quinta-feira, 13 de outubro de 2022

A FÉ DE UMA CRIANÇA

Foi na África Central, num abrigo improvisado por missionárias, que tudo aconteceu. 
Um bebê prematuro nascera e sua mãe morrera, logo após dar à luz. 
A filhinha de dois anos começou a chorar e não havia o que a pudesse consolar. 
O bebê precisava ficar em uma incubadora, mas não havia eletricidade.
Ele foi colocado em uma caixa e envolto em panos de algodão. 
Alguém foi alimentar o fogo para aquecer uma chaleira de água para a bolsa de água quente. 
Mesmo morando na linha do Equador, as noites eram, por vezes, frias e sopravam aragens traiçoeiras. 
Logo descobriram que a única bolsa para água quente estava rompida. 
Foi providenciado para que o bebê ficasse em segurança tão próximo quanto possível do fogo. 
À noite, para protegê-lo das lufadas de vento frio, as voluntárias se acomodaram entre a porta e o bebê. 
Na tarde seguinte, uma das missionárias foi orar com as crianças abrigadas. 
Para as incentivar à prece, contou sobre o nascimento do bebê. 
Explicou a dificuldade em mantê-lo aquecido, sem a bolsa de água quente.
E como isso era importante para que continuasse vivo. 
Mencionou ainda a irmãzinha de dois anos que não parava de chorar a ausência da mãe. 
Então, Rute, uma menina de dez anos se ergueu e orou em voz alta: 
-Por favor, Deus, manda uma bolsa de água quente. Amanhã talvez seja tarde, porque o bebê pode não aguentar. Por isso, manda a bolsa ainda hoje. E... Deus, já que estás cuidando disso, por favor, manda junto uma boneca para a irmãzinha dele, para que saiba que também a amas de verdade.
A missionária nem conseguiu dizer Assim seja. 
O único jeito de Deus atender o pedido da menina seria por encomenda de sua terra natal, via correio. 
Ela lembrou que estava na África Central há quatro anos. 
Nunca havia recebido uma encomenda postal de sua casa. 
E mesmo que alguém tivesse a ideia de mandar um pacote, quem pensaria em mandar uma bolsa de água quente, para um local na linha do Equador? 
Naquela tarde, um carro estacionou frente ao abrigo e entregou um pacote de mais de dez quilos. 
Quarenta olhos curiosos acompanharam a abertura. 
Eram roupas coloridas e cintilantes. 
Havia também ataduras, caixinhas de passas de uva e farinha. 
E, bem no fundo, uma bolsa de água quente, novinha em folha. 
Rute gritou: 
-Se Deus mandou a bolsa, mandou também a boneca. 
Será? 
E lá estava ela. Linda e maravilhosamente vestida. 
Olhando para a missionária, a garota perguntou: 
-Posso levar a boneca para aquela menina, para que ela saiba que Deus a ama muito? 
O pacote fora enviado há cinco meses, por iniciativa de uma ex-professora da missionária, que resolveu incluir uma bolsa de água quente, sem mesmo saber porquê. 
Uma das suas amigas, ao fechar o pacote, decidiu mandar uma boneca.
Tudo isso, cinco meses antes, em resposta a uma oração de uma menina de dez anos que acreditou, fielmente, que Deus atenderia a sua oração, ainda naquela tarde. 
Quantos duvidamos de que Deus é Onipresente e Onisciente! 
E que Sua Providência se estende por todo o Universo. 
Pensemos nisso. 
Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada, tradução do Rev. Oscar Lehenbauer e adaptado por Áureo Pinto. 
Em 12.10.2022.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

INFLUÊNCIA INFELIZ

Você, que convive mais de perto com as crianças, já notou como elas, em geral, têm um coração generoso e uma grande capacidade de perdoar?
Além disso, percebem as coisas de maneira simples e descomplicada.
Mas, infelizmente, o que acontece é que, às vezes, os adultos exercem sobre elas uma influência infeliz. 
Quando a criança chega chorando, por exemplo, dizendo que o amigo lhe bateu, logo os pais tomam partido, aconselhando que não brinque mais com o malvado, que fique longe dele. 
Passam-se apenas alguns minutos e eis que o pirralho já está às voltas com o amiguinho brigão, dando mostras de leveza de sentimentos, de esquecimento das ofensas. 
Mas, para os pais, isso não está certo. 
E não é raro que questionem o filho, perguntando-lhe como pode brincar novamente com aquela criança agressiva. 
Isso quando não dizem, logo no início: 
-Se ele te bateu, bata nele também! 
Ao agir assim o educador passa para o seu educando a lição da mágoa, do rancor, do melindre, da violência. 
Noutras vezes, passa lições de vingança. 
É quando, por exemplo, a criança bate em algum objeto e corre para o colo da mãe chorando. 
Esta imediatamente começa a xingar o objeto, dizendo que ele é o culpado, que é feio, malvado.
E chega ao cúmulo de bater no objeto como se fosse um ser vivo. 
Sem dúvida, uma lição de vingança. 
E, além disso, a criança aprende a jogar nos outros a culpa pelos próprios descuidos. 
Se é um objeto inanimado, não poderia ter saído do lugar para se jogar contra nosso filho, mas há pais que passam essa ideia. 
Seria mais fácil e verdadeiro, além de educativo, socorrer a criança e lhe dizer que isso acontece porque, às vezes, andamos meio distraídos. 
Há crianças que também aprendem, com os próprios pais, a lição do egoísmo. 
Esses lhe dão um brinquedo e não deixam de recomendar: 
-Não deixes ninguém mexer no teu brinquedo, filho, pois poderá estragar.
Mais tarde, quando o filho esconde suas coisas dos próprios irmãos, não se sabe onde arranjou tanto egoísmo. 
A mentira, não raro, também é lecionada dentro do lar. 
Há pais que mentem com tanta naturalidade na presença dos filhos, que nem se dão conta de que eles os observam e imitam seus exemplos.
Lições de desonestidade, por vezes, são transmitidas com tanta frequência que passam a fazer parte da formação dos caracteres do educando. 
É quando o pai pede ao filho que não conte isto ou aquilo para a mãe, ou vice-versa. 
Quando o garçom se engana no troco e entrega dinheiro a mais, e o pai diz que não devolverá, pois o problema não é dele e sim do garçom que não presta atenção no que faz. 
Mas, se o garçom devolve dinheiro a menos, então o pai reclama seus direitos. 
Esses são apenas alguns exemplos de como podemos exercer influência negativa na formação do caráter dos nossos filhos. 
Sendo assim, é preciso que prestemos muita atenção em nossas atitudes, em nossa maneira de lidar com as situações corriqueiras, pois elas são de extrema importância na educação informal das nossas crianças. 
* * * 
A criança é extremamente observadora. 
Ela está sempre atenta aos nossos menores gestos e palavras. 
Portanto, conduzirá seus passos guiados pelos nossos. 
Tomará atitudes baseadas nas nossas. Terá por valores tudo o que valorizamos e por desvalores o que desvalorizamos. 
Por essas e outras razões, precisamos pensar muito bem antes de agir, de forma que nossas ações sejam lúcidas e coerentes com o caráter de um verdadeiro homem de bem. 
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita 
Em 06.12.2010.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

NASCER, VIVER, RETORNAR

De forma contínua, homens se transferem desta vida para o Mais Além.
A maioria, sem preparo algum.
Exatamente porque, embora saibamos que a morte é o destino final da vida física, vivemos como se isso não fosse verdade.
Mas, todos temos o mesmo destino.
Morando em pequenas cidades ou em capitais famosas, depois de longos períodos de enfermidade ou de forma repentina, vitimados por acidentes ou fenômenos da natureza.
Ou, ainda, vítimas de guerras, de epidemias...
Ninguém é poupado.
O instrumento afiado, de que se serve a morte, atinge o pequenino, ainda em formação na câmara uterina, como nos primeiros anos da infância, na idade adulta, na juventude risonha ou na idade avançada.
De uma forma que nos parece estranha, abraça os sadios e deixa os enfermos.
Escolhe alguns ricos e poderosos em vez de pessoas paupérrimas, que padecem toda sorte de necessidades.
Detestada por quase todos, alguns há que a desejam com ansiedade, no intuito de se liberar de dores que acreditam não mais suportar.
Continua sendo considerada um mistério da vida física e, muitos a ridicularizam, mesmo quando alcança pessoas próximas.
Como se fosse uma brincadeira, sorriem por não terem sido escolhidos por ela... ainda dessa vez.
Morte.
Cantada por poetas, das mais diversas formas.
Muitas vezes, anuncia a sua visita, e se o viajor estiver atento, se prepara para a inevitável jornada.
Também aparece, inesperadamente, e sem maior consideração, afinal, desde que se nasce, estamos destinados ao seu encontro.
Para alguns, inspira compaixão.
Também oferece saudades e agonia.
Contudo, a grande verdade é que morrer não significa acabar-se.
Trata-se, apenas, da transferência de uma situação vibratória para outra.
Não pensemos em sono que nunca se acaba, nem em um local de delícias infindáveis.
Cada um de nós, ao deixar o corpo físico, encontra exatamente o campo que semeou.
Cada morte é conforme a existência.
Nenhum privilégio.
Já sentenciou Jesus, há muito tempo:
-A cada um segundo as suas obras.
Por isso Ele veio viver entre nós e nos ensinar a experiência do amor, a nos libertarmos das más tendências, das heranças dos sentimentos grosseiros.
Ele desceu das estrelas para conviver no mundo, sem se contaminar, Espírito perfeito que era.
Apresentou-se como o Pastor das nossas almas e, diante da sua afirmativa de que nenhuma de suas ovelhas se perderia, confiemos nEle.
Preparados ou surpreendidos pela morte, guardemos a certeza de que bons Espíritos, amigos queridos nos virão dar as boas-vindas.
Saudarão nosso retorno entre abraços e votos de refazimento espiritual.
Alguns descansaremos, de forma breve, como o viajor que realiza uma grande viagem e precisa de alguns momentos para se refazer.
De todo modo, retomaremos tarefas, reveremos afetos do ontem e de dias mais distantes.
E todos nós, mais cedo ou mais tarde, depois de um breve ou longo período na Espiritualidade, retornaremos para o cenário terrestre, prosseguindo a crescer.
Ciclo da vida: nascer, viver, morrer, renascer.
Finalidade: progresso até a perfeição.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Reencontro com a Vida, do livro homônimo, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 10.10.1022.

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

OS INFERIORES

Os cães são considerados os melhores amigos do homem, mas algumas raças são especialmente agressivas. 
O Pitbull, por exemplo, que foi desenvolvido na Inglaterra, no século XIX, a partir da seleção de cães vencedores de brigas de animais, é um briguento por natureza. 
O Rottweiler não deixa de assustar. A pressão de sua mordida chega a duas toneladas. 
Embora a genética influa no comportamento animal, o que especialistas garantem é que os responsáveis pela violência dos cães são os seus donos. 
Sabe-se de cachorros especialmente treinados para a agressão. 
Dizem que o objetivo é proteger o dono e seus valores. 
Por vezes, no entanto, ele acaba agredindo pessoas inocentes ou descarregando seu estresse sobre uma criança desprevenida e descuidada. 
Há os que apreciam passear com suas pequenas feras, pelas ruas, alheios ao perigo ambulante. 
Orgulham-se da sua ferocidade. 
Contudo, os cães agressivos poderiam ser educados desde suas primeiras semanas de vida, não fosse o egoísmo dos homens. 
E não é somente com os cachorros, que agimos de forma incorreta.
Embora a proibição e o zelo das autoridades, descobre-se vez ou outra animais selvagens confinados em apartamentos ou espaços muito pequenos. 
São tartarugas que acabam com seus cascos amolecidos, pela falta de cuidado e ausência de local adequado à sua natureza. 
São saguis estressados por viverem em gaiolas pequenas ou encerrados em áreas de serviço, em edifícios nobres. 
Araras com suas penas multicoloridas estragadas pelo atrito constante junto a barras de metal de cubículos improvisados. 
Ouve-se falar de animais com as mais variadas doenças, exigindo cuidados especiais dos profissionais da área. 
Diga-se de passagem, doenças que não se apresentariam se esses animais vivessem em seu meio natural ou se fosse respeitada sua natureza pelo homem. 
Possuidor de razão e senso moral, ao homem compete zelar pelos seus irmãos inferiores, os animais, deles se servindo em suas necessidades, sem abuso ou descuido. 
Infligir aos animais sofrimentos desnecessários, privá-los da liberdade, submetê-los a treinamentos desgastantes para que atendam a nossa vaidade, é falta grave que o homem deverá resgatar, no tempo. 
Colocados ao lado do homem para servi-lo, os animais têm, através dos séculos, cumprido sua tarefa, fornecendo-nos alimento, agasalho, proteção. 
Compete-nos, na qualidade de seres morais, preservarmos as espécies, importando-nos com seu bem-estar, desde que foram criados por Deus e confiados à nossa guarda.
* * * 
Existem divertimentos que são verdadeiros delitos.
Por exemplo, maltratar, sacrificar animais selvagens ou domésticos, aves e peixes, por simples recreação ou competições. 
Também é incorreto exigir trabalho excessivo dos animais, cabendo-nos lhes dar assistência em suas necessidades. 
Como a luz do bem deve brilhar em todos os planos, os animais nos merecem socorro em suas enfermidades, sem desprezar recursos terapêuticos. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 18.06.2010.

domingo, 9 de outubro de 2022

INFÂNCIA ESPIRITUAL

É muito famosa a passagem evangélica na qual Jesus afirma: 
-Deixai que venham a Mim as criancinhas. 
O Mestre divino aproveitava as menores ocorrências da vida para ministrar sublimes lições. 
A primeira ideia que se extrai da passagem refere-se à imagem de pureza que as crianças apresentam. 
Sendo todas elas Espíritos que já encarnaram inúmeras vezes, algumas são mais bondosas e puras do que outras. 
Mas a candura é inerente à infância, a fim de inspirar nos adultos os cuidados necessários ao atendimento de sua fragilidade. 
Justamente desse aspecto de fragilidade surge uma importante lição das palavras do Cristo. 
As crianças necessitam de orientação e cuidados. 
Elas são frágeis e impressionáveis. 
Quem convive com crianças necessita de uma certa dose de abnegação, a fim de gastar o tempo necessário ensinando-as e amparando-as em suas dificuldades. 
Ocorre que a fragilidade material que caracteriza a infância é bastante breve. 
Há outro gênero de fragilidade bem mais duradoura e penosa.
Trata-se da infância espiritual das criaturas. 
Os Espíritos que habitam o planeta Terra não se encontram todos no mesmo nível evolutivo. 
Muitos deles já compreendem seus deveres essenciais em face da vida.
Sabem que é impossível construir a própria felicidade sobre a desgraça alheia. 
Entendem que não há felicidade sem paz e nem paz sem consciência tranquila. 
Assim, jamais se permitem fazer o mal ao próximo. 
Quem já internalizou o respeito à lei divina atingiu a maturidade espiritual.
Entretanto, uma parcela muito substancial dos Espíritos vinculados à Terra permanece infantil, sob esse aspecto. 
Eles apresentam no mundo, muitas vezes, uma imagem odiosa. 
Não importa a posição social que ocupem, sua fragilidade moral sempre se evidencia. 
Onde quer que estejam, buscam levar vantagem, às custas dos outros. 
Se poderosos e sofisticados, envolvem-se em vergonhosas negociatas. 
Se pobres, também lesam o próximo, embora em menor grau. 
Embora suscitem muita antipatia, na verdade são lamentáveis, em sua inconsistente moral. 
Seus atos apartados da ética lhes preparam dias de dor e decepção.
Afinal, a Lei Divina é perfeita e ninguém jamais a consegue burlar. 
* * * 
A respeito desses irmãos infantilizados, convém refletir sobre a mensagem de Jesus. 
Não é digno do cristão o desejo de exterminar quem segue na retaguarda.
Todos somos ovelhas do rebanho do Cristo e nenhum de nós se perderá.
É preciso corrigir esses irmãos e deter os seus atos, inclusive para que não se atolem em seus desatinos. 
Mas nunca devemos odiá-los ou abandoná-los. 
Ainda mais do que as crianças, eles necessitam de orientação. 
Pensemos nisso. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 30.09.2008.

sábado, 8 de outubro de 2022

O INESTIMÁVEL VALOR DA FAMÍLIA

Celine Dion e família
A cantora Celine Dion, décima quarta filha de uma família canadense, após o grande sucesso com a canção tema do filme Titanic, tomou algumas decisões. A mais importante: ser mãe. Casada, desde 1994, com seu empresário, decidiu que era hora de ficar mais perto de casa. Há três anos seu marido recebera diagnóstico de câncer. Ela optou igualmente, por se dedicar a ele. Foram dois anos de folga dos palcos, dos shows, da vida artística. Tornou-se mãe e, para não ficar distante do filho, optou por negociar um contrato que a mantivesse perto do lar. Mudou-se para Las Vegas, saindo somente para os shows noturnos. Disse ela: 
-Meu filho é a prioridade. Todos os anos são importantes, mas os primeiros na vida da criança são fundamentais. Não me importa que ele seja lixeiro, bombeiro, guitarrista, advogado, dentista, pai. Só quero que seja uma boa pessoa. Que seja generoso, responsável e tenha a mente aberta. 
Às vezes, a pessoa não é ninguém na vida. Não tem dinheiro, nem sucesso, nem beleza, mas tem boas intenções e um bom coração.
Deveríamos prestar mais atenção a pessoas assim. 
De onde é que lhe vêm esses valores? 
Celine diz que tem certeza de que isso se deve à sua criação numa família sem dinheiro.
Embora seus pais só tivessem o bastante para colocar comida na mesa, a porta estava sempre aberta para quem batesse. 
Os quatorze filhos foram educados na base do amor. 
-Eles me deram segurança, diz a cantora. O que quer que aconteça, quando temos essa base de amor, essa certeza de poder contar com pais e irmãos, sabemos que sempre existe alguém para nos apoiar. Com uma família grande, sei que vou ter muita gente por perto. Minha maior riqueza é a família, as pessoas que me cercam, o amor e o apoio que me dão.  A voz, continua ela, é só algo mais. 
Se ela não tivesse voz para cantar e fazer sucesso, seria feliz sendo mãe ou trabalhando numa loja. 
-Sua verdadeira felicidade, confessa, são suas raízes e seus valores. 
E, conclui, falando a respeito da família: 
-Se Deus quiser, ficaremos juntos o maior tempo possível. Somos afortunados por viver cada dia. Devemos agradecer e dar valor ao que temos. Quando a morte nos vier separar, acharemos força para enfrentá-la. Assim é a vida. Ela não nos foi dada, mas emprestada. 
* * * 
Os mensageiros espirituais nos ensinam que os Espíritos dos pais exercem grande influência sobre os Espíritos dos seus filhos. 
Eles têm por missão desenvolver esses Espíritos pela educação, pois que têm que contribuir para o progresso deles. 
Também nos ensinam que os anos primeiros da infância são de grande importância pois se constituem na base para a nova vida que iniciam. 
Por isso, a família é tão importante. 
Nada substituirá, no mundo, o carinho, os cuidados e os valores que os pais transmitem aos seus filhos. 
Valores que transcendem o tempo, o espaço, a vida terrena, pois transmigram de uma para outra etapa reencarnatória, como herança pessoal inalienável.
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Ela voltou, de Seleções Reader’s Digest, de novembro/2002 e no item 208, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB. 
Em 9.10.2014.

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

UMA VIAGEM SALUTAR

Tudo no mundo precisa de cuidados e conservação. 
As flores dos nossos vasos ou dos nossos jardins precisam de água, sol, terra adequada. 
Os animais domésticos nos requerem alimento, vacinas, visitas periódicas ao veterinário. 
Os pássaros, que nos despertam pela manhã, entre cantos e trinados, nas árvores próximas, necessitam que lhes providenciemos água e algum alimento, sobretudo nos dias do inverno. 
Nossos bens materiais igualmente nos exigem cuidados. 
A casa precisa ser pintada, eventuais rachaduras sanadas, consertos variados, lâmpadas queimadas requerem substituição. 
Nosso carro precisa ser abastecido com o combustível apropriado, requer revisões regulares para constatar se tudo está bem: motor, suspensão, freios, filtro de óleo. 
E é preciso a calibragem dos pneus, observar o reservatório de água. 
Nós também somos uma máquina orgânica, com peças que precisam ser muito bem cuidadas. 
Algumas até podem ser substituídas mas dependemos de terceiros para a doação. 
E sabemos como as filas por transplantes são enormes. 
Nosso corpo é um conjunto de diversas estruturas que se associam e criam uma rede de dependências entre umas e outras. 
O coração bate porque o cérebro envia mensagens de comando para ele.
Por sua vez, o sangue corre em nossas veias e artérias porque é bombeado pelo coração. 
O sistema digestório atua no processamento do alimento, garantindo a absorção dos nutrientes importantes para o corpo. 
Para que tudo funcione bem, para que gozemos de saúde física e mental, precisamos de combustível de primeira linha. 
Pensamentos positivos são essenciais. 
Os bons sentimentos ajudam no trabalho dos nossos órgãos, gerando energia, ânimo para nosso dia a dia. 
A meditação, que até recentemente era considerada prática de caráter religioso, está tendo outro entendimento. 
Tanto que a vemos sendo utilizada por personalidades do mundo empresarial e pessoas de renome em variadas áreas. 
Steve Jobs, por exemplo, usava sua última hora do dia para meditar.
Quando terá surgido a prática da meditação não sabemos ao certo. 
Terá talvez surgido nas tribos primitivas, em torno da fogueira, olhando o crepitar do fogo? 
Ou admirando as estrelas nas noites esplendorosas? 
Ou no precipitar das águas, provocando sonoridades estranhas? 
É uma prática que engloba relaxamento corporal, diminuição acelerada da respiração, levando a um estado de paz, calma e tranquilidade.
Considerada fundamental em todos os aspectos sociais, já é admitida em muitas empresas. 
Dentre os benefícios estão a redução do estresse, clareza mental, melhoria da qualidade de vida, aumento de emoções positivas, autoconhecimento. 
A meditação provoca o despertamento das faculdades psíquicas. 
Meditar, portanto, é uma forma de estabelecer uma conexão com o divino.
De alimentar o coração e todos os sistemas orgânicos. 
É realizar essa viagem para nosso interior, voltarmo-nos para nós mesmos. 
Se Jesus nos disse que o reino de Deus está dentro de nós, que melhor razão podemos encontrar do que nos propormos a essa viagem ao interior de nós mesmos? 
Redação do Momento Espírita. 
Em 7.10.2022.