quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

CONVITE À HARMONIA

DIVALDO PEREIRA FRANCO
A harmonia íntima é um estado d'alma dos mais almejados pelo ser humano, mas também um dos mais difíceis de ser alcançado. No entanto, esse bem-estar requer investimento, disposição e muita força de vontade. A harmonia só pode ser conquistada, com esforço constante, nas mais variadas situações do quotidiano, até naqueles mais adversos. Talvez adivinhando esse nobre desejo dos homens, e com intuito de ajudar, o Espírito Joanna de Ângelis, através do ilustre médium Divaldo Pereira Franco, escreveu uma mensagem que intitulo Convite à harmonia. Eis o seu carinhoso convite: Como hábito, uma que outra vez com regularidade, altera o ritmo das atividades do quotidiano, a fim de haurires na comunhão da Natureza a necessária harmonia para o prosseguimento dos labores abençoados. Uma evasão da cidade agitada na direção do bosque; Uma excursão a um local bucólico e ameno; Uma jornada aos campos dos arredores; Uma caminhada pela orla marinha; Um piquenique na montanha... Paisagens novas, pouco habituais à contemplação, ao exercício, à reflexão. Neste recanto uma delicada flor oscilando em haste tênue; de um local mais alto, visão ampliada, superando detalhes e vencendo distâncias; em volta o ar rarefeito, suave, respirável; margaridas rasteiras salpicando o verdor de todos os tons; o pulsar do corpo gigante do mar; búzios e algas variados pelas praias, despertando atenção; painéis coloridos, o céu, o sol, a vida... Detém-te um pouco a considerar a harmonia que palpita em toda parte, ausculta o coração da Natureza, deixa-te arrastar... Refaze programações, renova o entusiasmo, desasfixiando-te, eliminando tóxicos, miasmas que te excitam no dia-a-dia ou te entorpecem na maior parte das horas... Nada de complexas e exaustivas arrumações: barracas, farnéis, guloseimas, isto, aquilo... Algumas horas nada são. Não devem ser complicadas, de modo a não se converterem em nova inquietação, diferente ansiedade. Se, todavia, acreditares não dispor de tempo, de oportunidade, de meios, de recurso nenhum, senão disposição, abre a janela, à noite e fala às estrelas, escuta os astros fulgurantes e harmoniza-te. Harmonia é também pão e medicamento. Não a dispenses se pretendes lograr êxito. Mesmo Jesus, após as atividades de cada dia, ao lado dos amigos, refugiava-se, longe das multidões, no contato com a Natureza, orando, para prosseguir em harmonia com o Pai.
 * * * 
Existem muitos livros de mensagens escritas pelos Espíritos superiores para nos ajudar a encontrar a felicidade que tanto desejamos. São nossos irmãos em humanidade que, do outro lado da vida, se compadecem das nossas árduas lutas e nos enviam seus sábios conselhos através de médiuns abnegados. São mensagens esclarecedoras e que trazem consolo aos corações sofridos. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 27, do livro Convites da vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 27.8.2012.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

CONVIDEMOS O AMOR

DIVALDO PEREIRA FRANCO
E
JOANA DE ÂNGELIS
Diz a lenda, que uma mulher abriu a porta de sua casa e viu três homens de longas barbas brancas, sentados em seu quintal. Ela não os reconheceu, mas os convidou a entrar. Acho que devem estar com fome. 
-Por favor, entrem que lhes servirei algo, falou-lhes a mulher, com ar amistoso. 
-O homem da casa está? Perguntaram os visitantes. 
-Não, ele está fora. 
-Então, não podemos entrar, responderam rapidamente. 
À noite, quando o marido chegou, ela lhe contou o que havia acontecido. 
-Vá e diga a eles que já estou em casa e convide-os a entrar. 
A mulher saiu e os convidou. 
-Não podemos entrar juntos, responderam. 
-Por que isto? Ela quis saber. 
Um dos velhos, apontando para um de seus amigos disse-lhe: 
-O nome deste é fartura. 
Depois, apontou para o outro e falou: 
-Ele é o sucesso e eu sou o amor. 
E logo completou: 
-Agora vá e discuta com o seu marido qual de nós vocês querem em sua casa. 
A mulher entrou e falou ao marido o que tinha ouvido. E ele, muito contente, disse: 
-Que bom! 
Pensou um pouco e respondeu à esposa: 
-Neste caso, vamos convidar fartura. Deixe-o vir e encher nossa casa de abundância. 
A esposa discordou, dizendo: 
-Meu querido, por que não convidamos o sucesso? 
A cunhada, que ouvia do outro canto da casa, apresentou sua sugestão: 
-Não seria melhor convidar o amor? Nossa casa então ficará cheia de amor.
-Atendamos ao conselho da nossa cunhada, disse o marido para a esposa. Vá lá fora e diga ao amor que ele é nosso convidado. 
A mulher saiu e perguntou aos três homens: 
-Qual de vocês é o amor? 
O ancião que representava o amor apresentou-se e ela o convidou: 
-Por favor, entre e seja nosso convidado. 
O amor levantou-se e seguiu em direção à casa. Os outros dois também se levantaram e o seguiram. Surpresa, a senhora lhes falou: 
-Convidei apenas o amor. Por que vocês entraram? 
Os velhos homens responderam juntos: 
-Se você convidasse o fartura ou o sucesso, os outros dois esperariam aqui fora, mas como você convidou o amor, onde ele for, iremos com ele. 
E é por isso que, onde estiver o amor, também estará a fartura e o sucesso. 
* * * 
O amor é o ilustre convidado do qual nunca deveríamos nos esquecer. Onde o amor se faz presente não há lugar para dúvida nem para outros visitantes indesejáveis, pois só ele atrai todas as demais virtudes que nos trazem a felicidade. Não é outro o motivo pelo qual Jesus viveu e recomendou o amor em todos Seus ditos e feitos. Ante o amor, a dificuldade torna-se desafio, a dor faz-se teste, a enfermidade constitui resgate, a luta se converte em experiência, a ingratidão ensina, a renúncia liberta, a solidão prepara e o sacrifício santifica...
Redação do Momento Espírita, com base em mensagem de autoria ignorada e com pensamentos do verbete Amor, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 13.09.2010.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

DIAS DE OPORTUNIDADES

Diz-se que a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor. Sabe-se que um pequeno grão de alegria e esperança no coração, tudo pode transformar. Comenta-se que cada dia que nasce é como uma página em branco, para registrarmos mais um capítulo de nossas vidas. Tudo na vida muda de aspecto quando encarado com otimismo. Deus nos permite, enquanto na Terra, dias de sol e outros de chuva. Dias de alegria e descontração para nos revigorarmos, e dias de dores e lágrimas, para ponderarmos. Permite-nos acendermos as nossas luzes interiores, mesmo frente às borrascas morais. Conforta-nos quando estamos tristes iluminando sempre nossos caminhos. Porém, é nossa escolha pensar positivo, ou mergulhar nas lamúrias. Proferir palavras de ânimo e esperança, ou falar de maneira a abrir feridas na alma de quem nos ouve. Hoje é oportunidade de melhorarmos nossa maneira de sentir, pensar e falar, buscando felicidade. De deixar a solidão de lado, buscando nos aproximar de quem precisa de atenção especial. Fazer um agrado, dar um bom dia, sorrir com simpatia. Hoje é dia de vencermos a nós mesmos, buscando alegria na prática do amor e da caridade. Começamos fazendo um pouco e logo realizaremos o muito. 
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Quando a tristeza invadir nosso coração, levantemos os olhos para o infinito e teremos o espetáculo do sol ou da chuva a nos estimular. Ouçamos o canto da passarada que, desde os primeiros cícios da manhã, desperta, e louva a Deus com seus gorjeios. Contemplemos o orvalho que beija as flores, segredando-lhes notícias do dia que se espreguiça, tentando despertar. Mesmo que o nosso coração esteja enlutado pela ausência de um amor, pela partida de um ser querido, pelo ultraje sofrido, a natureza nos diz que é tempo de abandonarmos os crepes. O sol é mensageiro de vida, com seus raios de luz, dizendo às trevas que é hora de seu recolhimento. A chuva generosa penetra a terra e podemos ouvi-la ser sorvida, com sofreguidão. Cada dia é uma mensagem de renascimento. Cada dia se esmera em ser diferente do anterior, porque Deus é, de tal forma, insuperável, que não se repete. Por isso Ele não reprisa as cores da madrugada, nem envia as mesmas gotas de chuva para abrandar a sede das matas. Tudo é novo, a cada dia. Absorvamos, pois, essa mensagem de revigoramento e vivamos. Se a dor nos atingiu, haverá de passar. Ou, ao menos, amenizar, no transcorrer das horas. Não permitamos que ela nos abrace e não mais nos deixe. É tempo de viver, de conquistar virtudes, de aprender algo mais, de usufruir das amizades que se nos oferecem, generosas. Se não nos sentirmos bem conosco mesmos, busquemos quem nos possa oferecer o apoio, a palavra, a sugestão para sairmos dessa condição. Não nos permitamos perder a chance de viver mais um dia de oportunidades, sobre este bendito planeta azul. Planeta que o amor de Jesus, sob o comando da Divindade, preparou nos mínimos detalhes para todas as Suas ovelhas. Para nós, as ovelhas do Seu rebanho. Guardemos a certeza de que nem sempre temos o que desejamos, mas com certeza, temos tudo o de que precisamos. 
Redação do Momento Espírita. Em 12.12.2016

domingo, 11 de dezembro de 2016

CONVIDADO ESPECIAL

AMÉLIA RODRIGUES
Jesus veio pregar a paz e plantar a semente do amor no coração das pessoas. Sua mensagem era direcionada para todos aqueles que estivessem prontos a absorvê-la. Homens, mulheres, velhos, moços, ignorantes e doutores. As pessoas buscavam nEle o consolo para as dores da alma e a cura para as feridas do corpo. Suas palavras possuíam um poderoso magnetismo e tinham um poder balsamizante. Nele havia inexplicável magia que comunicava paz, e, à Sua volta, ondas de júbilos explodiam na multidão, mesmo quando nada dizia. Os Seus silêncios, nas pausas naturais das palestras que proferia, revestiam-se de poderosa emanação de segurança interior, que igualmente impregnava os que O seguiam. Suas palavras caíam como gotas Divinas sobre os corações, penetrando-os. Em um de Seus diálogos com os habitantes da região, envolvido pela ternura que Lhe era natural, deixou a seguinte mensagem: Agora estou ao vosso lado. Logo mais, estarei com meu Pai. Nunca, porém, me apartarei de vós nem vos deixarei. Sois a terra generosa e eu sou a semente da vida. Se não morre o grão, não se enriquece a mesa de pão. Sem o solo a semente não sobrevive porque não se renova nem se multiplica e sem o grão a terra crestada é morta... Sois a minha paixão, a minha longa dor, o amor da minha vida. Eu sou a vossa esperança, o alento da vossa felicidade. Sem mim caminhareis em inquietação crescente. Sem vós sofrerei soledade. Vinde, novamente a mim, e deixai-me demorar em vós.
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Jesus nos deixou a mensagem Divina que revela a beleza da vida espiritual. Ensinou-nos a importância de amar a Deus e ao próximo, e dentre tantos outros ensinamentos, mostrou-nos o nobre papel que representa a prática da caridade em nossas vidas e a necessidade de perdoarmos para sermos felizes. No Natal, quando comemoramos o aniversário desse Divino Amigo, deixemos renascer em nós a Sua mensagem. É época de reencontros. Costumamos preparar os lares para receber amigos e familiares. Lembremo-nos de preparar também nossos corações para a prática do amor fraterno ensinado por Jesus. E não nos esqueçamos jamais de convidar para a festa Aquele que é o motivo da comemoração. Deixemos que Jesus entre em nossas casas neste Natal e permaneça vivo dentro de nós. Sintamos a Sua presença a iluminar o ambiente e o Seu abraço a nos envolver. É tempo de reviver a mensagem de amor, perdão e solidariedade que nos foi trazida há mais de dois mil anos. Meditemos sobre o verdadeiro sentido do Natal. Estejamos certos de que, nessa época, a luz do Cristo se faz mais intensa e nos estimula a agir com mais sensibilidade. Que este Natal marque o nosso despertar para o verdadeiro amor ensinado por Jesus e que possamos manter a Sua mensagem viva por todos os dias.
Redação do Momento Espírita, com base no cap 17 do livro Luz do mundo, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal Em 17.12.2011

sábado, 10 de dezembro de 2016

POEMA PARA DEUS

EURÍPEDES BARSANULFO
Um dia, a alma desperta e se encanta com a manhã que se espreguiça no horizonte. Sente-se como que a pairar acima e além da escala humana. Então, se recorda ser filha de um Pai amoroso e bom. Recorda de um Criador que a tudo para todos provê. E plena de gratidão, extravasa em versos sua alma: Deus, inteligência das inteligências, causa das causas, lei das leis, princípio dos princípios, razão das razões, consciência das consciências. Bem tinha razão Isaac Newton ao descobrir-se, toda vez que pronunciava Vosso Nome. 
CORINA NOVELINO
Deus, Pai bondoso, eu vos encontro na natureza, Vossa filha e nossa mãe. 
Eu vos reconheço, Senhor, na poesia da Criação, no vento que dedilha harmonias na cabeleira das árvores. Nas cores que se apresentam tão diversificadas em matizes e gradações. Nas águas que rolam, silentes, em córregos minúsculos, nas cachoeiras que se lançam, ruidosas, de alturas consideráveis, no verdor da grama que atapeta o jardim e as praças. 
Reconheço-vos, Pai, na flor dos jardins e pomares, na relva dos vales, no matiz dos campos, na brisa dos prados. 
Senhor, eu vos encontro no perfume das campinas, no murmúrio das fontes, no rumorejo das menores ramificações das copas das árvores. 
Também vos descubro na música dos bosques, na placidez dos lagos, na altivez dos montes, na amplidão dos oceanos, na majestade do firmamento. 
Eu vos vejo, Senhor, na criança que sorri, brinca, pula e distribui alegrias, provocando risos. 
Eu vos reconheço, Pai, no ancião que anda lento, que tropeça. Mas, sobretudo, na inteligência que ele revela, resultado de suas experiências bem vividas. 
Eu vos descubro no mendigo que implora, na mão que assiste, na mãe que vela, no pai que instrui, no apóstolo que evangeliza. Deus! 
Reconheço-vos no amor da esposa, no afeto do filho, na estima da irmã, na misericórdia indulgente. 
E vos encontro, Senhor, na fé do que a tem, na esperança dos povos, na caridade dos bons, na inteireza dos íntegros.
Reconheço-vos, Senhor, na inspiração do poeta, na eloquência do orador, na criatividade do artista. 
Também vos encontro na sabedoria do filósofo, na intelectualidade do estudioso, nos fogos do gênio! 
E estais ainda nas auroras polares, no argênteo da lua, no brilho do sol, na fulgência das estrelas, no fulgor das constelações.
Deus! Reconheço-vos na formação das nebulosas, na origem dos mundos, na gênese dos sóis, no berço das humanidades, na maravilha, no esplendor, no sublime do infinito! 
Por fim, entendo, com Jesus, quando ora: Pai nosso, que estais nos céus... Ou com os anjos quando cantam: Glória a Deus nas alturas... 
Redação do Momento Espírita, com base em poema de Eurípedes Barsanulfo, do livro O homem e a missão, de Corina Novelino, ed. IDE. Em 9.12.2016.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O PRÓXIMO INSTANTE

SÃO LUCAS, EVANGELISTA
Se existe algo realmente certo, nesta vida, chama-se morte. Nenhum de nós, por mais rico, bonito, charmoso, bem-sucedido poderá se furtar a ela. Ela não pede licença e não se importa se estamos programando nossa aposentadoria, a viagem dos sonhos, o casamento, a primeira gravidez, a formatura do filho. Ela não olha idade, cor, nacionalidade. De forma que nos parece incoerente, muitas vezes, leva o jovem saudável e se esquece do idoso enfermo. Segundo nosso conceito, arrebanha os bons e esquece os maus. Leva quem está começando a vida e deixa quem já se mostra um tanto cansado dela. Muito democrática, ela mostra, em síntese, que todos somos iguais e temos um destino comum: a saída desta vida para outra levando nada a não ser nós mesmos. Todos nossos bens ficarão por aqui, para serem usufruídos por outros, se tivemos a lembrança de os legar, antes de partirmos. E, por maior seja o nosso status no mundo, ou o patrimônio que tenhamos, nada disso poderá comprar a nossa tentativa de não morrer. Essa é uma realidade palpável, que se nos apresenta todos os dias, pois todos os dias temos notícias do ator que se foi, do amigo que partiu, do parente que morreu. E, de uma forma paradoxal, a cada um desses eventos nos mostramos surpresos, como se fosse algo inusitado. Por isso mesmo seria importante que, vez ou outra, nos detivéssemos a pensar um pouco sobre a nossa morte e a nossa imortalidade. Pensando na transitoriedade de nossa vida na Terra, muitas das coisas pelas quais brigamos, disputamos, nos desentendemos, deixariam de ter importância. Afinal de contas, de que nos valeriam mais algumas propriedades, uma conta corrente mais expressiva, alguns títulos cambiais se poderemos, logo mais, tudo deixar por aqui? Mesmo que pensemos em legado aos nossos filhos, importante ter em conta que, mais do que tudo, devemos lhes oferecer os valores que não morrem, aqueles que o ladrão não rouba, nem a bolsa de valores pode destruir. Também deixariam de ter valor nossas brigas infantis por tudo e quase nada; nossos comentários maldosos sobre essa ou aquela pessoa; nossas defesas por esse ou aquele ponto de vista. Por esse motivo é que Jesus discorre na parábola sobre o homem rico que, tendo muitos frutos para colher, planejou derrubar os seus celeiros, construir outros maiores e ali recolher todos os seus bens. E, feliz, diria para si mesmo: 
-Tenho muitos bens para muitos anos. Então, descansarei, comerei, beberei e terei prazeres. 
Mas, conclui o sábio Mestre, Deus lhe disse: 
-Louco! Esta noite mesmo te pedirão a alma. E tudo o que tens, para quem irá? 
Por tudo isso, exercitemos a humildade porque, afinal, não sabemos se o próximo instante será o do mergulho para o outro lado. Nenhum de nós sabe se adormecerá hoje e não tornará a abrir os olhos, sobre esta Terra. Como bem afirmou Jesus: 
-A hora somente Deus o sabe. 
- Pensemos nisso e vivamos como quem tem plena consciência da sua passagem rápida sobre este bendito planeta. 
Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 12, do Evangelho de Lucas. Em 8.12.2016.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

CONVICÇÕES

O homem se torna muitas vezes o que ele próprio acredita que é. Se insisto em repetir para mim mesmo que não posso fazer uma determinada coisa, é possível que acabe me tornando realmente incapaz de fazê-la. Ao contrário, se tenho a convicção de que posso fazê-la, certamente adquirirei a capacidade de realizá-la, mesmo que não a tenha no começo. 
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As palavras atribuídas a Gandhi são um grande incentivo para a alma que deseja crescer. A convicção íntima determina o mundo que criamos fora de nós, determina o que somos e o que podemos ser. Segundo a definição de dicionário, convicção é essa certeza obtida por fatos ou razões, que não deixam dúvida e não dão lugar a objeções. Poderíamos então questionar: Como posso conseguir tal certeza íntima? Onde posso obter tais fatos, tais razões? Bem, se quisermos começar com os fatos, poderemos fazer um exercício de memória, e lembrar de quantas outras conquistas já fizemos. Poderemos vasculhar no passado, e perceber que somos vitoriosos, pois já sobrevivemos a muitos flagelos, e com isso conquistamos mais forças. O que muitos chamam de fé em si mesmo pode estar com sua base em fatos, sim. Muitas vezes parecemos esquecer de quantas coisas conquistamos com nossa determinação, nossa força de vontade, nossa insistência. Temos vitórias em nossa história, sim! É preciso localizá-las, e torná-las alicerces para as próximas. 
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Passando agora para as razões, a questão a ser analisada seria: Que razões alimentam minha certeza de conseguir, de ser capaz? Podemos encontrar tais razões no Universo, em primeiro lugar. Tudo no Universo, em todos seus elementos, respira evolução. Todas as leis, que regem cada acontecimento nele, proclamam evolução. Dessa forma, entenderemos a afirmativa de Goethe: O Universo conspira a nosso favor. Sim, tudo conspira para nossa evolução, para nosso crescer constante e certo. Por mais que certos fatos e experiências pareçam, numa primeira avaliação, desastres, males e desgraças sem razão, uma visão mais abrangente e profunda irá nos mostrar que não. Todas as experiências da vida, das mais belas às mais tristes, nos fazem crescer, nos colocam nos trilhos da lei de evolução. Isso nos fará notar que sempre teremos razões para acreditar em nosso sucesso, pois ele é certo. Em que momento virá? Eis uma questão cuja resposta é de cada um. Acreditar em nossas forças, ter convicção, é crer em Deus, da forma mais bela e madura possível. Acreditar em nossas forças é compreender as leis do Universo e se encantar com elas, dia após dia, em seus mais surpreendentes detalhes. Se uma convicção sincera habitar nossa alma, nos descobriremos capazes de coisas inimagináveis até agora. Somos deuses potenciais descobrindo nossos poderes. Você sabia? A palavra entusiasmo é, sem dúvida, uma das mais belas inventadas pelo homem. Em sua etimologia vamos encontrar o grego in theus, isto é, ter Deus dentro de nós, ter tônus vital, energia. Isso nos leva a perceber que junto de nossas forças íntimas está sempre Deus, nos impulsionando para frente. 
Redação do Momento Espírita, com base em trecho do livro As palavras de Gandhi, de Richard Attenborough, ed. Record. Em 27.5.2014.