sábado, 19 de janeiro de 2019

EFICIENTES FÍSICOS

CLODOALDO SILVA
Em 2004, após as olimpíadas em Atenas, aconteceram as pára-olimpíadas, que reuniram 136 países. As 55 mil pessoas que lotavam o estádio puderam se emocionar com a garra desses atletas muito especiais. O Brasil foi representado por 98 atletas. No desfile, Caco, o nadador brasileiro, que teve paralisia infantil, entrou sentado na cadeira de rodas com a bandeira brasileira na mão e um sorriso no rosto. Outro atleta, mesmo com uma perna mecânica, entrou sambando. A recordista mundial de arremesso de peso, Rosinha, que teve uma perna amputada aos 14 anos após ser atropelada por um caminhão, desfilou feliz. Segundo ela, a alegria estava em poder estar ali, representando o seu país, como uma atleta campeã. O judoca Antônio Tenório esteve lá para tentar a sua terceira medalha de ouro. Aos 13 anos, numa brincadeira com estilingue, um de seus olhos foi atingido por uma mamona. Perdeu a vista. Aos 19 anos ficou completamente cego, após deslocamento de retina do outro olho. E lá estavam também países pobres. Como Ruanda, cujos atletas, ao invés de bengalas, entraram utilizando pedaços de madeira. Uganda foi representada por apenas cinco integrantes. Um deles era uma mulher com dificuldade de locomoção. Ela foi, literalmente, empurrada pelo estádio inteiro, que celebrou cada passo dessa atleta, que já começou os jogos sendo uma vencedora. Também estiveram lá países como Iraque e Afeganistão. Nada de guerra. A paz reinava no coração daquela gente. Os atletas para-olímpicos trouxeram muitas medalhas para o Brasil. Cada vez que a bandeira brasileira era içada e o hino nacional executado era a demonstração de que tudo é possível àquele que crê. Os deficientes físicos nos ensinam o verdadeiro valor que tem a força de vontade. Eles restauram a sua saúde ao afirmarem que nada vai lhes impedir de ver o mundo, mesmo sendo cegos. Eles podem ver a vida de outras formas. Podem contar com alguém que será seus olhos. E os deficientes auditivos podem ouvir o som da vida na canção do amor ao próximo que os trata com carinho. Os deficientes não estão presos a cadeiras de rodas. Estão livres para sonhar que cada dia é uma dádiva, que cada dia vão conquistar algo novo. Eles nunca desistem, porque têm sempre algo novo para ser conquistado, para melhorar e aperfeiçoar em si. Enfim, eles nos mostram que podem ser mais lentos, mas já chegaram na nossa frente, porque estão vencendo a si próprios. A montanha deles é mais alta do que a nossa. A conquista deles pode demorar um pouco mais, mas será a maior das conquistas. 
-Você sabia? 
-Você sabia que o Brasil tem 26 milhões de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência? 
-E que, a cada ano, surgem 10 mil novos deficientes? 
São pessoas que se envolveram em acidentes de carro ou arma de fogo, principalmente. Cada deficiente físico pode ser considerado como uma rocha onde as ondas das dificuldades se chocam e são transformadas em combustível. Tudo em busca de um objetivo maior, que é se superar a cada dia de suas vidas. Aprendamos com eles. 
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base nos artigos Eficientes físicos, de Joil Menezes Guimarães e minha primeira Pára-olimpíada, de Reinaldo Gottino, inseridas na revista Kardebraile.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

EFETIVAMENTE NECESSÁRIO

Ricardo Darin
A entrevista era dada pelo ator argentino Ricardo Darin, um dos maiores nomes do cinema e teatro de seu país. Entre vários assuntos, o repórter indagou se nunca lhe haviam feito um convite para atuar em Hollywood. Ricardo respondeu afirmativamente mas que, à época do convite, ele estava filmando na Espanha, em uma temporada de seis meses, e que desejava voltar para casa. O entrevistador desejou saber o nome do norte-americano que havia recebido sua negativa. O ator, ao declinar o nome do famoso profissional, observou o espanto do repórter. 
-Bem, diz Ricardo Darin, deixe-me dizer-lhe porque não aceitei o convite. 
Para o repórter era totalmente despropositado abrir mão de tal possibilidade profissional, que iria levá-lo a um outro patamar de estrelato. Continuou o ator: 
-Primeiramente, não concordei, ideologicamente, com o papel oferecido. Em segundo lugar, eu estava com saudades de minha casa, da esposa, dos filhos, e o que mais queria naquele momento, era terminar a temporada na Espanha para voltar para minha família.
Talvez achando os argumentos um pouco ingênuos, o repórter redarguiu, quase exaltado, perguntando se ele sabia quanto dinheiro teria ganho com aquele convite. E o que faria eu com tanto dinheiro? 
- Poderia viver melhor. Acentuou o entrevistador. 
-Melhor do que eu vivo? Indagou Ricardo. Veja bem: tomo dois banhos quentes por dia, sou reconhecido pelo meu trabalho no teatro, as pessoas me cumprimentam na rua, me tratam carinhosamente. O que mais posso querer? A ambição pode nos levar a um lugar muito escuro, desolador. Eu sou um cara feliz, completou. Sou o máximo feliz que pode ser uma pessoa que vive em um mundo e em uma sociedade como a de hoje. Tenho uma família feliz, as pessoas gostam de mim, me abraçam, me beijam na rua... O que mais posso querer?
 * * * 
A argumentação do ator argentino nos leva a concluir de sua sabedoria no tocante ao conceito da felicidade e do ser feliz. E nos remete a reflexões sobre as reais definições do necessário e supérfluo para cada um de nós. Muitas vezes lutamos para ter bens que não irão fazer sentido ao longo do tempo. Investimos nossas horas na busca de fama, glória ou dinheiro, sem entender que tudo isso, efetivamente, não tem verdadeiro significado para nossas necessidades emocionais. Muito embora tenhamos inúmeras exigências profissionais, financeiras, devemos ter claro e lúcido o que queremos e o quanto nos basta para sermos felizes. Para o ator argentino era claro que estar em seu lar, conviver com a família era muito melhor do que ser famoso em Hollywood. Vale a pena nos questionarmos a respeito do que é efetivamente necessário em nossa vida. E analisarmos do quanto não estamos a despender nossos valores de tempo, capacidades e competências, em torno de coisas supérfluas. Afinal, como nos alerta Jesus, onde estiver nosso tesouro, aí estará nosso coração. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 11.5.2016.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A INIGUALÁVEL PALAVRA DE JESUS

Sempre importante lembrarmos das palavras de Jesus. A palavra do Cristo é a luz acesa para encontrarmos na sombra terrestre, em cada minuto da vida, o ensejo Divino de nossa construção espiritual. Erguendo-a, vemos o milagre do pão que, pela fraternidade, em nós se transforma, na boca faminta, em felicidade para nós mesmos. Irradiando-a, descobrimos que a tolerância por nós exercida se converte nos semelhantes em simpatia a nosso favor. Distribuindo-a, observamos que o consolo e a esperança, o carinho e a bondade, veiculados por nossas atitudes e por nossas mãos, no socorro aos companheiros mais ignorantes e mais fracos, neles se revelam por bênçãos de alegria, felicitando-nos a estrada. 
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Geme a terra, sob o pedregulho imenso que lhe atapeta os caminhos... Sofre o homem sob o fardo das provações que lhe aguilhoam a experiência. E assim como a fonte nasce para estender-se, desce o dom inefável de Jesus sobre nós para crescer e multiplicar-se. Levantemos, cada hora, essa luz sublime para reerguer os que caem, fortalecer os que vacilam, reconfortar os que choram e auxiliar os que padecem. O mundo está repleto de braços que agridem e de vozes que amaldiçoam. Seja a nossa presença junto aos outros algo do Senhor inspirando alegria e segurança. Não nos esqueçamos de que o tempo é um empréstimo sagrado, e quem se refere a tempo diz oportunidade de ajudar para ser ajudado; de suportar para ser suportado; de balsamizar as feridas alheias para que as próprias feridas encontrem remédio e de sacrificar-se pela vitória do bem, para que o bem nos conduza à definitiva libertação. Assim, pois, caminhemos com Jesus, aprendendo a amar sempre, repetindo com Ele, em nossas proveitosas dificuldades de cada dia: Pai nosso, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como nos céus.
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Que a palavra de Jesus não permaneça apenas nos lábios dos oradores. Que a palavra de Jesus não permaneça apenas nos ouvidos dos seguidores. Ante a lembrança dEle, pensemos nas nossas escolhas de vida. Reflitamos se estamos escolhendo o caminho mais cômodo, ou se já optamos pelo caminho mais seguro e certo. A palavra de Jesus nos orienta com clareza. Ouçamos todos os que tenhamos ouvidos de ouvir. Em algum momento todos teremos que despertar para o bem, e nada melhor do que despertar ao som dos ensinos deste Amigo tão querido e zeloso. Esqueçamos os fanatismos religiosos. Esqueçamos dogmas e mistérios. Lembremos apenas das lições do Mestre que nos apontam o amor como solução, como sentido para a vida. Toda palavra de Jesus poderá ser resumida em apenas uma: Amor. Amemos e estaremos no mais seguro dos caminhos para a felicidade. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17, do livro Vozes do Grande Além, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Disponível no CD Momento Espírita, v. 21, ed. FEP. 
Em 17.1.2019.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

A LIÇÃO DAS GAIVOTAS

Um enorme transatlântico partiu de movimentado porto rumo a outro continente. Do convés, os passageiros acenavam lenços e agitavam mãos, em manifestações de adeuses. No porto, muitas pessoas acenavam igualmente e lançavam beijos ao ar, num misto de antecipada saudade e carinho. Pouco depois, os que se encontravam no convés, ainda observando os que permaneciam em terra, puderam constatar uma nuvem de gaivotas prateadas acompanhando o imenso navio. O seu voo atraiu a atenção de quase todos, tanto pela algazarra que promoviam, quanto pelo capricho de suas voltas, ao redor da enorme máquina concebida pelo homem. Passada uma meia hora de viagem, o tempo se tornou ameaçador. Ondas de espuma se levantavam ao açoitar dos ventos violentos. Esboçou-se no firmamento uma tremenda tempestade. Com suas possantes máquinas, o navio cortava as vagas agitadas e parecia fazê-lo com dificuldade, dada a presença dos elementos da natureza em convulsão. Um dos poucos viajantes que até então permanecia no tombadilho, contemplou as aves a voejar e as lastimou. Como podiam elas, com suas asas tão débeis, lutar contra o tufão, desamparadas nos céus? Elas nada tinham além do próprio corpo para enfrentá-lo. Suas asas resistiriam ao vento implacável, se o possante navio, com suas máquinas que representam milhares de cavalos resistia com dificuldade ao tempo torrencial? De repente, aquele homem que estava tão compadecido das avezinhas do mar, ficou perplexo. É que as pequenas gaivotas, estendendo as asas que Deus lhes deu abandonaram o navio na tempestade e se ergueram acima da tormenta, passando a voar numa região serena dos ares. E a máquina, representando a ciência humana, prosseguiu na sua luta penosa para resistir à fúria dos elementos.
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Em nossas vidas ocorre de forma semelhante. Quando pretendemos lutar unicamente com nossos próprios meios, encontramos o fustigar dos ventos das dificuldades atrozes, que vergastam a alma e maceram o corpo. Contudo, se utilizarmos os recursos da oração alcançaremos as possibilidades das asas das gaivotas. Pelas asas poderosas da prece, o homem pode se elevar acima das tempestades do cotidiano e voar placidamente. Envolvidos pelas luzes da prece, alcançaremos regiões que o vendaval das paixões inferiores não alcança. Fortificados pela oração, enfrentaremos o mar agitado dos problemas, a fúria das vicissitudes, e chegaremos ao porto seguro que todos almejamos.
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DIVALDO PEREIRA FRANCO
Quando o triunfo nos alcançar ou quando sofrermos aparentes quedas, busquemos Jesus e falemos sem palavras ao Seu coração de Mestre e Amigo. Condutor vigilante de nossas almas, Ele assumirá o leme da frágil embarcação das nossas vidas, permitindo-nos singrar o mar agitado das nossas dores, com coragem e segurança. A medida ideal será sempre orar antes de agir, a fim de evitar que procedamos de forma imprevidente, o que nos conduziria ao desespero e a maior soma de dores. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. A tempestade e as gaivotas, do livro Lendas do céu e da terra, de Malba Tahan,ed. Melhoramentos e no verbete Oração, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. 
Em 16.1.2019.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

CONVITE À JUVENTUDE

Narra-se que, entre a Judeia e a Síria, na cidade de Sebastes, também chamada a Rainha do Ponto, pelos anos trezentos, quarenta jovens deram sua vida por amor à verdade. Eram todos legionários e cristãos. Recrutados pelas ordens romanas. Vestiam os uniformes, os capacetes e as capas vermelhas. Em seus corações, porém, serviam a Jesus, e somente a Ele. Muito antes que as vozes de Roma se fizessem ouvir, nas ordens de recrutamento, eles haviam acedido, vindos de variadas partes do globo, à doce voz do Rabi Galileu. Porque as perseguições se fizessem intensas, reuniam-se às escondidas em local ermo e abandonado. Após o recrutamento, raramente podiam estar todos juntos, ao mesmo tempo, pois que diferentes eram os dias das suas folgas. Mas não descuidavam do estudo dos ditos do Senhor e dos Atos dos Apóstolos, das Epístolas de Pedro e Paulo. Serviam na Décima Segunda Legião todos eles. Um dia, uma denúncia anônima os colocou frente a um teste terrível. Para salvar suas vidas deveriam oferecer sacrifícios ao deus Júpiter. Porque se recusassem, receberiam a pena máxima. Desejosos seus superiores que suas mortes servissem de lição a outros ou quem sabe, com o intuito de que fraquejassem e voltassem atrás em sua decisão, escolheram uma forma lenta de agonia para eles. Foram conduzidos até a beira de um lago, cujas águas frias tornavam-se geladas nas noites de inverno. Ao som dos tambores, os quarenta jovens perfilados, robustos na sua fé, avançaram para o lago. A água foi lhes chegando às virilhas, depois às cinturas, finalmente aos ombros. Foram horas e horas de imersão nas águas negras e salgadas. A chama da fé os aquecia ao ponto de cantarem. E o canto era como uma cascata de esperanças feita em sons de ternura e renúncia. Na madrugada, um a um, eles foram morrendo, hirtos de frio, congelados. 
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Lembrando os legionários, heróis da fé, recordamos da mocidade dos dias atuais. Observando tantos moços a descerem pelas ladeiras escuras do vício e da desesperança, pensamos na mensagem do Cristo que se dirige, esperançosa e viva a todos os homens. Muito poderiam esses jovens, se portassem Jesus em suas vidas, desde que dispõem da agilidade mental, do vigor físico, de energias! Crescer para a luz, e na sua ascensão, arrastar outros tantos, pois toda vez que um homem se ergue no mundo, centenas se erguem com ele. 
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Jovem! Ouve a mensagem de Jesus que te chega, límpida e pura e afeiçoa-te ao bem. Não permitas que passe o tempo e fujam as horas. Enquanto a juventude canta em teu corpo, estuda e trabalha. Executa tarefas no bem, semeia luzes em tuas veredas. Mais tarde, as haverás de perceber como estrelas luminescentes que aclararão os dias da tua madureza e da tua velhice. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. XXVIII do livro Esquina de pedra, de Wallace Leal Rodrigues, ed. O Clarim. 
Em 15.1.2019.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

EFEITOS DO MATERIALISMO

Dra. Helen Street
Crianças materialistas seriam mais propensas à depressão. Esse é o título de uma matéria que foi publicada, em certa oportunidade, pela rede CNN. Segundo o autor do artigo, as crianças que equiparam a felicidade ao dinheiro, a fama e à beleza são mais propensas a sofrer de depressão do que outras que não dão tanto valor à riqueza e à aparência, de acordo com um estudo realizado na Austrália. A Dra. Helen Street, do Queen Elizabeth Medical Centre, de Perth, disse, numa conferência sobre psicologia, na Grã-Bretanha, que o fenômeno pode ser notado até mesmo em crianças de quatro anos, acrescentando que até vinte por cento correm o risco de sofrer da doença no futuro. Ainda de acordo com Street, as crenças, em uma época da vida tão precoce, sobre felicidade e objetivos poderiam ser um indício, em crianças pequenas, de sua vulnerabilidade à depressão. 
- "As crianças que pensam que dinheiro suficiente e popularidade trazem a felicidade correm um risco maior de depressão do que aquelas que acreditam que o dinheiro pode ser uma coisa boa de ter, mas que sua felicidade vem de seu desenvolvimento pessoal", declarou a especialista. 
O estudo foi realizado com quatrocentas e duas crianças australianas, com idades entre nove e doze anos. A equipe da Dra. Street identificou dezesseis com sinais de depressão clínica e cento e doze com risco de sofrer de depressão no futuro. As crianças foram incentivadas a revelar seus principais objetivos na vida e o que as tornaria felizes. Boas relações com a família e os amigos e se sentir bem consigo mesmas apareceram entre os principais objetivos. As quase doze por cento disseram que ter muito dinheiro era a coisa mais importante. Essas crianças foram, também, as que apresentaram maior propensão a sofrer de depressão, de acordo com a especialista. Street aconselhou os pais a permanecer alertas para possíveis sintomas de depressão em crianças, que incluem mudanças nos hábitos de comer e de dormir, irritabilidade e perda de interesse na escola, nos amigos e nas atividades favoritas. Os pais devem também, segundo a especialista, ajudar seus filhos a compreender o que é mais provável que as faça mais felizes na vida e que nem tudo gira em torno de fama e dinheiro. 
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Tal é a gravidade desse problema que já mobilizou especialistas, preocupados com o assunto. Infelizmente, a ideia de que riqueza, beleza e fama são condições básicas da felicidade vem se alastrando de forma generalizada em nossa sociedade. E essa ideia distorcida da realidade não infelicita somente as crianças, que ainda não tem o discernimento necessário para entender as leis que regem a vida. A ideia de que valemos pelo que temos e não pelo que somos, também tem levado muitos adultos à depressão e ao suicídio. Isso tudo é resultado da falta de entendimento das Leis de Deus, ensinadas por Jesus Cristo. Os ensinamentos de Jesus são todos voltados para os valores espirituais. E as conquistas espirituais dependem exclusivamente de cada pessoa. A felicidade não está ligada à beleza física nem aos bens materiais, e sim à disposição íntima de conquistá-la. Na educação está a chave para solucionar esse problema. Se as crianças com ideias materialistas receberem dos pais e outros educadores, lições que enalteçam os verdadeiros valores da vida, certamente, ajustarão seus sentimentos e aquietarão seus corações aflitos. Você que é pai, mãe ou responsável por alguma criança, pense com carinho no que está fazendo com esse Espírito que o Criador lhe confiou para que o eduque e proteja. Lembre-se que o destino dessa criatura de Deus está basicamente em suas mãos. 
Redação do Momento Espírita com base em matéria publicada no site: 
http://www.cnnemportugues.com/2003/saude/03/17/criancas/index.htmL
no dia 17 de março de 2003. 
Em 03.11.2011.

domingo, 13 de janeiro de 2019

E ELE ANDOU PELA PRAIA!

AMÉLIA RODRIGUES
A região do mar da Galileia era uma paisagem sem igual naqueles dias abençoados. As aldeias apresentavam a movimentação própria daquela gente simples, que aguardava um Messias. E o ar puro contagiava as mentes e os corações. Foi nesse cenário que saíste, Jesus, a andar, naquela manhã, cheio de esperança e repleto de confiança. Andaste mansamente pelas margens e, ao cruzar com alguns pescadores, os convidaste a Te seguirem. Como que atraídos por um magnetismo insuperável, eles foram deixando as redes e objetos que tinham nas mãos e, sem olhar para trás, Te acompanharam. Não sabiam, naquele momento, quem verdadeiramente eras, nem para onde os levavas e o que farias com eles. Não mediram perigos, inconveniências, cuidados. Apenas Te seguiram mecanicamente, automaticamente... Seguiram-Te, tomados de uma confiança que não saberiam dizer de onde vinha. Pouco conheciam do mundo, além dos limites de seus afazeres rotineiros. Suas vidas se limitavam ao trabalho, suas famílias, seus amigos. Mas todos sabiam que seriam fiéis ao Teu chamado. Ao convocá-los, Tu lhes disseste que se Te acompanhassem farias deles pescadores de homens. De pesca conheciam muito bem, pois que viviam e sobreviviam graças à sua habilidade nas redes, desde seus pais e demais antepassados. Andavas, e eles Te seguiam. Agregaste outros mais e juntos continuaram... Mais tarde os reuniste na casa de Simão Pedro, o mais velho dentre todos. Ele teria, talvez, em torno de um pouco mais de trinta anos. E os tornaste Teus Discípulos, a quem ensinaste aquilo que jamais supunham aprender. Eram, desde então, Teus irmãos queridos a quem ensinavas com amor, carinho e paciência. E logo mais os chamavas amigos porque dizias lhes ter ensinado tudo que do Pai trazias como verdades. A eles transmitiste ensinamentos da Terra e outros do Além, ignorados das massas, naquela época. Foi a eles que descortinaste pela primeira vez, as Leis Naturais, Divinas e insuperáveis. Fizeste desses doze homens, que cativaste com amor e para o amor, a mola mestra dos Teus ensinamentos. Com eles saías constantemente, a caminhar e exemplificar as lições para uma vida melhor. Ensinamentos de amor para um amor sem limites e sem rejeição. Apresentaste os ensinamentos básicos para com eles estruturar um complexo de luzes, amor e paz que deveria alterar o cenário do mundo. Fizestes o convite, eles aceitaram, aprenderam. Estava formado o grupo que implantaria os alicerces do grande empreendimento. Todos estavam dominados pelo brilho de Teus olhos e pela ternura de Tua presença. Tornaram-se os construtores do novo mundo, dando-se integralmente à causa abraçada. Desde então, nunca mais a Humanidade seria a mesma. Jamais se repetiriam aqueles dias que se transformaram no marco definidor de um futuro, bem diferente do passado. 
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DIVALDO FRANCO
Bendita a manhã, Senhor Jesus, em que saístes a andar pela praia. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. IV, do livro Vivendo com Jesus, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. 
Em 11.12.2018.