quarta-feira, 20 de maio de 2026

UMA LUZ HÁ DE VIR

Por vezes, tanto empeço na estrada, 
que indagas, coração, de alma desencantada, 
por que meios humanos prosseguir… 
Entretanto, ergue a fronte, ao vasto firmamento, 
da nuvem mais pesada ou do céu mais cinzento 
uma luz há de vir… 
O trecho do poema de Maria Dolores acalenta nosso coração, relembrando-nos algo precioso: tudo passa e devemos confiar mais e confiar sempre. 
No entanto, que fique claro: não se trata de uma confiança incerta, que tem cara de quem sabe, talvez ou espero que...
Não, essa confiança, que também chamamos de fé raciocinada, pode ser construída sobre o fundamento da certeza e da razão.
Conforme vamos conhecendo as leis divinas, conforme vamos nos apropriando de parte da beleza de como tudo funciona, vamos nos sentindo mais confiantes. 
No Universo, nada está no lugar errado. 
Nenhum astro, dos bilhões e bilhões que já descobrimos, nenhum deles escapa ao cumprimento das leis universais.
Para que estivéssemos vivos hoje pela manhã, e para que a vida no planeta Terra fosse possível, muita coisa teve que dar certo ao mesmo tempo, muita coisa teve que ser pensada, calculada, colocada em seu devido lugar. 
Nada a esmo, nada jogado, nada deixado aqui ou ali de qualquer jeito. 
Segundo alguns cálculos das ciências, para que a vida fosse possível na Terra, mais de cem variáveis físicas e químicas precisaram ser exatas. 
Um ajuste fino, que, estatisticamente calculado, nos mostra que a probabilidade de ter sido feito ao acaso é de um em dez, elevado à potência cento e trinta e oito. 
Isso é, de longe, pela matemática, considerado probabilidade zero. 
Não há acaso no Universo e as ciências sabem disso. Não há acaso em nossas vidas, da mesma forma. 
Tudo está como está por alguma razão. 
Tudo se alinhou dessa forma, neste momento, por uma série de fatores, muitos deles provocados por nós mesmos. 
Esse nós mesmos pode ser entendido de uma maneira mais ampla. 
O eu de hoje e o eu milenar, que vem seguindo através das eras. 
Se pudéssemos olhar melhor o passado, se soubéssemos observar melhor o cuidado das leis para com nosso processo evolutivo, iríamos perceber que uma luz sempre veio. 
A maior delas chamou-se Jesus. 
Jesus foi a luz que o Pai amoroso enviou para a Terra, servindo-nos de Guia e Modelo. 
Muitas outras luzes O seguiram e O seguem até hoje. Francisco de Assis iluminou a Idade Média. 
Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, irmã Dulce foram outras tantas luzes que nos exemplificaram como é seguir a luz.
Saibamos ver e procurar pela luz. 
Quem trabalha pelo bem, quem serve sem olhar para trás, certamente logo a vê. 
Quem confia na grandeza do Universo, respeita suas leis e abraça seu próximo com amorosidade faz a sua própria luz.
Os empeços na estrada são lições da escola. 
Os desafios precisam existir, caso contrário, nos acomodamos aos vícios. 
Não peçamos vida fácil; saibamos lidar com as lutas, confiando sempre na luz que há de vir! 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 37, do livro Maria Dolores, pelo Espírito Maria Dolores, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. IDEAL. 
Em 20.05.2026

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