domingo, 7 de fevereiro de 2016

OS BONS SÃO MAIORIA

Allan Kardec
Uma campanha de marketing nacional trouxe uma verdade bela e esperançosa. Espalhados pelas cidades, vários outdoors revelavam alguns dados estatísticos muito interessantes. Eis alguns deles: Para cada pessoa dizendo que tudo vai piorar, existem cem casais planejando ter filhos. Para cada corrupto existem oito mil doadores de sangue. Enquanto alguns destroem o meio ambiente, 98% das latinhas de alumínio já são recicladas no Brasil. Para cada tanque fabricado no mundo, são feitos cento e trinta e um mil bichos de pelúcia. Na Internet, a palavra amor tem mais resultados do que a palavra medo. Para cada muro que existe no mundo, se colocam duzentos mil tapetes escritos "bem-vindo". Enquanto um cientista desenha uma nova arma, há um milhão de mães fazendo pastéis de chocolate. Existem razões para acreditar. Os bons são maioria.
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Estamos precisando de visão otimista e positiva como esta em nosso mundo. Aqueles que desejam ver o mundo em pânico e se alimentam de notícias ruins - pois dizem que são essas que vendem - não podem mais controlar nossos sentimentos. Nós, como consumidores de notícias, de informações, devemos mostrar que desejamos também ver o lado bom do mundo, da vida, das pessoas. Se analisarmos qualquer noticiário, seja local ou nacional, iremos ainda perceber a grande dominação das notícias ruins, como se o mundo estivesse vivendo o caos absoluto. Não é bem assim. Muito de bom está sendo feito no mesmo instante em que ocorrem assassinatos, acidentes, crises políticas, etc. O bem está sendo construído no mundo, sim, mesmo os pessimistas e terroristas de plantão dizendo que não ou mesmo se negando a ver. O que acontece é que, muitas vezes, os bons ainda são tímidos e receosos. Isso os impede de se sobrepor aos maus bulhentos e arrojados. Allan Kardec, em O livro dos Espíritos, questiona, no item 932: Por que, no mundo, os maus têm geralmente maior influência sobre os bons? Eis a resposta que obteve dos Espíritos: É pela fraqueza dos bons. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes últimos quiserem, dominarão. Permaneçamos refletindo sobre esta última afirmação: 
-Quando os bons quiserem, dominarão. 
Reflitamos qual nosso papel nesta mudança. O que posso fazer para ter parte nesta dominação pacífica e definitiva do bem na face da Terra. Permitamos que nossos gestos de amor ganhem o mundo e mostrem à sombra que seus dias de dominação estão contados. Raia o sol de uma Nova Era. O tempo do amor finalmente chegou. Façamos parte desta transformação de alegria que tomará conta do orbe. Amemos mais. Participemos mais. Sorriamos mais. 
Redação do Momento Espírita com citação do item 932 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 03.11.2011.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

OS BONS MORREM CEDO

MADRE TEREZA E CHICO XAVIER
Quando morre alguém, cuja reputação é de bondade e desprendimento, ouve-se muitos lamentos. Frases como: Que pena, era tão bom!, somam-se a outras do tipo: Os bons vão primeiro. Os bons Deus deseja para si. Os maus ficam por aqui mesmo. Se morre um vizinho a quem estimamos, exclamamos: Por que ele? Antes fosse Fulano, que é tão perverso. Quando uma personalidade, cujo conceito é de maldade, até crueldade, escapa de um perigo, de um atentado, logo falamos: Se fosse um homem de bem teria morrido. Reflexionemos a respeito dessas nossas reações. Será possível que Deus se engane em Suas deliberações? Será verdadeiro que os bons morrem antes, permanecendo os maus para prosseguirem sua escalada de desatinos? Basta uma breve observação e logo descobriremos que isso não é real. Se assim fosse, convenhamos, o Mundo estaria bem pior. Ademais, todos os dias morrem pessoas jovens, que se permitiram abraçar pela droga ou se acumpliciaram com a imprudência, desaparecendo em acidentes diversos. Quantas vezes já ouvimos as notícias da morte de astros e estrelas, no auge da juventude, da madureza e da fama? Ao lado deles morrem sim, todos os dias, seres anônimos, bons e maus. Estudiosos, dedicados, arrimos de família ou simplesmente criaturas que nada contribuíram para a felicidade de quem quer que seja, antes pela infelicidade. Em verdade, salvo os casos de suicídio direto ou indireto, ninguém morre antes do tempo programado. Aquele que parte concluiu a sua tarefa, enquanto o que permanece, por vezes, mal a iniciou. É coerente que o primeiro se liberte e o segundo prossiga na carne. Se um prisioneiro cumpriu toda sua pena, justo que possa gozar da liberdade. E para o Espírito, a verdadeira liberdade consiste no rompimento dos laços que o prendem ao corpo. Quando são pessoas do nosso convívio afetivo, normalmente, as vemos como as melhores do Mundo, sem defeito algum. Por isso, quando se vão para o outro lado da vida, achamos que foram antes do tempo. Entretanto, a Justiça de Deus jamais falha e tudo está correto. É assim que temos sempre entre nós Espíritos dedicados. Lembramos do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Serviu a Humanidade, sendo o medianeiro dos Espíritos. Corações de pais, esposos, irmãos, amigos, namorados foram consolados pelas mensagens dos seus amores. Mensagens vindas através das mãos da sua mediunidade. Madre Teresa de Calcutá morreu aos 87 anos de idade. Desde a juventude dedicou-se aos pobres mais pobres, espalhando suas Casas de Caridade pelo Mundo afora. Como eles, outras tantas vidas envelhecem no Mundo servindo ao semelhante. Habituemo-nos a não censurar o que não podemos compreender. Muitas vezes, o que nos parece um mal é um bem. E somente as nossas faculdades limitadas não nos permitem perceber. 
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Francisco Cândido Xavier psicografou mais de quatro centenas de livros. Esses livros, publicados e republicados, em vários idiomas, continuam consolando, esclarecendo, alevantando vidas. Madre Teresa de Calcutá deixou um legado de amor, no Mundo, com suas Casas de Caridade espalhadas por quase todos os países. Tiveram longos anos na Terra. Mensageiros de Deus, espalharam o bem que vivenciaram todos os dias. 
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 17, ed. Fep. Em 03.11.2010.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

UM BOM SENTIMENTO NO CORAÇÃO

Rev. Gordon Hinckley
Dois meninos caminhavam ao longo de uma estrada, que se estendia através de um campo. À beira do caminho viram um casaco velho e um par de sapatos surrados. Ao longe vislumbraram o dono que trabalhava naquele campo. O rapaz mais novo sugeriu que eles escondessem os sapatos, se escondessem eles mesmos, e ficassem ali observando a expressão de surpresa do dono, quando retornasse. O menino mais velho achou que isso não seria tão bom. Ele disse que, pelo aspecto da roupa e dos sapatos, o dono deveria ser um homem muito pobre. Então, depois de falarem sobre o assunto, por sua sugestão, concluíram que tentariam outra experiência: ao invés de esconder os sapatos, iriam colocar uma moeda de prata em cada um, e observar o que o dono faria quando descobrisse o dinheiro. E foi o que fizeram. Logo, o homem regressou do local onde trabalhava, colocou seu casaco, calçou um pé em um sapato, sentiu algo duro, levou-o para fora e encontrou um dólar de prata. Maravilha e surpresa brilharam em seu rosto. Ele olhou para a moeda uma vez e outra vez, virou-se e não conseguiu ver ninguém ali por perto. Em seguida, calçou o outro sapato. Para seu grande espanto, encontrou outra moeda de prata. Ele começou a chorar, ali, sentado sobre o campo. Em seguida ajoelhou-se, e ofereceu em voz alta uma oração de agradecimento, na qual falou de sua esposa que estava doente e sem esperança, e sobre seus filhos, indefesos, sem comida. Fervorosamente, agradeceu a Deus por essa graça, vinda de mãos desconhecidas, e evocou as bênçãos dos céus sobre aqueles que lhe deram a ajuda de que precisava. Os meninos permaneceram escondidos até ele ir embora. Haviam presenciado toda a cena. Eles tinham sido tocados por sua oração, e sentiram um calor dentro de seus corações. Enquanto saíam a pé pela estrada, disse um ao outro: Então, realmente, você não tem um bom sentimento no coração? 
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Haverá dia em que todos nós, sem exceção, entenderemos porque há apenas um caminho, o caminho do bem. Haverá dia em que apenas esse tipo de felicidade interior irá nos saciar, em que não mais buscaremos preencher os vazios da alma de outras formas. Haverá dia em que compreenderemos Jesus e Sua mensagem maior, resumida no amor, simplesmente no amor: a Deus, ao próximo e a nós mesmos. Enquanto esse dia não chega cabe-nos realizar as pequenas conquistas, dar os primeiros passos, viver as primeiras felicidades autênticas possíveis na Terra. Percebamos em nosso coração o sentimento que predomina quando podemos ser úteis a alguém, quando, de alguma forma, significamos algo na vida de outra pessoa. Analisemos esse sentimento, tentemos compreender de onde ele vem, tentemos compreender de onde vem a alegria de ouvir um Você é muito importante para mim. O amor já está na Terra há muito tempo. Não é segredo para ninguém. Não é propriedade dos sábios, dos doutos. Ele está aí, esperando por mim, esperando por você, esperando por nós. 
Redação do Momento Espírita, com base em trecho do discurso Lições que aprendi quando menino, do Rev. Gordon Hinckley, encontrado no site www.lds.org Em 11.11.2014

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

BOM SENSO E LIBERDADE

Conta-se que dois homens caminhavam lado a lado. Um era jovem, trazia consigo os sinais da inexperiência. Tinha olhos vivos e atentos a tudo, como quem quer aspirar a vida em um só fôlego. Desejava modificar o mundo, revolucionar sua época, ensinar o muito que julgava saber. O outro trazia no semblante as marcas do tempo, já não queria tomar o mundo, contentava-se em aprender um pouco, aqui e ali, analisando, sereno, as experiências que a vida lhe apresentava. Tampouco desejava deixar suas marcas nos homens e nas coisas que o rodeavam. Não queria discípulos, nem seguidores e não pretendia modificar ninguém, a não ser a si próprio. Era cego de nascença. Porém, apesar de ter os olhos do corpo fechados, possuía abertos os da alma. Vinham em silêncio quando o jovem, surpreso, exclamou: 
-Uma pipa! Uma pipa no céu! 
-Por que está tão alegre em vê-la, ainda que distante? Perguntou o cego. 
-É que toda vez que vemos uma pipa, uma só ideia nos assalta a alma: a ideia da liberdade e, qual de nós não valoriza a possibilidade de sentir-se livre? Disse o jovem. 
-Liberdade? Questionou o homem. Estranho, para mim a pipa tem outro significado. 
-Outro significado? Como? Sabe o que é uma pipa? 
-Sim, meu amigo, eu sei o que é uma pipa, papagaio, pandorga, como queira chamar. Pois a imagem desse objeto me traz à mente a ideia de responsabilidade e bom-senso. 
-Não entendo... Disse o jovem. 
E o homem falou com sabedoria: 
-O exercício da liberdade é complexo e fundamental em nossas vidas. Todavia, como você pode perceber, a pipa tem uma liberdade muito relativa, graças ao fio no qual está presa. Por vezes, o desejo de liberdade nos faz ver as coisas de um ponto de vista muito acanhado e perdemos a noção de limites. Muitas pessoas acreditam ter liberdade ilimitada, mas estão presas ao chão pelos fios invisíveis dos vícios de toda ordem. Há aqueles que estão presos aos bens transitórios do mundo, como se fossem pássaros cativos em gaiolas de ouro. Há os que não conseguem romper com os fios do orgulho e do egoísmo, que os impedem de alçar o voo definitivo, rumo à liberdade. Os que não conseguem desatar os nós prejudiciais do desejo de posse sobre familiares e amigos, amargando séculos de infelicidade. Há aqueles que estão presos pelas correntes poderosas da prepotência, do preconceito, da ambição desmedida, dos desejos sexuais desenfreados. Dessa maneira, meu jovem, muitas vezes os olhos nos enganam. Não basta enxergar, é preciso ver além. É preciso perceber que sem romper com os vícios que nos prendem ao solo, a liberdade é impossível. Foi por essa razão que Jesus, o grande sábio da Humanidade afirmou: Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres. Conhecendo e reconhecendo a sua destinação Divina, a sua condição de filhos da luz, os homens farão esforços para cortar as amarras que os retêm em mundos inferiores, para alçar o voo definitivo da liberdade sem limites. Eis, meu filho, a minha maneira de ver o que significa realmente a liberdade. O jovem deu o braço ao cego, calou-se e, em silêncio, entregou-se a profundas reflexões. 
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 O limite da liberdade encontra-se inscrito na consciência de cada pessoa, através das Leis Divinas. Assim sendo, é dever de cada ser humano libertar-se do cárcere de sombra e dor, da prisão sem barras em que se mantém e desenvolver as asas de luz das virtudes que lhe possibilitarão o voo definitivo da liberdade sem limites. Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita com base em texto de autoria ignorada. Em 02.05.2011.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O BOM PASTOR

Era uma vez um casal de ateus que tinha uma filha menor. Os pais, por não acreditarem em Deus, nem em Jesus, jamais falaram sobre o assunto com a menina. Ela nunca havia visto nem ouvido nada que se referisse ao Sublime Galileu, o Bom Pastor. Numa noite de temporal, um raio caiu sobre a casa e fulminou os pais, diante dos olhos assustados da pequena, que tinha seis anos de idade. A menina não tinha nenhum parente ou amigo que a acolhesse e, por isso, foi encaminhada para a adoção. Em pouco tempo ela ganhou um novo lar. Sua mãe adotiva, por ser cristã dedicada, levou-a ao templo religioso para que a mocinha conhecesse as Leis de Deus e ouvisse falar de Jesus de Nazaré, o Mestre que veio à Terra para ensinar o caminho que conduz ao Pai. Antes de entregar a criança à evangelizadora, a mãe teve o cuidado de explicar que a menina jamais havia escutado falar de Jesus e que ela, por favor, tivesse paciência. O Natal estava próximo e, justo naquele dia, a aula seria sobre Jesus. A moça, após receber todas as crianças com muito carinho e fazer a prece inicial, projetou uma imagem de Jesus na tela e perguntou a todos: Alguém sabe quem é esta figura? A menina foi a primeira a levantar o braço e falar com alegria: Eu sei, eu sei, tia. Este é o homem que estava segurando na minha mão na noite em que meus pais morreram... 
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Jesus é o Amigo Invisível que nos sustenta nas horas mais difíceis da jornada. Como Bom Pastor, Ele conhece e vela por todas as Suas ovelhas, independente de credo ou religião. Estrela de primeira grandeza, pode abarcar com Seu olhar de luz toda a Humanidade e balsamizar com Seu amor as dores mais cruéis. Divino Amigo, está sempre atento aos apelos mais secretos vindos de corações dilacerados. Médico das almas, socorre aos primeiros gemidos, todos aqueles que O buscam com sinceridade. Irmão Maior, sabe entender e tolerar a rebeldia dos irmãos menores. Mestre por excelência, não Se cansa de ensinar as lições nobres que nos libertarão da ignorância e nos conduzirão a mundos celestes, nas muitas moradas da casa do Pai, que Ele mesmo está preparando para todos nós. Companheiro dedicado, nunca abandona Seus irmãos matriculados na escola de redenção que se chama Terra. Alma abnegada, ama sem discriminar e perdoa sempre. Compreende a pequenez humana e releva as fraquezas dela decorrentes. Jesus é o farol sempre aceso a nortear os caminhos, do qual estamos a apenas uma oração de distância. 
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O amor de Jesus por Seus irmãos da Terra é tão grande que O fez sofrer a cruz injusta... 
Tolerar a dor... 
Relevar o desprezo... 
Dialogar com os presunçosos... 
Ensinar os interessados... 
Compreender os equivocados... 
E, por fim, colocar-Se como Bom Pastor dizendo: Tende bom ânimo! Eu estou aqui. Nunca estareis a sós. 
Redação do Momento Espírita. Em 15.10.2010.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O BOM E O RUIM

Ela era uma jovem talentosa e rica. Jamais conhecera dias ruins. Crescera entre os livros, a arte e as horas de lazer. Mas então decidiu deixar o lar paterno. Tinha sonhos grandiosos. Inscreveu-se em um curso em país europeu e partiu. Meses depois, surpreendeu a família informando que pretendia não mais retornar à casa. Identificava-se de tal forma com os costumes e a vida do país onde se encontrava, que se decidira por não retornar à terra natal. Conseguir emprego para se manter foi um desafio. Falando fluentemente o inglês e o alemão, venceu barreiras. Em uma tarde de passeio encontrou um rapaz, tão jovem quanto ela própria, e se apaixonou. O namoro durou alguns meses, depois veio o matrimônio. Ele era escocês e logo ela descobriu que eram muito diferentes. Ele manifestava atitudes que a magoavam profundamente. Ela se sentia só e infeliz. Idealizara uma vida serena, a dois, e tudo o que encontrava a cada dia eram problemas se somando a dificuldades. Recordou-se do aconchego materno e passou a telefonar para sua mãe, nas horas da madrugada, quando se sentia mais desesperada. 
-Não aguento mais, disse uma noite. 
-Que posso fazer, a tantas milhas de distância? 
Perguntava a mãe. Servindo-se de palavras doces, foi acalmando a filha. E, por fim, lhe disse: 
-Filha, apanhe um sabonete e escreva num espelho: 
-"Isso vai passar." Amanhã lhe telefonarei. 
-Quando a noite foi vencida pela madrugada ridente e as horas vespertinas se anunciaram, ela telefonou para a filha. Em prantos, a moça lhe disse: 
-Eu escrevi, mamãe, como você mandou. Mas não adiantou nada. Nada passou. 
Do outro lado da linha, a voz firme da mãe se fez ouvir: 
-Torne a apanhar o sabonete e embaixo da frase, escreva agora: 
-"O bom e o ruim." 
A filha não conseguiu entender muito bem o que a mãe lhe desejava dizer com aquilo, mas obedeceu. Então, quando o telefone tornou a tocar, na rica residência dos pais, a voz da filha estava mais calma:
-Eu entendi, mamãe. Entendi que devo analisar as coisas positivas, não somente ressaltar as questões ruins do meu casamento. Escrevi tudo o que de bom já vivi com John. Quando comecei a relacionar as coisas ruins, percebi que não eram tantas quanto supunha. Vou reformular minha vida. Vou tentar outra vez. Desejo ser feliz com ele. 
Aliviada, a mãe percebeu que alcançara o objetivo. A filha estava analisando fatos e opiniões. 
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Não existem na Terra casamentos perfeitos. Existem, sim, casamentos harmoniosos, porque o casal se empenha em amenizar as diferenças, preocupa-se em renunciar a meros pontos de vista. Tudo em prol da boa convivência. Não se cogita de anulação da personalidade de um ou outro, somente em ajuste de entendimento, com paciência e boa vontade. Mesmo porque, acima e além de tudo, existe o amor. E o amor é capaz de superar diferenças. Promover a paz e solidificar a união. 
Redação do Momento Espírita, com base em história real. Em 05.04.2010.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

BOM DIA

RAUL TEIXEIRA
Ao iniciar-se um novo período de tempo, em que o Criador lhe permite despertar para agir no bem, é importante meditar sobre a bênção deste dia, na construção da alegria e da paz tão almejadas. Não se importe se o dia amanheceu nublado ou chuvoso, ensolarado ou borrascoso; não se preocupe se o clima está frio ou se o calor promete castigar. Erga-se e ore, agradecendo a Deus o fato de ter você aberto os olhos no corpo físico, para um novo dia... Ele é ensejo de realizações positivas, de progresso para você. Não se impaciente por se dar conta de que, no dia de hoje, você guarda bem pouco ou nenhum dinheiro para suas necessidades comuns. Pense que está com saúde, e que o trabalho, por mais simples, é a feliz oportunidade que a pessoa recebe de Deus para modificar a vida. Seja carpindo o solo ou recolhendo o lixo, preservando a higiene; seja lavando uma roupa ou conduzindo fardos, qualquer que seja o serviço, agradeça ao Senhor, seguindo adiante. Procure não se infelicitar se acordou febril, debilitado, doente. Você mantém a lucidez, pode pensar, pode agir. Busque o socorro de alguém, se não puder cuidar-se só. Não despreze a prece com que você pedirá o auxílio divino diante do seu desequilíbrio orgânico. O auxílio virá. Espere, agindo. Seja como for, você tem hoje nas mãos os mais valiosos recursos para ser feliz, dentro do quadro das suas provações e merecimentos. Não se entregue à revolta, ao rancor, à mágoa, ao desalento. Seu dia deve ser um dia lindo; seu tempo deve ser abençoado. Enquanto é hoje, seja amigo de alguém, leal e prestativo. Enquanto é hoje, liberte-se dos vícios que o aprisionam, fiel ao bem, decidido. Enquanto é hoje, cresça um pouco mais, vinculado a Jesus Cristo, a fim de que consiga viver um bom dia, em cada dia que passe por você. Vivendo bem o seu dia, você se estará preparando para o formoso dia sem nuvem, sem tormenta, sem noite, que o Criador a todos nos oferece, após superados os tempos terrestres, educando-nos e valorizando as horas, com disposição e coragem, com grandeza d'alma.
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Enquanto puder escutar ou perceber a palavra hoje, com a audição ou com a reflexão, no campo fisiológico, valha-se do tempo para registrar as sugestões divinas e concretizá-las em sua marcha. Redação do Momento Espírita, com base no cap. 31 do livro Nossas riquezas maiores, por Espíritos diversos, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter. Disponível no CD Momento Espírita, v. 2, ed. Fep. Em 13.04.2009.