quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

AÇÕES POSITIVAS

Em revista de grande circulação em nosso país, foram enumeradas diversas ideias que podemos colocar em prática visando a melhoria do planeta em que vivemos. 
Primeira: Informe-se. Acompanhe as notícias sobre meio ambiente. Atualize-se. Estude a fundo os aspectos que mais lhe interessam. 
Segunda: Aja localmente. Pense a respeito de como colaborar na família, na vizinhança, na escola dos filhos e na comunidade. Participe mais de tudo e difunda suas ideias sobre um mundo melhor. 
Terceira: Pense localmente. Estabeleça vínculos entre temas locais e globais. Apesar de magnitudes diferentes, os dois universos se correlacionam. 
Quarta: Some. Antes de pensar em formar uma Organização Não Governamental, procure uma parecida na qual você possa se engajar. 
Quinta: Otimismo é fundamental. Envolva-se de maneira criativa e divertida. Se quer atrair outras pessoas, pense em discursos e eventos positivos. 
Sexta: Seja efetivo. Envolva-se, torne-se ativo, mas não duplique suas obrigações. Trabalhe para ampliar sua efetividade. 
Sétima: Crie notícias. Identifique temas que possam interessar a muitas pessoas. Então escreva para jornais, revistas, redes de rádio e TV. 
Oitava: Não polua. Não jogue pilhas e baterias de celular no lixo comum. Mantenha bacias hidrográficas, rios, lagoas e represas livres de lixo ou de qualquer tipo de resíduo. Lembre-se: O cano que sai da sua casa provavelmente deságua num rio, numa lagoa ou no mar. 
Nona: Preserve a biodiversidade. Espécies animais e vegetais merecem respeito. Plante árvores: elas produzem oxigênio e são abrigos para aves. 
Décima: Seja coerente. Economize água e energia. Prefira equipamentos que não prejudiquem a camada de ozônio. Reutilize materiais. Recicle o lixo caseiro. Dentro do possível, use menos o carro. Ande mais a pé. 
Décima primeira: Passe sua vida a limpo. Reveja seu estilo de vida. Pense em um padrão condizente com o mundo sustentável. 
Décima segunda: Separe o joio. Nunca na História tivemos acesso a tanta informação e também a tantas opiniões diferentes. Use o bom senso e faça a coisa certa. 
Décima terceira: Ensine as crianças. Preparar as novas gerações à luz de princípios ecológicos é a garantia de um mundo mais preservado. 
Décima quarta: Acredite no futuro. Estimule ideias inovadoras, participe de projetos que você considera que valem a pena, renove sua crença de que tudo vai dar certo. Quanto mais pessoas acreditarem na paz, mais ela será possível. 
* * * 
O mundo em que vivemos é resultado do acúmulo de ações de cada um. 
Garantir a preservação do meio ambiente para as futuras gerações é uma atitude sensata para quem crê nas vidas sucessivas. 
Afinal, não tardará para que nós mesmos, em nova oportunidade reencarnatória, venhamos a sofrer, ou não, pelos atos praticados hoje. 
Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita, com base em artigo da revista Presença Espírita, janeiro/fevereiro de 2003, ed. LEAL. 
Em 07.01.2026

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

TEMPO DE PLANTAR E DE ARRANCAR O QUE SE PLANTOU

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. 
Há tempo de nascer, e tempo de morrer. 
Tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou. 
O trecho extraído do livro bíblico Eclesiastes nos faz lembrar dos ciclos da vida. 
Há um tempo para tudo. 
Recorda-nos igualmente que a existência, a vida, é como uma gleba, um terreno fértil que todos recebemos ao nascer. 
Cada um pode plantar o que quiser, quando e como quiser. 
No entanto, as leis universais nos falam que há também o tempo de colher, de arrancar o que se plantou. 
Tudo que se planta, se colhe. 
Um provérbio oriental já dizia que o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória. 
Desde o momento que adquirimos consciência e responsabilidade pelos nossos atos, a semeadura se torna, igualmente, consciente e responsável. 
Quanto ao que plantamos, consideremos que algumas sementes florescem rapidamente, outras não: exigem anos, décadas, séculos. 
Ao plantar um pé de alface, por exemplo, poderemos colhê-lo em poucas semanas. 
O mesmo não acontece com o café. Um pé de café leva anos para nos ofertar os primeiros frutos. 
Assim são nossas semeaduras. 
Ao semear simpatia e gentileza no dia a dia, certamente verificamos os resultados em pouco tempo e em muitos corações. 
São as sementes que brotam rapidamente em forma de amorosidade que retorna a quem oferta. 
Quando semeamos alegria e otimismo onde estamos, podemos perceber, quase que de pronto, a modificação nos ares que nos cercam. 
Pensamentos elevados, construtivos, transformam a psicosfera, purificam a estrada por onde passamos. 
Existem, no entanto, os plantios de longo prazo. 
A semeadura de amor no coração endurecido de um filho exige cuidados permanentes, rega, poda, iluminação e húmus enriquecido. 
É semelhante ao cultivo do pé de café. 
Poderão transcorrer anos, por vezes, sem vermos qualquer resultado. 
Há mães e pais que não terão a oportunidade de colher os frutos nesta encarnação, pois sua missão primeira é a da semeadura e a da manutenção do plantio. 
São plantas que desabrocharão mais tarde, depois de muito trabalho e dedicação, até de outros jardineiros, quem sabe, pois tudo tem o seu tempo determinado: tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. 
Mas sempre é tempo de plantar. 
Uma terra ociosa é uma terra inútil. 
Nela crescerá o joio indesejado que tomará o lugar dos belos jardins. 
Todos sonhamos com a felicidade, e quem sabe seja essa a melhor colheita de todas. 
Perguntemo-nos se temos feito o nosso plantio. 
Temos realizado os devidos cuidados no cultivo? 
Como sonhar com maçãs se só deixamos crescer ervas daninhas em nosso quintal? 
A vida é uma gleba, um terreno fértil que todos recebemos para utilizar como bem quisermos. 
A semeadura é livre, o cultivo é de responsabilidade só nossa.
E a colheita é certa, no seu tempo determinado. 
Pensemos nisso, hoje, agora. 
Redação do Momento Espírita, com citação do livro bíblico Eclesiastes, cap. 3, versículos 1 e 2. 
Em 06.01.2026

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

MUDA CENSURA AO CRIADOR

Mário Frigéri
Quando chega a primavera, nos extasiamos ante a variedade de cores e esbanjamento de vida.
Com extraordinária alegria, saudamos a estação das flores, dos perfumes, das bênçãos do sol, da amenidade dos dias, dos cânticos dos pássaros. 
Vivemos intensamente a estação primaveril, mesmo sabendo que, em poucos meses, tudo isso desaparecerá, que o inverno chegará com seus dias gélidos, cinzentos. 
Mesmo sabendo que as flores fenecerão nos jardins, que as árvores ficarão despidas de folhagens, mostrando seus braços nus. 
É de nos perguntarmos por que não ficamos extremamente tristes com essa mutação permanente que se apresenta nos quadros da natureza.
É que todos estamos plenamente cientes de que as estações se sucedem, periodicamente, e que, passado o inverno, com seus mantos de gelo, a primavera retornará a cantar hosanas no mundo. 
* * * 
Se isso acontece na natureza, por que não pode o mesmo acontecer entre os seres humanos, filhos de um Pai amoroso e bom? 
Por que ainda insistimos que, depois da morte física, nada mais existe? 
Recordamos Jesus, lecionando a respeito da erva do campo, que Deus veste de forma magnífica, a erva que hoje reverdece o campo e logo mais, será lançada ao fogo, por estar seca. 
Ele nos indaga, em síntese: 
-Acaso não sois muito mais importantes, filhos do Pai Celeste? 
A ciência estabelece que, neste mundo, nem a menor partícula atômica desaparece sem deixar vestígio. 
Nada se perde, tudo se transforma. 
Por que seria diferente com a alma do homem, criada à imagem e semelhança de Deus?
Deus é eterno, a alma é imortal. Semelhança. 
Por que haveria o homem de estudar tanto, se aprimorar, lutar, amar, se engrandecer na Terra se fosse para acabar no túmulo? 
Ou como um simples punhado de cinzas, jogado aos ventos?
Seria somente o homem destinado para a finitude, para o se findar, de forma irremediável, depois de cinquenta, setenta ou cem anos sobre a Terra? 
Se tudo vive, revive, se transforma, ressurge além, por que deveria ser diferente com o Espírito? 
Isso nos remete à forma como encaramos a morte. 
Quando parte um ser querido, choramos como se fosse perda irreparável. 
Alguns nos revoltamos. 
Acusamos Deus de padrasto, com tudo o que, de forma preconceituosa, julgamos amargo na palavra. 
Justa é a tristeza pela separação de alguém que realiza, antes de nós, a grande viagem, rumo ao Além. 
Contudo, não devemos chorar demasiadamente os nossos mortos queridos. 
Como ensinam as almas de luz, tristeza prolongada é censura muda que se faz ao Criador. 
Pensemos nisso. 
Recordemos a noite que sucumbe ante a madrugada de luz.
Lembremos da primavera que arrebenta em flores e cores, depois de ter adormecido, durante a estação invernosa.
Recordemos a lagarta que ressurge como alada borboleta.
Somos imortais. 
Nossos mortos queridos estão de pé. 
Eles nos veem, prosseguem a ter por nós os mesmos sentimentos. 
E nos aguardam. 
Oremos por eles, enviemos-lhes nossas vibrações de carinho, abracemo-los com nossas preces. 
Logo mais, tornaremos a estar juntos, no Além ou sobre esta bendita Terra de Deus. 
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Quando parte alguém querido, de Mário Frigéri, da revista Reformador, ed. FEB, março de 2015.
Em 27.04.2015.

domingo, 4 de janeiro de 2026

MOVIMENTO

Imagine que por alguns instantes você ficasse sem se mexer.
Parasse tudo que estivesse fazendo. 
Fechasse os olhos. 
Permanecesse estático. 
Você se consideraria completamente parado, não é mesmo?
Imóvel. Assim como a maioria das coisas ao seu redor. 
Pois bem, isso não seria completamente verdade, pelo menos do ponto de vista absoluto. 
Você acreditaria se afirmássemos que está viajando, primeiramente, a uma velocidade de cerca de mil, seiscentos e quarenta e cinco quilômetros por hora? 
Sim, cerca de duas vezes a velocidade de um avião a jato. 
A Terra está girando em torno de seu próprio eixo nesta grande velocidade e nós, como tudo mais no planeta, giramos junto. 
Porém, não é apenas esta viagem que estamos fazendo. 
O planeta está dando um grande passeio em torno do sol, como bem aprendemos na escola, o movimento de translação. 
Isso significa que também estamos viajando a cerca de cento e sete mil quilômetros por hora, dentro de nosso sistema solar.
Os dados magníficos e fascinantes não param por aí. 
Nosso sistema solar também está em movimento contínuo em relação ao centro da galáxia. 
O sol arrasta todos os planetas com ele cerca de duzentos e quarenta metros por segundo, o que equivale mais ou menos a oitocentos e sessenta e quatro mil quilômetros por hora.
Resumindo: estamos voando pelo Cosmo a mais de novecentos mil quilômetros por hora e nos imaginamos completamente parados. 
Você já havia pensado nisso? 
* * * 
Tudo está em movimento, tudo está em atividade e tudo é regido por leis perfeitas que não erram nunca, que não abrem uma exceção. 
A rotação não falha de vez em quando. 
A translação não muda de rota de tempos em tempos. 
Tudo segue um script determinado e majestoso. 
E nós somos esses viajores velozes, deste Universo criado perfeito, onde tudo é movimento, onde tudo tem um papel, onde tudo cumpre sua missão. 
E qual será a nossa? 
Certamente não é a de permanecermos imóveis, pois nada no Universo está assim. 
Tudo se move, tudo se expande, tudo ruma para cumprir a sua tarefa grandiosa sob a regência segura do grande Criador.
O Universo é movimento. 
A evolução é movimento. 
Então, nos movimentemos. 
Movimentemos nossas ideias. 
Estudemos, leiamos, forneçamos novos estímulos edificantes e bons desafios para nossa mente. 
Movimentemos os pensamentos negativos. 
Não permitamos que criem ninho em nosso íntimo. 
Que possamos substituí-los por outros, melhores, mais otimistas e produtivos, o mais breve possível. 
Movimentemos os pensamentos positivos. 
O pensamento é criador. 
Enviemos bons pensamentos a quem desejar. 
A prece é comunicação, por isso, pensamento em movimento! Movimentemos a tristeza. 
Quando ela surgir, mantenhamo-la perto apenas o tempo necessário para que nos faça refletir e aprender. 
Depois disso, respiremos fundo e abracemos, novamente, a alegria de viver. 
Movimentemos o amor: alguns de nós temos tanto para dar, porém, nos escondemos do mundo. 
Doemo-nos. 
Doemos nosso tempo, movimentemo-nos mais na direção do outro. 
Movimentemos nosso corpo: façamos exercícios.
Alongamentos. Respiremos bem. 
Tratemos o corpo como ele merece. 
É um instrumento que necessita ser bem cuidado para que possamos realizar por completo nossa importante missão aqui na Terra. 
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 34, ed. FEP. 
Em 20.04.2020.

sábado, 3 de janeiro de 2026

O OCEANO SERIA MENOR

Santiago Gori
Aquele dia tinha tudo para ser mais uma jornada comum na vida de Santiago Gori, taxista argentino de quarenta e nove anos. 
Ele pegou uma corrida de quatro quarteirões e deixou um casal de aposentados em seu destino, na cidade de La Plata, a sessenta quilômetros de Buenos Aires. 
-Mais uma corrida ruim. – Pensou ele. 
Em seguida, pegou outra passageira, que o avisou que havia uma mala no banco de trás. 
Após deixá-la em seu destino, Santiago abriu a maleta, e viu um monte de dinheiro. 
Mais precisamente, cento e trinta mil pesos. O equivalente a uns setenta mil reais. 
Paramos a narrativa aqui para refletir e perguntar: 
-O que você faria no lugar do taxista? O que passaria em sua cabeça? Qual seria sua atitude? 
* * * 
Vejamos como ele resolveu: 
Santiago Gori, imediatamente, ao vislumbrar todo aquele dinheiro, pensou: 
-Mas isso não é meu! 
Seu próximo passo foi devolver a pequena fortuna aos verdadeiros donos, o casal que ele tinha transportado antes.
O casal, aliviado, em retribuição, concedeu apenas um Você é um santo! 
Porém, a história não terminaria aí, e ficaria mais interessante.
Sensibilizados pela história de Santiago, dois publicitários criaram espontaneamente uma campanha em prol do taxista.
Pretendiam arrecadar exatamente a mesma quantia devolvida por ele. 
A iniciativa foi um sucesso e Santiago, o taxista generoso, recebeu o equivalente a cento e trinta mil pesos. 
* * * 
Vale a pena analisar o fato sob vários aspectos. 
Primeiro, sem dúvida, a honestidade e generosidade do taxista. 
São pessoas assim que mantêm neste mundo a decência e a honradez. 
Em segundo, a comoção que causou nas pessoas, a ponto de dois estranhos terem espontaneamente se envolvido numa proposta inusitada. 
Destaca-se a generosidade dos dois publicitários, mas também a de cada um que, sabendo da história, resolveu dar sua contribuição. 
Foram todas contribuições anônimas, que buscavam premiar a atitude nobre daquele homem. 
Percebamos o potencial do bem neste mundo. 
Fala-se tanto do poder do mal, como ele arrasta e seduz os seres, mas se esquece de que o bem tem potência muito superior. 
Se resolvêssemos, muitos de nós, investir no bem, em atos nobres, em campanhas, perceberíamos quanto poderíamos transformar este mundo radicalmente. 
Alguns já começaram. 
Levantaram suas bandeiras destemidas e desprendidas e trouxeram sua contribuição. 
Anônimos do trabalho voluntário que se doam, sem alarde, sem exigir nada em troca. Doam-se, pois já têm dentro de si a bondade que os faz atuantes na comunidade onde vivem. Anônimos de gestos nobres como este lembrado há pouco, que já têm dentro de si a naturalidade do bem.
Madre Teresa de Calcutá, um nobre exemplo de trabalhadora do bem, certa feita afirmou: 
-Sei que meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele o oceano seria menor. 
Pensemos... 
Pensemos sobre nossas atitudes, sobre as gotas de amor que já podemos depositar sobre o oceano da vida. 
Redação do Momento Espírita, inspirado em narração da Revista Vida simples, de junho de 2009. Disponível no livro Momento Espírita, v. 9, ed. FEP. 
Em 3.1.2026

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

SEU ANO NOVO

Você sabia que, além da China, com seus quase um bilhão e meio de habitantes, países como a Malásia e a Tailândia têm na sua cultura outra data para o Ano Novo? 
Para a China, que adota o calendário lunar, a data ocorre entre 20 de janeiro e 21 de fevereiro. 
O Ano Novo islâmico também não é comemorado no dia primeiro de janeiro, assim como o Ano Novo judaico, que normalmente acontece entre os meses de setembro e outubro. 
Temos, ainda, o novo ano hindu e tibetano, em datas distintas desse chamado Ano Novo civil, uma convenção. 
Dessa forma, podemos dizer que celebrar ou não esse marco na data de 1 DE JANEIRO pode ser uma escolha nossa também. 
Aliás, é melhor que seja, pois, se estivermos levando em conta apenas o que todos ao nosso redor estão considerando, e não estivermos vivendo isso em nosso íntimo, precisamos parar. 
Parar e refletir: Estou realmente vivendo o começo de um novo ciclo? Estou me concedendo esse momento? 
Os novos ciclos são sempre necessários: começar algo, terminar. 
Ir até o fim, fazer o balanço, recomeçar. 
Precisamos dessas disciplinas mentais, dessa organização em nossos planos, pois essa história de ir levando, na verdade, não nos leva a lugar algum. 
Pode até ser interessante, curioso, ousado, por algum tempo.
Contudo, perceberemos que virá um vazio, o vazio da falta de propósito, da falta de finalidade na vida. Não estamos aqui por acaso. 
Não estamos aqui como cobaias numa experiência. 
Cada um de nós tem objetivos, tem missões, tem razões. 
Os ciclos são fundamentais para organizarmos a mente e o coração. 
O que eu fiz até agora? 
Como estou indo? 
O que será da vida daqui em diante? 
O que começa agora e o que terminou? 
Precisamos deixar muitas coisas para trás, constantemente.
Tudo aquilo que não está nos fazendo bem, aquilo que percebemos que não vai nos acrescentar nada. 
Esse é o nosso Ano Novo, esse é o seu Ano Novo. 
Não é o sol, não é a lua, não é a tradição de um povo antigo, mas é uma determinação íntima, uma força dentro de nós que diz: 
-Isso acabou e agora começa uma nova fase. Isso permanecerá, pois, me faz bem, mas aquilo e aquilo mais precisa mudar, urgentemente. 
Se algo não está sob nosso controle, que a mudança esteja em nossas lentes, em nossa forma de enxergar, de saber pedir ajuda para enfrentar o que sozinhos não estamos conseguindo.
Percebamos como isso faz bem. 
Percebamos como a alma precisa desses recomeços, assim como precisamos dos novos dias, meses e anos. 
É desafiador, é emocionante, é a cara da vida na Terra perguntando a si mesma: 
-E aí? Quais são os planos para este novo período? O que fazer de agora em diante? 
Tendo em mente nosso Mestre maior, e Sua segura orientação, perguntemo-nos o que podemos fazer para nos aproximar mais de Deus, do próximo e de nós mesmos. 
Isso para que o Ano Novo seja verdadeiramente o nosso, o seu Ano Novo, não o da convenção geral, não o de todo mundo. 
Agradeçamos por tudo. 
Avaliemos as conquistas. 
Não paremos. 
Não lamentemos. 
Nosso Pai nos dá forças, pois foi Ele que nos convidou para esta espetacular jornada chamada vida. 
Redação do Momento Espírita 
Em 1º.01.2026

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

ANO NOVO - 2026

DIVALDO PEREIRA FRANCO(✝︎)
JOANNA DE ÂNGELIS(espìrito)
Hoje é o dia que dá início a um Novo Ano.
É o dia primeiro. 
Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas. 
É um momento de alegria e confraternização. 
As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender. 
Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um Ano Novo cheio de felicidade?
Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas. 
Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.
Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós.
Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte. 
Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente. 
Tudo continua sendo como na véspera. 
Os doentes continuam doentes, os que estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante. 
Nós, e somente nós, podemos construir um ano melhor, desde que um Feliz Ano Novo não se deseja, se constrói.
Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, desde que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente. 
Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular.
Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz. 
Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos. 
Só há um caminho para se chegar à felicidade. 
E esse caminho foi mostrado por Quem realmente tem autoridade, por tê-lo trilhado. 
Esse alguém nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo. 
No ensinamento Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo está a chave da felicidade verdadeira. 
Jesus nos coloca como ponto de referência. 
Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos. 
Quem se ama preserva a saúde. 
Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o Espírito com a raiva, a inveja, o ciúme. 
Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita Sua criação e Suas leis. 
Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por Ele e que Ele a todos nos ama. 
Enfim, quem quer um Ano Novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo. Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que passaram, será repleto de oportunidades. 
Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós. 
* * * 
O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação. 
Assim, hoje logo passará e o chamaremos ontem, como o amanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente. 
E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente.
Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos. 
Redação do Momento Espírita, com pensamentos extraídos dos verbetes Oportunidade e Tempo, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. 
Em 1º.01.2019