quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

FILHOS SÃO COMO NAVIOS....

Ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS. Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto aos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras.
Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além das materiais, estará no interior de cada um:
A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais também pensam que sejam o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar a dentro e encontrar o seu próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, este porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que na bagagem devem levar VALORES herdados como:
HUMILDADE, HUMANIDADE,HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL A BUSCAR E TER A CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram.Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram,de seu porto, e, como os navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras.
Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que:
"QUEM AMA EDUCA". 
"COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS".

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

ADOLESCENTES ANTES DA HORA

Namorar, ficar, pedir para sair com a galera, tudo está programado para depois dos quatorze anos, imagina-se. Mas, pequenos a partir dos oito anos já estão assustando os adultos com atitudes que deveriam ser de adolescentes com mais de quinze anos.
Sempre há quem aplauda e ache bonito que as crianças cresçam rápido. Afinal, estamos no Terceiro Milênio, a era da informática e da aldeia global.
Contudo, tudo isso faz muito mal. Para os adultos e para as crianças. É que elas começam a atropelar seu compasso de amadurecimento, ao qual até já se deu um nome: síndrome da adolescência precoce.
É síndrome porque não é uma adolescência de fato. Até em torno dos onze anos de idade, os pequenos não têm a devida estrutura psíquica para processar emoções que surgem em situações complexas vividas pelos maiores.
Um beijo sensual, uma tragada, um gole de bebida alcoólica ricocheteia no corpo e não encontra lugar para se encaixar. Não dá prazer. Só faz com que eles se achem importantes.
Mas sem prazer no que fazem, sem dar conta do que estão sentindo, acabam desgastados e sobrecarregados. Abre-se o caminho para a depressão e a agressividade.
Tentando ser o que não podem, correm o risco de ficar sem nenhum lugar. É por isso que a atitude dos pais se faz muito importante.
Dos seis aos onze anos é a fase em que a criançada tem tudo para ser tranquila, não rebelde.
É a hora de copiar os pais, de se pentear, se vestir, andar e falar como eles. É a fase em que os meninos grudam nos pais e as meninas são a sombra das mães.
Isso contribui para que se definam como masculino e feminino. Cabe aos pais auxiliar os seus filhos nessa fase.
Sua tarefa é assumir o lugar de importância máxima para seus imitadores e admiradores. Devem falar de si, das suas atividades, o que fazem, o que sentem. Ensinar a sentir.
E, naturalmente, dar limites. Só pode ser referência para uma criança, quem cuida dela. E só quem coloca limites realmente cuida.
É assim que se mostra aos pequenos o valor real no mundo. O valor de quem merece ser cuidado e que tem um duro trabalho de amadurecimento para realizar, em seu tempo certo.
Sem essa posição, sem essa ajuda, as crianças ficam à mercê de comportamentos ilusórios e com a falsa impressão de que só serão bons se forem como os grandes, mesmo que esses apenas pareçam ser grandes.
Vão se sentir inferiores e fazer tudo para parecer crescidos, a fim de acompanhar os demais. Poderão ficar ousados ou poderão ficar com aquela impressão amarga de que estão perdendo todo seu tempo, que a juventude lhes está escorrendo através dos dedos, enquanto os outros estão, sim, gozando a vida.
*   *   *
A tarefa da educação começa no berço, e não mais tarde. A criança e o adolescente, embora possam parecer ingênuos, puros, quase nunca o são.
Podem trazer experiências nem sempre positivas de existências anteriores. Em razão disso, é indispensável a educação, no seu sentido mais amplo e profundo, a fim de que adquiram valores verdadeiros, reais, superando as dificuldades.
Para esse nobre objetivo são indispensáveis o amor, o conhecimento e a disciplina. Somente assim, serão gravadas nessas almas, que estão reescrevendo a própria história, as lições que as deverão acompanhar para sempre.
Redação do Momento Espírita, com base na Apresentação, do livro Adolescência e vida,  pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL  e no artigo Adolescentes antes da hora, de Ivan Capelatto e Ângela Minatti, do jornal Gazeta do Povo,  de 8.8.1999.Em 9.9.2014.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

ADOLESCÊNCIA

A adolescência é a fase da vida entre a infância e a juventude.
A época se caracteriza por muitas mudanças físicas e psicológicas. Transformações internas e externas.
A menina se vê transformada em mulher, o menino percebe a barba a despontar, aparecem os pelos pelo corpo, a voz engrossa.
Em ambos os sexos, uma intensa atividade glandular, hormonal. Acentua-se a imitação e o grupo de amigos tende a crescer em importância.
A parte intelectiva se apresenta notável. A parte afetiva muito contraditória.
O adolescente apresenta insegurança. Às vezes se mostra com ar de superioridade para os adultos, de outras, com total dependência.
São anos difíceis para os jovens e também para os pais, em especial àqueles que na infância não disciplinaram o filho para receber alguns não.
É comum adolescentes de dezesseis anos, mesmo sem carteira de habilitação, serem vistos a dirigir seu próprio automóvel. Exigem que o pai lhes dê tudo o que desejam.
É a roupa da moda, os cd's em evidência, carro, moto, combustível. Vivem a irrealidade. O que pedem, conseguem.
Não importa que para isso os pais necessitem redobrar as horas de trabalho profissional ou se privem de alguns desejos e vontades.
E, ocorre que, se o adolescente for habituado a ter tudo que solicita, terá dificuldades na escola. Dificilmente aceitará uma nota mais baixa, uma reprimenda.
Se uma menina não lhe corresponder ao anseio afetivo, registrará ele muita dificuldade para tal aceitar.
Os pais normalmente alegam que o desrespeito, a irreverência, os abusos são da idade, que logo passa, que é a fase crítica, esquecidos de que a educação e a disciplina são de suma importância.
Adolescentes que saem para os programas com amigos, sem horário específico de volta. Talvez pela madrugada. Quiçá embriagados. Alguns, para evitarem dissabores de faltar dinheiro na hora de pagar a conta, já dispõem do seu cartão de crédito. Naturalmente, debitado à conta do pai.
Desrespeito que vai ao ponto de dizerem aos pais que estão por fora, são caretas, não se cansam de pagar o mico.
Será esse o relacionamento com liberdade que se idealiza? Que seres estamos formando para a sociedade?
De um modo geral, essas situações ocorrem porque, desde a infância, a criança não teve limites, não foi educada.
*   *   *
É importante que no lar cada qual tenha sua tarefa a executar, a atender. Que desde cedo se ensine à criança que nem tudo lhe é permitido.
Que só quem se esforça e realiza a sua parte tem direitos adquiridos. Não é exatamente essa a relação entre trabalho, produtividade e salário?
Se estamos vivendo a fase dos filhos adolescentes e reconhecemos a falta de controle, não esperemos o amanhã.
Comecemos hoje a estabelecer as novas normas. Com certeza, se na infância não nos preocupamos em passar os valores do respeito, da responsabilidade, tudo será mais difícil.
Impossível não. O jovem é também suscetível, sensível e justo.
O melhor é começar com uma longa conversa com os filhos. Uma reunião em que possamos expor as modificações que serão introduzidas na vida familiar.
Não esperemos uma aceitação passiva e total. Eles verão as medidas como retaliações, autoritarismo.
Por isso mesmo devemos estar muito seguros, firmes quanto ao que desejamos para nossos filhos.
Pode também acontecer que as mudanças ocorram melhor do que se imagina. Os jovens têm capacidade de analisar novas propostas, desde que apresentadas de forma coerente.
É bom pensar que muitas vezes brigamos, discutimos por bobagens, coisas sem importância. Simplesmente porque nos incomodam. São os cabelos longos, o brinco na orelha, tênis sujos. em contrapartida, nos descuidamos de aspectos reais da educação. Aqueles em que deveríamos intervir, para o bem dos nossos filhos e da sociedade em que vivemos.
*   *   *
A primeira visão acerca do que chamamos adolescência só teve lugar no século XVIII. A consciência da adolescência tornou-se um fenômeno generalizado só depois do final da Primeira Guerra Mundial.
Até o final do século XIX, a vida, mesmo nos países mais adiantados do mundo, era bem diferente da atual.
Meninas com onze anos eram enviadas para empregos como domésticas. Os meninos para as fazendas, fábricas ou minas. Ia-se da infância à fase adulta de um salto. Considere-se que a expectativa de vida era de menos de trinta anos, então.
Redação do Momento Espírita, com base no cap.Os laços que unem, do livro Uma vida para seu filho - Pais bons o bastante, de Bruno Bettelheim, ed. Campus. Em 28.12.2011. http://momento.com.br/

domingo, 4 de janeiro de 2015

ADOÇÃO DE ANJOS

Certo dia, uma senhora muito elegante chegou até a portaria de um orfanato e pediu para ver as crianças. Afirmou que desejava adotar uma delas.
Rica, sem filhos, desejava alegrar o seu lar com uma criança.
A diretora ficou entusiasmada. Afinal, não é todo dia que chega alguém disposto a adotar um pequenino.
Tomarei todas as providências necessárias e justas. Só existe um porém, disse a senhora, quero escolher.
A diretora começou as apresentações.
Entre ansiosas e assustadas, as crianças foram desfilando perante a senhora.
Olhando uma menina de olhos escuros, reclamou:
Esta não. É muito morena.
E para outra: Esta não, tem jeito de muito danadinha.
Esta não, tem olhos de gato assustado.
Ah, este menino não. É um garoto de olhar muito frio.
E por aí continuou: uma era anêmica, a outra tinha cabelos muito encrespados. Um garoto parecia ser sapeca, o outro não combinava com a cor dos olhos do marido. Ou então era muito grande. Com certeza, já deveria trazer vícios, defeitos de uma má educação. Difícil de reeducar.
Depois de examinar trinta e dois pequeninos, a senhora estava desolada:
Não tem mais nenhum? Onde estaria a criança que eu procuro?
Com serenidade, a diretora respondeu:
Minha irmã, a senhora me desculpe, mas o nosso estoque acabou. Acredito que seria bem melhor se a senhora procurasse a sua encomenda no céu, pois, nas condições que deseja, somente encontrará a sua criança entre os Espíritos de qualidade superior, os anjos.
*   *   *
Quantos de nós pensamos como a senhora da história?
Quantos afirmamos que desejamos adotar mas fazemos uma relação das qualidades físicas e morais da criança?
Tem que ser bonita, perfeita, recém-nascida. Ou então, de poucos meses. Se tiver mais que um ano, deve-se perceber que seja muito bem educada, gentil, delicada.
Quanta exigência!
Será que estamos procurando mercadoria? Não estamos nos dando conta que isso cheira a resquício de mercado de escravos, onde, não há muito tempo, íamos escolher os melhores espécimes, os que durassem mais, os mais fortes.
Continuamos a agir como se as crianças órfãs fossem simples mercadoria. E nas adoções não nos importamos de separar irmãos de sangue.
Onde está o amor ensinado pelo Senhor Jesus? Quem ama verdadeiramente não olha cor da pele, dos cabelos, dos olhos. Para quem ama não importam deficiências físicas ou mentais.
Mesmo porque os mais problemáticos é que devem sempre nos merecer maior atenção, redobrado cuidado, mais carinho.
Redação do Momento Espírita, com base
no cap. 14, do livro Almas em desfile, pelo Espírito Hilário Silva,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Redacionado em 1996.
Em 19.2.2014.

sábado, 3 de janeiro de 2015

ADMINISTRANDO O MEDO

Recente pesquisa revelou que muitos brasileiros vivem dominados pelo medo. Medo que vai desde o de ser assaltado, perder um filho, descobrir que tem uma doença grave, não conseguir pagar as contas, a sofrer um acidente, ter um ataque cardíaco ou perder o parceiro. Alguns dos entrevistados revelaram que nem saem de casa ou que, em casa, vivem em sobressalto, ao menor ruído estranho. Naturalmente, vivemos num mundo onde há muita violência, maldade e dificuldades. Mas é importante se pense um pouco, a fim de não se engrossar o rol dos que vivem sob a injunção do medo, perdendo anos preciosos das próprias vidas. Assim, não sofra por antecipação. Algumas pessoas, sugestionáveis, assistem imagens violentas na TV e acham que fatos como aqueles poderão acontecer com alguém da sua família. Tomar precauções é recomendável. A ninguém se pede que seja incauto, imprevidente. Mas daí a ficar pensando, a toda hora, que algo terrível vai acontecer, será o mesmo que desistir da vida desde agora. Pessoas que assim agem podem não se tornar vítimas de acidentes, de assaltos ou de doenças, mas do próprio medo. Medo que as manterá infelizes, isoladas. Por isso, nunca deixe que o medo o paralise. Faça o que tiver que fazer: ir à escola, às compras, ao templo religioso. Se enfrentar medos e preocupações sozinho lhe parecer difícil, procure ajuda. Pode ser de um psicólogo, de grupos de pessoas que sofrem problemas semelhantes ou de um bom amigo. E, em vez de se torturar com uma infinidade de contas a pagar, pense mais antes de adquirir o novo eletrodoméstico, de realizar a viagem dos seus sonhos, comprar a roupa da moda. Aprenda a viver de acordo com os recursos que dispõe. Dê um passo de cada vez. Planeje férias com antecedência. Programe-se. Não gaste tudo que ganha. E, muito menos, não gaste o que ainda não ganhou. Não fique pensando em ganhar na loteria, na sena, na loto, no programa televisivo. Trabalhe e sinta orgulho de poder, com seu próprio esforço, ir adquirindo o de que necessita. Em vez de ficar pensando na possibilidade de se manifestar essa ou aquela doença terrível, opte por fazer check-up anual. Não espere para ir ao médico somente quando a dor o atormente, um problema de saúde se manifeste. Procure o médico para saber se está tudo bem com você. Faça exames. Pratique exercícios sob supervisão. Ande até a panificadora, em vez de ir sempre de carro. Pratique jardinagem, lave o carro. Pense, sobretudo, positivamente: Deus protege a minha vida. Sou abençoado por Deus. Sou filho de Deus. Trabalhe com alegria, ganhando as horas. Não transforme o seu ambiente profissional em um cárcere de torturas diárias. Sorria mais. Faça amigos. Converse com os amigos. Estabeleçam, entre vocês, um cuidado mútuo. Isso no que se refere a você, aos seus filhos, ao seu patrimônio. Unidos seremos fortes. Enfim, não tenha medo do medo. Ele é um legado saudável e protetor. Mas se torna um problema quando fica exagerado ou irracional. * * * Mantenha sua confiança em Deus, que governa o mundo e zela por sua vida. De todos os medos o que mais o deve preocupar é o de perder a presente reencarnação, por comodismos e invigilância. E para este, a melhor solução é realizar, a cada dia, o melhor de si, entregando-se a Deus. 
Redação do Momento Espírita com base no artigo Você tem medo de quê?, da Revista Seleções do Reader´s Digest, de fevereiro de 2006. Em 02.05.2008.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ADIANTE

Dia 29 de agosto de 2005. Uma tempestade tropical de escala 5 atinge a costa sudeste dos Estados Unidos da América.
         Os ventos do furacão, que recebeu o nome de Katrina, atingiram 280 quilômetros por hora, e devastaram a histórica cidade de Nova Orleans.
         Mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. Seiscentas mil casas, na grande maioria de pessoas pobres, foram destruídas.
         Um dos furacões mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos, deixou cerca de mil e trezentos mortos.
         Muitos relatos se misturam ao do senhor J.R., habitante de 65 anos de idade, sem automóvel, cartão de crédito ou dinheiro poupado.
        Ouvira pelo rádio, três dias antes, que a tempestade se aproximava, e que a desocupação era fortemente recomendada.
         Mas, sem ter para onde ir, e com a esposa numa cadeira de rodas, a saída era quase impossível.
         O Sr. J.R. decide permanecer e enfrentar a tempestade, a exemplo do que sempre fizera antes. Com estoque de comida e água, a família se sentia preparada.
         Porém, na segunda-feira, a ruptura dos diques inundou em poucas horas aquela área, uma das regiões mais baixas de Nova Orleans.
         A subida rápida da água forçou J.R. a tirar a mulher da cadeira de rodas, mas mesmo seus consideráveis 1 metro e 90 centímetros não foram suficientes para evitar a tragédia.
         Escapando de seus braços, sua amada morre submersa.
*   *   *
         Como seguir adiante depois de acontecimentos como este?
         Como lidar com essas tragédias do cotidiano, sem nos deixar esmorecer e desistir?
         Certamente, cada um deverá encontrar a sua maneira, o seu alicerce, mas possivelmente todos eles passem, mesmo que sem perceber, por um maior: a confiança em Deus.
         Não falamos desse deus, com d minúsculo, que criamos ao longo do tempo, à nossa imagem e semelhança.
         Não, esse deus está desgastado, cansado, e talvez em seus últimos dias...
         Referimo-nos à Inteligência Suprema, o Criador, onipresente, bom e justo.
         Referimo-nos ao Deus das Leis perfeitas, que não se vinga, que não é tomado pela ira em circunstância alguma, e que ama todas as Suas criaturas, não preterindo ninguém.
         E neste amor supremo, que ainda escapa de nossa compreensão, estão desígnios, experiências, ensinamentos que, por vezes, ainda temos dificuldades em entender.
         Esta inteligência está no controle de tudo. Nada acontece sem que Ele e Suas leis permitam.
         Deus não Se esquece, nada deixa de lado, não privilegia.
         Ele nos dá o que precisamos neste ou naquele momento, para que continuemos nosso crescimento moral e intelectual rumo à felicidade.
         Seus desígnios, por vezes ainda nos deixam perplexos, mas se dermos a Ele uma chance, uma chance apenas, vislumbraremos suas razões logo adiante.
         Veremos que Ele apenas atendia nossa necessidade íntima, como um Pai amoroso que faz sempre o melhor ao filho, mesmo este ainda não compreendendo Suas ações.
*   *   *
         Adiante... É forçoso seguir adiante.
         Estagnados no agora, sem horizonte, perde-se a razão de ir, de continuar.
         Não esmoreças... Dá mais uma chance à vida e verás que ela e o Criador te reservam dias melhores...
         Confia... E segue sempre... Adiante.
Redação do Momento Espírita. Em 16.05.2008.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

ANO NOVO

Hoje é o dia que dá início a um novo ano.
É o dia primeiro. Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas. É um momento de alegria e confraternização.
As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.
Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade?
Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas. Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.
Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós.
Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.
Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.
Tudo continua sendo como na véspera. Os doentes continuam doentes, os que estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante.
Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói.
Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, já que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente.
Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular.
Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.
Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.
Só há um caminho para se chegar à felicidade. E esse caminho foi mostrado por quem realmente tem autoridade, por já tê-lo trilhado. Esse alguém nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo.
No ensinamento Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo está a chave da felicidade verdadeira.
Jesus nos coloca como ponto de referência. Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos.
Quem se ama preserva a saúde. Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o Espírito com a ira, a inveja, o ciúme etc.
Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita Sua criação e Suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por Ele e que Ele a todos nos ama.
Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo.
Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós.
 *  *
O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação.
Assim, o dia hoje logo passará e o chamaremos ontemcomo oamanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente.
E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente.
Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.

Redação do Momento Espírita, com pensamentos extraídos dos verbetes Oportunidade e Tempo, do livroRepositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 02.01.2012