sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

A MULHER NO MUNDO

Durante longos séculos a mulher foi relegada a plano secundário, inferior mesmo. 
Menosprezada, muitas vezes, e excluída de áreas consideradas de exclusividade masculina. 
Foi-lhe negado o direito de decidir sobre sua própria vida, de enriquecer o intelecto pelo estudo, de tantas coisas mais. 
O Mestre de Nazaré deu exemplo de respeito à mulher, tratando-a com dignidade e valorizando sua missão na Terra.
Acolheu a equivocada de Magdala, concedeu oportunidade de regeneração à adúltera, que lhe foi trazida para julgamento.
Na Samaria, é para Fotina, a mulher que vai ao poço de Jacó buscar água que Ele se apresenta como o Messias, 
Aquele que tem a água viva. 
Ele mesmo, Espírito de superior grandeza, serviu-se de uma mulher para vir à Terra. 
E demonstrou o quanto a amava ao confiá-la ao Apóstolo João, enquanto Ele se despedia do mundo material, na agonia da crucificação. 
A mulher é cocriadora com Deus, na tarefa de ofertar corpos para os filhos dEle, Espíritos imortais, se materializarem sobre o planeta, atendendo à lei do progresso. 
A mulher é o vaso eleito para a luz da reencarnação. 
Nela a vida se acolhe e se sustenta. 
Também a regeneração do homem, considerando que ela o nutre com seu amor e lhe dá as primeiras lições de vida. 
O colo maternal, as palavras de carinho, o direcionamento moral, o sorriso delicado são predicados inerentes à função da mulher. 
Ela avança no intelecto, dirige empresas, assume altos cargos públicos, comanda homens e mulheres, mas será sempre a face da ternura, onde quer que se encontre. 
No terreno das crenças, a presença da mulher sempre se fez constante. 
Na Antiguidade, a vemos ligada aos cultos religiosos. Na Grécia, eram as pitonisas, que traziam ao povo as mensagens do deus Apolo. 
Em Roma, eram as vestais, dedicadas à deusa Vesta.
Iniciavam seu ofício entre os sete e os dez anos e assumiam um compromisso por três décadas, devendo manter aceso o fogo sagrado. 
Ainda hoje, em todas as religiões, a mulher engrandece de sentimentos elevados os corações. 
Atende seu lar, como esposa, mãe, educadora e se doa, na assistência ao próximo, em múltiplas atividades. 
Mulheres corajosas existem em toda parte, alavancando a família, sustentando o trabalho social nos templos de variadas crenças, cuidando dos enfermos, enfrentando adversidades.
Mulheres que não medem esforços para servir. 
Trabalham arduamente, no setor profissional. Enfrentam as tarefas do lar. 
E se doam, com amor e alegria, em benefício alheio, sempre que preciso for. 
Mas, de todas as tarefas da mulher, sobressai a maternidade como a plenitude do coração feminino. 
Enquanto mãe, guarda a mulher a chave do controle do mundo. 
Afinal, ela é a mãe do sábio, do cientista, do professor, do político, de todos os grandes homens. 
Também é a mãe do infeliz que sucumbe no crime, na droga, no mal. 
Maternidade é missão e alegria, é prova e sofrimento. 
Mas traduz o grande amor de Deus, ensejando o burilamento das almas na ascensão dos destinos. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 50, do livro O Espírito da Verdade, de autores diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed. FEB. 
Em 22.04.2017.

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