quarta-feira, 11 de março de 2015

AMAR É SOFRER?

Quem disse que “amar é sofrer” jamais amou.
O beijo do ar da madrugada desperta a vida que dorme.
O sorriso da lua engrinaldada de estrelas diminui as sombras.
A carícia do sol vitaliza todas as coisas.
E a chuva que lava a terra, e reverdece o chão, e abençoa o mundo, correndo no rio, esvoaçando na nuvem esgarçada, são as tuas expressões de amor, construtor real, demonstrando o teu poder, a tua grandeza e a minha pequenez.
Quem ama, sempre doa, e não sofre, porque ama.
Quem diz que amar é sofrer ainda está esperando pelo amor e jamais amou.
*   *   *
As palavras do poeta Tagore são fortes. Desafiam todos os autores que até hoje cantaram, emocionados, as dores do amor.
E foram tantos... E ainda são.
O amor do mundo sempre esteve vinculado à dor, pois sempre foi um amor apego, um amor posse, um amor desespero.
Agia-se no ímpeto por amor, e lá vinha a dor. Esperava-se indefinidamente por amor, e lá se iam anos de sofrer silencioso.
Nossa arte revela isso de forma magistral: o ser humano tentando sobreviver amando dessa forma.
Chegamos ao ponto de nos autoflagelarmos por ele, ou ainda, de acabar com nossa própria vida, por não suportar tal vil pesar. E o pior, achamos isso belo, romântico...
Imaturos fomos, assim como o que chamamos de amor ao longo das eras também o foi.
Inventamos um tal de amor à primeira vista, para justificar paixões retumbantes, apenas desejos ardentes muitas vezes...
Alguns ainda, aprenderam a chamar o ato da união sexual em si, de fazer amor, como se em toda coabitação ele estivesse obrigatoriamente presente – quem dera...
Entendemos pouco de amor.
E não foi por falta de bons exemplos.
Recebemos na Terra o Espírito que irradiava amor, e que proclamou esta palavra aos quatro ventos, de uma forma inesquecível.
O amor do qual Jesus falava era esse amor doação, o amor ágape.
Pode haver sofrimento em nosso coração ainda por algum tempo, mas não por amar, e sim, apenas por não sabermos amar de forma devida.
São nossos vícios que trazem as dores. O amor só traz alegria e paz, pois é responsável pela consciência pacificada.
A carícia do sol vitaliza todas as coisas e o amor verdadeiro é este sol, que sempre vitaliza e nunca enfraquece.
Nas piores noites o sorriso da lua engrinaldada de estrelas diminui as sombras. É novamente o amor, consolando, dando esperança, e jamais provocando mais escuridão.
É tempo de conhecer melhor o amor, agora que podemos ser mais maduros, que entendemos que não possuímos as coisas nem as pessoas; agora que entendemos que não estamos aqui para ter, mas para ser.
Ainda estamos esperando pelo amor, é certo, porém, cada movimento que fazemos em direção ao outro, deixando de lado o vício do egoísmo e do orgulho, é um passo que damos até ele.
E talvez logo descubramos que não fomos nós que esperamos pelo amor durante todo esse tempo, mas ele que sempre esperou por nós...

Redação do Momento Espírita, com base em trecho do 
cap. XXII, do livro Estesia, de Rabindranath Tagore, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 25.9.2014

terça-feira, 10 de março de 2015

AMAR É....

O que é o amor?
É sentimento. É estado d´alma?
E como buscá-lo, como vivê-lo. desde que todos os grandes Espíritos que vieram à Terra disseram ser ele o caminho seguro?
Os conceitos atribuídos ao amor são inúmeros. As discussões filosóficas tornam-se sem fim.
Porém, o que realmente precisamos conhecer é sua prática, sua vivência em nossos dias.
A compreensão maior virá como consequência, como se precisássemos estar em seu íntimo para finalmente descobri-lo.
O amor é o sacrifício pelo próximo que, aos olhos do mundo, é pesado, é difícil, mas para quem ama é leve, gratificante.
Amar é interessar-se pela vida do outro, é perguntar: Como foi seu dia? É questionar: Você está bem? E estar realmente atento para ouvir a resposta.
Amar é modificar nossa rotina para ouvir um amigo, fazer-lhe uma visita, levar notícias boas.
Amar é reunir a família, sem a necessidade de uma comemoração especial, apenas para celebrar a presença de todos, para fortalecer os laços.
Amar é adiar um sonho para atender as necessidades de um filho, de um pai, de uma mãe.
Amar é respeitar as opiniões dos outros, mesmo que elas sejam diferentes das nossas.
É abraçar os familiares, não apenas quando celebrem aniversários, ou conquistas, mas sempre que o coração lembrar do quanto se querem bem.
Amar é chorar junto. É sorrir junto. É sempre guardar a esperança de que tudo será melhor.
Amar é saber dizer sim. É saber dizer não. É saber ouvir um sim, saber ouvir um não.
Aqueles que amamos jamais serão um peso em nossas vidas. Pelo contrário, serão eles que nos farão mais leves. Serão eles os agentes que farão com que nossa consciência esteja satisfeita, que nosso íntimo receba energias revigorantes do Alto, fazendo-nos mais felizes.
O verdadeiro amor não está distante. Não está apenas nos romances literários, nos poemas inspirados, nas imagens dos sonhos. Ele está conosco nos pequenos gestos de carinho, nas gentilezas inesperadas, nas renúncias.
O verdadeiro amor não está distante. Ele aguarda apenas que as mãos fortes da vontade o alcancem, e concedam-lhe a chance de respirar os ares do mundo.
*   *   *
Os Espíritos Superiores nos ensinam que amar, no sentido profundo do termo, é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que queira que estes lhe façam.
É procurar em torno de si o sentido íntimo de todas as dores que acabrunham seus irmãos, para suavizá-las.
É considerar como sua a grande família humana, porque essa família todos a encontraremos, dentro de certo período, em mundos mais adiantados, e os Espíritos que a compõem são, como nós, filhos de Deus, destinados a elevar-se ao infinito.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. XI, item 10 de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.Em 30.09.2009.

segunda-feira, 9 de março de 2015

AMAR A VIDA

O pintor Van Gogh disse: 
O melhor meio de amar a vida é amar muitas coisas. 
Se você quiser saber se sabe amar, preste atenção e veja quantas vezes por dia você diz: Detesto isso. Detesto esse tipo de gente. Detesto esse tipo de coisas. Tudo isso em vez de dizer gosto. Você diz que ama as coisas? Quantas vezes você diz gosto disso? Gosto de crianças. Gosto de flores. Gosto de música. Para amar a vida, devemos estar dispostos a amar. Você pode imaginar alguma coisa mais importante? Por que se trabalha? Por que se luta? Por que se sofre? Por que se espera? É o amor. É a vida. Trabalha-se porque se ama o trabalho. Escolhemos a profissão porque gostamos de fazer aquilo. Certo dia, observamos um cirurgião que estudava para uma delicada intervenção, que teria que realizar no dia seguinte. Ele lia, fazia apontamentos, preparava gráficos. Era uma cirurgia para reconstituição da face de uma adolescente que sofrera um sério traumatismo. De vez em quando, entre uma e outra anotação, ele exclamava: Fascinante! Maravilha! Que coisa surpreendente. Era o profissional apaixonado pela sua arte, pela sua profissão, pelo que ele iria realizar no dia seguinte. Conta um professor universitário que, certa feita, foi para a Nova Inglaterra, no outono, visitar um de seus alunos. Passeando, ele pediu que parasse o carro. Ele estava maravilhado com a visão daquelas árvores com folhas vermelhas, douradas, azuis, roxas, castanhas, magenta e pretas. Sim, pretas, tudo na mesma árvore. Ele nunca havia visto algo assim. Em Los Angeles, onde residia, estava habituado, na chegada do outono, a que as folhas secassem e caíssem. E pronto. Mas ali, ele estava impressionado e perguntou: Como é que essa folha resolve ser preta e esta resolve ser amarela? Na mesma árvore!? Ora, disse o aluno, sei lá. É assim mesmo./ Não, falou o professor. Não é assim mesmo. Deve haver um bom motivo para isso e eu quero saber qual é. Leve-me para a biblioteca! Foram à biblioteca e pesquisaram o assunto. Depois de esclarecido acerca das razões científicas para a mudança das cores, o professor afirmou: Conhecer tudo isso não torna a questão nem mais nem menos espiritual. Continua a ser pura magia. A ser maravilhoso. E se manteve encantado e apaixonado pelas cores das folhas. Isso é amar as coisas. Isso é dizer sim à vida. É ser um amante da vida. E se a vida, por acaso, lhe oferecer muitos dias de céu cinzento, siga à risca a recomendação do escritor Nikos Kazantzakis: Você tem o seu pincel, tem as suas tintas, pinte o paraíso e depois entre nele. 
* * * 
Contemplemos a terra submissa e boa, sulcada pelo arado para a dádiva do pão. Aprendamos com ela a lição da humildade e deixemos que o agricultor compassivo transforme nossa vida numa semeadura de amor para o bem de todos. Amemos a manhã que desperta ensolarada. Amemos a chuva que chega, sem avisar. Agradeçamos ao vento que enche de folhas a nossa calçada. Quando ele sossegar, aproveitemos e fotografemos o tapete natural. Acreditemos: ninguém, além do vento, consegue colocar as folhas dessa forma tão livre, tão espontânea. Aproveitemos a hora que passa depressa e aquela que parece nunca terminar. Amemos nosso dia, nosso tempo. Amemos a vida.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Escolha a vida, do livro Vivendo, amando e aprendendo, de Léo Buscaglia, ed. Nova Era e no cap. 2, do livro Glossário espírita cristão, pelo Espírito Marco Prisco, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. Em 10.7.2014.

domingo, 8 de março de 2015

AMAR A QUEM?

Dia desses surpreendemos duas senhoras a conversar. E seu diálogo nos atraiu verdadeiramente a atenção. Indagava uma à outra porque ela se envolvia tanto com campanhas para as crianças carentes assistidas por uma determinada entidade filantrópica. Ora, respondeu a outra, porque disponho de tempo, porque as crianças precisam, porque gosto de me envolver com tarefa assistencial. Mas, continuou a primeira, essa instituição não é da nossa religião. A resposta da dama que se dedicava de corpo e alma ao trabalho de assistência foi rápida: Mas são nossos irmãos. A primeira ainda prosseguiu com sua argumentação, enquanto nos afastávamos do local a pensar. Estranha forma de nos dizermos cristãos. Transformando-nos em pessoas sectárias, fechadas. Esquecidas de que o Mestre nos recomendou: Amai-vos uns aos outros. Ele mesmo, durante sua estada entre os homens, teve oportunidade, por mais de uma vez, mostrar que não importava a nacionalidade, a doutrina política, a crença religiosa, o cargo e a cor da pele. Por isso mesmo, Ele tomou o samaritano como exemplo do homem bom que atende o caído na estrada, sem nada lhe indagar. Fala à samaritana, no poço de Jacó, convidando-a à mudança de rumo e transformando-a numa disseminadora das luzes da Boa Nova. Falando a respeito do centurião a quem cura o servo à distância, comenta: Jamais vi tamanha fé em Israel! Convida Mateus, um coletor de impostos, para ser um dos Apóstolos. Visita Zaqueu, o publicano, e socorre a equivocada Maria de Magdala, amparando também a mulher adúltera. Jesus viajou pelas terras da Judéia, da Galiléia e da Samaria. E afirmou: Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá. Como podemos agir de forma diversa, estabelecendo limites no auxílio, condicionados à crença religiosa? Então não somos todos filhos do mesmo Pai? Ele não nos criou crentes desta ou daquela doutrina. Criou-nos Seus filhos. Todos partidos do mesmo ponto, da simplicidade e da ignorância, e com idêntico objetivo: a perfeição. Não nos armemos uns contra os outros, mas nos amemos. Façamos o bem a quem esteja próximo, sem distinção alguma. E, se pudermos, estendamos a nossa ação a quem esteja distante, mesmo que não pertença à nossa raça, que tenha nascido em outro País, que habite outros Estados. Meditemos que, quando as súplicas sinceras chegam ao bondoso Pai, Ele não pergunta como cremos, onde estamos. Conforme nos ensinou Jesus, tudo o que pedirmos a Ele em Seu nome, nos será concedido. Da mesma forma que recebemos tanto bem do Criador, saibamos distribuir igualmente a todos. Mesmo porque as questões de cor, nacionalidade, credo político ou religioso são questões transitórias, que duram uma vida rápida, passageira, considerando-se o Espírito imortal. 
 * * * 
O bem é tudo o que estimula a vida, produz para a vida, respeita e dá dignidade à vida. Quando não puder fazer o bem, pense nele. Valorize o bem que você possa fazer e faça-o quanto possa e onde esteja. 
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

sábado, 7 de março de 2015

AMAR AO PRÓXIMO

Se alguém diz que ama a Deus, mas não ama o seu semelhante, é mentiroso. Isso foi escrito pelo Apóstolo João e nos convida a uma profunda reflexão. Por que o amor a Deus passa inevitavelmente pelo amor ao próximo? Por que não basta amar a Deus no isolamento das criaturas, ou na indiferença ao semelhante? Deus, ao nos criar, não nos cria perfeitos, mas oferece as oportunidades e possibilidades de se chegar à perfeição. E, por grandiosidade de Sua justiça, essa perfeição se alcança por esforço próprio, por dedicação, e jamais por gratuidade ou dom divino, a escolher uns ou outros como mais ou menos amados por Ele e, consequentemente, com mais ou menos virtudes e dons. Quando lemos a biografia de grandes vultos do amor ao próximo, como Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier ou Irmã Dulce, vemos a exemplificação do exercício no amor ao próximo. E é natural que questionemos de onde eles retiraram forças para amar incondicional e intensamente, ao longo de toda uma vida? Aprenderam a amar ao próximo no exercício do amor a que se propuseram, saindo de si mesmos, indo em direção ao outro, encontrando Deus. O amor a Deus não se constrói de forma mística, transcendental ou isoladamente. Entendendo isso, Jesus, personificação maior do amor a Deus, nos ensina que toda vez que auxiliarmos, que dermos de comer, que matarmos a sede de nosso irmão, é a Ele mesmo que estaremos fazendo isso. Convida-nos Jesus a experimentar o exercício do amor a Deus aprendendo a amar ao próximo. Afirma mesmo o Mestre Galileu que o maior mandamento da Lei de Deus é amar ao Pai, seguido do exercício de amar-se para amar ao próximo. Se você busca o entendimento das Leis de Deus, de instaurá-Lo na sua intimidade, um bom início será o de olhar para o próximo, no exercício do amor. Sempre temos recursos e meios de auxiliar, de demonstrar o amor na forma do desvelo, do carinho, da solidariedade ou da compaixão. Ofereçamos a palavra edificante para incentivar os desvalidos, a presença fraterna para aqueles abandonados na solidão, ouvidos pacientes para um coração aflito com necessidade de desabafar. Somos convidados ao exercício do amor ao próximo construído na compreensão frente àquele em desatino, em benevolência para o irmão em desequilíbrio ou indulgência na ação precipitada. São pequenos gestos que se fazem exercícios de amor ao próximo, no objetivo de amar a Deus. Afinal, como nos alerta o Apóstolo João, se não conseguimos compreender nosso irmão, jamais teremos condições de amar e compreender a Deus. Redação do Momento Espírita. Em 29.12.2009.

sexta-feira, 6 de março de 2015

AMAR A FAMÍLIA OU COMPRAR UMA FAMÍLIA?

Desde pequenos, um hábito se instala em nós: resolver problemas comprando coisas. Você já percebeu como essa situação é bastante comum? Começa quando as crianças vêem anúncios na TV e pressionam os pais para que lhes comprem brinquedos e doces. Por sua vez, pais e mães também são levados a acreditar que seus filhos serão mais felizes se tiverem mais e mais coisas materiais. É o consumismo se instalando. Em vez de enfrentarem essa crise educando a criança, em geral os pais a satisfazem. É uma atitude que reforça a crença de que se pode ter tudo e que as coisas materiais são a razão da felicidade. Muitos pais, inclusive, tentam compensar as longas horas ausentes de casa fazendo compras exageradas. Enchem os filhos de objetos e, rapidamente, as crianças aprendem a negociar. Tornam-se cada vez mais exigentes e consumistas. Na adolescência, as compras continuam: aparelhos eletrônicos substituem os brinquedos. São celulares, computadores e jogos eletrônicos de imediato substituídos, quando surgem novos modelos. As mesadas se tornam maiores e logo os filhos desaparecem de casa, em companhia de amigos. Vivem em noitadas intermináveis, com fácil acesso ao álcool, fumo e drogadição. O passo seguinte é comprar-lhes um carro, um apartamento... E cabe então a pergunta: Nessas quase duas décadas em que vivem com os pais, que aprenderam? Que exemplos receberam? Será que conhecem verdadeiramente seus pais? Estão preparados para amar ou para comprar? E o que dizer dos pais? Será que realmente conhecem seus filhos? Sabem de seus sonhos e aspirações? Já ouviram suas frustrações e problemas? Chega-se então ao mundo adulto. E as situações infelizes continuam a ser resolvidas à base de compras. Roupas e sapatos, carros, vinhos, jóias. A ostentação esconde a infelicidade. Falsa é essa felicidade baseada em ter coisas. Ela estimula o materialismo e destrói o que temos de mais belo: a convivência familiar, a construção de lembranças preciosas. Amar a família inclui sustentá-la em suas necessidades, prover o estudo dos filhos, garantir alimentação e lazer. Mas, muito diferente é substituir a presença do amor pelo presente – por mais ricamente embalado que seja. Um filho é uma dádiva Divina. Uma responsabilidade que inclui não apenas dar-lhe coisas materiais, mas dar-lhe suporte emocional, psicológico. É preciso falar com os filhos, conhecê-los, sondar o que pensam, refletir sobre o que fazem. O mesmo vale para o casal: depois de alguns anos de convivência, as conversas, antes tão íntimas, costumam ser substituídas por presentes, como flores e jóias. Aos poucos se esvai a cumplicidade, a parceria e até a atração. E os pais? Envelhecem sozinhos, cercados de enfermeiras ou de pessoas pagas para tomar conta deles. Velhos pais, isolados, com suas manias e conversas que ninguém quer ouvir. Quão felizes seriam com visitas e conversas mais longas. Por tudo isso, reflita hoje: 
Estou amando ou comprando minha família? 
Redação do Momento Espírita. Em 20.02.2008.

quinta-feira, 5 de março de 2015

AMAR A DEUS

Qual o maior mandamento da Lei de Deus? 
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. 
Aí estão contidas toda a Lei e os profetas, nos disse Jesus. Quando perguntado pelos Doutores da Lei qual o maior mandamento da Lei de Deus, Jesus foi firme ao afirmar o amor como maior mandamento. Acima de tudo, amar a Deus, de toda a alma e de todo o coração. Mas como se pode amar a Deus? Sendo Deus imaterial, etéreo, parece tão distante de nós, que fica difícil entender como amá-lO. E ainda, o que Deus entende por amá-lO? Deseja Ele alguma forma de adoração, de culto, de exteriorização desse amor? Na verdade, torna-se muito mais fácil amar a Deus começando por amar aquilo que é dEle, que é obra de Sua criação. Comecemos pelo nosso planeta. Você já se preocupou em cuidar do planeta? Como moradia transitória que nos foi emprestada, não nos pertence. Pertence a Deus. E o que fazemos dele? Ao termos atitudes de cuidado com nosso planeta, não estamos amando a Deus? Por amá-lO, comecemos a mudar nossa relação com as coisas que nos cercam. Por que não deixar de comprar coisas, muitas das vezes desnecessárias, e assim diminuir o descarte de objetos que viram lixo precocemente? Quantas vezes trocamos o aparelho celular sem necessidade, o aparelho de TV, o computador, a máquina de fotografar, sem necessidade? E aí, quando compramos o novo, para onde vai o velho? Permitimo-nos uma onda de consumismo, sem perceber o quanto comprar pode virar sinônimo de gerar lixo. E geramos um lixo sem nos preocupar o que fazer com ele. Para onde vai a bateria do celular descartado? As pilhas que usamos? O computador sucateado precocemente? Um mundo novo, com tanta tecnologia, exige reflexões novas de cada um de nós. Somos mais de seis bilhões de Espíritos reencarnados nesta escola chamada Terra. E todos temos a necessidade de aqui estarmos para o aprendizado necessário. Para que nosso planeta consiga servir de morada para todos nós, é necessário que cuidemos dele. E assim, que nossos hábitos e atitudes não sejam inconsequentes e levianos. Se a temperatura do planeta aumenta, ameaçando vidas, o que está ao nosso alcance fazer? Se o volume de lixo gerado em nossa cidade é demasiado, o que podemos fazer? São as pequenas atitudes de nossa parte que demonstram nosso respeito e amor a Deus. Quando respeitamos flora e fauna, não permitindo tráfico de animais ou plantas, não consumindo madeira, plantas, sementes ou peixes em época ou local proibido, estamos respeitando o planeta. O amor a Deus se mostra muito mais efetivo ao amarmos as obras de Sua criação do que amá-lO em palavras que não se refletem em atitudes. E ao respeitar o planeta, estamos dando provas inequívocas de amor ao Criador, Deus, nosso Pai. 
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 23, ed. Fep. Em 2.1.2013.