domingo, 30 de agosto de 2026

NA RELAÇÃO A DOIS

Enquanto muitos apregoam o fim das relações familiares e observa-se um deperecimento do afeto em tantos casais, encontra-se, em contrapartida, exemplos que tocam fundo a alma. 
Contou-nos uma senhora que há alguns meses, em exames de rotina, foi-lhe constatado um início de diabetes. 
O exame estava ali, mostrando a alta taxa de glicose. 
Sua primeira reação foi vestir-se de tristeza. 
Pensou que bem podia diminuir ou até eliminar os farináceos, os tubérculos, o arroz. 
Mas, os doces... 
Como poderia ficar sem eles? 
Ela já tivera problemas outros de saúde, anteriormente, bastante sérios e à conta de se recuperar, impusera-se um rigoroso ritmo de vida. 
Abdicara de tantas coisas, pensava. Mas agora, teria que se privar também dos doces. 
Doces que ela adorava fazer e saborear. 
Com que prazer criava novas receitas e oferecia pratos deliciosos à família e amigos. 
Contou ao marido e ficou entabulando consigo mesma como poderia iniciar a nova dieta. 
E quando o faria. 
Naturalmente, o médico a iria melhor orientar, dizer-lhe exatamente como proceder doravante. 
O retorno ao equilíbrio orgânico exigia que a decisão fosse imediata. 
Entretanto, ela aguardou alguns dias. 
Dias que passaram lentos, morosos. Finalmente, decidiu refazer todos os exames. 
Outro médico. Outro laboratório. Nova coleta de material. 
Dias depois, o marido foi apanhar os resultados no laboratório.
Retornou ao lar e mal estacionou o carro, entrou em casa, chamando as filhas, a esposa, todos. 
Na mão direita, um envelope que sacudia sem parar. 
Ante o suspense que se fez, ele abriu o envelope e disse, eufórico: 
-Este exame diz que você, meu bem, está com a dosagem glicêmica absolutamente normal. Deve ter ocorrido um engano anteriormente. Não importa. O que importa mesmo é que você poderá continuar a comer doces. E nós vamos comemorar. Porque agora posso voltar a ficar feliz, sabendo que você não precisará se submeter a mais essa dieta, privando-se de algo que você gosta tanto. 
E abraçou a esposa, as filhas, entre a emoção e inusitada alegria. 
* * *
Isto se chama amor. 
Alguém que se importa tanto com o outro, que se alegra quando descobre que aquele não necessitará de mais um sacrifício para prosseguir a viver. 
Alegra-se com a alegria dele. 

Entristece-se com a sua problemática. 
Benditos os casais que assim levam a vida, mesmo após os anos de convivência se contarem às dezenas e os olhos não guardarem o mesmo brilho dos tempos da juventude. 
Casais que compartilham tudo: o amor, a dor, a alegria, o desconforto. 
Que se apoiam mutuamente, nos dias de invernia. 
* * * 
Enquanto segue a dois, lembre-se de usar a ternura, vez ou outra.
Lembre ao cônjuge que o amor ainda prossegue a fazer vibrar o seu coração.
Encontre palavras de carinho para enfeitar o dia de quem caminha, na vida, ao seu lado. 
Recorde enfim, que a relação conjugal é uma oportunidade de progresso e redenção e que não foi o acaso que os reuniu. 
E não se canse de utilizar a frase sempre aguardada dos lábios de quem ama: 
-Amo você! 
Redação do Momento Espírita, a partir de fato ocorrido com o casal Lannes Boljevac Csucsuly e Abigair Ivone Csucsuly. 
Em 11.03.2015.

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