terça-feira, 13 de janeiro de 2026

MUDANDO A FACE DO MUNDO

William H. McRaven
Que tal começar o dia realizando uma tarefa, mesmo que seja pequena? 
Esta é uma sugestão de William Mchaven, ex-fuzileiro naval e reitor de uma universidade americana, em seu livro Arrume a Sua Cama
Segundo ele, são pequenas atitudes que podem mudar a nossa vida e quem sabe a vida de alguém à nossa volta. 
De acordo com um site de pesquisa, nós conheceremos cerca de dez mil pessoas ao longo da vida. 
Se cada um de nós conseguir alterar a vida de apenas dez pessoas, e cada uma delas mudar a vida de outras dez, em seis gerações, teremos mudado toda a população do mundo, oito bilhões de pessoas. 
Não importa a nossa etnia, a orientação religiosa, o gênero ou a condição social. 
Nossas lutas, neste mundo, são semelhantes. 
As lições para vencê-las e andar para a frente se aplicam igualmente a todos nós. 
Se arrumarmos nossa cama todas as manhãs, teremos realizado a primeira tarefa do dia. Isso nos poderá encorajar a assumir outra. E outra e mais outra. 
No fim do dia, essa primeira tarefa terá se transformado em muitas. 
Arrumar nossa cama reforça a ideia de que as pequenas coisas da vida são importantes. 
Se desejamos mudar o mundo, comecemos realizando pequenos mas significativos labores. 
* * * 
Somos responsáveis por nós mesmos, pelo nosso crescimento individual. 
Cada passo, por menor que pareça, contribui para isso. 
A ideia de começar o dia com uma tarefa simples, nos ensina a valorizar as pequenas ações como alicerces para grandes transformações. 
Jesus nos contou a parábola do grão de mostarda. 
Esse grão, quase insignificante, tem o potencial de crescer e se tornar uma árvore frondosa. 
De igual maneira ocorre com nossas atitudes diárias. 
Um gesto aparentemente comum pode desencadear mudanças significativas em nossa vida e na vida de outros.
Pequenos atos, como retirar da mesa os pratos e talheres, varrer um ambiente, reforçam a ideia de que o progresso espiritual é construído gradualmente, dia após dia, ação por ação. 
Não é necessário esperar grandes ocasiões para fazer o bem ou transformar o mundo. 
Nossas pequenas atitudes têm o poder de influenciar positivamente aqueles ao nosso redor. 
Organização, disciplina, gentileza, um sorriso, um simples cumprimento, podem ser como uma pedra lançada em um lago, gerando ondas que se propagam muito além do ponto inicial. 
Ao realizar pequenas coisas com dedicação, ampliamos nossa capacidade de enfrentar desafios maiores. 
Cada ação positiva, por menor que seja, contribui para a melhoria do mundo. 
Se desejamos a transformação do planeta, comecemos por nós mesmos com atitudes simples. 
Arrumar nossa cama pode parecer insignificante, mas é um símbolo de ordem, disciplina, atenção. 
Varrer a calçada em frente à nossa casa, acondicionar o lixo devidamente. 
Tudo contribui para o bem geral. 
Tenhamos em mente que, assim como o grão de mostarda se torna uma planta altamente produtiva, nossos pequenos esforços diários são sementes que, cultivadas com persistência, poderão se transformar em grandes realizações.
Vamos ajudar a mudar a face do mundo? 
Redação do Momento Espírita, com base no livro Arrume a sua cama, de William H. McRaven, ed. Planeta. 
Em 27.03.2025

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

LÁPIS, VIDA, VERSO E PROSA

O menino acordou cedo. 
Estava feliz. 
Eram suas férias escolares e, por isso, ele estava passando uma temporada com sua avó. 
Ouviu um ruído que vinha da sala.
Em disparada, dirigiu-se para lá, confiante de que encontraria a avó. 
Ela estava sentada à mesa. 
Uma música leve e reconfortante ao fundo, uma xícara de café esfumaçante à sua frente e, em suas mãos, lápis e papel. 
Atenta, escrevia. 
-Vovó, você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? É uma história sobre mim?
Questionou o curioso menino. 
-Estou escrevendo sobre você, é verdade.-Respondeu, sorrindo, a avó.-Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou utilizando. 
-O lápis, vovó? Mas por quê? 
-Porque eu gostaria que você fosse como ele quando crescesse. 
O menino olhou demoradamente para o lápis, como que buscando uma característica especial que o diferenciasse dos outros tantos que ele já havia visto. 
-Mas ele é igual a todos os lápis que já vi em minha vida! 
-Tudo depende do modo como você olha para as coisas, respondeu a avó, tomando-o ao colo. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir perceber, imitar e manter ao longo de sua vida, será sempre uma pessoa feliz e em paz.
-Quais são essas qualidades, vovó? 
-Assim como o lápis, você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer jamais que há sempre uma mão a lhe guiar os passos. Essa mão é Deus. É Ele quem nos conduz e guia, do esboço à arte final. De vez em quando, o lápis precisa ser apontado. Isso faz com que ele sofra um pouco mas, ao final, está muito melhor do que antes. Assim, nós também precisamos saber suportar a dor, pois é ela quem nos molda e nos torna mais sábios. ­­O lápis permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que escrevemos errado. De igual forma devemos agir, humildemente, permitindo que nossos erros sejam corrigidos, a fim de nos mantermos retos no caminho da justiça. 
A sábia senhora fez uma ligeira pausa para tomar um gole de café, quando o neto indagou: 
-E quais são as duas últimas qualidades, vovó? 
Deslizando seus dedos pelos cabelos do neto, a avó prosseguiu: 
-O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas sim o grafite, que deve ser preciso. Isso nos diz que devemos valorizar nossa essência. Finalmente, meu filho, o lápis sempre deixa uma marca. Da mesma forma, tudo o que fazemos na vida deixa traços. Portanto, devemos tomar consciência de cada escolha que fazemos em nossa jornada, pois, sem dúvidas, ela trará consequências e deixará marcas. 
E, entregando o lápis nas mãos do neto, a avó concluiu: 
-Seja como um lápis, meu filho, e você escreverá uma história de vida próspera e feliz. 
* * * 
Guiados pelas mãos Divinas, estamos constantemente a escrever nas páginas do livro da vida: família, fé, trabalho, caridade, humildade, paciência, resignação, amor... 
São palavras que não podem faltar em nossos versos e prosas. 
A cada nova frase, mais nos autoconhecemos. 
Nas palavras do poeta Fernando Pessoa: 
-Quando escrevo, visito-me solenemente. 
Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita, com citação do livro Desassossego, de Fernando Pessoa, ed. Companhia de Bolso. 
Em 12.01.2026

domingo, 11 de janeiro de 2026

MUDANÇAS

Quando eu era jovem e livre, sonhava em mudar o mundo. 
Na maturidade, descobri que o mundo não mudaria. 
Então resolvi transformar meus pais.
Depois de algum esforço, terminei por entender que isso também era impossível. 
No final de meus anos procurei mudar minha família, mas eles continuaram a ser como eram. 
Agora, no leito de morte, descubro que minha missão teria sido mudar a mim mesmo. 
Se tivesse feito isso, eu teria sido capaz de transformar os que me cercam. 
Então, essa mudança afetaria meus pais e, quem sabe, o mundo inteiro. 
* * * 
Esses dizeres foram encontrados no túmulo de um bispo anglicano do século XII, na abadia de Westminster e nos conduzem à meditação sobre como nos portamos na vida.
Somos daqueles que reclamam que o mundo está ruim? 
Que não existem pessoas honestas e corretas? 
Ou somos daqueles que estão exemplificando a honestidade?
Quando alguma coisa errada é descoberta na empresa em que trabalhamos, temos a coragem de admitir que fomos nós os culpados pelo erro, ou preferimos deixar tudo por isso mesmo e que outro acabe por levar a culpa? 
Se o caixa do supermercado nos dá troco a mais, temos a honradez de devolver, dizendo que ele se equivocou, ou embolsamos o dinheiro pensando que, afinal de contas, tanta gente já nos lesou em outras oportunidades? 
Somos daqueles que reclamam que o mundo não tem mais jeito? 
Que ninguém se importa com ninguém? 
Ou somos daqueles que estão sempre atentos, verificando como e onde podemos ajudar? 
Quando andamos nos coletivos urbanos, preferimos baixar a cabeça, fingindo que não vemos nada do que está acontecendo ao nosso redor, para que não tenhamos que ceder o nosso assento? 
Ou nos importamos em verificar se uma pessoa idosa, ou quando alguém obeso, com criança ao colo, entra e nos levantamos de pronto, permitindo-lhe chegar ao seu destino sem maiores dificuldades? 
Quando andamos pela rua, levando a passear o nosso animalzinho de estimação, preocupamo-nos em que ele não suje as calçadas e os gramados?
Tomamos cuidado para que ele não assuste crianças e idosos que igualmente passeiam pelas ruas, aquecendo-se sob o mesmo sol? 
Quando andamos de bicicleta, respeitamos os sinais de trânsito, as leis e as pessoas? 
Ou, para nossa segurança, andamos pelas calçadas que é o lugar dos pedestres? 
Quando não encontramos vaga para estacionar o nosso carro, procuramos um estacionamento ou preferimos, por economia e comodidade, estacionar de forma irregular, em calçadas ou filas duplas? 
Pensemos nisso: nossa maneira de ser e agir contribui valorosamente para melhorar ou piorar a sociedade de que fazemos parte. 
* * * 
Toda a mensagem de Jesus é um convite à criatura para o seu aperfeiçoamento que, em verdade, lhe constituirá felicidade. 
Antes, pois, de termos como meta modificar os que nos cercam, modifiquemos a nós mesmos, servindo de exemplo.
O esforço pela perfeição elimina projeções negativas e estabelece diretrizes de harmonia. 
Quem se modifica, melhorando-se, contribui com parcela preciosa para a melhoria da sociedade. 
Redação do Momento Espírita, com notas iniciais da mensagem Mudanças, de autoria ignorada. 
Em 26.07.2013.

sábado, 10 de janeiro de 2026

QUANDO EU MORRER

Martin Luther King Junior
Vez ou outra acontece.
Lembramos que um dia abandonaremos o corpo de carne e partiremos para outra realidade.
É nesses momentos que recordamos de elaborar testamento, repartindo o que vamos deixar, entre aqueles que ficarão. 
As vontades assim expressas quase sempre criam disputas familiares, que chegam a se prolongar por anos. 
Quanto maiores forem as posses daquele que se foi, a tendência é aumentar a disputa se, entre os contemplados, não existe entendimento, afeto. 
Houve um homem, no entanto, que, pensando em sua morte, elaborou vontades muito precisas.
Pensou em seu funeral e o que ele poderia significar para o mundo. 
Ele era um líder e dizia que não desejava ser idolatrado, mas sim ouvido. 
Então, disse aos seus seguidores: 
-Frequentemente, eu penso naquilo que é denominador comum e derradeiro da vida: nessa alguma coisa que costumamos chamar de “morte”. Penso em minha própria morte e em meu funeral, mas não em sentido angustiante. Pergunto a mim mesmo o que gostaria que fosse dito então. Se vocês estiverem ao meu lado, quando eu encontrar meu dia, lembrem-se de que não quero um longo funeral. E, se conseguirem alguém para fazer o “discurso fúnebre”, digam-lhe para não falar muito. Digam-lhe para não mencionar que eu tenho um Prêmio Nobel da Paz: isso não é importante! Digam-lhe para não mencionar que eu tenho trezentos ou quatrocentos prêmios: isso não é importante! Eu gostaria de que alguém mencionasse aquele dia em que Martin Luther King tentou dar a vida a serviço dos outros. Eu gostaria que alguém mencionasse o dia em que Martin Luther King tentou amar alguém. Quero que digam que eu tentei ser direito e caminhar ao lado do próximo. Quero que vocês possam mencionar o dia em que tentei vestir o mendigo, tentei visitar os que estavam na prisão, tentei amar e servir a Humanidade. Se quiserem dizer algo, digam que eu fui um arauto: um arauto da justiça, um arauto da paz, um arauto do direito. Todas as outras coisas triviais não têm importância. Não quero deixar atrás nenhum dinheiro. Eu só quero deixar uma vida de dedicação! E isto é tudo o que eu tenho a dizer: Se eu puder ajudar alguém a seguir adiante Se eu puder animar alguém com uma canção Se eu puder mostrar a alguém o caminho certo Se eu puder cumprir meu dever cristão Se eu puder levar a salvação para alguém Se eu puder divulgar a mensagem que o senhor deixou... Então, minha vida não terá sido em vão. 
***
Martin Luther King Junior lutou pelos direitos dos negros nos Estados Unidos. 
Foi Prêmio Nobel da Paz em 1964. 
Dizia que a resposta ao ódio deveria ser o amor. 
Em seu túmulo, está a prova de que tinha convicção da vida além desta vida. 
O epitáfio diz: 
Enfim livre, enfim livre! 
Graças a Deus Todo-Poderoso sou finalmente livre! 
Foram palavras semelhantes àquelas com as quais concluiu o seu mais famoso discurso: 
-Eu tenho um sonho, em que traduziu o ideal da liberdade e da igualdade entre todos os homens. Oxalá muitos de nós possamos ter essas ideias lúcidas a respeito da vida e da morte. Nesse dia, o mundo será muito melhor. 
Redação do Momento Espírita, com base no discurso de Martin Luther King Junior: Quando eu morrer. 
Em 10.01.2026

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

MUDANÇA DE PLANOS

Emily Pearl Kinsley
A senhora Emily Pearl Kinsley freqüentemente é solicitada a falar sobre a experiência de ter dado à luz uma criança com deficiência. 
Na tentativa de ajudar essas pessoas que não têm com quem compartilhar suas dificuldades, Emily faz uma comparação interessante.
Diz ela que esperar um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias para a Itália. 
Você traça o roteiro, compra mapas das cidades que deseja conhecer, reserva hotéis, providencia roupas adequadas... 
Nos seus planos consta uma visita a Roma, ao Vaticano, Florença, Veneza... 
Você até aprendeu algumas frases simples em italiano. 
É tudo muito divertido. 
Após meses de preparativos, finalmente chega o grande dia! Você arruma suas malas e embarca... 
Durante as horas de vôo você ainda faz mais alguns planos...
Talvez uma passadinha na cidade de Assis, para conhecer a terra do fabuloso São Francisco... 
Até que enfim, depois de várias horas no ar, o avião pousa em terra firme. 
Você ouve com atenção o comissário de bordo, que diz:
-"Bem-vindos à Holanda!" 
-Holanda!?? O que ele quis dizer com Holanda? Eu escolhi a Itália! Toda minha vida sonhei em conhecer a Itália! Era lá que deveria ter chegado e não na Holanda! 
-Mas não há o que fazer. O avião pousou na Holanda e é lá que você deve ficar. 
Depois das emoções iniciais, você se dá conta de que a Holanda não é um país ruim, é apenas um lugar diferente... 
É apenas menos ensolarado que a Itália... 
O jeito é sair e comprar novos mapas, aprender uma nova linguagem, refazer o roteiro... 
Depois de algum tempo você perceberá que a Holanda também tem seus encantos... 
Há moinhos de vento, praças floridas com tulipas multicoloridas, campos verdes, e muitas outras belezas naturais... 
Assim também ocorre com as mães e pais que planejam o nascimento de um filho. 
São meses de preparativos, planos para o futuro, expectativas e muito carinho. 
E quando chega o dia, afinal, eis que surge uma criaturinha muito especial... 
Ela não é apenas diferente, ela é toda especial... 
E por essa razão foi encaminhada aos cuidados de pais também especiais... 
Pais que saberão que agora precisam reestruturar seus planos, refazer algumas metas, elaborar novas estratégias de aprendizagem e ensino. 
Pais que recebem, do Grande Pai, filhos necessitados de um pouco mais de atenção, carinho e dedicação. 
E esses pais, se souberem fazer jus à confiança que Deus lhes deposita nas mãos, terão sua recompensa aqui mesmo na Terra, através do coração enternecido de alguém que lhe pediu amparo e proteção e foi atendido. 
* * * 
Essas crianças com deficiência se assemelham a frágeis lírios que o granizo dilacerou. 
Para que possam recobrar o viço, necessitam de mãos fortes o bastante para ampará-las na caminhada. 
Precisam de almas generosas o suficiente para renunciar a muitas coisas em seu benefício. 
Precisam, enfim, de pais que saibam encontrar motivos de felicidade em gestos aparentemente insignificantes, mas de extrema importância para o Criador, Pai soberanamente misericordioso e justo. 
Redação do Momento Espírita, com base em história recebida do Conselho Tutelar, Curitiba-PR.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

MUDANÇA DE ESTRATÉGIA

Alguma vez você já teve que corrigir ou mudar o rumo dos seus passos? 
Se você respondeu que sim, você é como a grande maioria dos seres humanos. 
Isso acontece, com frequência, porque ainda não temos habilidade suficiente para saber com precisão onde queremos chegar e que caminho seguir. 
E isso acontece porque ainda somos aprendizes da vida. 
Por causa dessa falta de lucidez, natural em nosso estágio evolutivo, é que às vezes nos perdemos em atalhos que retardam nossa marcha na direção dos altiplanos do infinito. 
E não é raro que tenhamos que mudar a direção, buscar caminhos alternativos, apressar o passo, observar com mais atenção para não tropeçar nos obstáculos naturais da marcha para Deus. 
Nós sabemos que é preciso caminhar, buscar, bater na porta que ela se abrirá, pois o suave Rabi da Galiléia nos orientou a respeito. 
E se fazemos isso, por que nem sempre dá certo? 
É que nem sempre buscamos da forma correta e batemos na porta certa. 
Outras vezes nós chegamos ao término do caminho e deparamos com um resultado que não era justamente o que desejávamos, e a frustração nos toma de assalto. 
Às vezes, para se atingir um objetivo é preciso descobrir novos caminhos, ousar, inovar, criar novas estratégias. 
Talvez essa pequena história possa ilustrar melhor. 
Conta-se que havia um cego sentado numa calçada, em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira com o seguinte pedido, escrito com giz branco: 
Por favor, ajude-me, sou cego. 
Um publicitário, da área de criação, passou por ali, parou e viu umas poucas moedas no boné. 
Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. 
Voltou a colocar o pedaço de madeira no mesmo lugar e foi embora. 
À tarde o publicitário passou por ali e notou que o boné estava cheio de notas e moedas. 
O pedinte reconheceu as pisadas e perguntou se havia sido ele quem tinha mudado o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. 
O publicitário respondeu: 
-Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras. 
Sorriu e continuou seu caminho. 
O mendigo não sabia, mas seu novo cartaz dizia: 
Hoje é primavera em Paris, e eu não posso vê-la. 
* * * 
Uma pequena mudança de estratégia e pode ficar mais fácil atingir um objetivo, alcançar uma meta, chegar a um resultado.
Por vezes nós perdemos muito tempo em tentativas vãs e não nos damos conta de que uma pequena mudança bastaria para facilitar a nossa vida. 
Se você está sentindo que seus passos não estão lhe conduzindo numa direção segura, pare um instante. 
Reflita sobre onde quer chegar e, se for necessário, corrija a bússola da sua existência e siga em frente. 
* * * 
Quando você bate numa porta por muito tempo e ela se recusa a abrir, talvez Deus queira que você busque outra saída. 
Embora muitas situações nos pareçam fruto do acaso, não imaginemos que estamos à revelia das leis que regem o Universo do qual fazemos parte. 
Pense nisso e procure ouvir a sugestão dos sábios publicitários do espaço, para que faça uma pequena mudança na estratégia. 
E lembre-se: Se a porta na qual você está insistindo em bater não se abre, talvez seja o momento de buscar outra alternativa. 
Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada. Disponível no CD Momento Espírita, v. 10, ed. Fep. 
Em 12.06.2009.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

AÇÕES POSITIVAS

Em revista de grande circulação em nosso país, foram enumeradas diversas ideias que podemos colocar em prática visando a melhoria do planeta em que vivemos. 
Primeira: Informe-se. Acompanhe as notícias sobre meio ambiente. Atualize-se. Estude a fundo os aspectos que mais lhe interessam. 
Segunda: Aja localmente. Pense a respeito de como colaborar na família, na vizinhança, na escola dos filhos e na comunidade. Participe mais de tudo e difunda suas ideias sobre um mundo melhor. 
Terceira: Pense localmente. Estabeleça vínculos entre temas locais e globais. Apesar de magnitudes diferentes, os dois universos se correlacionam. 
Quarta: Some. Antes de pensar em formar uma Organização Não Governamental, procure uma parecida na qual você possa se engajar. 
Quinta: Otimismo é fundamental. Envolva-se de maneira criativa e divertida. Se quer atrair outras pessoas, pense em discursos e eventos positivos. 
Sexta: Seja efetivo. Envolva-se, torne-se ativo, mas não duplique suas obrigações. Trabalhe para ampliar sua efetividade. 
Sétima: Crie notícias. Identifique temas que possam interessar a muitas pessoas. Então escreva para jornais, revistas, redes de rádio e TV. 
Oitava: Não polua. Não jogue pilhas e baterias de celular no lixo comum. Mantenha bacias hidrográficas, rios, lagoas e represas livres de lixo ou de qualquer tipo de resíduo. Lembre-se: O cano que sai da sua casa provavelmente deságua num rio, numa lagoa ou no mar. 
Nona: Preserve a biodiversidade. Espécies animais e vegetais merecem respeito. Plante árvores: elas produzem oxigênio e são abrigos para aves. 
Décima: Seja coerente. Economize água e energia. Prefira equipamentos que não prejudiquem a camada de ozônio. Reutilize materiais. Recicle o lixo caseiro. Dentro do possível, use menos o carro. Ande mais a pé. 
Décima primeira: Passe sua vida a limpo. Reveja seu estilo de vida. Pense em um padrão condizente com o mundo sustentável. 
Décima segunda: Separe o joio. Nunca na História tivemos acesso a tanta informação e também a tantas opiniões diferentes. Use o bom senso e faça a coisa certa. 
Décima terceira: Ensine as crianças. Preparar as novas gerações à luz de princípios ecológicos é a garantia de um mundo mais preservado. 
Décima quarta: Acredite no futuro. Estimule ideias inovadoras, participe de projetos que você considera que valem a pena, renove sua crença de que tudo vai dar certo. Quanto mais pessoas acreditarem na paz, mais ela será possível. 
* * * 
O mundo em que vivemos é resultado do acúmulo de ações de cada um. 
Garantir a preservação do meio ambiente para as futuras gerações é uma atitude sensata para quem crê nas vidas sucessivas. 
Afinal, não tardará para que nós mesmos, em nova oportunidade reencarnatória, venhamos a sofrer, ou não, pelos atos praticados hoje. 
Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita, com base em artigo da revista Presença Espírita, janeiro/fevereiro de 2003, ed. LEAL. 
Em 07.01.2026