domingo, 11 de setembro de 2016

COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS

HUMBERTO CAMPOS(IRMÃO X)
CHICO XAVIER
Algumas pessoas têm estranhos conceitos a respeito dos Espíritos. Acreditam que, após a morte, todos se tornam anjos de pureza e sabedoria. É comum se ter notícias de pessoas famosas. Muitos artistas que vêm dizer das suas atividades no mundo espiritual. Falam de garra, de luta. E as pessoas se deixam iludir. Não se dão conta do estilo de vida daquelas criaturas. E nem do gênero de morte. Temos ouvido elogios às mensagens de um ou de outro. Criaturas que, durante a vida física, se permitiram toda sorte de prazeres: álcool, fumo, sexo, drogas. Alguns até perderam o corpo de carne por suicídio indireto e direto. Porém, vem dizer que estão bem. Que continuam a compor, que está tudo legal com eles. Falam até em serem protetores de alguns dos seus fãs. A crermos serem verdadeiras tais mensagens, é de nos perguntarmos: Onde a justiça de Deus? Pois o homem de bem anda no reto dever a vida toda e estará bem no mundo espiritual. O inconsequente e leviano também? Vigilância! Bom senso! Não nos deixemos seduzir por tolices. A cada um será dado segundo as suas obras. A afirmativa é do Cristo. Vamos convir assim que os que na Terra dilapidaram o tesouro do corpo, se encontrarão no mundo espiritual doentes, necessitados de auxílio, confusos. Seres que necessitarão da Misericórdia Divina. De tempo para se equilibrarem. Nenhuma chance imediata de se tornarem anjos da guarda ou Espíritos guias. Falando das penas e recompensas, os Espíritos asseveraram: a felicidade dos Espíritos é sempre proporcional à sua elevação. Para os que delinquiram no mundo, as penas proporcionais: o avarento fica às voltas com coisas materiais, que já não pode gozar. O devasso com as orgias de que ainda deseja participar. O orgulhoso inveja as honras que não mais recebe. Enfim, cada um vive no mundo espiritual o que viveu na Terra. A morte a ninguém transforma. Seres angélicos só os que na carne serviram no bem, doaram-se e realizaram o que era bom. Os que cultivaram o belo, continuarão a fazê-lo. Os que criaram o desequilíbrio, a desarmonia, prosseguirão a fazê-lo. Um dia despertarão. Nesse dia, iniciarão seu curso para o reequilíbrio, que é sempre lento. Afinal, a natureza não dá saltos, não há varinha mágica para transformar um mau em bom, altruísta, benevolente. 
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Em 1969, o Espírito Irmão X entrevistou o Espírito de Marilyn Monroe. Ela morreu por ingestão de pílulas. Suicídio indireto, pois não buscava a morte. Só desejava dormir um pouco. Acerca dos seus planos para o futuro, falou: À condição de doente, quero melhorar. Em seguida, como aluna no educandário da vida, preciso repetir as lições e provas em que fali... Por agora, não devo e nem posso ter outro objetivo que reencarnar, lutar, sofrer e reaprender. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 1, do livro Estante da vida, pelo Espírito Irmão X, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB e no cap. 2, pt. 4, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB. Em 7.11.2013.

sábado, 10 de setembro de 2016

COMUNICAÇÃO CONSTANTE

Gibran Khalil Gibran
No seu livro O profeta, Gibran Khalil Gibran fala da prece com grande propriedade: Vós rezais nas vossas aflições e necessidades; se pudésseis rezar também na plenitude de vossa alegria e nos dias de abundância... Pois que é a oração senão a expansão de vosso ser no éter vivente? E se vos dá conforto exalar vossas trevas no espaço, maior conforto sentireis quando exalardes a aurora de vosso coração. E se não podeis reter as lágrimas quando vossa alma vos chama para orar, ela vos deveria esporear repetidamente, embora chorando, até que aprendêsseis a orar com alegria. São considerações bastante oportunas. Estamos acostumados a utilizar a prece apenas como um último e desesperado recurso. Quando não se sabe mais o que fazer, a quem mais pedir socorro, suplica-se ao Pai por auxílio. Mas será essa a única função da prece? Ligar o homem a Deus em momentos de desesperança e de sofrimento? É claro que não. Por meio da prece entramos em sintonia com Deus e com os Espíritos Superiores que nos tutelam e acompanham na jornada terrestre. Esse contato é uma forma eficiente de comunicação em qualquer circunstância. Pedir, apenas, é uma maneira muito infantil de manter-se em contato com a Espiritualidade Superior. Agindo assim, comportamo-nos como aquela criança que apenas se lembra dos pais quando se fere e se encontra em dificuldades. Daí sai correndo, choramingando e pula, entre soluços, no colo dos pais em busca de consolo e de solução fácil e rápida para suas dores. Ainda somos crianças para Deus. Crianças que choram diante das contrariedades e que tentam barganhar vantagens por meio da prece. Pedimos ao Pai coisas absurdas e que em nada contribuiriam efetivamente para nossa felicidade. Queremos que nossas vidas sejam para sempre um mar de rosas, repletas de dias ensolarados e de prazeres constantes e renovados. Muitos pensam em Deus e lembram-se de orar apenas em momentos de sofrimento. Quando o vento frio do sofrimento, aliado à chuva da desdita nos toca o rosto de forma inclemente, aí então buscamos o colo do Pai, orando humildemente. Até então, corríamos felizes e despreocupados pelos vales floridos da vida, acreditando sermos capazes de realizar tudo e qualquer coisa sozinhos. Quando tudo está bem, imaginamos que a dor não nos tocará jamais. Por isso, displicentes, não estabelecemos contato com o Pai, pela prece. Esquecemos de agradecer pelo bem que usufruímos e pelas dádivas numerosas que nos são ofertadas diária e constantemente. Crianças que se creem autossuficientes. Seres que ainda precisarão da dor a tocar-lhes as fibras mais sutis da alma para se darem conta de sua pequenez e de quanto, ainda e sempre, necessitarão do amor e da bondade do Pai. 
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Faça da prece um meio de comunicação constante com o Criador. Não são necessários versos decorados, nem fórmulas especiais para estabelecer esse contato. É preciso apenas a vontade sincera e a concentração do pensamento no bem, para que a sintonia se realize. O Pai está sempre em contato conosco. Compete-nos perceber Sua presença e permitir-nos dividir com Ele todos os nossos momentos. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. A prece, do livro O profeta de Gibran Kalil Gibran, ed..Acigi. Em 14.09.2009.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

COM QUEM ESTÁ A SUA FELICIDADE?

Maria da Graça C.
 Mendonça
Quantos passamos a vida inteira colocando a nossa felicidade nas mãos, ou nos ombros dos outros. Quantos deixamos de viver a vida com a intensidade que ela nos pede, por declinarmos de nós mesmos. Quantos nos apresentamos tristes por acharmos que os demais não nos deixam viver com a alegria que dizemos desejar. Não paramos para refletir que nossa vida é de nossa responsabilidade. Não nos dispomos a construir em nós aquilo que desejamos. Não nos conhecemos devidamente, ou não nos enxergamos com as possibilidades que temos introjetadas em nosso ser. Esquecemos ou ignoramos que somos senhores de nossos destinos. Esquecemos ou ignoramos que trazemos em nós as sementes de todos os valores que necessitamos desenvolver, para sermos felizes. Não confiamos nas palavras do Mestre Jesus, quando declarou que somos filhos de Deus. Não valorizamos as afirmações do Mestre de que somos luz. Temos adormecido em nosso íntimo o germe de todas as virtudes, e só depende de nós permitirmos que desabroche. 
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Quando alguém perguntou à Manoela se seu marido a fazia feliz, ela respondeu de forma negativa. O marido, presente, corou e desejou sumir da presença dos demais. Mas, logo, ela completou sua resposta, dizendo que fazia questão que sua felicidade não pesasse a ninguém. Que ela era dona dessa possibilidade, e que somente ela poderia se fazer feliz ou infeliz. Todos ficaram na expectativa do prosseguimento das ideias. Tranquilamente, ela explicou que a decisão de ser ou não ser feliz, cabe a cada um de nós. Posso ser feliz, dizia, mesmo não aceitando, de forma plena, as ideias de meu marido, meu patrão ou meu filho. Mesmo que eles contrariem a minha vontade. Se minha felicidade dependesse dos outros, eu teria sérios problemas, porque tudo muda: as pessoas, o clima, o chefe, a saúde... Por isso assumi a atitude de não depender do humor ou da boa vontade dos demais, para me sentir feliz. Felicidade é uma construção que fazemos de dentro para fora. Se desejo ser feliz, devo começar me sentindo feliz interiormente, comigo mesma. Daí a decisão de jamais colocar a minha felicidade em ombros alheios.
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Como é importante buscarmos raciocinar sobre as realidades e necessidades de nossa vida. Somos seres individuais e, portanto, não nascemos associados a ninguém. Mesmo quando gêmeos idênticos, podemos aparentar similitudes no corpo físico, mas somos Espíritos únicos. Cada um de nós caminha sob as injunções de seu livre-arbítrio, o que determina escolhas, caminhos, disposições próprias. Somos os construtores de nossa felicidade ou infelicidade, dependendo das escolhas que fazemos a cada segundo. Por isso: sejamos felizes, mesmo que faça calor, mesmo que estejamos doentes, mesmo que não tenhamos dinheiro, mesmo que alguém tenha nos machucado, mesmo que alguém não nos ame, ou não nos dê valor. Ser feliz só depende de nós, de cada um de nós. 
Redação do Momento Espírita, com base no texto Ser feliz, de Maria da Graça C. Mendonça. Em 5.9.2015.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

COMPROMISSO PESSOAL

RAUL TEIXEIRA
Todos nós deveríamos ter e manter compromisso, que é o de aproveitar todo o tempo que tivermos para nosso crescimento moral e intelectual. Esse crescimento é essencial. O restante será consequência do esforço que fizermos nessas direções. No entanto, imenso número de seres humanos acomoda-se em posições mentais limitadas, nas quais ficam, literalmente, aprisionados. Muita gente repete constantemente que não sabe dirigir um veículo, que não sabe cozinhar, que não sabe tocar um instrumento musical. Outros dizem não conseguir aprender essa ou aquela matéria escolar, e ficam felizes apenas por serem aprovados, não se importando se o conhecimento real foi quase nulo. Um agigantado número de cidadãos não se interessa pela própria língua pátria, cometendo erros básicos com a maior naturalidade, com a justificativa de que o importante é se comunicar. O estranho é que muitas dessas pessoas não fazem o menor esforço para mudar esse quadro, paralisadas nas suas dificuldades ou mesmo na sua preguiça. Há, ainda, os que fazem promessas de voltar à escola quando se aposentarem, sem saber sequer se chegarão a tal, ou, se terão saúde. É apenas outra maneira de ficar no comodismo. A vida é rica em oportunidades para qualquer um, sem distinção de raças, condição sócioeconômica, ou país em que vive. Por certo as oportunidades serão diferentes porque diferentes são os estados evolutivos de cada um. A mente humana é maravilhosa, com enorme capacidade de aprendizado, sendo o mais perfeito computador que a natureza poderia produzir. É muito importante para o progresso individual, e para a auto-valorização, que se busque aprender tudo de valor que estiver ao alcance, ao longo de toda a vida. Nunca é tarde para voltar a estudar uma matéria que não foi adequadamente aprendida; ou para reiniciar, com afinco, o estudo de algo que nos pareça intransponível, na busca da auto-superação. Nunca é tarde para iniciar o hábito da boa leitura que, além de cultura, nos ensina, de maneira prazerosa, a língua pátria. Desenvolva o interesse por bons filmes, por teatro, por boa música. Mantenha-se curioso e de mente aberta, como você era quando criança, servindo até mesmo de exemplo para familiares e amigos. Não esqueça de que tudo o que aprendemos hoje, nos servirá de base para o aprendizado no futuro, pois o conhecimento é cumulativo. Somente com a consciência de que a rapidez com que evoluímos é uma decisão individual, cada um conseguirá progredir superando seus limites e valorizando esta bela jornada que é a vida. Não se desmereça, confie em si mesmo. Guarde com você estes ensinamentos: Ame ao próximo como a si mesmo e a Deus acima de todas as coisas. Instrua-se sempre. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 8 do livro Para uso diário, de Raul Teixeira, pelo Espírito Joanes, ed. Fráter. Em 09.04.2009.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

UM COMPROMISSO COM NOSSO PLANETA

Era início de tarde de um dia ensolarado. Após almoçar, Ana caminhava de volta ao trabalho, em seu trajeto diário, e cruzava uma praça. Há alguns meses a Prefeitura havia instalado, em uma das esquinas da praça, lixeiras para lixo reciclável, com cores e rótulos diferentes para metal, plástico, papel e vidro. Ana, que achara a iniciativa excelente, costumava, ao passar por ali, observar as pessoas ao utilizarem as lixeiras. Para sua tristeza, era comum que os transeuntes depositassem o lixo sem atenção e comumente de modo incorreto, mas nunca tivera coragem de abordar alguém. Isto lhe causava uma certa indignação, e costumava julgar que as pessoas, de maneira geral, não se importam com a natureza. Acostumada, desde criança, a separar os resíduos recicláveis, não admitia o descuido em casa. Afinal, pensava ela, temos um compromisso com nosso planeta. Nesse dia, ao se aproximar da esquina da praça, reparou em uma criança, com não mais que seis anos, que segurava uma lata de metal em uma mão, e, com a outra, segurava a mão da mãe que caminhava apressada. A criança soltou a mão da mãe e parou em frente às lixeiras, esforçando-se para ler os rótulos. A mãe seguiu mais alguns passos, parou e chamou a filha. A menina respondeu que precisava jogar a latinha no lugar certo, ao que a mãe retrucou: 
-Tanto faz, jogue em qualquer uma, pelo menos não está jogando na rua. Apresse-se! 
A garotinha não se intimidou. Respondeu que a professora dissera, na escola, que separar o lixo é importante para quem trabalha com ele e para ajudar a natureza. Dirigiu-se então para a lixeira correta e colocou a lata. Em seguida, com um sorriso nos lábios, correu para junto da mãe que já estava se afastando. Ana havia parado e observara a cena sorrindo. Emocionou-se ao ver aquela criança tão pequena agindo tão corretamente e servindo de lição para a mãe. Pensou que é possível, sim, modificar as pessoas pela educação. Chegando ao trabalho, resolveu vistoriar as lixeiras que ela mandara instalar, de cores diferentes, com rótulos específicos e percebeu resíduos dispensados incorretamente. Parou para pensar: 
-Havia instruído corretamente seus funcionários? 
Dirigiu-se ao computador e buscou, em um site da Prefeitura, as corretas indicações para a separação. Fez um resumo e imprimiu algumas cópias. Marcou uma reunião com o turno da tarde e outro com o turno da manhã. Para sua surpresa, os funcionários interessaram-se muito pelo assunto, e ela descobriu que eles careciam de conhecimentos detalhados sobre a correta separação. Feliz, Ana discorreu sobre todos os itens, de forma detalhada. O assunto se estendeu até para cuidados com o lixo doméstico e sobre como evitar desperdícios. A zeladora prometeu vistoriar as lixeiras. Alguns dias mais tarde, ao lembrar do fato, Ana concluiu que, apesar de pensar estar fazendo sua parte, na verdade, pôde fazer muito mais. E sentiu-se profundamente feliz e grata àquela pequena criança anônima. 
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A Terra nos acolhe e permite a maravilhosa oportunidade de viver. Temos para com ela, bem como para com as gerações futuras, o compromisso de preservá-la, em agradecimento à maravilhosa obra de Deus, da qual somos parte fundamental Pense nisso! E faça sua parte você também!! 
Redação do Momento Espírita baseada em fato. Em 03.07.2009.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

COMPROMISSO COM A CONSCIÊNCIA

Você certamente já leu ou ouviu, algum dia, a notícia de roubo, incêndio, naufrágio ou explosão de algum bem móvel ou imóvel que pertencia a alguém, não é mesmo? No entanto, ninguém jamais ouviu ou leu uma manchete com os dizeres: 
Foi roubada a coragem dessa ou daquela pessoa. Foi extraviada grande porção de otimismo.Quem a encontrar favor devolver no endereço citado. 
Ou então:
Incêndio consumiu toda a fidelidade de Fulano ou Naufragou a honestidade de Beltrano. 
Enfim, nunca se ouve falar que as virtudes de alguém tenham sofrido assaltos ou outro dano qualquer. Todavia, isso acontece diariamente quando as negociatas indignas põem por terra a honestidade e a honradez deste ou daquele cidadão, que sucumbe ante grandes quantias em dinheiro ou favorecimentos de toda ordem. No entanto, as virtudes que se deixam arrastar por interesses próprios, não são virtudes efetivas, são ensaios de virtudes. Quem verdadeiramente conquista uma virtude, jamais a perde. Contou-nos um amigo, jovem advogado que labora num órgão público que, em certa ocasião, estava com uma pilha de processos sobre a mesa, quando seu superior entrou na sala, tomou dois daqueles processos e pôs de lado, dizendo-lhe: 
-Quero que você arquive estes processos. 
O advogado perguntou por que razão deveria arquivá-los e o diretor respondeu simplesmente: 
-Porque os acusados são meus amigos e me pediram esse favor.
O moço, que tinha compromisso sério com a própria consciência, fez com que os processos seguissem seu curso, sem interferir. Tempos depois, os acusados tiveram que arcar com as custas do processo e indenizar vários cidadãos, aos quais haviam prejudicado de alguma forma. Quando questionado por seu superior sobre o ocorrido, o advogado argumentou que o fato de os acusados serem seus amigos não era suficiente para isentá-los da responsabilidade de seus atos. Se o jovem advogado não tivesse firmeza de caráter poderia ter dado ocasião a que fosse registrada em sua ficha espiritual a seguinte anotação: 
-Este Espírito sofreu, em tal data, um assalto da corrupção e da prepotência e teve seus bens mais preciosos, que são a fidelidade e a honestidade, roubados. Felizmente isso não aconteceu. 
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Toda vez que permitimos que nosso patrimônio ético-moral seja comprado ou roubado, ficamos mais pobres espiritualmente. Quando aplaudimos a corrupção e a ganância dos outros, somos coniventes com essas misérias morais, e empobrecemos. Pense nisso, e considere que vale a pena preservar esse bem tão valioso que é o seu patrimônio moral. 
Redação do Momento Espírita, com base em fato. Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep. Em 31.01.2010.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

COMPROMETIMENTO

Se quando a nota musical fosse convocada pelo artista para uma composição, ela dissesse: 
-Não é uma nota que faz a música, não nasceriam sinfonias e o homem jamais poderia se extasiar com a música que lhe enche os ouvidos e a alma. 
Se quando a palavra fosse convidada a ser escrita, ela dissesse: 
-Não é uma palavra que faz uma página, não existiriam livros, que beneficiam tantas vidas. 
Se quando o construtor buscasse a pedra, ela dissesse: 
-Não há pedra que possa montar uma parede, não haveria casas, edifícios, construções tão espetaculares, que parecem desafiar o homem. 
Se quando a gota caísse sobre a terra, dissesse: 
-Uma gota d’água não faz um rio, não haveria rios, lagos, mares e oceanos. 
Se nas mãos do semeador, o grão dissesse: 
-Não é um grão que semeia um campo, não haveria colheitas abundantes e messes fartas. 
Se o homem simplesmente considerar que não é um gesto de amor que pode salvar a Humanidade, jamais haverá justiça, paz, dignidade e felicidade na Terra. 
Assim como as sinfonias precisam de cada nota, assim como o livro precisa de cada palavra, não sendo nenhuma dispensável; assim como as construções precisam de cada pedra no seu exato lugar; assim como os rios, lagos, mares e oceanos precisam de cada gota d’água; assim como a colheita precisa de cada grão, a Humanidade precisa de você. 
Exatamente! De você! Onde estiver, único e, portanto, insubstituível. E Deus conta com sua participação ativa nesta sinfonia espetacular que é a vida, para tocar com sua harmonia, a musicalidade da sua voz, os corações aflitos e lhes acalmar as dores. Deus conta com sua palavra de bom ânimo e encorajamento para erguer os caídos nas estradas do desespero. Deus conta com as pedras da sua construção ativa nas boas obras para que muitos dos Seus filhos não morram de fome, nem padeçam frio, nas estreitas vielas da amargura e do abandono. Deus conta com a gota d’água da sua boa vontade para modificar os painéis de sofrimento nas estradas por onde seguem os seus pés. Deus conta com o grão especial da sua paciência para semear a serenidade, no campo das lutas diárias dos homens que ainda não descobriram que suas vidas devem ser muito mais do que simplesmente dominar o mercado financeiro, vencer os adversários em um jogo ou ganhar na cotação da Bolsa de Valores. Deus conta com o seu gesto de amor, onde esteja, para falar e agir com justiça, para semear a paz, para viver com dignidade e mostrar que é possível, sim, ser feliz na Terra, ainda hoje. Porque a maior felicidade consiste em saber descobrir a felicidade nos olhos da gratidão alheia, na prece infantil que brota da alma da criança a quem ensinamos a buscar Deus; nas mãos envelhecidas no trabalho que buscam as nossas para um aperto silencioso, significativo, sincero. 
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O mundo precisa do nosso comprometimento para ser o mundo que todos queremos, desejamos e aguardamos. Não esperemos pelos outros. Distribuamos hoje, agora, a nossa nota de esperança, a nossa palavra de fé, a nossa gota de amor, nosso grão de solidariedade. O mundo espera. As criaturas precisam e Deus conta conosco. 
Redação do Momento Espírita, com base em artigo de autoria ignorada. Em 26.2.2013.