É o que dás de ti mesmo e a maneira como dás.
Não é tanto o que recebes.
É o que distribuis e como distribuis.
Não é tanto o que colhes.
É o que semeias e para que semeias.
Não é tanto o que esperas.
É o que realizas.
Não é tanto o que rogas.
É o que aceitas.
Não é tanto o que reclamas.
É o que suportas e como suportas.
Não é tanto o que falas.
É o que sentes e como sentes.
Não é tanto o que perguntas.
É o que aprendes e para que aprendes.
Não é tanto o que aconselhas.
É o que exemplificas.
Não é tanto o que ensinas.
É o que fazes e como fazes.
Em suma, na vida do Espírito
- a única vida verdadeira –
o essencial não é o que parece.
O essencial será sempre aquilo que é.
* * *
A mensagem nos abre a compreensão para o que mais importa em nossos dias.
Será que temos focado, colocado as nossas mais preciosas energias naquilo que é realmente essencial?
Não que o restante não tenha sua importância, mas, quando usamos a palavra essencial, estamos nos referindo à essência, àquilo que nos conecta à essência de nós mesmos, ao mais importante de tudo.
Prioridades.
Num mundo que, segundo dizemos, nos pede tanto, nos exige que cumpramos tantos papéis ao mesmo tempo, nunca foi tão importante que estabeleçamos prioridades.
Falar, então, do essencial, é buscar as prioridades.
Muitas vezes, na busca de atender aquilo que é supérfluo, secundário e até dispensável na existência, estamos deixando de lado algo essencial.
Pensemos num exemplo bastante pertinente nos dias de hoje: a dificuldade que têm os pais em saber o que dizer aos filhos, nas lições a transmitir, nos ensinamentos.
Pais querem ser professores à moda antiga, fazendo os filhos se sentarem em carteiras escolares, em frente a quadros negros, com o giz da autoridade nas mãos, escrevendo ali o que devem e não devem fazer.
Entretanto, o essencial não está no que ensinamos pela palavra, mas pelos exemplos.
E nesse item: como estão os nossos exemplos dentro e fora de casa?
Como nós, pais e mães, como casais, como nos tratamos? Como somos como filhos?
Como tratamos nossos pais, irmãos, a família?
Que comportamento apresentamos no grupo social em que estamos inseridos?
O que trazemos para casa nos comentários sobre a vida dos outros?
O que fazemos pelo próximo?
Eis o essencial!
Eis o que nossos filhos levarão para sempre em seus corações: os exemplos.
O essencial será sempre aquilo que é, e nunca o que parece ser.
Em tempos de vidas expostas em fotos que mostram realidades incompletas; em tempos de sorrisos e lágrimas fabricados para chamar a atenção, vale a pena pensar sobre o que é essencial em nossa vida.
Tudo que está ligado à vida do Espírito, que é a vida essencial, a vida que não se destrói, que não se esquece com o tempo.
Busquemos a nossa essência.
Busquemos a essência da experiência na Terra e tenhamos a certeza de que nossa encarnação está valendo a pena.
Redação do Momento Espírita, com base no
cap. 43, do livro Caminho Espírita, por Espíritos
diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier,
ed. IDE.
Em 13.03.2026

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