quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A BÊNÇÃO DO PERDÃO

DIVALDO PEREIRA FRANCO
Uma nuvem espessa pairava sobre a alma daquela mãe sofrida... O seu jovem filho, criado com amor e desvelo, fora assassinado por um amigo dominado pelas drogas. O desespero e a amargura eram suas companhias permanentes. Os olhos fundos e a palidez denunciavam as noites de insônia e a falta de alimentação. Uma amiga a convidou, talvez inspirada pela Providência Divina, a buscar ajuda do orador e médium espírita de extrema seriedade e profunda dedicação ao bem, Divaldo Pereira Franco. Era início da noite na cidade de Salvador, no Estado da Bahia, quando as duas senhoras adentraram a casa espírita singela, onde o médium atende aqueles que o procuram em busca de consolo e esperança. Divaldo percebeu que se tratava de um caso grave e atendeu aquela mãe prontamente, com grande ternura. Aos poucos, a senhora ia contando o drama ocorrido, falando que um amigo do filho o havia alvejado por motivos banais, de ligeiro desentendimento entre ambos. Enquanto a genitora narrava o seu drama, aproxima-se do médium a benfeitora espiritual Joanna de Ângelis, trazendo o jovem assassinado, ainda convalescente, e diz a Divaldo para transmitir à mãe sofrida, algumas palavras do filho. Naquele momento o filho, tomando emprestada a aparelhagem fonadora do médium, fala à mãezinha palavras de conforto. Disse para que não cometesse o suicídio, como estava pretendendo, pois esse crime a afastaria ainda mais dele, e por mais tempo. Pediu à mãe que se lembrasse da mãe do amigo que cometera o crime e agora estava detido pelas grades da justiça humana, numa cadeia, entre criminosos comuns. Aquela mãe, sim, era muito infeliz, pois seu filho era o verdadeiro desgraçado e não ele, que agora estava sob o amparo de amigos espirituais atenciosos e fraternos. Ao ouvir a voz inconfundível do filho querido, que julgava ter desaparecido para sempre, a mulher abraça com ternura o médium, por cuja boca se podiam ouvir as palavras amáveis e lúcidas do jovem assassinado. Sob a inspiração da benfeitora do Além, Divaldo aconselha a mulher a considerar o estado de alma da outra mãe, da mãe do assassino, e pensar na possibilidade do perdão. Na semana seguinte, quando o médium baiano se preparava para atender aqueles que o buscavam na singeleza da casa espírita, vê adentrarem a sala duas senhoras, pálidas e de aspecto sofrido. Uma ele já conhecia, a outra lhe era estranha. Quando chegou a vez de atendê-las, a mulher, que estivera ali na semana anterior, lhe apresentou a companheira, dizendo ser a mãe do amigo do seu filho. O médium entendeu que ela havia seguido os conselhos ali recebidos e buscava ajudar aquela mãe mais infeliz que ela própria. Conversaram por longo tempo. Ao se despedir das duas senhoras, Divaldo percebeu que um raio de luz penetrava suavemente aquelas almas doloridas. A luz do perdão se fazia bênção de paz e gerava serena harmonia naqueles corações dilacerados pela dor da separação dos filhos bem-amados, embora por motivos diversos. Na medida em que o tempo foi passando, as duas mães encontraram motivos para voltar a sorrir, e juntas visitavam o jovem no cárcere. Fundaram uma casa de recuperação de toxicômanos para ajudar outros tantos jovens a se libertar das cadeias infelizes das drogas. 
* * * 
O perdão é uma das mais belas provas de confiança nas soberanas Leis de Deus. Quem perdoa, sabe que Deus é justiça e, por isso mesmo, Suas Leis jamais se enganam. Perdoar é receber com resignação os fatos que não se pode evitar ou mudar, com a certeza de que a Justiça Divina não se equivoca e nada acontece conosco se o Criador não permitir. 
Redação do Momento Espírita, com base em fato narrado por Divaldo Pereira Franco na cidade de Videira-SC, no dia 22/09/03. Em 29.12.2009.
http://momento.com.br/

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A BÊNÇÃO DA VIDA

O hábito de reclamar da própria vida é bastante difundido. Parece sempre haver algo desagradável e injusto na existência que se leva. Às vezes é o dinheiro que falta. Em outras a profissão que não agrada. Há quem reclame de sua aparência, da família que tem, dos problemas que vivencia. Em casos mais graves, pode passar pela mente a ideia de tudo abandonar. Ocorre que a vida é uma bênção maravilhosa. A Divindade investe suas graças mais pujantes em cada renascimento que se opera na face do planeta. Constitui uma profunda ingratidão rejeitar a oportunidade recebida do Criador. Toda reencarnação é precedida de cuidadosos preparos. Traça-se um mapa do contexto em que cada homem e cada mulher se verão envolvidos. Tudo com o propósito de que cresçam, aprendam e libertem-se do que os prende à ilusão e ao sofrimento. Amigos dedicados auxiliam na programação, com infinito carinho. A Providência Divina se desdobra em cuidados. Finalmente, após muita preparação e cercado de expectativas, eis que o ser ressurge no mundo material. Como ele veio a trabalho, será chamado ao esforço próprio. Deverá mostrar seu valor, superar dificuldades e vencer velhos vícios. Mas sempre cercado de amor e cuidados. Seus mentores espirituais o observam, inspiram-no, orientam-no, torcem por ele. Ninguém jamais está abandonado ou sozinho. A Misericórdia Divina sempre está atenta e operosa. Ela trata de fazer chegar a cada um os recursos de que necessita. Pode ser a inspiração em um momento no qual se hesita entre o vício e a virtude. Ou a figura de um amigo, cuja presença calorosa torna a vida mais fácil. Ou então um grande afeto que surge de repente. Absolutamente todos seguem bafejados pelo amor de Deus. Precisam se esforçar, claro. Mas oportunidades e bênçãos jamais escasseiam. Mesmo quando tudo parece perdido, é preciso encontrar forças e seguir adiante. A Providência Divina possui recursos infinitos e jamais é avarenta de bênçãos. No momento certo, ela se manifesta das mais diferentes formas. Assim, evite reclamar da vida que você leva. Em especial, nem pense em fugir dos seus compromissos, em desertar do palco do mundo. Você foi posto nele com muito carinho e mãos extremamente amorosas o sustentam e embalam de forma incansável. Quando defrontado por dores e desilusões, entre em contato com a Divindade. Adote o hábito da oração, relate seus problemas ao Criador e se abra para a orientação que certamente virá. Como filho imensamente amado, você segue rumo a um destino angelical. Apenas precisa ter a coragem de seguir adiante. Pense nisso. 
Redação do Momento Espírita.
Em 16.03.2011.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O BEM SEMPRE

DIVALDO PEREIRA FRANCO
A liberdade é uma lei da vida e assegura a cada um o direito de escolher os caminhos que deseja trilhar. Tem como contraparte indispensável a responsabilidade pelo que se decide fazer. Em algum momento, se é chamado a dar conta dos próprios atos. Por vezes, a colheita parece tardar, mas ela invariavelmente ocorre. Nesse contexto, compensa ser um agente do bem, fomentar o progresso e a concórdia. Uma das formas pelas quais você pode optar pelo bem refere-se ao que fala do semelhante. Quando convidado a falar sobre alguém, refira-se ao seu lado positivo. Sempre há algo de bom a ressaltar no próximo. Essa atitude dá ao outro a oportunidade de renovar as paisagens íntimas infelizes, sem o constrangimento de terceiros saberem de suas dificuldades. Se alguém age mal em referência a você, inutilmente passará o acontecimento adiante. Muito ajuda quem não divulga as mazelas do semelhante. A pessoa que se diz amante da paz e desejosa do bem necessita aprender a policiar a palavra. A invigilância em relação ao verbo tem sido responsável por muitos dissabores e conflitos desnecessários. A civilização e a cultura engendram os valores éticos da educação. Esses valores são eficientes recursos para que o homem se liberte das paixões inferiores que tanto o infelicitam. Ocorre que desentendimentos, com frequência, o fazem retornar a expressões primitivas, que já deveria ter superado. Cada palavra feroz ou irônica constitui ingrediente para a combustão do ódio. Assim, a invigilância com a palavra contribui enormemente para a sementeira da amargura. É útil e urgente esforçar-se em preservar a paz íntima, mesmo quando estimulado pelos outros a falar e agir de modo diverso. Os hábitos mentais criam condicionamentos positivos ou negativos. Quem se permite pensamentos doentios em torno de ódio, suspeita, ciúme e inveja condiciona-se de modo deletério. Quando colocado em situação difícil, tende a agir conforme os valores nocivos que acalenta no íntimo. Já quem se habitua a refletir sobre valores como humildade, pacificação e concórdia dispõe de superiores meios para viver dignamente. Quando confrontado com a antipatia espontânea de alguém, em si mesmo infeliz, consegue manter uma atitude pacífica. Você sempre reagirá na conformidade do pensamento que cultivar. Falará e agirá de acordo com seus depósitos mentais, criados no cotidiano. Assim, atente, quanto possível, para os valores dignificantes do seu próximo. Procure identificar-lhe as virtudes e possibilidades, em vez dos equívocos que ainda comete. Ao se acostumar a valorizar o bem, passará a falar e a agir de modo positivo. Pense nisso. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 50, do livro Leis morais da vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 13.04.2011.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O BEM VALE O QUE CUSTA

Na passagem evangélica conhecida como o Óbolo da viúva, é enunciado o princípio, segundo o qual, o bem vale o que custa. Jesus estava sentado em frente ao local das oferendas e observava o modo pelo qual o povo lançava ali suas dádivas, fazendo seus pedidos de bênçãos, como era prática comum para eles. Algumas pessoas ricas deitavam dinheiro em abundância. Uma pobre viúva doou duas pequenas moedas, no valor de dez centavos cada uma. Jesus imediatamente afirmou a Seus discípulos que ela havia doado mais do que todos os outros. Afinal, doara do que lhe faria falta, enquanto os ricos haviam dado do que lhes sobrava. Algumas pessoas afirmam que gostariam de ficar ricas, a fim de poderem fazer o bem em larga escala. Chegam a esperar auxílio Divino em mirabolantes projetos, em nome da nobreza do fim que almejam. Contudo, se fossem honestas consigo mesmas, admitiriam que pretenderiam, antes de tudo, viver luxuosamente. Sem dúvida, se enriquecessem, fariam caridade material, talvez até de forma abundante. Mas, primeiro, realizariam suas fantasias, comprariam coisas caras e bonitas para si próprias. O enunciado evangélico evidencia que a realização do sumo bem não depende de vastas posses materiais. O cumprimento das leis cósmicas, que traz harmonia e felicidade, é possível em qualquer condição econômica. Basta fazer o que estiver ao próprio alcance. O valor não reside na riqueza da doação. O mérito é proporcional ao sacrifício necessário à prática do ato. Quanto mais difícil, mais meritória é a ação e mais ela repercute perante a Consciência Cósmica. Sem dúvida o ideal é fazer o bem sem sequer refletir a respeito de eventuais benefícios. Nessa linha, Jesus afirmou que a mão direita não deve saber o que a esquerda faz. É sinal de que os atos nobres não devem ser alardeados e nem envoltos em criteriosas análises a respeito de seus reflexos. Entretanto, ninguém surge sublime em um piscar de olhos. O correto é mesmo praticar o bem por impulso natural do coração e rejubilar-se nele. Mas, enquanto esse estado ideal não é atingido, o bem deve ser praticado como for possível. Mesmo que seja a título da educação do próprio caráter, convém habituar-se a prestar serviços ao próximo. O Espiritismo ensina que a felicidade de um Espírito é proporcional ao seu cabedal de virtudes. Também diz que a sublimidade da virtude reside no sacrifício do interesse pessoal pelo bem do próximo, sem segundas intenções. Essa conclusão está em total harmonia com a lição extraída do Óbolo da viúva. Apenas um Espírito de bom coração é capaz de sacrificar-se pelo bem alheio, sem esperar nada em troca. Fazer doações que pouco exigem de sacrifício está ao alcance de todos. Doar do que sobra, embora desejável, não é algo difícil. Entretanto, sacrificar-se em prol de um ideal ou de outro ser humano pressupõe uma boa dose de maturidade espiritual. Atos despreendidos e custosos pressupõem assimilação da lei de fraternidade que rege a vida. Para ser generoso, até às últimas consequências, é preciso compreender as superiores finalidades da existência. A suprema virtude repercute na ordem cósmica e traz suprema felicidade. Como ela não é uma dádiva, mas uma conquista, deve ser desenvolvida. Assim, esforce-se em fazer o bem ao seu alcance. Um dia, à custa de seu esforço, você será sublime. Então, mundos de paz e bem-aventurança abrirão suas portas para você. Pense nisso. 
Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. FEP. Em 8.1.2014.

domingo, 3 de janeiro de 2016

BEM SOFRER

Luciana Gonçalves de Novaes
No dia 5 de maio de 2003, a estudante Luciana Gonçalves de Novaes, de vinte anos, foi atingida na coluna vertebral por uma bala perdida. Ela estava no Campus de uma Universidade da cidade do Rio de Janeiro. Como resultado do acidente, ficou tetraplégica. Um ano depois do ocorrido, ela foi entrevistada por um jornalista da Folha de São Paulo. Do leito do hospital onde se encontra, Luciana contou como foram as horas que antecederam o tiro. Lembro que senti vontade de não ir à faculdade naquele dia. Cheguei a me levantar por duas vezes no ônibus. Quase desisti. Mas tinha prova. Acabei indo. Se Deus me deixou ir para a faculdade, é porque tinha um plano para mim. Estou cumprindo minha missão na vida. Luciana falou das muitas mensagens que recebeu de pessoas desconhecidas, dizendo-se feliz em saber que tantos oram por ela. São essas orações e minha fé em Deus que me dão força e esperança. Penso que vou melhorar cada vez mais. Não sinto mágoa das pessoas que fizeram isso comigo. A jovem ainda tem outra lição a dar. Foi uma emoção muito grande, confessa, quando consegui ver o céu, quando os médicos colocaram minha maca na varandinha que tem aqui no quarto. Às vezes, as pessoas correm tanto na vida e não têm tempo de olhar o mar e o céu. Queria dizer que isso é muito importante. E que elas deveriam dar mais valor a essas situações.
* * * 
Muita gente sofre. Poucos, no entanto, sabem aproveitar as provas retificadoras. Não basta simplesmente sofrer. Indispensável é extrair bênçãos de luz que a dor oferece ao coração sequioso de paz. Muitos corações se envenenam na amargura, quando pequenos sofrimentos lhes invadem o círculo pessoal. Não são poucos os que batem à porta da desilusão, da descrença ou da revolta em razão de alguns caprichos não atendidos. Há os que recebem a calúnia e a transmitem aos vizinhos. Os que são atormentados por acusações e arrastam companheiros às mesmas perturbações que os assaltam. E, por fim, os que pretendem eliminar enfermidades redentoras, entregando-se ao desespero. Raros homens aprendem a encontrar o proveito das tribulações. A maioria menospreza a oportunidade de edificação. Todas as criaturas sofrem no cadinho das experiências necessárias. Entretanto, bem poucos Espíritos sabem padecer como cristãos, glorificando a Deus. 
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Se te sentes envolto em situações dolorosas, sem que vejas saída a curto ou médio tempo, não desanimes. Nem blasfemes. Vale a pena pensar na ação de Deus no campo da tua vida. Tudo o que sofras está sob as vistas do Criador. Se Ele te permite a oportunidade de sofrer, acredita: Ele também te orientará a via da libertação. Luta. Confia. Não abandones o campo da atividade. 
Redação do Momento Espírita, com base em artigo extraído do Boletim Serviço Espírita de Informações, de maio/2004 e no cap. 80, do livro Vinha de luz, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb. Em 18.2.2013.

sábado, 2 de janeiro de 2016

O BEM SEMPRE

A liberdade é uma lei da vida e assegura a cada um o direito de escolher os caminhos que deseja trilhar. Tem como contraparte indispensável a responsabilidade pelo que se decide fazer. Em algum momento, se é chamado a dar conta dos próprios atos. Por vezes, a colheita parece tardar, mas ela invariavelmente ocorre. Nesse contexto, compensa ser um agente do bem, fomentar o progresso e a concórdia. Uma das formas pelas quais você pode optar pelo bem refere-se ao que fala do semelhante. Quando convidado a falar sobre alguém, refira-se ao seu lado positivo. Sempre há algo de bom a ressaltar no próximo. Essa atitude dá ao outro a oportunidade de renovar as paisagens íntimas infelizes, sem o constrangimento de terceiros saberem de suas dificuldades. Se alguém age mal em referência a você, inutilmente passará o acontecimento adiante. Muito ajuda quem não divulga as mazelas do semelhante. A pessoa que se diz amante da paz e desejosa do bem necessita aprender a policiar a palavra. A invigilância em relação ao verbo tem sido responsável por muitos dissabores e conflitos desnecessários. A civilização e a cultura engendram os valores éticos da educação. Esses valores são eficientes recursos para que o homem se liberte das paixões inferiores que tanto o infelicitam. Ocorre que desentendimentos, com frequência, o fazem retornar a expressões primitivas, que já deveria ter superado. Cada palavra feroz ou irônica constitui ingrediente para a combustão do ódio. Assim, a invigilância com a palavra contribui enormemente para a sementeira da amargura. É útil e urgente esforçar-se em preservar a paz íntima, mesmo quando estimulado pelos outros a falar e agir de modo diverso. Os hábitos mentais criam condicionamentos positivos ou negativos. Quem se permite pensamentos doentios em torno de ódio, suspeita, ciúme e inveja condiciona-se de modo deletério. Quando colocado em situação difícil, tende a agir conforme os valores nocivos que acalenta no íntimo. Já quem se habitua a refletir sobre valores como humildade, pacificação e concórdia dispõe de superiores meios para viver dignamente. Quando confrontado com a antipatia espontânea de alguém, em si mesmo infeliz, consegue manter uma atitude pacífica. Você sempre reagirá na conformidade do pensamento que cultivar. Falará e agirá de acordo com seus depósitos mentais, criados no cotidiano. Assim, atente, quanto possível, para os valores dignificantes do seu próximo. Procure identificar-lhe as virtudes e possibilidades, em vez dos equívocos que ainda comete. Ao se acostumar a valorizar o bem, passará a falar e a agir de modo positivo. Pense nisso. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 50, do livro Leis morais da vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 13.04.2011.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O BEM QUE SE FAZ

DIVALDO PEREIRA FRANCO
E
JOANA DE ÂNGELIS
Quando a ingratidão te bater à porta, não digas: Nunca mais ajudarei a ninguém! Quando a impiedade daqueles a quem beneficiaste chegar ao teu lar, não exclames: Para mim, chega! Não sofras e nem te arrependas de ter ajudado. Nem reclames: E eu que lhes dei tudo! Não retribuas mal por mal, pois que assim, vitalizarás o próprio mal. O bem que se faz a alguém é sempre luz que se acende na intimidade. Naturalmente, gostarias de receber gratidão, amizade, compreensão. Todos apreciamos experimentar os frutos da gratidão. Pensa que a árvore jamais pergunta a quem lhe colhe os frutos para onde os carregará ou o que pretende fazer deles. Ela se felicita por poder dar. Por se multiplicar através da semente que, atirada ao solo, o abençoa com novas dádivas de alegria. Segue-lhe o exemplo. Teus frutos bons, que produzam bons frutos além... Tuas nobres tarefas, que se desdobrem em tarefas superiores mais tarde. Fica com a alegria de fazer, de doar. Nunca com a idéia de colher reconhecimento ou gratidão. Porque esperar gratidão pode ser também uma espécie de pagamento. Sê tu sempre grato mas não esperes pelo reconhecimento de ninguém. O bem que faças, viajando sem parar em muitos corações, espalhará luz no longo curso da tua vida. Amanhã ou depois, nos caminhos sem fim do futuro, mesmo que não o saibas ou que o tenhas esquecido, esse bem te alcançará, mais formoso, mais fecundo. Assim, prossegue ajudando sempre. Observa como age a natureza. O rio não cogita de examinar as bênçãos que conduz em suas águas, nem interpela o solo por onde segue. Deixa-se jorrar, beneficiando a terra, a agricultura, as gentes. O perfume, bailando no ar, nada pede para se espalhar até onde possa. O grão não espera nada, além de ser triturado, para se converter em alimento. O sol não escolhe lugar para visitar com luz, calor e vida. A chuva não tem preferência por onde espalhar vitalidade. Todos cooperam em nome da Divindade, sem exigências e sem reclamações. São úteis e passam. Nada esperam, nada impõem. Age desta forma, tu também e transforma-te num cálice de bênçãos, servindo sempre. 
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Se a tristeza te visitar a alma, ante a ingratidão de tantos a quem doaste o que possuías de melhor, recorda o Mestre de todos nós. Ele disse que estava no meio de nós, como Aquele que serve. E, tendo derramado o Seu amor, plenificando de vida a todos os que se Lhe aproximaram, recebeu na hora extrema a ingratidão do abandono. Mesmo assim, até hoje, Ele prossegue, convidando: 
Vinde a Mim. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. 
Texto da Redação do Momento Espírita com base no cap. Benefício e gratidão, do livro Dimensões da verdade, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.