quinta-feira, 6 de outubro de 2016

CONQUISTA DA FELICIDADE

Felicidade é algo que todos anseiam e, ao mesmo tempo, procuram. A maioria de nós, ao falar sobre a felicidade, costuma comparar-se com alguém que acredita ser mais feliz: um parente, um colega, um amigo ou um simples conhecido. Um escritor americano contou que, certa vez, um jovem lhe chamou a atenção por ser feliz e muito bem-sucedido. Ele tinha mulher e filhas e podia-se observar a sua alegria no trabalho, que era conduzir um programa de entrevistas na rádio de sua cidade. O escritor confessa que invejou aquele rapaz que tinha tudo sem muito esforço, um desses raros afortunados. Mas, entretendo-se a conversar com ele, o assunto derivou para as questões da Internet. Foi quando o rapaz lhe confessou que apreciava muito a Internet porque ela lhe possibilitava constantes pesquisas no campo da enfermidade chamada esclerose múltipla, doença terrível que afligia a sua mulher. Como se percebe, o segredo da felicidade não está em possuir coisas, posições ou vantagens pessoais. É uma questão de ser grato por aquilo que se tem. De um modo geral, pensamos que as pessoas infelizes reclamam de tudo. Mas é exatamente o contrário: as pessoas são infelizes porque de tudo reclamam. Não sabem ser gratas e nem valorizam o que têm. É como alguém que olhasse para um telhado e descobrisse a falta de uma telha. Ora, o importante é que só falta uma telha e mais dia, menos dia, se conseguirá colocá-la. O que não se pode esquecer é que o telhado todo está coberto, impedindo a ação dos ventos e das chuvas sobre a casa onde moramos. O outro segredo da felicidade é dar um sentido à vida. Ninguém é feliz vivendo simplesmente por viver. É preciso escolher uma atividade que nos alegre a existência. Pode ser qualquer ocupação útil. Estudar, trabalhar em favor de alguém ou de uma instituição, devotar-se ao atendimento de um necessitado. É indispensável uma fé espiritual. A crença em Deus, Pai de amor que por todos vela, não importando o nome que se Lhe dê. Crer que esta existência é passageira e que tem por objetivo nos proporcionar oportunidades de crescimento. Que a verdadeira vida é a do Espírito imortal que sobrevive às catástrofes, às enfermidades, à morte. A felicidade, em verdade, está sob nosso controle. É uma batalha a ser travada e um sentimento a ser guardado. A prova disto é que pessoas que têm uma vida relativamente fácil se mostram infelizes, por vezes. Enquanto outras que sofreram muito, continuam, de modo geral, felizes. 
 * * * 
A felicidade é um sentimento que deve ser levado a sério. Cada um de nós deve ser tão feliz quanto possível, porque ninguém aprecia viver ao lado de alguém infeliz. Imaginemos: como é para uma criança crescer em companhia de um pai infeliz? Ou um pai ver seu filho crescendo infeliz? Ou para uma esposa viver ao lado de um homem infeliz? A verdadeira conquista está na luta para ser feliz, descobrindo e valorizando as pequenas coisas, de um desabrochar de flor a um dia de sol, a bênção da chuva num dia de verão intenso, a brisa do mar na manhã que promete ser escaldante. Enfim, a bênção de viver no mundo e respirar este ar maravilhoso, na Terra que nos foi dada por Deus, para nosso crescimento interior. 
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Uma simples verdade a respeito da felicidade, publicado em Seleções Reader´s Digest, de janeiro de 1999. Em 09.04.2010.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

APRENDER A AMAR

Elizabeth Kluber Ross
De que vale a vida? Qual o motivo de estarmos aqui? São tantos os problemas, que temos dificuldades em responder a essas perguntas. Ouve-se, com frequência, os noticiários das catástrofes naturais, que nos assustam. Outras vezes, são crimes hediondos que chocam. Dias há em que a saúde nos falta, outros em que o nosso amor se despede e parte para onde os olhos não enxergam. E ainda outros são dias de problemas no seio da família e no trabalho. Jesus, ao afirmar que neste mundo só teríamos aflições, lembra-nos que a vida é escola a nos dar lições, nem todas permeadas pela alegria e a satisfação. Porém, qual a finalidade dessas lições? O que a vida espera de cada um de nós, ao nos impor desafios pesados, aflições que nos perturbam e nos exigem tanto da alma? Em outras palavras, o que a vida quer de nós? Jesus foi indagado a respeito, quando, utilizando o linguajar da época, alguém lhe perguntou qual o maior mandamento da Lei de Deus. Para o religioso que o indagara, entender o mandamento da Lei de Deus significava entender o próprio objetivo da vida. E Jesus foi claro ao responder que o objetivo maior da vida é o de amar. Seja o amor a Deus, o amor ao próximo ou o amor a si mesmo, devemos aprender a amar. Dessa forma, seja o que for que nos ocorra, essas situações serão sempre dádivas da vida a nos oferecer possibilidades para o aprendizado do amor. Seja o que quer que venha a nos suceder, lembremos que no fundo e no final de tudo, está o aprendizado para o amor. Por isso, a atitude mais sábia que podemos ter perante a vida é a de amar. Amar incondicionalmente. Pensando dessa forma, Richard Allens escreveu um poema que diz o seguinte: 
Richard Allens
Quando ames, dá tudo o que tenhas 
E quando tenhas chegado ao teu limite, dá ainda mais 
E esquece a tua dor. 
Porque frente à morte, só o amor que tenhamos dado e recebido é que contará. Tudo o mais: as vitórias, as lutas, os embates ficarão esquecidos em nossas reflexões. E conclui o poeta: 
E se tenhas amado bem, então tudo terá valido a pena. 
E o prazer que encontrarás nisso durará até o final. 
Porém, se não o tenhas feito, a morte sempre te chegará muito rápida, e afrontá-la será por demais terrível. 
Assim, compreendemos que a única coisa que importa é o amor. Tudo o mais, nossas conquistas, nossos títulos, o dinheiro que temos ou a posição social que desfrutamos, é secundário. O que fazemos não é importante. A única coisa que importa é como fazemos. E o que realmente importa é que o façamos com amor. Por isso, antes que a morte nos convide a retornar ao grande lar, antes que nossa jornada de aprendizado aqui se conclua, aproveitemos o tempo e as lições para que o amor comece a ganhar espaço em nosso mundo íntimo. Aproveitemos os dias valiosos da existência. A cada nascer do sol aceitemos o convite ao aprendizado do amor que se renova. Entendendo a vida por esse prisma, tenhamos a certeza de que as dores amenizarão e as ansiedades repousarão na certeza de que Deus vela por todos, aguardando que as lições do Seu amor se façam em cada um de nós. 
Redação do Momento Espírita, com poema extraído do cap. El capullo y la mariposa, do livro Conferencias: morir es de vital importancia, de Elizabeth Kluber Ross, ed. Luciérnaga. Em 3.10.2016.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

CONJUGANDO ESFORÇOS

O Brasil é um país com muitas dificuldades em vários campos e isso não é novidade para nós, brasileiros. Fala-se das dificuldades na área da educação, da saúde e da falta de emprego. Muitos acenam com soluções simplistas, jogando a responsabilidade total para os governantes. Todavia, essas questões não dizem respeito somente aos governos e sim à sociedade como um todo, já que são de interesse geral. As dificuldades que se apresentam na vida de um país são para serem superadas e não para serem lamentadas passivamente. O Brasil é um país jovem. É natural que esteja enfrentando crises variadas, uma vez que os países do Velho Mundo também as enfrentam até hoje. O problema do desemprego é mundial. As dificuldades na área da educação também inquietam países ditos de Primeiro Mundo, como temos observado nos noticiários. Assim sendo, ao invés de cruzarmos os braços e criticar o governo, seria mais sensato se conjugássemos esforços com vistas a superar os obstáculos. Algumas empresas, geridas por cidadãos conscientes, já estão contribuindo nesse sentido. Se não podem resolver todos os problemas resolvem uma parcela deles, criando oportunidades para que seus funcionários tenham acesso à instrução e à saúde. Pessoas desempregadas conjugam esforços e abrem pequenas empresas com divisão de lucros. Não é muito, dizem, mas dá para superar a crise. Médicos, conscientes dos seus deveres de cidadão, atendem um número de pessoas carentes por semana, sem acarretar prejuízos no seu orçamento. Se, como cidadãos, não podemos fazer nada individualmente, busquemos uma instituição filantrópica séria e ofertemos a nossa ajuda. E essa ajuda não é apenas financeira mas de arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. Se todos os profissionais que estudaram em universidades públicas, de graça, resolvessem dar sua contribuição espontânea a benefício da sociedade em que vivem, em pouco tempo essa sociedade estaria modificada para melhor. Mas, tudo isso depende de uma tomada de consciência por parte de cada indivíduo. Quando cada cidadão conjugar esforços para melhorar o mundo à sua volta, pensando no conjunto e não como um espectador passivo, a sociedade terá novos e belos coloridos. E, nessa sociedade, o analfabetismo não terá vez. A saúde de cada um será preservada por todos. A educação terá primazia, uma vez que uma sociedade bem educada é melhor que outra apenas instruída. E, por essas razões, a violência bateria em retirada, por falta de ambiente. A corrupção não encontraria campo para proliferar, por falta de corruptores. Talvez você diga que isso tudo não passa de utopia, mas só o será enquanto nós continuarmos a criticar de braços cruzados. 
 * * * 
O mundo de hoje está melhor que o de antigamente. Hoje, grande parte dos países deixou de erguer fronteiras para optar pela aldeia global, estreitando relações. Uma grande aldeia global, essa será a destinação da Terra renovada que os justos herdarão, no dizer de Jesus Cristo. 
Redação do Momento Espírita Em 07.06.2010

UM SIMPLES NÚMERO ERRADO

Dang Vuong
Um simples número errado Você já recebeu alguma ligação equivocada? Alguém que telefona, por vezes, a horas mortas, fazendo com que seu coração se sobressalte e pareça bater descompassado no cérebro? É bem possível que isso tenha ocorrido a muitos de nós. Pessoas se equivocam ao digitar o número e a ligação nos chega e, antes que possamos esclarecer que não somos quem elas pensam, despejam o seu palavreado de forma desenfreada. Esclarecido o equívoco, a pessoa se desculpa, e nada de extraordinário ocorre. Mas, e se a pessoa que telefona é alguém em dificuldades e que esteja pedindo socorro? A situação inusitada aconteceu com um gerente de vendas de automóveis, de nome Dang Vuong, no Reino Unido. A idosa, do outro lado da linha, pensando se tratar da filha, com quem desejava se comunicar, foi logo dizendo que escorregara no banheiro enquanto tomava banho. Ela parecia muito assustada. Dang não hesitou. Disse que ela ficasse calma que ele a iria socorrer. Num primeiro momento, pensou que ela residisse do outro lado da rua. No entanto, logo descobriu que morava bem mais longe. Quase cinco quilômetros do seu local de trabalho. Pediu ao recepcionista da loja que a mantivesse ao telefone, enquanto ele apanhou o carro e dirigiu até a casa da desconhecida. Quando chegou, encontrou-a caída no banheiro. Ela parecia estar em choque, havia sangue no rosto e a banheira estava transbordando. Ele se identificou, colocou-a no sofá, limpou-lhe a boca, que sangrava, cobriu-a com um cobertor. Conseguiu o número do celular dos familiares e os notificou. E ficou esperando até que chegasse a filha da senhora atendida. Certificando-se de que ela se acalmara, estava bem e amparada, voltou ao seu local de trabalho. 
* * * 
É comum nos referirmos ao mundo global, em que vivemos, como um local muito frio, no qual ninguém se importa com ninguém. Isso pode ser verdade, em parte. No entanto, atitudes como a desse homem de trinta e quatro anos, que deixou tudo para atender uma desconhecida, que se deslocou quilômetros para socorrê-la, nos diz que há muito carinho e atenção sendo distribuídos pelo mundo; Que, embora sejamos sete bilhões de almas sobre esta Terra, continuamos a ser uma única e grande comunidade. Uma comunidade de seres com necessidades, anseios. Uma comunidade na qual uns aguardam e desejam o apoio do outro. Enfim, uma aldeia em que os habitantes confiam que serão atendidos por seu irmão. Em contrapartida, aquele que age com desprendimento, acionando os recursos em favor de quem necessita, doando o que tenha e doando-se, acredita que nada fez de excepcional. Afinal, comenta, o próximo é o seu irmão, não importando onde resida, que nacionalidade seja a sua, em que idioma se expresse. Esse é o verdadeiro virtuoso. Age de forma espontânea, com desprendimento, e acredita nada ter feito de excepcional. Nada além do que qualquer pessoa faria... Aprendamos com essas criaturas. 
Redação do Momento Espírita, com fato extraído do site www.sonoticiaboa.com.br. Em 30.9.2016. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

CONVENIÊNCIA

Atualmente, as informações circulam de forma livre e célere. Por conseqüência, é possível ter uma noção de conjunto dos valores e hábitos da humanidade. Certas ocorrências repetem-se com tanta freqüência, nos mais diversos locais e ambientes, que chamam a atenção. E a observação do que ocorre no mundo por vezes causa estarrecimento. Uma das coisas que impressiona é a audácia das pessoas desonestas. Elas parecem ter uma habilidade incomum para colocar-se nas posições mais relevantes. Na política, na educação, nos meios jurídico e empresarial, a imprensa não cessa de apontar focos de corrupção e desonestidade. Já é bastante ruim haver tantas pessoas desleais. Mas o que causa estupefação é como elas assumem facilmente posições de liderança. Ninguém consegue disfarçar sua essência por muito tempo. Quem não possui um nível ético satisfatório evidencia isso em inúmeras oportunidades. Ninguém se corrompe de repente. Uma pessoa genuinamente honesta não acorda um dia disposta a apoderar-se do que não lhe pertence. O ser humano revela suas mazelas morais ao longo do tempo. Sendo assim, como é possível que seres viciosos tornem-se tão influentes? Em todo e qualquer ambiente, há homens íntegros e inteligentes. Por que esses não agem, para obstar a influência perniciosa? À primeira vista, parece pouco caridoso evidenciar os vícios de um semelhante, para limitar sua ascensão. Ocorre que a caridade não possui como bandeira a ingenuidade e a conivência. Constitui equívoco imaginar que o homem bondoso deve ser tolo e falho de percepção. A criatura íntegra e generosa procura ser um fator de progresso e bem-estar no mundo. Mas age com critério e discernimento, não de forma piegas. Nessa delicada questão, importa considerar o móvel da ação e quanto bem ela pode produzir. Certamente é condenável divulgar os defeitos do próximo por malevolência, com o fito de denegri-lo. Mas também é censurável prestigiar a comodidade de um único ser, em detrimento de inúmeros outros. A corrupção que atinge um ambiente prejudica a todos os que se vinculam a ele. O dinheiro público surrupiado por alguns faz falta na construção de hospitais e escolas. O desfalque realizado em uma empresa talvez seja a causa de sua falência. Trata-se da vantagem desonesta de uma pessoa causando a penúria de muitas outras. A compaixão não justifica a inércia perante esse tipo de situação. Nada há de louvável em assistir-se silenciosamente a atos desonestos que prejudicam o meio social. Na verdade, a timidez e a acomodação dos homens íntegros favorece a preponderância dos desonestos. Grande parcela de culpa pela corrupção que grassa no mundo se deve às pessoas honestas. Caso estas desejassem, preponderariam. Quando o vício for combatido, sem ódio, mas firmemente, ele encontrará pouco espaço para proliferar. É preciso ter compaixão pelo delinqüente, mas jamais compactuar com seus atos. Assuma, pois, sua responsabilidade perante o mundo em que você vive. Por timidez ou preguiça de desempenhar tarefas e ocupar postos, não permita que eles caiam em mãos indignas. A título de ostentar virtude, não simule ignorância e nem seja conivente. Pense nisso! 
Equipe de Redação do Momento Espírita.

domingo, 2 de outubro de 2016

CONHECIMENTO DE SI MESMO

Os adultos geralmente não leem revistas em quadrinhos mas algumas delas trazem ensinamentos profundos, de maneira lúdica e inteligente. Com desenhos bem feitos e cores vivas, os personagens criados pelos artistas vão passando lições de filosofia e conceitos importantes para a formação de uma geração mais consciente. Por vezes, numa única página encontramos grandes lições. E uma dessas começa com o personagem chamado Horácio, um pequeno dinossauro verde, que caminha por entre as rochas e, de repente, se vê diante de um grande espelho. Olha para sua imagem refletida diante de si, e algo lhe chama a atenção. Depois de uma observação atenta, exclama para si mesmo: Perninhas curtinhas... Olha mais detidamente e pensa: Bracinhos minúsculos! Uma olhada a mais e se dá conta: Olhos esbugalhados e um cabeção enorme! Observa-se um pouco mais e depois se vai, feliz da vida, pensando consigo mesmo: Ah, tudo bem! Deve ser um daqueles espelhos que deformam a gente! Nós também nos deparamos constantemente com o espelho da nossa própria consciência, que não só aponta as nossas deformidades morais, como indica a melhor conduta que deveríamos adotar. Quando não é o espelho da consciência, são as pessoas que convivem conosco que nos falam sobre os nossos defeitos. No entanto, muitos de nós fazemos como Horácio. Damos as costas e dizemos que a deformidade é culpa do espelho. Quando a consciência nos alerta sobre a inveja que enfeia a nossa imagem, nós nos desculpamos dizendo que o outro não tem direito ou merecimento e que fomos preteridos pela Divindade. Se o ciúme projeta uma imagem deformada e o espelho íntimo nos assinala o problema dizemos que é excesso de amor ou bem-querer, e que temos o direito de exigir posse exclusiva. Se a avareza mostra sua face distorcida em nosso espelho íntimo, conformados, nos consolamos: Sou apenas econômico e previdente! Quando o orgulho alardeia sua soberania, e a consciência faz o alerta, a desculpa surge de imediato: Em mim só há dignidade! Mas se as nossas deformidades morais são apontadas pelos outros, que são nossos espelhos externos, nós dizemos que isso não passa de inveja, ciúme, despeito... Não há dúvida de que o auto-engano é uma realidade e ocorre em nível inconsciente, mas existem maneiras de verificar se nossa conduta está ou não equivocada. Também não há dúvida de que o autoconhecimento é a chave do progresso individual. Para quem deseja realmente se autoconhecer, para fazer em si a reforma moral necessária à felicidade eterna, eis algumas dicas do grande filósofo Santo Agostinho:
Quando estiver indeciso sobre o valor de uma de suas ações, pergunte como a qualificaria se fosse praticada por outra pessoa. Se você a censura noutrem, não a pode ter por legítima quando for o seu autor, pois Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procure também saber o que dela pensam os seus semelhantes e não despreze a opinião dos seus inimigos. Os inimigos nenhum interesse têm em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao seu lado como um espelho, a fim de que seja advertido com mais franqueza do que o faria um amigo. Todo aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas, deve indagar a sua consciência sempre e sem receio de ouvi-la. É justo que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhamos todos os dias com o objetivo de juntar haveres que nos garantam repouso na velhice, que geralmente é cheia de dores e sofrimentos? Seguramente valerá muito mais a pena investir alguns esforços para conquistar a felicidade sem fim. Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita com base no item 919 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 27.12.2010.

sábado, 1 de outubro de 2016

CONHECIMENTO DE CAUSA

Vimos, certa feita, nos telejornais a notícia de que um juiz de determinada cidade prescreveu a visita às prisões como parte da formação dos magistrados. Com essa medida, aquele que aspira ao cargo de juiz, desembargador ou ministro, deve conhecer melhor as casas de detenção onde os supostos infratores das leis cumprem as penas estabelecidas pela justiça. Em outra ocasião, vimos a notícia de que os futuros agrônomos deveriam fazer estágios junto aos agricultores para conhecerem a realidade do campo, com o propósito de melhor desempenhar sua profissão. Também acompanhamos pela TV a maratona dos médicos recém formados em uma das capitais do nosso país, enfrentando a burocracia do serviço de Saúde Pública para conseguir atendimento médico. Isso também fazia parte de um programa visando sensibilizar os profissionais da área médica que, em futuro próximo, estarão atendendo aos cidadãos que necessitem desse serviço. Noutra oportunidade, vimos uma turma de crianças do ensino fundamental, fazendo visitas às famílias pobres que vivem na periferia dos grandes centros. Essas medidas são de grande importância para a formação de indivíduos conscientes das realidades que os cercam. A ideia é muito feliz, já que possibilita ao profissional visualizar um ângulo diferente e conhecer melhor os aspectos da sociedade para a qual prestará serviços. A teoria é indispensável, mas o contato com as dificuldades das criaturas possibilita uma visão mais alargada e fiel da vida. Se todos os profissionais, inclusive os políticos que governam os povos, tivessem um conhecimento de causa mais profundo, certamente a sua ação junto à sociedade seria mais eficiente e humana. Afinal, somente quem conhece o dia-a-dia das pessoas pode abranger o conjunto e buscar soluções acertadas. Se todos aqueles que criam as leis fossem os primeiros a cumpri-las, por certo só fariam leis justas e humanas. Se quem administra a Saúde Pública necessitasse desse recurso para viver, seguramente o serviço teria outra característica. Se aquele que projeta e constrói os edifícios fosse habitá-los, certamente jamais teríamos a notícia de desabamentos causados pela falta de cuidados. Por fim, se observássemos o ensinamento do Cristo de fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem, o mundo teria uma feição muito mais justa. Se todos nos colocássemos no lugar daqueles que usufruem dos nossos serviços ou consomem as mercadorias que produzimos, levaríamos a sério a questão da eficácia e da qualidade. A sabedoria de Jesus, sempre atual, recomenda que nós mesmos sejamos o ponto de referência em todos os momentos: amar o próximo como a nós mesmos. A observância dessa máxima é a medida mais segura de que estaremos agindo bem e de conformidade com as Leis Divinas, em tudo o que fizermos na vida. 
 * * * 
A câmara fotográfica nos revela por fora, mas o trabalho nos retrata por dentro. Em tudo aquilo que você faça, na atividade que o Senhor lhe haja concedido, você está colocando o seu retrato. E quando o trabalhador converte o trabalho em alegria, o trabalho se transforma na alegria do trabalhador. 
Redação do Momento Espírita com pensamentos dos caps. 17 e 18, do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec. Em 28.06.2010.