sábado, 21 de fevereiro de 2026

A PROMESSA DO AMANHECER

Quando rompe esplendorosa a madrugada, tudo sinaliza um recomeço. 
E é dessa maneira que devemos tecer nosso hino de gratidão à vida. 
A vida é a mais sublime das concessões, um poema épico escrito na luz das novas horas que nos são oferecidas. 
É uma melodia que se renova, uma sinfonia que jamais se exaure, tocada no compasso perfeito do tempo, na qual cada nota é uma bênção incalculável. 
Nosso Pai, com Seu amor terno e grandioso, nos oferece a dádiva da existência, um milagre complexo e frágil, revestido de beleza e de esperança, que resiste a todas as noites. 
É preciso um momento de silêncio contemplativo para verdadeiramente apreender a magnitude do amanhecer de um novo dia. 
Momento de oração em que a alma, genuflexa, alcança os céus em louvores de gratidão. 
E somente então nos erguermos, decididos a viver essas vinte e quatro horas em plenitude. 
Aproveitar cada toque de carícia do vento, de brisa delicada, o calor do sol, a delicadeza da chuva que cai lenta e silenciosa.
A vida é a soma de nosso sim ao despertar, ao respirar, ao amar e ao errar, pois, até no tropeço reside a oportunidade de um aprendizado que forja a alma. 
Somos peregrinos de uma jornada tecida em luz e sombra, mas é o fio dourado da esperança que costura o tecido da nossa passagem. 
O otimismo não é uma negação ingênua da dor, mas uma fé inquebrantável na capacidade inerente da vida de se regenerar, de se reinventar, de reflorescer, mesmo após a mais rigorosa das geadas. 
A bênção da vida reside no inusitado de cada hora, na certeza de que tudo se move, tudo se transforma, e que o rio do tempo leva consigo a tristeza do ontem e traz a promessa de um inexplorado amanhã. 
Pensemos nesses dias de um novo ano como um vasto oceano, uma ilha virgem que emerge das águas, intocada e repleta de recursos. 
Não são meras horas repetidas. 
São horas singulares, dotadas de um potencial que nunca existiu e nunca mais se repetirá. 
Porque a criatividade divina é infinita. 
Em cada amanhecer, permitamo-nos dissolver as culpas da noite, desfazer os nós do passado e limpar a lousa para escrever o presente com a caligrafia do nosso potencial.
Sintamos esse recomeço cíclico como se a vida, com a voz suave de uma mãe amorosa, sussurrasse: 
-Não importa o quão errado tenha sido o ontem, aqui está a chance de recomeçar, com o fôlego renovado. 
Os novos dias que se anunciam carregam o eco dos nossos sonhos e a vibração dos anseios mais recentes. 
Eles são a materialização da nossa capacidade de sonhar e de construir. 
Em cada amanhecer, recebemos as ferramentas: a vontade para iniciar, a disciplina para prosseguir, e a convicção de que somos fortes o suficiente para enfrentar o que vier. 
E, mais importante, a certeza de que a luta em si tem um valor intrínseco, que nos lapida e nos eleva. 
A poesia da vida reside na transmutação da adversidade em força, do desafio em crescimento. 
O novo dia nos oferece o palco para essa alquimia da alma.
Abracemos a promessa do próximo amanhecer. 
Redação do Momento Espírita 
Em 21.02.2026

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