeno vaso na varanda de casa? 
Redação do Momento Espírita 
Em 09.10.2024

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

MANHÃ ESPECIAL

DIVALDO PEREIRA FRANCO
E
JOANNA DE ÂNGELIS
Era para ser mais uma manhã como outra qualquer, do cotidiano da vida. 
Mas não foi... 
O trânsito, quase sempre caótico, fazia com que os motoristas permanecessem alguns minutos parados, nos semáforos.
Ninguém, com certeza, imaginava o que viria pela frente.
Sons e cores se misturavam naquele cenário, brindado pela natureza com um belíssimo sol de outono. 
Envoltos em seus pensamentos, cada qual programava a rotina daquele dia. 
Contas a pagar, clientes a atender, documentos a assinar, relatórios a revisar, refeições, encontros. 
De repente, a novidade. 
Já haviam, por certo, passado diversos ambulantes e entregadores de panfletos comerciais, quando aquele homem chamou a atenção de todos os que estavam próximos. 
Estava trajado de modo bem simples e com um colete, contendo o nome do jornal que vendia, naquele local. 
O sinal não demoraria a abrir, quando ele se deteve, por alguns segundos, junto à janela do passageiro de um dos carros parados no semáforo. 
Debruçou-se na janela, ante a surpresa e a expectativa dos dois homens que estavam naquele veículo. 
E não era por acaso. 
O rádio deles estava com um volume relativamente alto, que permitia aos demais motoristas ouvi-lo, mesmo que estivessem com as suas janelas fechadas. 
Fechadas, é bem verdade, como as portas, travadas pelo receio que temos, todos, neste nosso presente incerto, das ameaças da violência que ronda sobre nossas cabeças. 
De repente, a mágica. 
O homem passou a cantarolar, acompanhando a música e, empolgando-se, desfilou alguns passos bem ritmados, com extrema perícia e graça. 
Afastou-se, com o desenrolar de sua surpreendente dança, e abriu um sorriso, extremamente contagiante. 
Subiu na calçada, ainda com os jornais em punho, os quais, aliás, pareciam ser o seu par naqueles passos tão definidos.
Finda a dança, ele olhou para trás, esboçou um tímido sorriso, com um radiante brilho nos olhos, como a agradecer aos tais homens, ou mesmo ao infinito, pela oportunidade de compor a sua trilha sonora daquele árduo dia de trabalho. 
* * *
Interessante como a maioria de nós, para enfrentar o dia que começa, já sai de casa amargurada, aflita, sobrecarregada, impaciente, nervosa, agitada, aborrecida. 
Pensamos nos problemas a resolver, nos débitos a saldar, nas pessoas que teremos de atender e tantas coisas desagradáveis que enchem nosso cotidiano. 
Envoltos na rotina e na agitação do mundo moderno, esquecemos de bailar, de sorrir, de apreciar o tempo passar, de observar uma flor, um pássaro ou um cão, ou um ser humano igual a gente. 
Um ser humano que, mesmo diante de dificuldades, com parcos recursos materiais, sujeito a um subemprego, exposto às intempéries e aos maus tratos e grosserias de algumas pessoas, encontra motivos simples para abrir um largo sorriso, rindo para a vida, para que essa mesma vida, em seguida, possa lhe sorrir.
* * * 
Cultiva a alegria. 
Essa alegria que independe das coisas de fora, mas que nasce na fonte cantante e abençoada do solo do coração e verte abundante como um rio de paz. 
Com o que tiveres, exalta a alegria, embelezando a vida e vive em totalidade os momentos de felicidade que a vida te oferece. 
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Naquela manhã, de Marco Hiel Queren, da revista Harmonia, de junho 2001, ed. ADE/SC e no verbete Alegria, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. 
Em 13.7.2013.

terça-feira, 8 de outubro de 2024

HOJE É O SEU DIA!

Você se preparou para viver o dia de hoje? 
As coisas mais importantes da vida somente são valorizadas depois que passam ou são perdidas. 
A saúde, o sono, a razão, os fenômenos digestivos, os órgãos dos sentidos, os movimentos são tesouros colocados por Deus a seu serviço. 
Portanto, cuidado com esses tesouros. 
Está disposto a recomeçar hoje aquele projeto que fracassou ontem? 
O aparente fracasso é a forma pela qual a Divindade ensina você a corrigir a sua maneira de atuar, facultando-lhe repetir a experiência com mais sabedoria. 
A vida é constituída de lições que se repetem até se fixarem corretamente. 
Hoje você tem problemas para resolver que parecem insolúveis? 
Considere o seguinte: 
Primeiro: ninguém vai resolvê-los por você. 
Segundo: você só vai resolvê-los se se dispuser a enfrentá-los. 
Terceiro: é preciso equacionar os seus problemas, um de cada vez, até resolvê-los todos. 
Quarto: não sobrecarregue os outros com as suas queixas, reclamações e problemas. 
Você sentiu uma ponta de mau humor hoje? 
Lembre-se: a irritação é o espinho cravado nas carnes da emoção, que deve ser retirado. 
Quanto mais permanece, mais piora o estado de quem o conduz, gerando infecções duradouras e perniciosas. 
Está na iminência de se desesperar? 
Lembre-se, ainda: o homem deve treinar coragem e resignação. 
Sem esses valores ele permanece criança espiritual. 
Deixe-se conduzir pelas ocorrências que não pode mudar e altere com amor aquelas que irão lhe beneficiar. 
Deus é Pai misericordioso e vela por você. 
Você se exercitou para perdoar hoje? 
O perdão real é sempre acompanhado pelo esquecimento do mal recebido. 
Quem guarda rancor, coleciona lixo moral. 
Você já abraçou seu filho hoje, dizendo-lhe o quanto o ama?
Ele necessita de oportunidade e de amor para alcançar o triunfo. 
Abençoe o seu filho com as suas palavras e conduta, fazendo-se amigo dele em todas as situações. 
Você já orou hoje? 
Não desconsidere o valor da oração. 
O corpo necessita de alimento adequado para manter-se.
Assim também o Espírito, que é a fonte de vitalização da matéria. 
Na prática, você é o senhor da sua cabeça e do seu dia. 
Você decide como quer que seja o seu hoje. 
Decida e trabalhe por isso. 
Quem quer faz, não manda fazer. 
A água não ocupa mais espaço do que realmente necessita.
Por isso equivale à moderação. 
Nesses dias agitados, a angústia caminha com o homem, disfarçada de medo, de ansiedade, de sentimento de culpa.
Naturalmente, as pressões a que todos estamos sujeitos respondem por tal situação. 
A ansiedade pelo prazer exorbitante frustra; os fatores agressivos amedrontam e a timidez encontra uma forma de levar ao complexo de autopunição. 
Afaste da mente esses fantasmas responsáveis por males inumeráveis. 
Você é filho de Deus, por Ele amado, protegido e abençoado.
Não se afaste de Suas leis e se se enganar em alguma ocasião, ao invés de se entregar a conflitos desnecessários, retorne ao caminho do dever, sem receio algum. 
Lembre-se sempre da afirmativa de Jesus: 
-Eu sou o caminho, a verdade e a vida. 
E lembre-se, ainda: 
Hoje é o dia! O seu dia! 
 * * * 
Muitas enfermidades do corpo procedem do Espírito danificado pelos conflitos da emoção ou pelo ácido das imperfeições morais. 
Não bastará dormir, dar descanso ao corpo, se você permanecer emocionalmente inquieto, ansioso! 
Pense nisso e aproveite bem o dia de hoje, que é o seu dia.
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v.10 e no livro Momento Espírita, v. 5, ed. FEP. 
Em 08.10.2024.