domingo, 28 de dezembro de 2025

MOVIMENTO PELA PAZ

Éder Favaro
Muitos homens têm dedicado suas vidas para uma cultura de paz e não violência. 
Instituições religiosas e escolas têm promovido concursos, caminhadas, encontros em prol da paz. 
Muita gente pensa que isso é coisa de sonhador, uma missão impossível. 
Contrariando o pessimismo desses, o mundo de paz vem sendo construído a pouco e pouco. 
Multiplicam-se pelo planeta homens, mulheres e crianças decididos a realizar o sonho. 
A UNESCO, criada em 1945, e cujo objetivo é a promoção da paz e dos direitos humanos, prescreve, em seu ato constitutivo: 
"Se as guerras nascem na mente dos homens, é na mente dos homens que devem ser erguidas as defesas da paz."
No ano 2000 lançou o manifesto, de cuja elaboração participaram reconhecidos defensores da paz e que formaliza o convite ao seguinte compromisso: 
"Eu me comprometo em minha vida cotidiana, na minha família, no meu trabalho, na minha comunidade, no meu país e na minha região, a: Respeitar a vida – respeitar a vida e a dignidade de cada pessoa, sem discriminar nem prejudicar; Praticar a não violência de forma ativa, rejeitando a violência em todas as suas expressões: física, sexual, psicológica, econômica e social, em particular ante os mais fracos e vulneráveis, como as crianças e os adolescentes; Ser generoso - compartilhar o meu tempo, meus recursos materiais, cultivando a generosidade, a fim de terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica; Ouvir para compreender – defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, privilegiando sempre a escuta e o diálogo, sem ceder ao fanatismo, nem à maledicência e o rechaço ao próximo; Preservar o planeta – promover um consumo responsável e um modelo de desenvolvimento que tenha em conta a importância de todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do planeta; Redescobrir a solidariedade – contribuir para o desenvolvimento de minha comunidade, propiciando a plena participação das mulheres e o respeito aos princípios democráticos, com o fim de criar novas formas de solidariedade." 
 A fórmula não é nova, somente revestida de roupagem atual.
O convite à paz se faz insistente, desde os dias da Galileia.
A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou. Eu não a dou como a dá o mundo... Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Não resistais ao mal que vos queiram fazer... 
* * * 
Martin Luther King
-Ainda sonho, dizia Martin Luther King, Jr., que um dia a guerra chegará ao fim, que os homens transformarão as espadas em arados e as lanças em machados. As nações não mais se levantarão contra outras nações, nem se estudará mais a arte da guerra. Sonho que com fé, apressaremos a chegada do dia em que haverá paz na Terra e boa vontade para com todos os homens. Será um dia de glória. As estrelas da manhã cantarão em coro e os filhos de Deus gritarão de alegria. Transformemos o sonho em realidade. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Paz, um tema sempre atual, de Éder Favaro, da Revista Harmonia, setembro/2003 e cap. Um sermão de Natal sobre a paz, do livro O grito da consciência, de Martin Luther King, Jr., ed. Expressão e Cultura. 
Em 01.12.2015.

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