sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

BANDA LARGA E MENTE ESTREITA

DIVALDO PEREIRA FRANCO
E
JOANNA DE ÂNGELIS
Toda banda larga é inútil, se a mente for estreita. 
Eis a ideia veiculada numa determinada campanha publicitária nacional, que toca numa temática bastante interessante. 
Nos tempos de desenvolvimento tecnológico incessante e revolucionário; nos tempos da velocidade da informação, e da conectividade, em tempo real, com o mundo todo, é necessário pensar. 
Pensar se tudo isso, realmente, está sendo utilizado em favor do desenvolvimento humano, ou é apenas mais uma distração criada pela alma imatura do homem terreno. 
Sim, pois, se pouco ou nada nos acrescenta como Espíritos, no que diz respeito ao nosso progresso moral, ao nosso melhor comportamento, de que nos adianta?
De que nos adianta ter a facilidade no acesso à informação, se não sabemos o que fazer com ela? 
De que adianta ficar sabendo de tantas e tantas coisas, se não sabemos selecionar o que eu quero e o que eu não quero para mim? 
Toda banda larga é inútil, se a mente for estreita. 
A mente estreita é esta que se perde em meio a tantas possibilidades, sem saber para onde ir. 
Naufragam ao invés de navegarem na Web. 
Gastam seu tempo querendo saber da vida dos outros, do que aconteceu aqui ou ali, inaugurando apenas uma nova forma de voyeurismo e fofoca – apenas isso. 
A mente estreita lê, mas não pensa sobre o que leu, não emite opinião, apenas aceita... 
A mente estreita prefere o contato virtual, dos perfis raramente sinceros, do que a conversa olho no olho, sem barreiras, sem máscaras. 
A tecnologia está à nossa disposição para nos ajudar. 
É o conhecimento intelectual engendrando o progresso moral, propiciando o adiantamento do ser humano, e não sua destruição. 
A chamada informação nunca foi tão fácil e farta, é certo, mas será ela, por si só, suficiente? 
O que mudou em nós, seres humanos, as agilidades tecnológicas da Nova Era? 
Tornamo-nos melhores? 
Mais caridosos? 
Mais dispostos a nos vermos todos na Terra como irmãos?
Talvez para alguns sim, os de mente larga e coração amplo. 
Tantas comunidades do bem na rede, tantas propostas nobres ligando pessoas em todo o mundo! 
Inúmeras mensagens de consolo, de esclarecimento, diariamente cruzam os ares virtuais da internet, e levam carinho e alegria a muitos lares infelizes. 
São muitos os exemplos de como os avanços intelectuais podem ser bem utilizados em favor do desenvolvimento humano. 
Sejamos nós estes de mente larga, que querem e trabalham pelo bem comum, das mais diferentes formas possíveis, e que se utilizam de mais este instrumento, para viver o amor. 
* * * 
O Universo é a condensação do amor de Deus, e somente através do amor poderá ser sentido, enquanto pela inteligência será compreendido.
Conhecimento e sentimento unindo-se, harmonizam-se na sabedoria que é a conquista superior que o ser humano deverá alcançar. 
Busquemos a plenitude intelecto-moral, conforme tão bem acentua o nobre Codificador do Espiritismo, Allan Kardec. 
Redação do Momento Espírita com citações do cap. Desenvolvimento científico, do livro Dias gloriosos, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia do médium Divaldo Franco, ed. LEAL. Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. FEP. 
Em 7.1.2022.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

HEROÍNAS DO AMOR

Doutora Elisabeth Kübler-Ross
Muito se fala a respeito das mães e do poder de seu amor. Um dos casos mais significativos, com certeza, foi o que relatou a Doutora Elisabeth Kübler-Ross. 
No hospital onde trabalhava, encontrou uma senhora portadora de uma doença terrível e que já havia sido internada dez vezes. Cada vez passava um período no Centro de Terapia Intensiva e todos, médicos e enfermeiras, apostavam que ela iria morrer. Contudo, após as crises, melhorava e voltava para casa. O pessoal do hospital não entendia como aquela mulher continuava resistindo e não morria. Então, certo dia, a senhora Schwartz explicou que o seu marido era esquizofrênico e agredia o filho mais moço, então com dezessete anos, cada vez que tinha um dos seus ataques. Ela temia pela vida do filho, caso ela morresse antes que o menino alcançasse a maioridade. Se morresse, o marido seria o único tutor legal do filho. Ela ficava imaginando o que aconteceria com o rapaz nas mãos de um pai com tal problema. É por isso que ainda não posso morrer, concluiu. 
O que mantinha aquela mulher viva, o que lhe dava forças para lutar contra a morte, toda vez que ela se apresentava, era exatamente o amor ao filho. 
Como deixá-lo nessas circunstâncias? 
Por isso, ela lutava e lutava sempre.
A doutora, observando emocionada o sofrimento físico e moral daquela mulher, resolveu ajudá-la, providenciando um advogado para que aquela mãe, tão preocupada, transferisse a custódia do menino para um parente mais confiável. 
Aliviada, a paciente deixou o hospital infinitamente agradecida por poder viver em paz o tempo que ainda lhe restava. 
-Agora, afirmou, quando a morte chegar, estarei tranquila e poderei partir.
Ela ainda viveu pouco mais de um ano, entregando o Espírito em paz, quando o momento chegou. 
* * *
A história nos faz recordar de todas as heroínas anônimas que se transformam em mães, em nome do amor. 
Daquelas que trabalham de sol a sol, catando papel nas ruas, trabalhando em indústrias ou fábricas e retornam para o lar, no início da noite para servir o jantar aos filhos pequenos. 
E supervisionam as lições da escola, cantam uma canção enquanto eles adormecem em seus braços. 
E as mães de portadores de deficiências física e mental que dedicam horas e horas, todos os dias, exercitando os seus filhos, conforme a orientação dos profissionais, apenas para que eles consigam andar, mover-se um pouco, expressar-se. 
Mães anônimas, heroínas do amor. 
Todos nós, que estamos na Terra, devemos a nossa existência a uma criatura assim. 
E quantos de nós temos ainda que agradecer o desenvolvimento intelectual conquistado, o diploma, a carreira profissional de sucesso, a maturidade emocional, fruto de anos de dedicação incomparável. 
* * *
Quem desfruta da alegria de ter ao seu lado na Terra sua mãe, não se esqueça de lhe honrar os dias com as flores da gratidão. 
Se os dias da velhice já a alcançaram, encha-lhe os dias de alegria.
Acaricie os seus cabelos nevados com a ternura das suas mãos. 
Lembre a ela que a sua vida se enobrece graças aos seus exemplos dignos, os sacrifícios sem conta, as lágrimas vertidas dos seus olhos. E, colhendo o perfume leve da manhã, surpreenda-a dizendo: 
-Bendita sejas sempre, minha mãe. 
Redação do Momento Espírita com base no cap. 24, pt. 2, do livro A roda da vida, de Elisabeth Kübler-Ross, ed. Sextante. 
Em 19.05.2008.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

FACETAS DO AMOR

James C. Hunter
De todos os sentimentos, o amor tem sido, ao longo do tempo, aquele com o qual o homem mais tem se envolvido. 
Também aquele a respeito do qual tem mais se equivocado sobre seu real significado. 
Os gregos tinham diversas palavras para definir o amor. 
Eros, por exemplo, expressava o sentimento de atração sexual e desejo ardente. 
Para designar a afeição, sobretudo entre os familiares, serviam-se do vocábulo storgé. 
Para o amor condicional, aquele do tipo Eu faço o bem a você e você faz o bem a mim, eles se serviam da palavra philos. 
Para designar o amor incondicional, aquele que nada pede em troca, utilizavam ágape. 
Mais do que exatamente um sentimento, tem a ver com comportamento, com ações. 
Foi aquele que lecionou Jesus. Profundo conhecedor da alma humana, tinha ciência plena de que não se podia ordenar a outrem que tivesse determinado sentimento. 
Assim, se torna perfeitamente coerente o amor a si mesmo e ao próximo.
Amar a si mesmo é respeitar o próprio corpo, zelando por ele, não dilapidando o patrimônio da saúde.
É ter o cuidado de não lhe impor alimentos em excesso a fim de não o sobrecarregar, tanto quanto não ingerir o que lhe faça mal. 
É zelar pela própria condição espiritual, alimentando a mente com elementos positivos para o seu crescimento. 
Como consequência natural, zelar pela saúde do próximo, o que desce a detalhes pequenos como manter a limpeza da cidade, preservar o meio ambiente, não desperdiçar água. 
Manter o automóvel em condições adequadas, a fim de que não se torne veículo poluente do ar que todos necessitamos respirar. 
Dirigi-lo com cuidado, para não ser causador de acidentes que destroem vidas. 
Quanto ao amor aos inimigos, dos mais simples casos aos mais complexos, a recomendação é não retribuir em moeda maldosa. 
O ágape é paciente, bom, não é arrogante, não deseja tudo para si. 
Tudo suporta, tudo aguenta. 
Esse amor não se vangloria, não se comporta de forma inconveniente, a ninguém condena por um erro cometido. 
Traduz-se, enfim, por paciência, bondade, humildade, respeito, generosidade, perdão, honestidade, confiança. 
Em se falando de amor aos inimigos, entendemos que Jesus lecionava que, para as pessoas ruins, as nossas ações devem ser no sentido de não lhes retribuir o mal que nos façam. 
Mais: de não nos sentirmos felizes, quando a desgraça os atinge, pensando que esse momento seja o de tripudiar sobre a infelicidade alheia. 
Mesmo para quem nos puxa o tapete, quem nos rouba a namorada, o cargo, a nossa ação deve se dar no sentido de não agir da mesma forma.
Viver é um grande desafio. 
Conviver com os demais, auxiliarmo-nos mutuamente, colaborar e crescer juntos requer exatamente esse amor prescrito por Jesus. 
Esse amor-ação, amor-comportamento. 
Se não agirmos assim, estaremos fadados à infelicidade, à dificuldade de progresso, a muitos fracassos e à destruição de nós mesmos.
Aprendamos, pois, amar a nós mesmos, ao nosso próximo, a quem não nos quer bem, a quem nos faz mal.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 4, do livro O monge e o executivo – uma história sobre a essência da liderança, de James C. Hunter, ed. Sextante. 
Em 5.1.202

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

HEROÍNAS ANÔNIMAS

-Olá, mamãe! Hoje, quando a professora pediu para que escrevêssemos sobre alguém ou alguma coisa, eu resolvi escrever sobre você. Muitos filhos só fazem isso no Dia das Mães, mas eu acho que todo dia é Dia das Mães, já que você não deixa, um dia sequer, de ser minha mãezinha dedicada. O que eu quero dizer mesmo, é que você é muito importante para mim, e vou escrever, em poucas palavras, o que penso sobre você. Logo que eu nasci, ainda não podia compreender porque, às vezes, você deixava cair algumas lágrimas na minha barriguinha, enquanto me enxugava, depois do banho. Nem entendia porque suas irmãs e sua mãe lhe diziam palavras amargas e chamavam você de irresponsável. Muitas vezes você dizia que me amava e que ninguém iria tirar-me de você, nem você de mim, e eu me sentia seguro por isso. Eu sabia que havia alguma coisa diferente, pois você sempre ficava sem jeito quando tinha que preencher alguma ficha com meus dados pessoais, e precisava escrever o nome do pai. Na minha ficha, esse espaço sempre ficava em branco... Eu nunca havia notado a diferença, pois você e suas irmãs também não tinham pai, mas agora eu sei que ser viúva é diferente de ser mãe solteira. Eu só fiquei sabendo o que significava ter um pai, na escola, quando meus colegas faziam cartões para entregar a esse personagem, completamente desconhecido para mim. Quando me dei conta de que não tinha um pai para me defender e me proteger, eu fiquei muito triste. Afinal, meus colegas todos tinham pai, menos eu. Mas eu não quero falar sobre pais, quero falar de você, mamãe. Quero lhe agradecer por ter me deixado nascer, apesar das dificuldades que iria enfrentar e enfrentou, com muita coragem. Quero agradecer por não ter me negado seu ventre. Depois que cresci, fiquei sabendo que muitas mulheres fazem isso, quando abandonadas por homens fracos que não assumem a paternidade. Quero agradecer pelas noites que você ficou acordada sobre meu berço, mantendo a morte afastada, enquanto eu queimava de febre. Desejo agradecer por ter enfrentado as pessoas que a chamavam de irresponsável e leviana, quando você contou que eu iria nascer. Talvez elas falassem isso porque não soubessem muito bem o que significa ser leviano e irresponsável. Quero lhe agradecer mamãe, por todas as vezes que você correu comigo nos braços para não perder o ônibus. Agradecer por você ter renunciado a tantas coisas para pagar o dentista, o pediatra e comprar remédios para mim. Por não ter ido ao cinema para me fazer companhia. Por ter deixado de sair com seus amigos para cuidar de mim. Eu sei que não foi fácil para você, mas acredite mãezinha, para mim isso foi muito importante. Hoje eu já sou quase um rapaz e sei reconhecer o valor de uma mãe. Principalmente de uma mãe que enfrenta sozinha a barra de criar um filho com dignidade. Sei também que não são apenas as mães solteiras que se desdobram para ser mãe e pai. Há também as mães viúvas, as mães cujos maridos são ausentes ou indiferentes com relação aos filhos. Que esta curta mensagem tenha o efeito de um abraço de ternura e gratidão a você e a todas essas heroínas anônimas que tecem, com as próprias lágrimas, um manto de luz para envolver o filho que Deus lhes coloca nos braços. Quero lhe dizer mamãe, que nada do que venha a acontecer apagará da minha alma, tudo o que você fez e faz por mim. 
* * * 
As palavras de um garoto, extraídas do fundo da alma, são o aceno da esperança de dias melhores na face da Terra. 
Na simplicidade de sua linguagem infantil, estão impressas as nobres virtudes da gratidão, do reconhecimento, do afeto, da ternura. 
Por tudo isso, é possível dizer que "cada criança que nasce é uma prova de que Deus ainda não perdeu as esperanças em relação à humanidade."
Pense nisso! 
Redação do Momento Espírita, com frase de autoria de Rabindranath Tagore.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

HEROÍNA ESQUECIDA

Anna Coleman Ladd
Triste o saldo de mutilados que deixou a Primeira Guerra Mundial, que se desenvolveu, quase na totalidade, nas trincheiras, onde os soldados ficavam vulneráveis. 
Na Europa, foram calculados em mais de vinte mil. 
Alguns ferimentos faciais deixavam os homens desfigurados e sem funções básicas, como fechar os olhos ou a boca. 
O pai da cirurgia plástica moderna, sir Harold Gilles, nessa época, refinou técnicas no campo da cirurgia plástica reconstrutiva. 
No entanto, nem todos tinham acesso a esse recurso. 
Em muitos soldados, as cicatrizes eram tão terríveis que se isolavam ou conseguiam trabalhos em lugares escuros. 
A depressão era devastadora. 
O escultor Francis Derwent Wood, no Reino Unido, foi o pioneiro no trabalho com máscaras faciais para esconder as cicatrizes e as mutilações. Dizia que seu trabalho começava onde terminava o do cirurgião. 
Foi, contudo, uma escultora americana que se destacou na construção das máscaras, não só pela delicadeza de detalhes, mas também por criar um ambiente que ajudava os soldados a se curarem emocionalmente. 
Em 1917, Anna Coleman Ladd mudou-se com a família para Toul, França.
Tomou conhecimento, em detalhes, do trabalho de Derwent Wood. Acompanhada de quatro assistentes, ela criou o Estúdio de Máscaras da Cruz Vermelha Americana em Paris. 
No seu estúdio, eram oferecidas palestras que preparavam os soldados para o retorno à sociedade. 
Anna os chamava de valentes sem rosto.
As máscaras eram baseadas em fotografias antigas e longas conversas para entender a peculiaridade, característica e personalidade de cada um.
A máscara, em folha de cobre muito fina, era colocada no rosto do paciente e pintada para que a cor ficasse o mais próximo possível da tonalidade da pele.  A barba, sobrancelhas e os cílios eram de cabelo natural. Graças a essas máscaras, vários daqueles homens deixaram de viver como reclusos. Muitos a agradeciam porque agora seus filhos não tinham mais medo deles. Alguns conseguiam namoradas. Sentiam-se confiantes para andar novamente pelas ruas. Ela foi agraciada com a medalha da Ordem de São Sava, na Sérvia e homenageada como Chevalier da Legião Francesa de Honra, por seu trabalho, que é considerado a origem da Anaplastologia, amplamente utilizada em cirurgia plástica e próteses. No entanto, as homenagens que mais a tocaram foram as inúmeras cartas recebidas dos soldados a quem não deu somente rostos, mas, principalmente, dignidade e vontade de viver. Alguns lhe escreviam: 
-Obrigado por me devolver minha casa e minha mãe. Graças a você, a mulher que eu amo não me considera mais repulsivo. 
* * * 
Como Anna, muitos heróis e heroínas existiram e existem no mundo.
Quase sempre esquecidos. 
Por vezes, nem reconhecidos. 
Entretanto, amplamente recompensados pela gratidão dos beneficiados pelas suas ações. 
E pelo Amor de Deus que abençoa amplamente quem ama e se dedica aos Seus filhos, de alguma forma. 
De nossa parte, homenageamos essa mulher corajosa e dedicada que devolveu a vida, com seu trabalho, a quase duas centenas de soldados.
Deus a abençoe, onde se encontre. 
Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Anna Coleman Ladd. 
Em 6.8.2019.

domingo, 2 de janeiro de 2022

ANTE O ANO QUE SE ANUNCIA

Ontem foi o primeiro dia do Novo Ano, que foi recepcionado com fogos de artifício e muita alegria.
Embora as diferenças das horas, o planeta todo se envolveu com sua chegada que, em muitas tradições, é representado como um bebê, enquanto o velho ano se despede, encarquilhado, cansado. 
Com o Ano Novo ressurgem as esperanças das criaturas que planejam o melhor para si, para a família, para a Humanidade. 
Há os que planejam se casar, iniciando uma nova família. 
Há os que idealizam a aquisição da casa própria, pensando em como poderão tornar aconchegante a residência: jardim, flores, arbustos, muita iluminação, um cantinho especial. 
E há os que pensam no filho, cujo nascimento idealizam para os próximos meses. 
Alguns projetam a realização de cursos universitários, de graduação, pós-graduação, especialização. 
Outros pensam na viagem ao Exterior, há tanto tempo sonhada e aguardada. 
Enfim, os sonhos são múltiplos. Cada ser tem seu sonho e o planeja concretizar. 
Ano Novo é oportunidade para isso. 
Serão dias novos, chances renovadas. 
Quem está enfrentando enfermidade de qualquer ordem, pensa que os dias novos lhe deverão trazer a saúde de retorno. 
Quiçá, a nova droga que lhe está sendo ministrada surta o desejado efeito.
Quem sabe um tratamento inusitado surja, trazendo a cura para a sua problemática. 
E assim, os anseios, os sonhos se sucedem, às centenas, aos milhares, numa incrível diversidade. 
No entanto, entre tantos cumprimentos, alegrias, saudações ao Novo Ano e sonhos, importante seria que também pensássemos em termos espirituais. 
Pensarmos em como poderemos melhorar nossa maneira de ser. 
Em como poderemos nos aproximar daquela pessoa com a qual tivemos problemas, que estabeleceram o distanciamento, há tanto tempo...
Pensarmos em termos de perdão, mesmo que não tenhamos sido os causadores diretos da desavença. 
Pensarmos em como poderemos nos ilustrar mais, enriquecendo o intelecto e introjectando propósitos de melhoria interior. 
Ano Novo significa renovação. 
E a renovação deve ser ampla, abrangendo o todo que somos: corpo, mente, 
Espírito.
Façamos, pois, propósitos de sermos mais compreensivos, mais pacientes, mais tolerantes. Sermos mais cordatos, desculpando, buscando entender o outro, a sua forma de pensar, a sua razão. 
E, importante, planejar momentos de reflexão, a fim de ter um encontro consigo mesmo, vez ou outra, ao menos. 
Planejar ações renovadoras de estímulo ao trabalho no bem. Uma inscrição em trabalho voluntário, uma vez na semana que seja. 
Planejar viver mais intensamente cada hora, cada instante, se propondo à observação do entorno: da natureza exuberante, do sol benéfico, da chuva abençoada, dos ventos refrescantes, da flor que desabrocha. 
Também dos que nos cercam, a cada dia, todos os dias e aguardam, há muito tempo, que os olhemos nos olhos, que lhes observemos os vincos na face, as alegrias e as tristezas: nossos pais, esposos, filhos, amores...
Iniciemos o Novo Ano com a disposição de sermos melhores, colaborando com a implantação da Nova Era. 
Façamos a diferença, onde estivermos e com quem estivermos. 
O mundo melhor pode começar agora em nosso coração e amanhã se espalhar a benefício dos que conosco compartilham este imenso lar chamado Terra. 
Tenhamos todos um Feliz 
Ano Novo, no milênio que apenas balbucia as primeiras horas. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 1º.1.2022.

sábado, 1 de janeiro de 2022

INICIANDO UM NOVO ANO

Toda vez que o ano vai chegando ao fim, parece que todos vamos manifestando cansaço maior. 
Seja porque as festas se multipliquem (são formaturas, casamentos, jantares de empresas), seja porque já nos vamos preparando para as viagens de férias de logo mais. 
De uma forma ou de outra, é comum se escutar as pessoas desabafarem dizendo que desejam mesmo que acabe logo o ano. 
Quem muito sofreu, deseja que ele acabe e aguarda dias novos, de menos dores. 
Quem perdeu amores, deseja que ele acabe de vez, na ânsia de que os dias que virão consigam trazer esperanças ao coração esfacelado pelas ausências. 
Quem está concluindo algum curso e deu o máximo de si, deseja que os meses que se anunciam cheguem logo, para descansar de tanto esforço.
E assim vai. 
Cada um vai pensando no ano que se finda no sentido de deixar algo para trás. 
Algo que não foi muito bom. 
Naturalmente, muitos são os que veem findar os dias do ano com contentamento, pois eles lhe foram propícios. 
Esses, almejam que os dias futuros reprisem esses valores de alegria, de afeto, de coisas positivas. 
Ano velho, Ano Novo. 
São convenções marcadas pelo calendário humano, em função dos movimentos do planeta em torno do astro rei. 
Contudo, psicologicamente, também nos remetem, sim, a um estado diferente. 
Como Deus nada faz, em Sua sabedoria, sem um fim útil, também assim é com a questão do tempo como o convencionamos. 
Cada dia é um novo dia. 
A noite nos fala de repouso. 
A madrugada nos anuncia oportunidade renovada. 
Cada ano que finda nos convida a deixarmos para trás tudo de ruim, desagradável que já vivenciamos, permitindo-nos projetar planos para o futuro próximo. 
Por tudo isso, por esta ensancha(oportunidade) que a Divindade nos permite a cada trezentos e sessenta e cinco dias, nesta Terra, pense que você pode melhorar a sua vida no ano que se anuncia. Comece por retirar de sua casa tudo que a atravanca. 
Libere-se daquelas coisas que você guarda nos armários, na garagem, no fundo do quintal. 
Coisas que estão ali há muito tempo, que você guarda para usar um dia.
Um dia que talvez nunca chegue. 
Pense há quanto tempo elas estão ali: meses, anos... esperando. 
São roupas, calçados, livros, discos antigos, utensílios que você não usa há anos. 
Libere armários, espaços. 
Coisas antigas, superadas, são muito úteis em museus, para preservação da memória, da evolução da nossa História. 
Doe o que possa e a quem seja mais útil. 
Sinta o espaço vazio, sinta-se mais leve. 
Depois, pense em quanta coisa inútil você guarda em seu coração, em sua mente. 
Mágoas vividas, calúnias recebidas, mentiras que lhe roubaram a paz, traições que o deixaram doente, punhais amigos que lhe rasgaram as carnes da alma... 
Alije tudo de si. 
Mentalmente, coloque tudo em um grande invólucro e imagine-se jogando nas águas correntes de um rio caudaloso que as levará para além, para o mar do esquecimento. 
Deseje para si mesmo um Ano Novo diferente. 
E comece leve, sem essa carga pesada, que lhe destrói as possibilidades de felicidade. 
Comece o Novo Ano olhando para frente, para o Alto. 
Estabeleça metas de felicidade e conquistas. 
Você é filho de Deus e herdeiro do Seu amor, credor de felicidade.
Conquiste-a. 
Abandone as dores desnecessárias, pense no bem. 
Mentalize as pessoas que são amigas, que o amam, lhe querem bem.
Programe-se para estar mais com elas, a fim de, fortalecido, alcançar objetivos nobres. 
Comece o ano pensando em como você pode influenciar pessoas, ambientes, com sua ação positiva. 
Programe-se para vencer. 
Programe-se para fazer ouvidos moucos aos que o desejam infelicitar e avance. 
Programe-se para ser feliz. 
O dia surge. 
É Ano Novo. 
Siga para a luz, certo de que com vontade firme, desejo de acertar, Jesus abençoará as suas disposições. 
É Ano Novo. 
Pense novo. 
Pense grande. 
Seja feliz. 
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 13, ed. FEP.
Em 29.12.2021.