domingo, 9 de outubro de 2016

CONQUISTADOR INCOMPARÁVEL

Os conquistadores se cercam de legiões de mercenários e de soldados. Estabelecem estratégias de combate e planos ousados de conquistas. Os conquistadores amealham tesouros da Terra e com eles pretendem estender o seu poder. Os que os seguem o fazem aguardando recompensas generosas. Ou, então, serem brindados com cargos que lhes conferirão, igualmente, poder e dinheiro. Ele foi um Conquistador diferente. Chegou tendo sido inicialmente anunciado aos corações simples e ouvidos atentos. Há muito aguardado, teve confirmada Sua identidade em várias oportunidades. Seu Pai enviou um Mensageiro especial para Lhe anunciar o nascimento e um coral magnífico coroou de esplendor a notícia alvissareira. Na noite quase fria, envolto em panos, sob a luz de brilhante estrela, Ele Se fez presente entre os homens. Mostrou-Se à beira de um rio, entre pessoas rudes, mas esperançosas. Teve como arauto um mensageiro de voz vigorosa, que dizia ter vindo ao mundo para aplainar as veredas do Senhor. O nome desse mensageiro era João. E, tendo-O identificado, endereçou-Lhe os dois primeiros Apóstolos, consciente de que Ele era o Cordeiro de Deus, o Messias cantado pelo povo, esperança da Humanidade. Os conquistadores desejam homens adestrados em armas e selecionam os seus seguidores entre os que demonstram agilidade, precisão e eficácia. Ele escolheu homens do povo. Pescadores da Galileia, um letrado, um vendedor de quinquilharias, um adolescente apaixonado pelas notícias dos Céus. Doze deles compuseram Seu colegiado mais próximo. Outros setenta e dois, a quem lecionou a arte da compreensão e da paz íntima, elegeu como mensageiros da Sua chegada. Dois a dois, esses foram à frente, anunciando pelas aldeias e cidades que o Reino de Deus se fazia próximo. E que o Filho do Rei já Se encontrava entre eles. Tudo para que, quando Ele chegasse, a população já O aguardasse, na expectativa da Boa Nova que Ele traria. Estrategista excelso, planificou com detalhes a abordagem aos simples e aos poderosos. Esteve na praça, nas estradas, nas montanhas, no vale. Pregou nas sinagogas, no templo suntuoso de Jerusalém, nas casas dos que O acolhiam. Distribuiu a Sua palavra, alertando que os que tivessem ouvidos de ouvir, ouvissem. A ninguém constrangeu a segui-lO. O Seu era o convite para a paz. Quem a desejasse, que O seguisse. Fez amigos por toda parte. Em Betânia, era acolhido, pelos irmãos Marta, Maria e Lázaro, com todo amor. Pelas bandas de Tiro e Sidon, o lar de um amigo O acolheu, generoso, em Sua passagem. Um certo Simão Lhe ofereceu um banquete, às quase vésperas de Sua prisão e morte. Um anúncio de despedida. Jesus. Ninguém que O igualasse. Ninguém que realizasse, com tanta doçura e firmeza, a conquista de tantos corações. Passados mais de vinte séculos de Seu retorno ao Mundo Espiritual, Sua presença permanece viva nos corações. Sua vida, Seus atos, Seus feitos são contados, estudados em detalhes, por todos os que se fazem ávidos da Sua tão cantada paz. Jesus, um Conquistador Incomparável. Sigamo-lO. 
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita Especial de Natal, v. 15 e no livro Momento Espírita, v. 8, ed. FEP. Em 10.12.2014.

sábado, 8 de outubro de 2016

A CONQUISTA DA SERENIDADE

JOANA DE ÂNGELIS
E
DIVALDO PEREIRA FRANCO
Um dia amanhece, glorioso, com a luz do sol atravessando as folhas. Silêncio que é quebrado pelo som dos passarinhos que acordam. Murmúrio de regatos que cantam, perfume de relva molhada pelo orvalho da noite. Será isso serenidade? A natureza oferece ao homem a oportunidade do silêncio externo, o exemplo da calma. Mas sozinha, ela, a natureza, será capaz de trazer a paz interna? Muita gente diz assim: Vou sair da cidade, a fim de descansar. Quero esquecer barulho, poluição, trânsito. Essa é uma paz artificial. Em geral, depois de alguns dias descansando, a pessoa volta para a cidade e aos ruídos da chamada civilização. E ainda exclama ao chegar: Que bom é voltar para o conforto da cidade. E, nas semanas seguintes, enfrenta novamente os engarrafamentos de trânsito, o som constante das buzinas, a fuligem. A comida engolida às pressas e o estresse do cotidiano estão de volta. Então vem a pergunta: 
-Será que realmente a serenidade existe em nossa alma? 
-Se ela estivesse mesmo em nós, não teríamos de deixar o local em que vivemos para encontrar a paz, não é mesmo? 
A conquista da serenidade é gradativa. A natureza não dá saltos e as mudanças de hábitos arraigados ocorrem muito lentamente. Não se engane com isso. Muita gente acredita que a simples decisão de modificar um padrão de comportamento é suficiente para que isso aconteça. Mas não é assim. Um antigo provérbio chinês traduz muito bem essa dificuldade. Ele diz assim: 
-“Um hábito inicia como uma teia de aranha e depois se torna um cabo de aço”. 
O mesmo acontece em nossa vida. E a conquista da serenidade não escapa a essa lógica de criar novos hábitos, de reeducar-se. Sim, pois tornar-se pacificado é um exercício de auto-educação. A pessoa educa-se constantemente. Treina a paciência, o silêncio da mente. É uma conquista diária, um processo que vai se instalando e se fortalecendo. E por onde começar? O melhor é iniciar pelo dia a dia. Treinando com parentes, amigos, colegas de trabalho. Não se deixando perturbar pelas pequenas coisas do cotidiano. Das pequenas coisas que irritam, a pessoa passa a adquirir mais força para superar problemas mais graves, situações mais complexas. Aos poucos, suaviza-se o impacto que os outros exercem sobre nós. Acalma-se o coração, domina-se as emoções, tranqüiliza-se a mente. O resultado é o melhor possível. Com o passar do tempo, a verdadeira paz se instala. E mesmo em meio aos ruídos de todo dia, o homem pacificado não se deixa perturbar. É como um oásis em meio ao caos da vida moderna. Um espelho de água em meio a tempestades. Esse homem, em qualquer lugar que esteja, traz a serenidade dentro de si. Experimente começar essa jornada hoje mesmo. Vai torná-lo muito mais feliz. 
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A serenidade resulta de uma vida metódica, postulada nas ações dinâmicas do bem e na austera disciplina da vontade. Mantenhamos a serenidade e a nossa paz se espalhará entre todos. 
Redação do Momento Espírita, e pensamentos do verbete Serenidade, do livro Repositório de sabedoria, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

CONQUISTA DA PAZ

A grande maioria das pessoas se preocupa com a conquista da paz... Da tão sonhada paz. No entanto, será que sabemos como conquistar a paz? E se sabemos, o que temos feito para alcançar esse objetivo? Conta-se que, um dia, vários deuses da mitologia grega se reuniram para decidir onde esconderiam um tesouro precioso, para que as próprias pessoas o encontrassem. Não poderia ser em lugar fácil, pois se elas o encontrassem sem maiores esforços, não o entenderiam e não lhe dariam o devido valor. Várias sugestões surgiram. Um dos deuses sugeriu que se pusesse o tesouro no fundo dos oceanos. Todavia o deus que presidia a reunião argumentou que o homem certamente iria encontrá-lo com facilidade. Iria inventar equipamentos de mergulho, alcançaria o tesouro e não lhe daria a importância merecida. Outra sugestão foi a de esconder o tesouro nos espaços infinitos do Universo. Argumentou um dos deuses: O homem o descobrirá facilmente, pois se inventará equipamentos para mergulhar nas profundezas dos mares, é lógico que os inventará para percorrer os espaços infinitos. Depois de várias sugestões infrutíferas, alguém teve uma idéia que foi aceita por todos. O tesouro seria cuidadosamente escondido num lugar onde o homem só iria procurar depois que estivesse maduro o suficiente para valorizá-lo, e mantê-lo consigo. E o lugar seria o íntimo de cada ser humano. 
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Esse tesouro valioso e imperecível é a paz. Sim, a paz que tanto buscamos sem lograr êxito, está dentro de cada um de nós. Aquele que encontra o tesouro da paz jamais se perturba, por mais que a situação à sua volta esteja em polvorosa. A paz não pode ser confundida com a passividade, porquanto o passivo é um ser sem ação. O pacifista é ativo. Onde há discórdia ele leva a sua paz, mostra o tesouro que já encontrou. É assim que devemos entender a recomendação de Jesus de mostrar a outra face. A face oposta àquela que presenciamos. Se a face que se apresenta é a da violência, mostremos a face da paz. De fato, o homem já conquistou os mares. Está vencendo os espaços com suas naves espaciais. Já desvendou vários mistérios do Universo, no entanto, não empreendeu a viagem fantástica para dentro de si mesmo. O homem que já fez tantas conquistas tecnológicas, ainda não sabe resolver um simples problema de relacionamento com o seu próximo. Não descobriu como afastar do seu íntimo o orgulho, a vaidade desmedida, a inveja, e outros tantos entulhos morais que impedem o acesso à paz. 
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Se a paz é um tesouro que cada um de nós pode conquistar, comecemos sem demora essa busca. No autoconhecimento traçaremos um mapa de nós mesmos, mostrando-nos onde se encontra cada empecilho, cada obstáculo que devemos remover da nossa intimidade. Somente quando o caminho estiver limpo, nos depararemos com um recanto de luz brilhando em nós: a tão esperada paz íntima! 
Redação do Momento Espírita. Em 27.12.2010.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

CONQUISTA DA FELICIDADE

Felicidade é algo que todos anseiam e, ao mesmo tempo, procuram. A maioria de nós, ao falar sobre a felicidade, costuma comparar-se com alguém que acredita ser mais feliz: um parente, um colega, um amigo ou um simples conhecido. Um escritor americano contou que, certa vez, um jovem lhe chamou a atenção por ser feliz e muito bem-sucedido. Ele tinha mulher e filhas e podia-se observar a sua alegria no trabalho, que era conduzir um programa de entrevistas na rádio de sua cidade. O escritor confessa que invejou aquele rapaz que tinha tudo sem muito esforço, um desses raros afortunados. Mas, entretendo-se a conversar com ele, o assunto derivou para as questões da Internet. Foi quando o rapaz lhe confessou que apreciava muito a Internet porque ela lhe possibilitava constantes pesquisas no campo da enfermidade chamada esclerose múltipla, doença terrível que afligia a sua mulher. Como se percebe, o segredo da felicidade não está em possuir coisas, posições ou vantagens pessoais. É uma questão de ser grato por aquilo que se tem. De um modo geral, pensamos que as pessoas infelizes reclamam de tudo. Mas é exatamente o contrário: as pessoas são infelizes porque de tudo reclamam. Não sabem ser gratas e nem valorizam o que têm. É como alguém que olhasse para um telhado e descobrisse a falta de uma telha. Ora, o importante é que só falta uma telha e mais dia, menos dia, se conseguirá colocá-la. O que não se pode esquecer é que o telhado todo está coberto, impedindo a ação dos ventos e das chuvas sobre a casa onde moramos. O outro segredo da felicidade é dar um sentido à vida. Ninguém é feliz vivendo simplesmente por viver. É preciso escolher uma atividade que nos alegre a existência. Pode ser qualquer ocupação útil. Estudar, trabalhar em favor de alguém ou de uma instituição, devotar-se ao atendimento de um necessitado. É indispensável uma fé espiritual. A crença em Deus, Pai de amor que por todos vela, não importando o nome que se Lhe dê. Crer que esta existência é passageira e que tem por objetivo nos proporcionar oportunidades de crescimento. Que a verdadeira vida é a do Espírito imortal que sobrevive às catástrofes, às enfermidades, à morte. A felicidade, em verdade, está sob nosso controle. É uma batalha a ser travada e um sentimento a ser guardado. A prova disto é que pessoas que têm uma vida relativamente fácil se mostram infelizes, por vezes. Enquanto outras que sofreram muito, continuam, de modo geral, felizes. 
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A felicidade é um sentimento que deve ser levado a sério. Cada um de nós deve ser tão feliz quanto possível, porque ninguém aprecia viver ao lado de alguém infeliz. Imaginemos: como é para uma criança crescer em companhia de um pai infeliz? Ou um pai ver seu filho crescendo infeliz? Ou para uma esposa viver ao lado de um homem infeliz? A verdadeira conquista está na luta para ser feliz, descobrindo e valorizando as pequenas coisas, de um desabrochar de flor a um dia de sol, a bênção da chuva num dia de verão intenso, a brisa do mar na manhã que promete ser escaldante. Enfim, a bênção de viver no mundo e respirar este ar maravilhoso, na Terra que nos foi dada por Deus, para nosso crescimento interior. 
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Uma simples verdade a respeito da felicidade, publicado em Seleções Reader´s Digest, de janeiro de 1999. Em 09.04.2010.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

APRENDER A AMAR

Elizabeth Kluber Ross
De que vale a vida? Qual o motivo de estarmos aqui? São tantos os problemas, que temos dificuldades em responder a essas perguntas. Ouve-se, com frequência, os noticiários das catástrofes naturais, que nos assustam. Outras vezes, são crimes hediondos que chocam. Dias há em que a saúde nos falta, outros em que o nosso amor se despede e parte para onde os olhos não enxergam. E ainda outros são dias de problemas no seio da família e no trabalho. Jesus, ao afirmar que neste mundo só teríamos aflições, lembra-nos que a vida é escola a nos dar lições, nem todas permeadas pela alegria e a satisfação. Porém, qual a finalidade dessas lições? O que a vida espera de cada um de nós, ao nos impor desafios pesados, aflições que nos perturbam e nos exigem tanto da alma? Em outras palavras, o que a vida quer de nós? Jesus foi indagado a respeito, quando, utilizando o linguajar da época, alguém lhe perguntou qual o maior mandamento da Lei de Deus. Para o religioso que o indagara, entender o mandamento da Lei de Deus significava entender o próprio objetivo da vida. E Jesus foi claro ao responder que o objetivo maior da vida é o de amar. Seja o amor a Deus, o amor ao próximo ou o amor a si mesmo, devemos aprender a amar. Dessa forma, seja o que for que nos ocorra, essas situações serão sempre dádivas da vida a nos oferecer possibilidades para o aprendizado do amor. Seja o que quer que venha a nos suceder, lembremos que no fundo e no final de tudo, está o aprendizado para o amor. Por isso, a atitude mais sábia que podemos ter perante a vida é a de amar. Amar incondicionalmente. Pensando dessa forma, Richard Allens escreveu um poema que diz o seguinte: 
Richard Allens
Quando ames, dá tudo o que tenhas 
E quando tenhas chegado ao teu limite, dá ainda mais 
E esquece a tua dor. 
Porque frente à morte, só o amor que tenhamos dado e recebido é que contará. Tudo o mais: as vitórias, as lutas, os embates ficarão esquecidos em nossas reflexões. E conclui o poeta: 
E se tenhas amado bem, então tudo terá valido a pena. 
E o prazer que encontrarás nisso durará até o final. 
Porém, se não o tenhas feito, a morte sempre te chegará muito rápida, e afrontá-la será por demais terrível. 
Assim, compreendemos que a única coisa que importa é o amor. Tudo o mais, nossas conquistas, nossos títulos, o dinheiro que temos ou a posição social que desfrutamos, é secundário. O que fazemos não é importante. A única coisa que importa é como fazemos. E o que realmente importa é que o façamos com amor. Por isso, antes que a morte nos convide a retornar ao grande lar, antes que nossa jornada de aprendizado aqui se conclua, aproveitemos o tempo e as lições para que o amor comece a ganhar espaço em nosso mundo íntimo. Aproveitemos os dias valiosos da existência. A cada nascer do sol aceitemos o convite ao aprendizado do amor que se renova. Entendendo a vida por esse prisma, tenhamos a certeza de que as dores amenizarão e as ansiedades repousarão na certeza de que Deus vela por todos, aguardando que as lições do Seu amor se façam em cada um de nós. 
Redação do Momento Espírita, com poema extraído do cap. El capullo y la mariposa, do livro Conferencias: morir es de vital importancia, de Elizabeth Kluber Ross, ed. Luciérnaga. Em 3.10.2016.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

CONJUGANDO ESFORÇOS

O Brasil é um país com muitas dificuldades em vários campos e isso não é novidade para nós, brasileiros. Fala-se das dificuldades na área da educação, da saúde e da falta de emprego. Muitos acenam com soluções simplistas, jogando a responsabilidade total para os governantes. Todavia, essas questões não dizem respeito somente aos governos e sim à sociedade como um todo, já que são de interesse geral. As dificuldades que se apresentam na vida de um país são para serem superadas e não para serem lamentadas passivamente. O Brasil é um país jovem. É natural que esteja enfrentando crises variadas, uma vez que os países do Velho Mundo também as enfrentam até hoje. O problema do desemprego é mundial. As dificuldades na área da educação também inquietam países ditos de Primeiro Mundo, como temos observado nos noticiários. Assim sendo, ao invés de cruzarmos os braços e criticar o governo, seria mais sensato se conjugássemos esforços com vistas a superar os obstáculos. Algumas empresas, geridas por cidadãos conscientes, já estão contribuindo nesse sentido. Se não podem resolver todos os problemas resolvem uma parcela deles, criando oportunidades para que seus funcionários tenham acesso à instrução e à saúde. Pessoas desempregadas conjugam esforços e abrem pequenas empresas com divisão de lucros. Não é muito, dizem, mas dá para superar a crise. Médicos, conscientes dos seus deveres de cidadão, atendem um número de pessoas carentes por semana, sem acarretar prejuízos no seu orçamento. Se, como cidadãos, não podemos fazer nada individualmente, busquemos uma instituição filantrópica séria e ofertemos a nossa ajuda. E essa ajuda não é apenas financeira mas de arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. Se todos os profissionais que estudaram em universidades públicas, de graça, resolvessem dar sua contribuição espontânea a benefício da sociedade em que vivem, em pouco tempo essa sociedade estaria modificada para melhor. Mas, tudo isso depende de uma tomada de consciência por parte de cada indivíduo. Quando cada cidadão conjugar esforços para melhorar o mundo à sua volta, pensando no conjunto e não como um espectador passivo, a sociedade terá novos e belos coloridos. E, nessa sociedade, o analfabetismo não terá vez. A saúde de cada um será preservada por todos. A educação terá primazia, uma vez que uma sociedade bem educada é melhor que outra apenas instruída. E, por essas razões, a violência bateria em retirada, por falta de ambiente. A corrupção não encontraria campo para proliferar, por falta de corruptores. Talvez você diga que isso tudo não passa de utopia, mas só o será enquanto nós continuarmos a criticar de braços cruzados. 
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O mundo de hoje está melhor que o de antigamente. Hoje, grande parte dos países deixou de erguer fronteiras para optar pela aldeia global, estreitando relações. Uma grande aldeia global, essa será a destinação da Terra renovada que os justos herdarão, no dizer de Jesus Cristo. 
Redação do Momento Espírita Em 07.06.2010

UM SIMPLES NÚMERO ERRADO

Dang Vuong
Um simples número errado Você já recebeu alguma ligação equivocada? Alguém que telefona, por vezes, a horas mortas, fazendo com que seu coração se sobressalte e pareça bater descompassado no cérebro? É bem possível que isso tenha ocorrido a muitos de nós. Pessoas se equivocam ao digitar o número e a ligação nos chega e, antes que possamos esclarecer que não somos quem elas pensam, despejam o seu palavreado de forma desenfreada. Esclarecido o equívoco, a pessoa se desculpa, e nada de extraordinário ocorre. Mas, e se a pessoa que telefona é alguém em dificuldades e que esteja pedindo socorro? A situação inusitada aconteceu com um gerente de vendas de automóveis, de nome Dang Vuong, no Reino Unido. A idosa, do outro lado da linha, pensando se tratar da filha, com quem desejava se comunicar, foi logo dizendo que escorregara no banheiro enquanto tomava banho. Ela parecia muito assustada. Dang não hesitou. Disse que ela ficasse calma que ele a iria socorrer. Num primeiro momento, pensou que ela residisse do outro lado da rua. No entanto, logo descobriu que morava bem mais longe. Quase cinco quilômetros do seu local de trabalho. Pediu ao recepcionista da loja que a mantivesse ao telefone, enquanto ele apanhou o carro e dirigiu até a casa da desconhecida. Quando chegou, encontrou-a caída no banheiro. Ela parecia estar em choque, havia sangue no rosto e a banheira estava transbordando. Ele se identificou, colocou-a no sofá, limpou-lhe a boca, que sangrava, cobriu-a com um cobertor. Conseguiu o número do celular dos familiares e os notificou. E ficou esperando até que chegasse a filha da senhora atendida. Certificando-se de que ela se acalmara, estava bem e amparada, voltou ao seu local de trabalho. 
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É comum nos referirmos ao mundo global, em que vivemos, como um local muito frio, no qual ninguém se importa com ninguém. Isso pode ser verdade, em parte. No entanto, atitudes como a desse homem de trinta e quatro anos, que deixou tudo para atender uma desconhecida, que se deslocou quilômetros para socorrê-la, nos diz que há muito carinho e atenção sendo distribuídos pelo mundo; Que, embora sejamos sete bilhões de almas sobre esta Terra, continuamos a ser uma única e grande comunidade. Uma comunidade de seres com necessidades, anseios. Uma comunidade na qual uns aguardam e desejam o apoio do outro. Enfim, uma aldeia em que os habitantes confiam que serão atendidos por seu irmão. Em contrapartida, aquele que age com desprendimento, acionando os recursos em favor de quem necessita, doando o que tenha e doando-se, acredita que nada fez de excepcional. Afinal, comenta, o próximo é o seu irmão, não importando onde resida, que nacionalidade seja a sua, em que idioma se expresse. Esse é o verdadeiro virtuoso. Age de forma espontânea, com desprendimento, e acredita nada ter feito de excepcional. Nada além do que qualquer pessoa faria... Aprendamos com essas criaturas. 
Redação do Momento Espírita, com fato extraído do site www.sonoticiaboa.com.br. Em 30.9.2016.