quinta-feira, 22 de maio de 2025

MENTIRA E DESCRÉDITO

Você costuma mentir para seus filhos? 
É possível que, sem uma reflexão aprofundada, a maioria dos pais responda não. 
Que a mentira não é uma boa medida pedagógica. 
No entanto, é muito comum, no trato com os filhos, observarmos pais, mães e outros educadores lançando mão de pequenas mentiras para convencer os filhos a fazerem o que eles desejam ou o que deve ser feito. 
Assim é que, há poucos dias, vimos pelo telejornal, uma mãe convencer o filho a embarcar no avião, num dia em que jogaria o time para o qual ele torcia, mentindo que, na aeronave, ele poderia assistir ao jogo pela televisão. 
Ao ser entrevistada, ela respondeu ao repórter que havia inventado uma mentirinha para que o filho embarcasse sem dar trabalho.
Apenas uma mentira sem importância, para a mãe, mas, de grandes proporções para aquele garotinho ávido por assistir seu time disputar uma partida decisiva. 
Muitas vezes, para nos livrar da insistência do filho, prometemos coisas que sabemos, de antemão, que não iremos cumprir. 
Se ele quer ir ao zoológico, por exemplo, prometemos que o levaremos noutro dia. E esse dia não chega nunca. 
Se não quer ir para a escola, fazemos mil propostas interessantes mas, tão logo ele consinta em ir, nos esquecemos delas. 
Vezes sem conta, percebemos pais que enganam os filhos dizendo que vão dar uma saidinha e logo voltam. 
E se demoram dias em viagens de lazer, enquanto os pequenos, desiludidos, esperam e esperam... 
São mentiras que, aparentemente sem importância, constroem nas almas infantis a descrença, a desconfiança e a insegurança. 
São essas pequenas pedras apodrecidas que levantam homens falsos e mentirosos que não têm compromisso com a verdade e, muito menos, com os sentimentos alheios. 
Crescem enganados e, se não forem Espíritos elevados, incorporam essas vivências de forma natural, devolvendo-as à sociedade conforme as receberam. 
Depois, essa mesma sociedade reclama quando é iludida com promessas não cumpridas, com plataformas que não passam de simulacro, com mentiras e enganações. 
É importante que pensemos, com seriedade, nas palavras destiladas dia a dia, junto aos filhos. 
É imprescindível que analisemos muito bem as promessas que fazemos e, uma vez feitas, sejam cumpridas. 
Mas, se por um motivo ou outro não as pudermos cumprir, que expliquemos esses motivos, sem mentir nem iludir. 
No princípio pode parecer difícil mas a experiência prova que a verdade é eficaz e duradoura e que a mentira, além de ter pernas curtas, é ineficiente e prejudicial. 
* * * 
A mentira é como ácido corrosivo; dilacera os laços afetivos e os rompe pouco a pouco. 
A verdade é a pedra boa que, empregada na construção do afeto, a torna sólida e duradoura, resistente a qualquer tempestade. 
Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita 
Em 26.04.2010.

quarta-feira, 21 de maio de 2025

O CÉU QUE NOS PROTEGE

Para onde vão os amores que partem para a pátria espiritual, deixando-nos uma grande saudade n´alma? 
Será que continuará a olhar por nós? 
Ou, envolvido em outras tarefas, esquecerão os amores deixados na Terra? 
Com certeza, muitos de nós nos questionamos a respeito. 
Mas, Rose, grávida de oito meses, estava, naqueles dias, preparando-se para receber seu bebê. 
E não havia espaço, em sua mente para outra coisa. 
O bebê, tão aguardado, logo nasceria. 
Subitamente, contudo, ele deu sinais de problemas cardíacos. 
A apreensão dos médicos inquietou ainda mais a jovem mãe.
Disseram-lhe que as possibilidades do seu filho viver eram limitadas.
Durante as vinte e quatro horas seguintes, médicos e enfermeiras permaneceram de vigília. 
As condições do feto pioraram e a opção foi induzir o parto. 
Rose deu à luz um menino e ficou esperando pelos prognósticos.
Observava as enfermeiras irem e virem, ouvia o som das máquinas, sentia o cheiro de desinfetante. 
Por fim, dominada pelo cansaço, ela dormiu. 
O capelão do hospital foi chamado pela equipe médica, tendo em vista a preocupação com o pequenino, que poderia morrer a qualquer momento. 
O padre veio e, na sua opinião, pensou que o melhor seria a criança ser encomendada a Deus, a fim de que seu Espírito pudesse ser recebido pelos anjos, na Espiritualidade. 
E assim o fez. 
Enquanto isso, Rose teve um sonho. 
Seu tio Patrick, desencarnado há muitos anos, ele apareceu. 
Ela não conseguiu apreender detalhes. 
Mas o rosto do tio, sereno, ficou fixado em sua memória. 
Também a mensagem de esperança: 
-Não se preocupe. Seu filho ficará bem. Vai dar tudo certo. 
Quando Rose acordou, seu coração estava apaziguado. 
Uma grande serenidade a envolvia, pensando na frase alentadora que ouvira de seu tio. 
Então ela viu o padre e ficou aterrorizada. 
Seu filho teria morrido? 
O sacerdote deve ter percebido a sua inquietação, pois falou rápido:
-Minha filha, agarre-se à esperança. Orei por seu filho e até resolvi batizá-lo. Como não sabia como chamá-lo, eu o chamei de Patrick. Espero que não se importe. 
Quando ela ia abrir a boca para relatar o sonho com seu tio, um médico adentrou o quarto e deu a informação de que a situação da criança se estabilizara. 
-Ele deverá vencer uma crise! – Afirmou, otimista. 
Rose suspirou, aliviada. 
Foi até o berçário e olhou para o seu bebê, dormindo na incubadeira.
O pequeno peito subia e descia, no ritmo do coração. 
Ela coloriu seu rosto no vidro e sussurrou: 
-Patrick, meu filho, vai dar tudo certo. 
* * * 
A morte não rompe os vínculos do afeto. 
E, mais do que imaginamos ou podemos ter consciência, os seres amados continuam a nos proteger. 
Muitos se tornam deles, com aquiescência divina, zelosos protetores dos seus amores. 
Pensemos nisso e luarizemos a grande noite da saudade enviando aos seres nossos queridos preces de fortalecimento, de gratidão, de ternura. 
Redação do Momento Espírita, com base em história do livro Pequenos milagres , v. II, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante. 
Em 21.05.2025

terça-feira, 20 de maio de 2025

DEUS É PAI

Narra o Evangelista Lucas que Jesus orava em determinado lugar. Ao concluir, um de Seus discípulos se acercou e pediu: 
-Senhor, ensina-nos a orar. 
Para aqueles homens, todos os judeus, tal pedido era um tanto surpreendente, considerando que fazia parte de sua cultura foram introduzidas nas práticas tradicionais religiosas, desde a infância.
Eram homens que frequentavam a sinagoga de sua cidade. Ou o templo, quando em Jerusalém. 
Natural, portanto, se pensar que oravam, pois devíamos conhecer minimamente os códigos religiosos que os regiam. 
O que se deduz do pedido é que se deve ter percebido que a relação de Jesus com a Divindade era um tanto diferente. 
Por isso, tentando compreender um pouco mais a respeito, fiz tal pedido. 
O Mestre atende, de imediato. 
Reconhece que não se trata de mera curiosidade mas da real vontade de aprender sobre Deus, transcendendo a exteriorização das tradições, tal qual viam e observavam nas práticas habituais. 
Então, Jesus os orienta que, desejando orar, se dirijam a Deus, nos seguintes termos: 
-Pai nosso, que estás nos céus. 
Nunca antes, para aqueles homens, alguém havia se dirigido a Deus daquela forma. 
E ali é desvendada a Paternidade Divina. 
Um Deus Pai, que ampara, que cuida, que oferece o melhor. 
Um Deus, como explica Jesus, que, se cuida das aves do céu e dos lírios do campo, jamais desampararia Seus filhos. 
Um Deus que provê as necessidades de todos, a cada dia, sem precisar que nos aflijamos com o amanhã. 
Um Deus que ama os seres, independentemente do seu credo. 
Ou mesmo aqueles sem credo. 
Cujo amor alcança os desvalidos, mas também os poderosos. 
Que se ocupa dos bons e açúcares. 
Porém, não se esquece daqueles que ainda permaneceram no mal e na desfaçatez. 
Um Deus amor que desconhece origem de raça, classe econômica ou qualquer artifício que tente classificar e separar homens e mulheres.
Desta forma, não importa em que situação nos encontremos. 
Não importa quão graves tenham sido nossos tropeços ou o tamanho dos erros que acumulamos em nossa consciência. 
Sempre podemos contar com o amor do Pai. 
Ele nos permitirá o resgate dos equívocos, mesmo os mais graves que podemos ter compromisso. 
Irá nos amparar nos dias mais difíceis que enfrentaremos. 
Deus estará sempre a postos para nos aguardar o apelo. 
Mesmo quando nos distanciarmos dEle, negando-O, tentando esquecê-lo ou extraindo-O de nossa vida, 
Ele permanecerá a velar por nós. 
O Seu é aquele amor que Jesus apresentou na parábola do filho pródigo. 
Mesmo depois de ter sido banido, de forma tola, tudo que o Pai lhe dera, envolto em dores e miséria, alquebrado e arrependido, retoma o caminho do lar. 
E encontra o Pai amoroso a guardá-lo, de braços abertos. 
Nada indaga. 
Apenas bem-vindo, ampara. 
Nos momentos mais difíceis, pelos caminhos espinhosos, doloridos, sempre podemos contar com Deus, nosso Pai. 
Com Seu amor incondicional, 
Ele nos erguerá e estabelecerá roteiros de refazimento, de reabilitação, de renovação. 
Redação do Momento Espírita, com base no Evangelho de Lucas, cap. 11, vers. 1 a 10. 
Em 20.05.2025.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

A MENTIRA

Primeiro de abril. Dia da mentira. 
Dia de fazer brincadeiras com colegas e amigos. 
Dia de passar trotes. Dia dos bobos. 
Tantas denominações para um mesmo efeito. 
É o dia em que até mesmo pessoas ditas sérias se dão ao prazer de armar pequenas ciladas para expor ao ridículo os que dizem ser seus amigos. 
O fato não é novo. 
Mas nem por isso deixa de ser desagradável. 
E para muitos, até constrangedor. 
Já houve manchetes mentirosas nesse dia. 
Desmentidas no seguinte. 
O que se pretende é dar boas risadas às custas dos outros. 
O que não nos damos conta, quando agimos desta forma leviana, é que podemos provocar problemas de saúde em alguém. 
Quantas pessoas estão atravessando sérias dificuldades financeiras, lutando para pagar suas dívidas e são surpreendidas por um telefonema informando que seu cheque foi devolvido por falta de fundos. 
Ou existe um título protestado em seu nome. 
Está no jornal, na lista dos protestos, diz o informante. 
Outros são surpreendidos com a notícia de que devem comparecer a tal empresa para uma entrevista. 
Esperançosos, os desempregados se dirigem para o local citado. 
Para descobrirem que perderam tempo e o dinheiro da passagem.
Não há nenhum emprego à vista. 
Por vezes, nem empresa. 
O endereço todo é falso. 
Brincadeiras perigosas. 
Trotes que comprometem. 
Brinca­-se com sentimentos e situações de pessoas, muitas vezes, em desespero. 
Já paramos para pensar alguma vez o que pode acarretar uma falsa notícia? 
Boa ou má? 
E se a pessoa que a recebe sofrer de problemas cardíacos e vier a ter uma dificuldade maior? 
Quantos sustos em telefonemas a cobrar, em que quem recebe fica com o coração aos saltos, pois naqueles breves segundos da mensagem gravada que antecede a identificação, mil pensamentos passam pela mente. 
Quem será? O irmão viajando? Terá se acidentado? A mãe doente? Terá piorado seu estado de saúde? A filha que já deveria ter chegado? Que terá acontecido? 
Desgastes e mais desgastes. 
Por nada. 
Tudo brincadeira. 
Coisa de quem não tem nada mais sério para fazer. 
Nem mais importante. 
Somos responsáveis por tudo que nos outros provocamos. 
Não se brinca com sentimentos, apreensões, ansiedades. 
O envolvido pode não resistir ou lhe podemos provocar séria lesão física ou moral. 
Ocupemos o nosso tempo com tudo que é construtivo. 
Com o que possa diminuir problemas para os outros. 
Preocupemo-nos pelo bem estar do nosso amigo, colega, irmão. Não lhe aumentemos a carga de dificuldades, já por si tão pesada. 
Usemos a nossa palavra para divulgar as coisas boas, alegres, que orientam e felicitam. 
Usemos o telefone com responsabilidade. 
É instrumento de auxílio, trabalho, jamais de brincadeiras tolas ou levianas. 
Bilhetes, cartas e cartões que geram expectativas que jamais se concretizarão, não deverão ser por nós escritos. 
A palavra impressa deve ser conduzida para as boas coisas. 
Nunca a divulgação da mentira ou do trote. 
Não busquemos alegrias passageiras, risadas bobas em troca da paz, da tranquilidade e da harmonia de outras pessoas, mesmo que sejam aquelas da nossa mesma idade, do mesmo rol de interesses. 
Há tantas formas sadias de promover alegria, sem se servir de tolices, trotes e brincadeiras de mau gosto. 
* * * 
Foi na véspera do dia 1º de abril de 1848 que os fenômenos mediúnicos, em uma pequena vila do Estado de Nova York, se apresentaram de tal forma que chamaram a atenção do mundo. 
Eram arranhaduras no interior da madeira, pancadas através das quais um Espírito respondia às questões de duas meninas: Kate e Margareth. 
O vilarejo chamava-se Hydesville, no Condado de Rochester. 
As meninas pertenciam a uma família de sobrenome Fox. 
E na noite/madrugada em que os fenômenos atingiram o auge, vizinhos e curiosos a eles assistiram. 
No dia 1º de abril foram em torno de 350 as pessoas presentes. 
* * * 
Palavra é talento. 
Utiliza a tua palavra para produzir alegria, tranquilidade e paz. 
A palavra nobre sustenta para sempre. 
Redação do Momento Espírita 
Em 15.07.2009.

domingo, 18 de maio de 2025

Momento Espírita – Trinta e Um Anos (1995/2025)

Era uma vez... 
As boas histórias começam assim. 
E nos conduzem a um mundo de sonhos, de magia, de beleza, inebriando-nos a alma. 
Essa também começou assim, lá pelos idos de 1990. 
Era uma vez dois homens idealistas, que imaginaram que seria muito bom se a Doutrina Espírita pudesse ser ofertada, diariamente, a todas as gentes. 
Não seria um programa doutrinário, idealizado para espíritas. nem que desejasse conquistar prosélitos. Não. 
Um programa atendendo ao projeto da própria Doutrina: alcançar corações para o Reino de Deus, para a alegria de viver, a gratidão pela vida. 
Transformar homens comuns em homens de bem, com gotas homeopáticas, diárias, que falassem de amor, de compaixão, que falassem das coisas do mundo, do dia a dia, dos quefazeres de todos nós. 
O programa deveria ser dedicado ao povo, ao ouvinte, sem qualquer conotação de credo, de raça, de idade, de classe social. 
E para ser o mais universal possível, seu destino deveria ser o coração de cada um, muito mais do que o intelecto. 
Não era para se pensar muito, mas para se sentir e se emocionar em cada audição. 
Palavras simples, comunicação direta e objetiva, assunto restrito e pontual, que atendesse as necessidades humanas. 
Eis aí o perfil do ouvinte que serviria de parâmetro sobre o alcance de cada mensagem: era aquele que, estando no transporte coletivo, lotado como sempre, ao ouvir a mensagem, mesmo sem poder prestar muita atenção, entendesse o recado, mesmo ouvindo (pouco), mas sentindo tudo, de modo que fosse suficientemente envolvente que tirasse sua mente e sua emoção do desconforto que enfrentava, pelo tempo que durasse. 
Ele aprovando, estaríamos no caminho certo. 
Por mais incrível que pareça, assim aconteceu. 
NAPOLEÃO
ARAÚJO
Napoleão Araujo e Mauricio Roberto Silva, os idealistas, procuraram uma emissora e lá encontraram Paulo Roberto Oliveira, com know how de programas radiofônicos, com experiência em termos de tempo e horários. 
E a sugestão foi de cinco minutos de duração e em horário em que as pessoas estivessem se movimentando para o dia. 
Em casa, se preparando para sair ou para assumir as tarefas pela frente. 
Nos seus carros, no trânsito. 
Nas empresas, iniciando expediente. 
E, claro, o nosso usuário do transporte coletivo, firme na lida inicial do dia... 
MAURÍCIO
ROBERTO SILVA
E muitas coisas foram se descobrindo, na sequência. O idealista da emissora, que se tornaria, posteriormente, a voz do Momento Espírita, tinha fortes raízes com a Federativa. 
Coincidência? 
Não. 
Essa como tantas das coisas que nos acontecem são daquelas linhas traçadas pela Divindade e que determinam o alcance dos objetivos maiores. 
Ele é consorciado com Lia, que tem como avós maternos Lauro Schleder e Teresa Paraná, filha de Sebastão Paraná, um dos fundadores da Federação Espírita do Paraná - FEP e seu segundo presidente. 
Lauro Schleder, segundo informações do amigo e médium espírita Divaldo Pereira Franco, é o coordenador espiritual do Programa Momento Espírita. 
Nada é fácil ou nasce pronto, perfeito. 
O Programa passou por uma fase experimental, sofreu interrupções, motivo pelo qual somente consideramos a sua existência, a partir do mês de maio de 1992, quando se efetivaram as transmissões, na capital paranaense, às 6h55 da manhã, e nunca mais pararam. 
Conhecido nacional e internacionalmente, foi adquirindo cidadania e sendo requerido pelos confrades que o desejavam veicular em suas cidades, depois diretamente por emissoras, considerando os altos índices apresentados no IBOPE. 
E lá se vão trinta e um anos... 
Hoje, é veiculado em dezenove Estados brasileiros. 
As emissoras, cadastradas em sistema específico, fazem download dos programas, o que permite que aquele transmitido em Curitiba/Paraná, berço do Programa, alcance as demais localidades, no mesmo dia. 
Multiplicaram-se os produtos, no decorrer dos anos, podendo-se contar 37 CDs de textos, 8 CDs com trilhas musicais exclusivas, 2 CDs para o público infantil, 1 CD em espanhol, 1 DVD animação, 12 livros, 2 pen cards. 
Em 2018 e 2019, foram produzidas agendas para os anos subsequentes. 
O site, no ar desde março de 1998, foi recebendo adendos e hoje se apresenta em cinco idiomas: português, francês, espanhol, inglês, italiano, com locução nos dois primeiros. 
Ao longo desses anos, manteve-se o locutor, o corpo de redatores sofreu algumas alterações, também a dos revisores e tradutores.  Contudo, o trabalho jamais feneceu, nem perdeu qualidade. 
A FEP investiu em estúdio próprio, para as gravações. 
E uma pessoa sensível que, quando prepara a mixagem sente ao seu redor muitos invisíveis do bem, cria efeitos sonoros especiais para cada texto. 
Uma pausa estratégica na locução. 
O som de um piano. 
A chuva que cai. 
Trovoadas. Silêncio. 
E a voz do locutor que se sobressai novamente. 
Em 2006, a FEP obteve registro da marca nominativa, com as renovações periódicas devidas. 
Sempre aprendendo, melhorando, burilando sua qualidade, atento às inovações, um novo produto conquistou mais e mais corações em abril de 2020, com o lançamento pelo Canalfep do Momento Espírita Filmes. 
Os textos ganharam imagens, cor, movimento. 
Primorosa concepção, trilhas sonoras compostas ou adquiridas de artistas internacionais, especialmente para cada texto, diversas das radiofônicas ou dos CDs. 
Tudo atendendo a rigoroso detalhamento, qualidade primorosa, de um coração de artista, espírita, idealista. 
Já viram que a tônica do Programa é o idealismo. primor na concepção, cuidados extremos com direitos autorais. 
E o ano de 2021 foi o ano de conquistar as redes sociais e as plataformas digitais. 
Os volumes 35, 36 e 37 do CD Momento Espírita foram lançados nas plataformas digitais. 
Seguiram-lhe os anteriores, a pouco e pouco, conquistando espaço mais e mais e tendo assegurados os seus direitos autorais. 
Estreou na televisão, para a capital, região metropolitana e campos gerais em 11 de dezembro de 2023, com programas de segunda a sexta. 
E para alcançar quem tem dificuldades de acompanhar o programa televisivo, pelo horário em que vai ar (início da tarde), oferece o @canalmomento espírita, com os vídeos dos programas veiculados pela BANDTV. 
Chegamos a esse patamar, trinta e um anos, agradecidos a Deus pelo trabalho realizado, pelos tantos benefícios espalhados, alguns conhecidos, a maioria desconhecidos. 
O importante é que a semeadura se fez e prossegue ininterrupta.
Oxalá possamos acrescentar muitos outros anos a essa tarefa iluminativa. 
Quantas bênçãos mais nos reservará o amanhã? 
Redação do Momento Espírita 
Em 23.02.2024.

sábado, 17 de maio de 2025

MENTE E SINTONIA

Guilherme Marconi
É creditado ao italiano Guilherme Marconi o uso das ondas eletromagnéticas para transmitir informações a longas distâncias.
No final do Século XIX, Marconi inicia seus experimentos, que darão origem ao telégrafo e, posteriormente, ao rádio. 
Graças a isso, as distâncias passam a ser menores, e a comunicação intensifica-se. 
Marconi partiu de um princípio da Física, segundo o qual ao se emitir ondas com determinada frequência, essas se propagam no espaço, podendo ser captadas por outro aparelho sintonizado na mesma frequência. 
Hoje, os experimentos de Marconi pertencem à História e seus equipamentos são peças de museu, frente a toda a tecnologia desenvolvida desde então. 
Porém, ainda podemos tecer valiosas reflexões a respeito desses seus estudos e descobertas. 
Nossa mente atua, sempre, como uma grande usina geradora de ondas, com frequências peculiares. 
A natureza do nosso pensar e sentir gera a qualidade da emissão, daquilo que emitimos e exteriorizamos em forma de pensamento.
Como as ondas de rádio, invisíveis e imperceptíveis para nós, assim são nossos pensamentos. 
Não percebemos de imediato e nem visualizamos o que emitimos, mas nosso pensar está sempre gerando o ambiente, a psicosfera em torno de nós mesmos. 
Assim é que pessoas otimistas vivem em uma frequência, em uma ambiência mais salutar do que as pessoas pessimistas. 
Alguém sempre amoroso, carinhoso, compreensivo, terá em torno de si as qualidades relativas à natureza desses sentimentos. 
Por sua vez, quem seja amargo, intolerante, impaciente gerará, para sua própria vivência, um ambiente mais tormentoso e difícil. 
Assim, cuidar dos pensamentos é tarefa de urgente necessidade, mas, muitas vezes relegada, quando não esquecida ou desconhecida. Somos o resultado do que pensamos, sentimos e agimos, direta e indiretamente. 
Portanto, será sempre mais proveitoso buscarmos a reflexão otimista ao pensamento pessimista, a análise compreensiva ao julgamento crítico, o bem pensar ao julgamento severo. 
Não é alienar-se do mundo, ou vê-lo de maneira ingênua ou parcial.
É a opção por viver no mundo, enfrentando seus desafios e lutas, com ferramentas diferentes, que serão mais valiosas e eficazes, nos proporcionando, ademais, saúde e bem-estar. 
Dessa forma, vigiar nosso pensar no dia a dia, será sempre ação benéfica para nós mesmos. 
Ao optarmos pela vigilância da nossa casa mental, nos proporcionamos a oportunidade de abandonar o medo, a insegurança, as angústias. 
E abraçarmos o bem, o bom e a confiança em Deus. 
Atentemos para a recomendação de Jesus de orarmos e vigiarmos, entendendo que o Amigo Divino nos convida a vigiarmos nosso pensar e a utilizarmos a oração como ferramenta de apoio e reestruturação mental. 
* * * 
O pensamento é força vital gravitando no Universo. 
Fonte poderosa, pode verter luz pacificadora ou se transformar em cachoeira destruidora. 
Pensemos nisso. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 08.12.2012.

sexta-feira, 16 de maio de 2025

A BOA NOVA NA FAMÍLIA

CHICO XAVIER
Uma alma querida, da Espiritualidade vibrante, escreveu para a irmã, dando notícias de seu novo mundo, de suas atividades na esfera espiritual. 
E revelou: 
-Se os companheiros do mundo pudessem compreender o valor de alguns minutos da Boa Nova, por semana, no santuário da família, decerto veríamos abreviado o triunfo sublime de Jesus sobre as almas. 
Ela se refere ao que chamamos de Evangelho no lar, esse hábito de, em família, reunirmo-nos em torno dos ensinamentos de Jesus com regularidade. 
Não se trata de um estudo demorado, com essa ou aquela técnica, nem de um momento de falas longas em tom de palestra ou algo semelhante. 
É um momento de oração em família, em primeiro lugar. 
Silencia-se a casa, silenciamos a alma para que possamos mudar a sintonia e fazer esse contato com o Criador. 
Cada um pode fazer a oração do seu jeito. 
Revezamo-nos. Por que não? 
Deve ser uma honra falar em nome da família em que nascemos ou da nova família que formamos. 
Lemos, então, uma breve mensagem. 
Pode ser um trecho do Evangelho de Jesus, uma parábola, uma lição.
Ou mesmo o capítulo de uma obra que mencione passagens do Mestre e permita reflexões importantes. 
Logo depois, fazemos breves comentários que remetam ao dia a dia.
O que o texto lido tem a nos dizer? 
O que disse particularmente a mim? 
O que vivemos, nos últimos dias, ligado a isso? 
Não é momento de acusações, de dizer algo como: Isso é para você.
É momento de ouvir com humildade e perceber como, muitas vezes, as lições caem como uma luva para aquilo que estamos mais precisando. 
Ou iremos precisar logo mais. 
São vinte ou trinta minutos que farão uma bela diferença em nosso lar. 
Nossa visão é limitada. 
Mas os relatos dos Espíritos superiores nos trazem descrições belíssimas dos lares iluminados com o Evangelho de Jesus. 
O cultivo do Evangelho em casa é uma bênção para os nossos companheiros das duas vidas – a do corpo e a da alma -, de vez que a claridade da prece e da palavra santificante se irradia, salvadora, ajudando-nos e ajudando aos que nos cercam. 
Vejamos que há ainda esse outro aspecto, essa irradiação de luz para os dois mundos, promovendo auxílio também na esfera espiritual que nos cerca. 
Lembremos a advertência de Paulo de Tarso: 
-Estamos cercados por uma nuvem de testemunhas, aqueles que sintonizam conosco, amigos e também adversários. 
Espíritos adoecidos, que nos perseguem, que se sentem credores por algo que lhes fizemos no passado próximo ou distante, têm a chance de escutar o Evangelho de Jesus conosco. 
Têm a chance de aprender e, quem sabe, despertar, como nós. 
Outros tantos, perdidos por aí, que por vezes intentam invadir nossos lares por mera curiosidade ou malícia, encontram neles uma redoma protetora, a luz do Evangelho. 
Sigamos o conselho amigo dos que somente nos desejam o bem: guardemos um dia que seja por semana para o hábito do Evangelho em família. 
E, se porventura, nossa família atual somos apenas nós mesmos, não esmoreçamos. 
Façamos sozinhos, na companhia dos irmãos espirituais e a presença inestimável do Mestre Jesus. 
 Redação do Momento Espírita, com base no cap. Missiva de irmã, do livro Relicário de luz, por diversos Espíritos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Em 16.5.2025