terça-feira, 6 de janeiro de 2026

TEMPO DE PLANTAR E DE ARRANCAR O QUE SE PLANTOU

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. 
Há tempo de nascer, e tempo de morrer. 
Tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou. 
O trecho extraído do livro bíblico Eclesiastes nos faz lembrar dos ciclos da vida. 
Há um tempo para tudo. 
Recorda-nos igualmente que a existência, a vida, é como uma gleba, um terreno fértil que todos recebemos ao nascer. 
Cada um pode plantar o que quiser, quando e como quiser. 
No entanto, as leis universais nos falam que há também o tempo de colher, de arrancar o que se plantou. 
Tudo que se planta, se colhe. 
Um provérbio oriental já dizia que o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória. 
Desde o momento que adquirimos consciência e responsabilidade pelos nossos atos, a semeadura se torna, igualmente, consciente e responsável. 
Quanto ao que plantamos, consideremos que algumas sementes florescem rapidamente, outras não: exigem anos, décadas, séculos. 
Ao plantar um pé de alface, por exemplo, poderemos colhê-lo em poucas semanas. 
O mesmo não acontece com o café. Um pé de café leva anos para nos ofertar os primeiros frutos. 
Assim são nossas semeaduras. 
Ao semear simpatia e gentileza no dia a dia, certamente verificamos os resultados em pouco tempo e em muitos corações. 
São as sementes que brotam rapidamente em forma de amorosidade que retorna a quem oferta. 
Quando semeamos alegria e otimismo onde estamos, podemos perceber, quase que de pronto, a modificação nos ares que nos cercam. 
Pensamentos elevados, construtivos, transformam a psicosfera, purificam a estrada por onde passamos. 
Existem, no entanto, os plantios de longo prazo. 
A semeadura de amor no coração endurecido de um filho exige cuidados permanentes, rega, poda, iluminação e húmus enriquecido. 
É semelhante ao cultivo do pé de café. 
Poderão transcorrer anos, por vezes, sem vermos qualquer resultado. 
Há mães e pais que não terão a oportunidade de colher os frutos nesta encarnação, pois sua missão primeira é a da semeadura e a da manutenção do plantio. 
São plantas que desabrocharão mais tarde, depois de muito trabalho e dedicação, até de outros jardineiros, quem sabe, pois tudo tem o seu tempo determinado: tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. 
Mas sempre é tempo de plantar. 
Uma terra ociosa é uma terra inútil. 
Nela crescerá o joio indesejado que tomará o lugar dos belos jardins. 
Todos sonhamos com a felicidade, e quem sabe seja essa a melhor colheita de todas. 
Perguntemo-nos se temos feito o nosso plantio. 
Temos realizado os devidos cuidados no cultivo? 
Como sonhar com maçãs se só deixamos crescer ervas daninhas em nosso quintal? 
A vida é uma gleba, um terreno fértil que todos recebemos para utilizar como bem quisermos. 
A semeadura é livre, o cultivo é de responsabilidade só nossa.
E a colheita é certa, no seu tempo determinado. 
Pensemos nisso, hoje, agora. 
Redação do Momento Espírita, com citação do livro bíblico Eclesiastes, cap. 3, versículos 1 e 2. 
Em 06.01.2026

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