quarta-feira, 1 de julho de 2026

NÃO FUJA DO DEVER

Todo ser humano enfrenta períodos difíceis em sua vida. 
Há momentos em que a esperança parece desaparecer no horizonte. 
Nessas oportunidades, todos os sonhos e planos periclitam. 
A harmonia familiar, tão cuidadosamente construída, sucumbe a brigas. 
A carreira, tratada com o máximo carinho, passa a ser motivo de tormento.
A saúde, habitualmente vigorosa, torna-se frágil e vacilante.
Amigos de longa data se afastam por conta de desentendimentos fortuitos. 
Muitas vezes é possível identificar uma falha no próprio comportamento que desencadeou a catástrofe. 
Uma leviandade, uma palavra mal posta, falta de dedicação ou de carinho podem ter levado à desarmonia. 
Nesses casos, torna-se evidente o que deve ser corrigido, a fim de evitar novas crises.
Mas às vezes não há causa visível para uma tragédia que se abate. 
É o trabalhador dedicado e honesto que se torna desempregado. 
O marido fiel e atencioso traído pela esposa.
O filho amado e cercado de atenção que sucumbe às drogas e causa infinitas aflições aos pais. 
A amizade antiga que termina por conta de fofocas. 
Em outras oportunidades, a vida parece exigir uma quota muito grande de esforços. 
A doença de um familiar consome vastos recursos financeiros.
Além disso, o doente exige atenção e cuidados constantes. 
A manutenção de um negócio torna-se árdua e pouco rentável. 
O patrão revela-se exigente e avaro. 
Trabalhar converte-se em uma penitência. 
A união da família só se mantém a custo de inauditos esforços. 
Entre incompreensões e dificuldades, a tarefa parece hercúlea. 
Muitas vezes, há uma saída fácil. 
Em outras, isso não ocorre. 
Perante um familiar doente, um filho drogado, o único emprego disponível que se torna árduo, o que fazer? 
Em tais situações, tem-se um regime severo imposto pela vida. 
Se não há causas identificáveis na presente existência, elas se encontram no passado. 
O destino das criaturas não é regido pelo acaso. 
Em face de situações inelutáveis e graves, não se sinta uma vítima. 
Pense que você está tendo oportunidade de redimir-se perante sua própria consciência. 
O sacrifício atual representa a liberação de uma antiga dívida.
O familiar que reclama atenção e cuidados pode ter sido outrora levado por você ao vício e à degradação. 
Ajudá-lo hoje não representa um favor, mas a reparação de um erro. 
Talvez o chefe insensato tenha sido um explorado servo seu no pretérito. 
Se ele não teve a força necessária para superar o episódio, cabe a você entendê-lo e desculpá-lo. 
Os recursos financeiros que hoje lhe faltam devem ter sido esbanjados outrora. 
Seja digno em face das dificuldades que a vida lhe apresenta.
Elas correspondem às suas exatas necessidades de aprendizado e reparação. 
Não pense em abandonar o barco, em fugir do dever. 
As leis divinas não podem ser burladas. 
Elas sempre dão o justo retorno ao mérito e aos equívocos.
Se alguém o trair ou prejudicar, perdoe. 
Aja com grandeza e feche o ciclo da dor. 
Aprenda a viver e a servir com alegria, mesmo por entre dificuldades. 
Para seguir adiante é preciso acertar-se com o passado.
Redação do Momento Espírita

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