domingo, 21 de julho de 2024

O MAIOR ÊXITO

Trinta anos se haviam passado. 
A turma de ensino médio programou um reencontro. 
Foi numa tarde quente, na enorme mansão de um deles. 
Não faltavam elogios ao anfitrião, que recebia os amigos: a arquitetura, a disposição dos móveis, tudo como numa moldura de sonhos. 
Após o almoço, reunidos na sala ampla, a conversa passou para o relato das conquistas pessoais, o sucesso na carreira. 
Eram emocionantes. 
Alguns mais, outros nem tanto, mas todos haviam alcançado sucesso na profissão escolhida. 
Eram médicos, engenheiros, advogados, professores de ensino superior. 
Falavam de seu casamento, dos filhos. 
Quase todos tinham filhos no Exterior: Inglaterra, Suíça, Austrália.
Filhos que ali aprimoravam seus estudos ou que exerciam profissão.
Era um longo desfile de alegrias. 
Falavam da empresa multinacional para a qual haviam sido contratados os filhos, dos altos cargos que ocupavam em hospitais, indústrias e por aí afora. 
Dava gosto constatar a felicidade que sentiam pelo êxito próprio, que incluía o dos filhos. 
Deram-se conta, depois de muito falar, que uma, dentre eles, se mantinha calada, somente vibrando com a felicidade de cada colega.
Voltaram-se para ela e lhe perguntaram: 
-E você, quais os grandes lances da sua vida? 
Ela sorriu e disse: 
-Amigos, nada tão eletrizante como os seus relatos. Vi meus irmãos se formarem, constituírem suas famílias e partirem, buscando seus próprios destinos. A mim, finalizando o ensino médio, sucederam acontecimentos: a morte repentina de meu pai, um irmão menor sob meus cuidados, necessidade de trabalhar para o sustento do lar, dedicação à avó e à mãe, que enfermaram, em anos sucessivos, me exigindo dedicação. Não consegui adentrar a Universidade tal o acúmulo de deveres para manter a família e atender aos problemas, que surgiam, como uma avalanche, a cada ano. Tive ofertas para crescer profissionalmente, transferindo-me para a capital federal, depois para o Rio de Janeiro e São Paulo. A debilidade orgânica de minha avó e de minha mãe não me permitiram atender a nenhum dos convites. Elas tinham somente a mim. Passaram os anos. Não me casei, não tenho filhos senão os da alma, que assumi, por questões muito próprias. Nunca empreendi grandes viagens, porque minhas economias eram e ainda o são direcionadas aos que dependem de mim. Então, acho melhor vocês continuarem a falar de seus progressos, de suas glórias. A mim, tudo isso encanta porque me parecem fenomenais os seus relatos. 
O silêncio se fez na sala. 
Havia lágrimas em algumas faces. Todos ficaram olhando para a colega que, nos bancos do ensino médio, tinha ousados sonhos.
Viajar para o Exterior, aprimorar-se em outro idioma, cursar a faculdade, casar-se, ter filhos. 
Tudo lhe fora frustrado.
No entanto, ali estava ela a se alegrar com o sucesso dos amigos, a se regozijar com as suas conquistas. 
Olhares se cruzaram.
Finalmente, um deles disse:
-Já sabemos quem alcançou o prêmio de maior vencedor entre todos nós. Sim, há os que vencem no mundo e há os que vencem a si próprios, no silêncio da renúncia, servindo ao semelhante.
Redação do Momento Espírita 
Em 22.8.2022.

sábado, 20 de julho de 2024

AUXÍLIO MÚTUO

CHICO XAVIER E NEIO LÚCIO
Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se, quanto possível, contra os golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semimorta, na estrada, ao sabor da ventania de inverno. 
Um deles fixou o singular achado e exclamou, irritadiço: 
-Não perderei tempo. A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente. 
O outro, porém, mais piedoso, considerou: 
-Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade. 
-Não posso - disse o companheiro, endurecido -, sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos chegar à aldeia próxima sem perda de minutos. 
E avançou para diante em largas passadas. 
O viajor de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito e, aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido. 
A chuva gelada caiu, metódica, pela noite adentro, mas ele, amparando o valioso fardo, depois de muito tempo atingiu a hospedaria do povoado que buscava. 
Com enorme surpresa porém, não encontrou aí o colega que havia seguido à frente. 
Somente no dia imediato, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida, numa vala do caminho alagado.
Seguindo à pressa e a sós, com a ideia egoísta de preservar-se, não resistiu à onda de frio que se fizera violenta e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento. 
Enquanto que o companheiro, recebendo, em troca, o suave calor da criança que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, salvando-se de semelhante desastre.
Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo... 
Ajudando ao menino abandonado, ajudara a si mesmo. 
Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços do caminho, alcançando as bênçãos da salvação recíproca. 
* * * 
As mais eloquentes e exatas testemunhas de um homem, perante o Pai Supremo, são as suas próprias obras. 
Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo. 
O coração que amparamos constituir-se-á agora ou mais tarde em recurso a nosso favor. 
Ninguém duvide. 
Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum. 
Ajudando, seremos ajudados. 
Dando, receberemos: esta é a Lei Divina. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 16 do livro Jesus no lar, pelo Espírito Neio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Disponível no CD Momento Espírita, v. 1, ed. FEP.
Em 20.07.2024.

sexta-feira, 19 de julho de 2024

O MAIOR DOS PROFETAS

Uma das obras mais célebres do Século XX, rapidamente traduzida para quase todas as línguas, é a Vida de Jesus, de autoria de Ernest Renan. 
Em 1862, o autor foi nomeado professor de hebraico no Collège de France. 
O governo de Napoleão III suspendeu o curso, após a primeira aula. 
Isso porque Renan chamara Jesus de Homem Incomparável. 
Um Homem acima de todos os profetas, ímpar, sem igual. 
Mas, um homem. 
Para ele, a popularidade de Jesus procedia daquele amor raro que Ele oferecia a todas as gentes, um amor incondicional. 
As pessoas não estavam acostumadas a esse tratamento. 
Acabavam se maravilhando e entregando suas próprias crenças ao serviço da Boa Nova apaixonante. 
Também o discurso do Nazareno, de fácil compreensão, cheio de parábolas sábias e ilustrativas, soava aos ouvidos como o mais belo e convincente. 
Eram palavras que prometiam uma nova vida, cheia de esperança e livre das dores humanas. 
Uma filosofia nunca dantes apresentada. 
A vida de Jesus é verdadeiramente arrebatadora. 
Muito a respeito dessa invulgar personalidade já se escreveu. 
Seus primeiros biógrafos, os quatro Evangelistas, O retratam como um homem fora do Seu tempo. 
Nem poderia ser de outra forma. 
Conforme os ensinos dos Espíritos, Jesus é o único Espírito Perfeito que habitou a Terra. 
Por isso, Suas ações, Seus ensinos extrapolam os conceitos da Humanidade que ainda não alcançou a excelência das virtudes.
Como pedagogo de excepcionais qualidades, Ele viveu o que ensinou. 
Disse que se deveria oferecer ao agressor a outra face, ou seja, não revidar o mal recebido. 
E, sendo traído por um dos Seus, para ele somente teve gestos de afeto. 
Quando recebe o beijo da traição, indaga: 
-Amigo, a que viestes? 
Ou seja, o que você deseja? 
-Por que vem a mim, na calada da noite, com soldados armados?
Senhor do Mundo, Se submeteu ao julgamento do procurador da Judeia, que estava muito mais interessado em manter a sua posição e o seu poder do que, verdadeiramente, julgar com imparcialidade e nobreza. 
Tão verdadeiro é esse posicionamento que, mesmo não tendo encontrado nada que devesse ser punido naquele homem, lhe confere a sentença de morte. 
E O manda executar da forma terrível que Roma reservava para os revolucionários, os que se erguiam contra o Império. 
Contudo, o Pastor das Almas somente teve palavras de perdão. 
Em meio à agonia da cruz, roga ao Pai que a todos perdoe, pois que não sabem o que fazem. 
O supliciado Se preocupa pelo futuro dos Seus algozes. 
Arauto da Imortalidade, entregou o Espírito ao Pai, em lacônica mas profunda prece. 
E, adentrando a Espiritualidade, retornou glorioso, demonstrando que a morte não Lhe destruíra senão o corpo físico. 
Ele estava ali, triunfador da morte, testificando que a vida prossegue, que quem parte não esquece os que permanecem na Terra. 
E, aparecendo no cenáculo a portas fechadas, fazendo-Se anunciar por vento brando; ou aguardando na praia os companheiros que vinham da pesca, demonstra estar vivo, presente, atuante. 
Sim, tinha razão Ernest Renan ao apresentá-lO como um Homem Incomparável, o maior entre todos os Profetas: Nosso Mestre e Senhor Jesus. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 05.05.2015.

quinta-feira, 18 de julho de 2024

A MAIOR DOR

Qual é a maior dor? 
Você já pensou nisso? 
Um jovem deixou um bilhete aos familiares, pouco antes de cometer suicídio, e expressou no papel o que estava sentindo. 
Disse ele que a maior dor na vida não é morrer, mas ser ignorado. 
É perder alguém que nos amava e que deixou de se importar conosco. 
É ser deixado de lado por quem tanto nos apoiava e constatar que esse é o resultado da nossa negligência. 
A maior dor na vida não é morrer, mas ser esquecido. 
É ficar sem um cumprimento após uma grande conquista. 
É não ter um amigo telefonando só para dizer Olá. 
É ver a indiferença num rosto quando abrimos nosso coração. 
O que muito dói na vida é ver aqueles que foram nossos amigos, sempre muito ocupados quando precisamos de alguém para nos consolar e nos ajudar a reerguer o nosso ânimo. 
É quando parece que nas aflições estamos sozinhos com as nossas tristezas. 
Muitas dores nos afetam, mas isso pode parecer mais leve quando alguém nos dá atenção.
* * * 
É bem possível que esse jovem tenha tido seus motivos para escrever o que escreveu. 
Todavia, em nenhum momento deve ter pensado naqueles que o rodeavam. 
Se pudesse sentir a dor de um coração de mãe dilacerado ante o corpo sem vida do filho amado... 
Se pudesse experimentar o sofrimento de um pai que tenta, em vão, saber do filho morto o que o levou a tamanho desatino... 
Se sentisse o desespero de um irmão que busca resposta nos lábios imóveis do ser que lhe compartilhou a infância... 
Se pudesse suportar, ainda que por instantes, a dor de um amigo sincero a contemplar seus lábios emudecidos no caixão, certamente mudaria seu conceito sobre a maior dor. 
* * * 
Se você pensa que está passando pela maior dor que alguém pode experimentar, considere o seguinte: 
Uma mãe que chora sobre o corpo do filho querido que foi alvo das bombas assassinas, em nome das guerras frias e cruéis.
Uma criança debruçada sobre o corpo inerte da mãe atingida por granadas mortíferas. 
Um órfão de guerra que é obrigado a empunhar as mesmas armas que aniquilaram seus pais... 
Um pai de família que assiste o assassinato dos seus, de mãos amarradas. 
Enfim, pense um pouco nessas outras dores... 
Pense um pouco nos tantos corações que sofrem dores mais amargas que as suas. 
E se ainda assim você estiver certo de que a sua dor é maior, lembre-se daquela mãe que um dia assistiu a crucificação do Filho inocente, sem poder fazer nada. 
Lembre-se também Daquele que suportou a cruz do martírio mas não perdeu a confiança no Pai, que tudo sabe. 
E se ainda assim você achar que é o maior dos sofredores, considere que talvez o egoísmo esteja prejudicando a sua visão. 
* * * 
Pense nisso! 
Descobrir qual é a maior dor, é muito difícil. 
Mas a maior decepção é fácil de deduzir. 
É a daqueles que se suicidam pensando que extinguirão a vida e com ela todos os problemas. 
Esses saem do corpo, mas, indubitavelmente, não saem da vida e, muito menos, acabam com os problemas. 
Portanto, por mais difícil que esteja a situação, nunca vale a pena buscar essa porta falsa, chamada suicídio. 
É importante lembrar sempre: por mais escura e longa que seja a noite, o sol sempre volta a brilhar. 
E por mais que pensemos estar na solidão, temos sempre conosco um amigo fiel e dedicado que jamais nos abandona: o meigo Rabi da Galiléia. 
Pense nisso! 
Redação do Momento Espírita, com base em mensagem volante sem menção ao autor. Disponível no CD Momento Espírita, v. 6, ed. Fep.
Em 29.09.2009.

quarta-feira, 17 de julho de 2024

O EXEMPLO ARRASTA

Um amigo recém-chegado da Europa contou-nos uma experiência curiosa. 
Disse que caminhava pelas ruas de determinada cidade europeia, em companhia de seu anfitrião, quando resolveu atravessar a rua a alguns metros da faixa de segurança. 
O anfitrião segurou-o pelo braço, impedindo o gesto e observou: 
-Não faça isso! Crianças podem estar nos observando e fatalmente irão imitar nossa atitude, atravessando a rua fora da faixa de segurança. 
Não sejamos nós exemplo de indisciplina. 
Se todos pensássemos e agíssemos assim, a disciplina seria uma realidade em qualquer situação. 
Ao contrário, mesmo conduzindo as crianças dentro do próprio veículo, damos múltiplos exemplos de indisciplina. 
Avançamos o sinal, paramos em fila dupla, fazemos ultrapassagens perigosas, excedemos os limites de velocidade, entre outras infrações. 
O que poderemos esperar das crianças que convivem constantemente com essas situações? 
Não nos iludamos que elas, quando crescerem, agirão de forma diferente, pois o exemplo arrasta. 
Principalmente o exemplo dos pais que, de maneira geral, os filhos têm como heróis. 
Esses hábitos observados desde a infância, formarão o caráter dos pequenos, que mais tarde estarão dirigindo pelas ruas e rodovias, tal qual aprenderam com seus pais e outros adultos. 
Junto a esses exemplos de indisciplina, há outros não menos prejudiciais. 
A mentira, a corrupção, a preguiça, a acomodação, a violência, a indiferença, entre outros. 
Alguns pais dirão que, para certos filhos, o exemplo não resolve.
Diremos que, embora os resultados não apareçam de imediato, mais tarde germinarão e frutificarão, desde que as sementes foram lançadas. 
E se reforçarmos, com a nossa má conduta, a rebeldia que já trazem do passado, estaremos deformando ainda mais o seu caráter, e responderemos por isso. 
Não olvidemos que nossos filhos são Espíritos reencarnados e, como tal, trazem a bagagem de experiências vividas ao longo das existências. 
Experiências felizes ou não, que cabe aos pais perceber e trabalhar de forma eficiente nessas almas que Deus lhes confia como filhos.
Assim, tenhamos em mente que sempre poderá haver alguém mirando-se nos nossos exemplos. 
Por isso, esforcemo-nos para dar exemplos dignos de serem imitados.
Lembremos que somos responsáveis, perante as leis divinas, por tudo o que resulte do nosso comportamento. 
* * * 
Você sabia que não basta apenas não praticar o mal, para corresponder às leis divinas? 
Dizem os Espíritos superiores que é preciso fazer o bem na medida de nossas forças. 
E que responderemos por todo o mal que resulte do fato de não termos praticado o bem. 
Redação do Momento Espírita. 
Em 17.07.2024.

terça-feira, 16 de julho de 2024

A MAIOR DOAÇÃO

Peter Calderella
Quantas vezes detivemos o gesto por acreditar que a nossa contribuição é diminuta, insignificante? 
Quantas vezes, ante campanhas desencadeadas por pessoas ou instituições, sentimos a vontade de contribuir e nos esquivamos?
Sempre e ainda em nome de que o que temos a oferecer é muito pouco. 
E contamos que quem tenha muitas posses, quem detenha melhores condições do que as nossas, doe, em nome da fraternidade, da solidariedade. 
E, no entanto, essa migalha poderá fazer falta a alguém que espera a bênção do alimento, do remédio, do agasalho. 
Esquecemos de que o imenso oceano se formou a partir de pequenas gotas. 
E cada uma delas tem sua riqueza própria e especial. 
Quando se trata de presentear amigos que detenham melhor status social do que o nosso, refreamos o gesto de doação porque pensamos que aquele mimo que confeccionamos é tão modesto, tão pequeno para quem tem tanto. 
Contudo, por vezes, essas pessoas que imaginamos tenham tudo, apreciam e muito, algo pequeno, despretensioso. 
Algo que elaboramos com nossas mãos, com nossa criatividade e que se encontra repleto das nossas boas e amorosas vibrações. 
Uma lembrancinha que fará a grande diferença no dia de quem está acostumado a ganhar presentes caros de pessoas ilustres. 
Presentes envoltos em papel refinado com abundantes e caprichosos laços de fita. 
Pensamos e pensamos e deixamos de fazer coisas tão extraordinárias.
Deixamos de ofertar a nossa migalha, nossa gota ao oceano. 
As crianças não têm esses pruridos. 
Elas colhem uma flor no meio do campo e correm a entregá-la para o amigo, a mãe, a professora. 
Felizes, como se aquela fosse a mais rara e bela flor do Universo. 
E isso porque quando eles a viram, a acharam bonita, colorida e decidiram oferecê-la a quem amam. 
Espontaneidade. 
É o que nos falta: deixar que fale e aja o coração. 
Por isso, o gesto daquele menino italiano repercutiu nas redes sociais. 
Desejando agradecer pela cura de sua mãe, ele entregou um envelope ao médico que a tratara. 
Ao abrir, doutor Peter Calderella ficou emocionado. 
Em meio a palavras de agradecimento, havia quarenta e cinco centavos que o garoto tinha economizado. 
Tudo com uma recomendação: que o médico utilizasse aquele valor para fazer pesquisas a fim de descobrir a cura do câncer. 
O menino tem apenas cinco anos e, com certeza, não tem a exata dimensão da importância de uma pesquisa científica, nem imagina quanto ela custa. 
No entanto, ele simplesmente se permitiu expressar a sua generosidade. 
Doou o que tinha. 
O seu tesouro. 
Todas as suas economias. 
Algo que nos lembra muito bem o óbolo da viúva da parábola narrada pelo Mestre Jesus. 
* * * 
Sejamos generosos, sempre. 
Com poucas moedas ou com grandes importâncias. 
Com nosso quilo de alimento ou com toneladas que possamos ofertar. 
Com uma peça miúda de vestuário ou com fardos de cobertores, acolchoados e edredons. 
Sejamos generosos e gratos. 
Doemos o que nos seja possível: pequeno, grande, minúsculo. 
E junto com nossa doação, que vá a nossa vibração de carinho, revestida de ternura. 
Isso tornará a nossa oferta muito, muito valiosa. 
Redação do Momento Espírita, com fato extraído do site www.sonoticiaboa.com.br, de 9.4.2018. 
Em 21.5.2018.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

CAMINHOS PARA A LIBERDADE

FREDERICO MENEZES
Muitas são as diretrizes que indicam caminhos para se encontrar a felicidade. 
Muitas sugestões e conselhos já foram dados para os que procuram pela felicidade. 
Essas iniciativas são positivas, quando nascidas do desejo sincero de ajudar. 
E são necessárias porque cada pessoa poderá seguir pela rota que mais lhe seja favorável e que esteja de acordo com suas forças e entendimento. 
Os caminhos para a felicidade são muitos. 
Uns são mais curtos e mais íngremes e exigem mais esforço e renúncias. 
Outros são mais longos e mais planos, mas todos conduzem ao mesmo fim. 
A felicidade é, sem dúvida, uma construção diária, que mais se efetiva quanto mais a ela nos dedicamos. 
Quanto mais conscientes dos passos que nos levarão ao seu encontro, mais perto dela estaremos. 
Mas enquanto não conseguimos conquistar a felicidade suprema, podemos ir preparando o caminho com algumas atitudes fáceis e lúcidas, nos passos de cada dia. 
Eis algumas dicas: Use expressões meigas e cobertas de ternura. 
As energias afáveis favorecem uma atmosfera de paz no coração que as exercita. 
Busque a visão otimista sobre as pessoas. Enxergue o lado bom que todos nós possuímos. 
Pequenos gestos de bondade por dia alicerçam as grandes atitudes do amanhã, sedimentando os nobres e elevados sentimentos. 
Silencie diante das críticas às atitudes infelizes do próximo. 
Somos nós mendigos do entendimento alheio ante nossos equívocos repetidos. 
Aprenda a deixar fluir a compaixão, quando a dor espelhar-se na alma do próximo. 
Condicionará, desta forma, as próprias forças no caminho da caridade, irradiando o calor da fraternidade por onde passar. 
Sorria ainda que esteja atravessando difíceis momentos na Terra. 
O sorriso gera simpatias e afasta invernos escuros, permitindo o brilho do sol da esperança para você e para tantos que atravessam em seu caminho. 
Mantenha a calma em qualquer situação. 
Quem confia em Deus e está convicto de Sua Providência infalível, sabe que os recursos necessários chegarão tanto mais rápidos e precisos quanto estivermos em posição positiva na vida. 
Tolere o mais que possa. 
Perdoe sempre. 
Leve paz onde houver dissensões. 
Quem semeia brisas suaves não enfrentará os tufões da agonia em estradas futuras. 
Conceda ao irmão do caminho a gentileza de sua sincera alegria pelas conquistas dele. 
Demonstre desprendimento natural. 
Prossiga leve com as aspirações elevadas. 
A cada dia coloque-se como instrumento de construção, ciente de que Deus nos favorece com a bênção do serviço, para que Sua presença seja sentida no mundo por nosso intermédio. 
* * * 
Você, e somente você é responsável pela sua felicidade ou sua desdita. 
Seu caminho para a felicidade só pode ser construído por você, mais ninguém. 
Se hoje você encontra em seu caminho pedras e espinhos é porque houve um tempo em que você se descuidou do seu jardim. 
Por isso, é importante não perder mais tempo. 
Selecione a boa semente e comece agora a reflorir seu caminho para que possa encontrar, logo mais, o perfume agradável da boa semeadura. 
Pense nisso! 
Redação do Momento Espírita, com base em mensagem extraída do livro Ajuda-te, pelo Espírito Marta, psicografia de Frederico Menezes, ed. DPL. Disponível no CD Momento Espírita, v. 10 e no livro Momento Espírita, v. 5 ed. FEP. 
Em 15.7.2024