quinta-feira, 15 de maio de 2025

MENSAGENS OCULTAS

Alexandre Mansur
Deborah Tannen
A pesquisadora norte-americana Deborah Tannen dedicou dois anos de sua vida a uma tarefa curiosa: ouvir diálogos familiares.
Referência internacional no estudo da linguagem humana, ela queria entender por que se briga dentro de casa. 
Com o auxílio de sua equipe, escutou centenas de conversas cotidianas. 
Em alguns casos, casais, filhos, pais e mães carregaram um gravador durante uma semana. 
A partir desse material, Deborah analisou como as palavras ditas e as não ditas podem disfarçar movimentos para aprisionar o outro ou exercer poder sobre ele. 
Quando o não quer dizer sim e vice-versa. 
Ela acredita que, ao entender essas mensagens ocultas, é possível desfazer conflitos persistentes e driblar novas crises domésticas.
Evitar, principalmente, que o diálogo evolua para a hostilidade e provoque mágoas. 
O resultado está no livro Só estou dizendo isso porque gosto de você, best-seller nos Estados Unidos. 
Deborah Tannen foi entrevistada por uma revista brasileira e deu respostas muito oportunas, das quais reproduzimos algumas: 
-Por que as conversas familiares podem ficar tão ásperas? 
Deborah responde: 
-Porque há muito em jogo. Nós esperamos mais consideração dos parentes do que de amigos ou colegas. Reagimos mais aos julgamentos da família porque sentimos como se fossem da Suprema Corte, avaliações inquestionáveis de nosso valor. As conversas são carregadas pela herança de todos os diálogos que tivemos antes. Isso é transmitido pelo tom de voz, pela expressão facial e pelos pressupostos não ditos. 
-Como eles nos atingem? 
A resposta de Deborah: 
-Imagine um casal diante do menu, no restaurante. Quando o homem anuncia que vai escolher um filé com fritas, a mulher diz: "Reparou que eles também têm salmão?" O homem protesta: "Pare de criticar o que eu como." Ela se defende: "Eu não critiquei. Só mostrei um prato que podia lhe agradar." A razão do desentendimento, ao nível do que é dito, é que a sugestão da mulher não era uma crítica. Mas o homem sabe que ela está falando de seus excessos com carne vermelha. A impressão de desaprovação vem da mensagem oculta, baseada na história comum do casal. Entender isso evita que discussões repisem os mesmos pontos. 
-Podemos evitar as mensagens ocultas? 
-"É impossível", diz Deborah. "O mais importante é aprender a pesar como nossas intervenções poderão ser interpretadas pelos outros. Quando você oferece um conselho ou uma orientação, mesmo repleto de boas intenções, o que é dito arrisca ser recebido como crítica. Boas intenções não mudam um pressuposto básico: se a outra pessoa não estivesse fazendo algo errado, não precisaria de conselho. A crítica está implícita no ato de oferecer a sugestão. Não há como escapar quando o conselho parte do pai para o filho, da mãe para a filha ou do irmão mais velho para o caçula. 
Ainda sobre mensagens ocultas, a escritora diz: 
-Costumo citar uma conversa travada por um casal em uma viagem de carro. Num certo momento, a mulher pergunta: "Você gostaria de parar para beber algo?" O marido responde, com toda sinceridade: "Não." E segue adiante. Mais tarde, ele fica frustrado ao descobrir que a mulher queria ter parado e estava aborrecida. Pensa: "Por que ela simplesmente não disse o que queria?" Mas a mulher estava chateada não porque tinha ficado com sede, mas porque sua preferência não foi levada em conta. Ela havia mostrado consideração com a opinião do marido, mas ele não tinha feito o mesmo com ela. Para entender o que deu errado, o homem deve aprender que, quando uma mulher pergunta o que ele quer, não está pedindo uma informação, mas dando início a uma negociação sobre o que os dois gostariam de fazer. Por outro lado, a mulher deve saber que, quando o marido responde sim ou não, ele está apresentando uma vontade negociável. 
Analisando as considerações de Deborah Tannen, podemos entender alguns dos motivos de desentendimentos familiares e buscar saber mais sobre como podemos evitá-los. 
Importante é saber que sempre existe uma solução para quem deseja encontrá-la. 
Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita, com base em matéria de Alexandre Mansur, publicada na revista Época de 06/12/2004. 
Em 31.01.2010.

quarta-feira, 14 de maio de 2025

VIVER COM ALEGRIA É UMA DECISÃO

ALICE GRAY
Ruth chegou para sua sessão de hidromassagem. 
No vestiário, enquanto se preparava, ouviu uma voz que vinha do outro lado do armário. 
Era uma voz forte, animada, cheia de vida. 
Exatamente como a manhã que começava: 
-Dolores, gostei muito do livro que você pegou para mim, na semana passada. Sei que a biblioteca fica fora do seu caminho. Não consegui parar de ler. Não havia como não ouvir a voz alta, que continuou: Você já viu um dia tão esplêndido como este? Vi um par de cotovias enquanto caminhava esta manhã. Isso nos traz alegria de viver, não é mesmo? 
Ruth começou a pensar quem seria a dona daquela voz. 
Parecia ser portadora de um certo requinte. 
Para ser tão agradecida àquela hora da manhã, devia ser uma mulher muito rica. 
Ruth pensou que ela também se sentiria feliz se não tivesse nada mais para fazer na vida do que ler, nadar e passear. 
Se pudesse se erguer pela manhã e fazer sua caminhada sossegada, sem ter que ficar de olho no relógio apontando o horário do expediente. 
Ela também ficaria feliz se tivesse uma casa no campo, onde pudesse ir nos finais de semana ou a qualquer dia porque não precisasse ter outras preocupações a não ser se divertir e descansar. 
Tomar uma xícara de chá ao final do dia, convidar amigas para um lanche. 
Quem não seria feliz assim? 
Então, contornou o armário e ficou frente a frente com a dona daquela voz alegre e jovial. 
Ela estava arrumando seus apetrechos. 
Usava um uniforme amarelo e devia ter uns cinquenta anos. 
Ruth conhecia aquele uniforme. 
Sempre estava acompanhado de esfregões, vassouras, espanadores de pó e baldes. 
Era uma servente do local. 
Ela olhou para Ruth, sorriu, apanhou sua sacola de plástico e caminhou em direção à porta. 
Voltou-se e disse, sorridente: 
-Tenha um glorioso dia! 
Ruth foi para a piscina. 
Enquanto afundava o corpo na espuma, pôde ouvir dois homens que conversavam na piscina ao lado. 
Um deles trazia uma voz cansada e triste. 
Falava das dores nos joelhos, das noites sem dormir e dias repletos de mal-estares. 
Tudo estava ruim. 
A água estava quente demais, os jatos d’água não eram suficientemente fortes para suas juntas endurecidas, os médicos tinham demorado muito para diagnosticar seu problema de saúde.
Parecia um homem velho, mas não devia ter mais do que cinquenta anos. 
Com a mão enfeitada por um anel de brilhantes, ele retirou a espuma do rosto. 
Analisando uma e outra situação, o uniforme amarelo e o anel de brilhantes, Ruth ficou a pensar. 
Naquela manhã, ela vira contentamento e descontentamento. 
E aprendeu que a alegria de viver é qualidade de quem olha a vida com olhos de ver. 
* * * 
A cada dia, Deus prepara um cenário maravilhoso para todos os Seus filhos. 
O que somente precisamos ter é olhos de ver e ouvidos de ouvir.
Porque para viver com alegria só há um segredo: viver em plenitude, usufruindo cada minuto, cada paisagem, cada acontecimento como único, especial. 
Viver com alegria é, enfim, uma decisão pessoal. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Contentamento é..., de Ruth Senter, do livro Histórias para o coração, v. 1, de Alice Gray, ed. United Press. 
Em 13.05.2025

terça-feira, 13 de maio de 2025

MOEDA RARA

Classificamos como raro um objeto, um item que seja difícil de encontrar. 
Algo escasso ou incomum. 
Tratando-se de um livro, torna-se raro porque teve uma edição limitada. 
Ou porque restam poucos exemplares no mundo. 
Um selo torna-se raro por ter sido lançado em evento específico, comemorativo a data importante. 
Ou porque foi emitido com erro, cortado ou carimbado de uma forma diferente. 
Pode ser muito valioso até mesmo por haver vários exemplares em uma única folha. 
Em síntese, ser único ou quase isso. 
Portanto, raro é algo difícil de se obter, pouco ofertado, que dificilmente se encontra. 
Raras são as pepitas de ouro, os diamantes de alta qualidade e as esmeraldas. 
Em se falando de sentimentos, também há um que pode ser considerado raro, desde que não se apresenta em todos os corações.
Chama-se gratidão. 
A gratidão exige retornar no tempo, olhar para trás, viver uma etapa não mais existente. 
Requisita humildade frente às conquistas, o compartilhamento diante da vitória. 
Raros são aqueles que, superadas as dificuldades, conseguem lembrar dos que os ampararam durante as lutas ferrenhas. 
Não importa onde estejamos, sempre haverá aqueles a quem devemos gratidão. 
Aos pais, não importa se, efetivamente, assumiram ou não sua função, devemos-lhe a vida. 
Gratidão por quem nos acordava pela manhã, com a mesa posta, a fim de que pudéssemos ir à escola, alimentados. 
À professora que nos alfabetizou, sem o que os passos seguintes seriam impossíveis. 
Ao conselho do professor, à fala amiga do colega, às orientações de quem estava próximo. 
Podemos imaginar quão diferentes seriam nossos passos se não fossem as ações dessas pessoas? 
É imperioso reconhecermos no outro o quanto ele contribuiu para sermos quem somos. 
Ou para chegarmos aonde nos encontramos. 
Somente o arrogante e pretensioso não consegue encontrar motivos de gratidão. 
Afinal, ninguém se faz sozinho, tampouco dispensa colaboração. 
A gratidão nasce da generosidade do coração quando reconhecemos nossas limitações. 
Quando lembramos do quanto precisamos da ajuda de muitos, a fim de que nossos esforços culminassem em êxito. 
A beleza da gratidão pede que não nos percamos na prepotência de quem se imagina autossuficiente. 
E, do alto das nossas conquistas, recordemos os apoiadores do nosso caminhar. 
Quantos serão? Poucos? Muitos? 
Talvez hoje não mais necessitemos que nos auxiliem, que nos amparem. 
Mas nos merecem gratidão pelo que representaram quando as dificuldades nos alcançaram. Saibamos ser reconhecidos, agradecidos. 
E lhes ofereçamos nossas preces, nosso abraço, nosso carinho. Traduzamos nossa gratidão em gestos constantes, oferecendo a flor preciosa dos nossos mais doces sentimentos. 
Afinal, não somos apenas aquilo que conquistamos com nossos esforços. 
Somos também a somatória de tudo aquilo que colhemos das mãos generosas daqueles que nos acompanharam a jornada, que cruzaram nossos caminhos, que ombrearam problemáticas conosco. 
Gratidão, sempre. 
Não esqueçamos de acionar essa moeda rara. 
Redação do Momento Espírita 
Em 12.5.2025

segunda-feira, 12 de maio de 2025

QUANDO......

DONA JOSEFINA(+)
MÃE DO ANTÔNIO E DA CARMINHA(+)
Quando a mãe não está mais entre nós... 
Quando a mãe se ausenta do plano físico, sentimos a perda de uma presença que nos amou profundamente, que nos conheceu como ninguém e que sempre nos perdoou. 
Ela foi quem acalmou nossos medos e nos encontrou quando nos sentimos perdidos. 
Sem ela, ninguém mais nos lembra de nos agasalharmos quando está frio, nem nos liga para saber como estamos quando nos sentimos mal. 
Quando cometemos erros, as pessoas podem ficar chateadas, e precisamos pedir desculpas, porque só ela suportava nossas falhas e nos amava até nos nossos piores dias. Sentiremos falta dela em todos os Natais, aniversários e sempre que algo bom acontecer, desejaremos compartilhar com ela. 
Perceberemos que sua cadeira está vazia e que ela não estará mais ao nosso lado. 
Haverá pessoas que nos conhecem, mas ninguém como ela. 
Muitos nos amam, mas não nos amam mais do que a si mesmos, como ela nos amava. 
Quando a mãe se ausenta, o mundo parece um pouco mais triste, estranho e menor... e nós também.
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
CHICO XAVIER

domingo, 11 de maio de 2025

CARTA DE UMA MÃE

Mães são criaturas especiais. Elas têm uma visão de mundo toda peculiar. 
Guardam experiência porque já viveram mais tempo que seu filho.
Experimentaram incontáveis alegrias. 
Também tristezas, mágoa e dor. 
E sabem que, por mais amem seu filho, não poderão impedir que tudo isso ele também experimente: coisas positivas e coisas negativas.
Sabem igualmente que isso faz parte do grande aprendizado que redundará em progresso para ele próprio. 
Possivelmente por essa razão é que uma mãe elaborou uma carta, mais ou menos nos seguintes termos: 
"Caro mundo: 
Meu filho começou hoje na escola. Durante algum tempo, tudo vai ser estranho e diferente para ele. Eu gostaria que você o tratasse com carinho. Até aqui, sempre estive ao lado dele. Aquieto seu coração. Curo suas feridas. Estou por perto quando ele cai e rala o cotovelo ou o joelho. Quando ele cai da bicicleta, do skate e tropeça nos cadarços soltos do tênis. Mas agora tudo vai ser diferente. Esta manhã ele vai sair pela porta da rua, acenar para mim e começar sua grande aventura. Ele irá aprender provavelmente sobre disputas, tragédia e sofrimento. Para viver neste mundo é preciso fé, amor e coragem. Por isso, mundo, eu gostaria que você o pegasse pela mão e ensinasse o que ele precisa saber. Ensine-o, mas com carinho. Ensine-o que, para cada malandro que existe por aí, existe também um herói. E que, em verdade, há muito mais heróis do que malandros. Heróis anônimos que realizam grandes proezas todos os dias. Fale-lhe muito mais dos heróis. Incentive-o a se tornar um deles. Ensine-o que para cada político corrupto existe um líder dedicado. E narre-lhe detalhes das vidas desses líderes para que os possa imitar. Ensine-o que para todo inimigo existe também um amigo. Diga-lhe como conquistar e conservar amigos. Ensine-o sobre as maravilhas dos livros. Livros de ciência, de arte, de grandeza. Dê a ele um momento de silêncio para que possa ponderar sobre o mistério dos pássaros no céu, das abelhas ao sol e das flores nas campinas. Ensine-o que é muito mais digno fracassar do que trapacear. Ensine-o a ter fé nas próprias ideias, mesmo quando todo mundo lhe disser que ele está errado. Ensine-o a vender seu cérebro e seus músculos pelo mais alto preço. Mas faça-o ciente de que seu coração e sua alma nunca devem ser colocados à venda. Ensine-o a fechar os ouvidos para o clamor da multidão... E manter-se firme e disposto a lutar quando achar que está certo. Ensine-o com carinho, mundo, mas não o mime, pois é o teste do fogo que produz o aço mais resistente. Mundo, veja o que você pode fazer por meu filho. Ele é alguém muito especial". 
* * * 
A educação de uma criança não é somente um trabalho de amor e um dever. 
É uma missão importante, desafiadora e honrosa. 
Em verdade, ela exige do educador o melhor que ele tenha para dar.
Por isso, maternidade e paternidade são missões das mais nobres, confiadas pela Divindade à mulher e ao homem. Pense nisso! 
Redação do Momento Espírita com base no cap. Carta de uma mãe ao mundo, de autoria desconhecida, do livro Histórias para aquecer o coração das mulheres, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff, ed. Sextante. 
Em 10.5.2025

sábado, 10 de maio de 2025

MENSAGEM QUE SALVA

Em setembro de 1995, um jornal publicou uma interessante história.
Tratava-se de uma jovem que, sem objetivos na vida, começou a achar que tudo estava contra ela. 
Ficou deprimida e pensou em se suicidar. 
Tentou uma vez, em um hotel, mas a camareira entrou e chamou socorro a tempo. 
Ela foi salva. 
Quando saiu do hospital, continuou com o firme propósito de acabar com a vida. 
Começou a estocar remédios. 
Às vezes, começava a olhar para o teto, procurando um lugar para colocar uma corda e terminar com tudo.
Era um tormento constante. 
A ideia não saía de sua cabeça. 
Dois meses depois, ela foi até um hotel levando trezentos comprimidos em sua bolsa. 
Felizmente, três amigas atentas, dessas criaturas atenciosas que Deus coloca na trajetória dos seres, para servirem de anjos de guarda, descobriram o seu plano. 
Com muito esforço, a levaram até o hospital, antes que ela fizesse uso dos comprimidos. 
Enquanto aguardava para ser atendida, na sala de espera do hospital, ela apalpava os comprimidos que trazia consigo, pensando em como faria para enganar as amigas e tomar a medicação. 
Enfim, como o atendimento demorou um pouco, ela pôs os olhos sobre uma mesinha e viu uma revista. 
Pegou-a e abriu. 
Seus olhos ficaram arregalados de espanto, quando leu: 
Antes de você se matar. 
O artigo oferecia diversas razões fortíssimas para se optar pela vida em vez do suicídio. 
De uma forma misteriosa, aquelas observações foram calando em sua alma e ela desistiu de se matar. 
Chamou uma enfermeira e lhe entregou todos os comprimidos.
Nunca mais tentou se matar. 
Decidiu viver. 
Ao publicar a sua história, afirmava que tudo acontecera há dez anos.
* * * 
DIVALDO PEREIRA FRANCO
e
JOANNA DE ÂNGELIS
Uma mensagem salva uma vida. 
Isto nos mostra como é importante que as coisas boas, as coisas positivas sejam passadas adiante, sejam divulgadas. 
Cada um de nós, onde esteja, pode ser um propagandista das coisas positivas, elevadas, nobres. 
Podemos procurar um folheto que fale do otimismo, da fé em Deus, da beleza da vida e passá-lo adiante. 
Aquilo que nos faz bem, nos sustenta a esperança, deve ir além para favorecer igualmente outras vidas. 
Se lemos um livro que traz lições excelentes, por que não emprestá-lo a alguém que sabemos estar enfrentando muitas dificuldades? 
Se conhecemos a mensagem do Cristo, que é um poema de vida abundante, por que não repassá-la a outros? 
Lembremos: às vezes, tudo o que é preciso para resgatar uma vida, fortalecer um coração é uma palavra generosa, uma mensagem de esperança e consolação. 
* * * 
O bem é tudo quanto estimula a vida, produz para a vida, respeita e dignifica a vida. 
O bem é simples. 
A sua linguagem singela dispensa aparências. 
Um sorriso a quem, em uma sala de espera, aguarda ansioso pela notícia de um parente hospitalizado. 
Um aperto de mão, uma flor a quem está triste. 
Um gesto de carinho inesperado. 
Habituemo-nos a espalhar o bem, oferecendo ao mundo os nossos esforços a benefício de outras vidas. 
Redação do Momento Espírita, com base em crônica, do livro Pequenos milagres, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante e no verbete Bem, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. 
Em 04.01.2012.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

MENSAGEM POUCO LEMBRADA

Narra-se que um devotado trabalhador do Cristo adormeceu, certa noite, após as preces e rogativas habituais. 
Desenovelando-se do corpo físico, o Espírito buscou paragens amenas da Espiritualidade, para a recomposição das energias espirituais, enquanto o vaso carnal repousava, igualmente se recompondo. 
Viu-se o servidor, repentinamente, em paisagem que lhe parecia celestial. 
O céu de um azul profundo concedia um toque todo especial ao quadro de flores delicadas, aveludado tapete de relva e árvores amigas. 
Debaixo de uma árvore frondosa, divisou ele um homem esbelto, de porte majestoso. 
Aproximou-se e sensibilizado reconheceu Jesus, o Mestre. Jesus parecia mergulhar o olhar na imensidão. 
Havia serenidade em Sua face. Contudo, havia sinal de lágrimas nos olhos doces. 
O servidor respeitoso ousou perguntar: 
-Mestre, por que choras? 
E porque não houvesse imediata resposta, tornou a falar o trabalhador: 
-Choras, acaso, por causa dos perversos? Tuas lágrimas se destinarão talvez aos que astuciosos, promovem o mal, governando mentes em ignorância? 
O silêncio do Mestre se estendeu um pouco mais. 
Foi, então, que o bom homem indagou: 
-Serão, porventura, Tuas lágrimas para aqueles que Te crucificaram e para os quais rogaste o perdão de nosso Pai? 
A palavra clara e firme de Jesus se fez então ouvir: 
-Filho, as minhas lágrimas exprimem o lamento por todos aqueles que, conhecendo as minhas palavras e os meus ensinos, prosseguem cometendo desatinos, afligindo a Humanidade. Choro por aqueles que mesmo tendo os centros da razão iluminados pela inteligência e pelo raciocínio lúcido, não adquiriram a consciência do dever que o conhecimento proporciona. Lamento os que recebem o brilho da informação, mas não desfrutam da experiência da vida feliz. Os que afirmam conhecer meus ditos, mas carecem de sabedoria e prosseguem a se comprometer, errando com constância. Lamento-os, meu filho, porque todos eles padecem de enfermidades da alma e muitas serão as dores que deverão colher, no transcurso das vidas, até despertarem verdadeiramente para a luz.
O servidor fiel despertou na carne, ergueu-se disposto e retornou aos labores de serviço ao próximo, guardando n'alma a certeza de que a lição viva da sabedoria reside em aplicar à própria vida o aprendizado das letras evangélicas, a fim de fruir a paz nos dias mais próximos. 
* * * 
O próprio Jesus advertiu que de nada adiantaria falar e não fazer. 
Nas anotações do Evangelista Lucas lemos: 
-E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo? 
 O Evangelho é um código de bem viver e a aplicação de suas leis na vida diária é a fórmula para equacionar todos os nossos problemas. 
Redação do Momento Espírita com base no cap. Ignorância e sabedoria, do livro Suave luz nas sombras, pelo Espírito João Cléofas, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. 
Em 28.01.2010.