terça-feira, 15 de maio de 2018

DIFERENTES FORMAS DE AMAR

ALLAN KARDEC
O maior mandamento que Jesus nos deixou foi amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Esta é a Lei que resume todas as outras. Demonstramos o nosso amor a Deus em especial através da gratidão que carregamos em nossos corações, pela oportunidade que temos hoje de estar vivos. Reconhecemos a Misericórdia Divina que nos permite uma nova experiência no corpo físico, na qual lapidamos o nosso Espírito. Trabalhamos a cada dia para atingir o nobre objetivo de nos tornarmos melhores hoje do que fomos ontem. O amor aos pais demonstramos através do reconhecimento da disposição deles em gerarem um novo ser. Um ser pelo qual irão zelar, educar e transformar em pessoa de bem, às custas de renúncia e amor incondicional. Percebemos o apoio irrestrito de nossos pais nas diversas etapas da vida. Guardamos a certeza de que sempre estarão nos esperando, mesmo quando nos veem transpondo montanhas e indo em busca dos próprios caminhos. O amor aos filhos aparece quando nos vemos tomados por um sentimento de tamanha grandeza, que não encontramos palavras para descrever. É o amor sem limites. Observá-los dormindo, enquanto crianças, é ter a certeza que estamos à frente de anjos do Senhor. O amor entre casais acontece sem pedir licença, toca a alma de tal forma que somos capazes de desejar que o mundo pare para preservar aquele instante mágico. De forma diferente, também é o amor que cresce devagar entre os casais. Aparece de forma sutil, começa com grande admiração e aos poucos vai se transformando. De uma grande amizade nasce um amor sólido, verdadeiro e eterno. Alegria imensa nos invade quando ouvimos da pessoa amada que ela seria capaz de fazer qualquer coisa só para ver brilhar o sorriso em nosso rosto. É uma dádiva ter alguém que nos compreenda apenas com o olhar e que perceba, mesmo no silêncio, as nossas angústias. Amor de amigo é ser companheiro em todos os momentos. Amor à natureza nos estimula a adotar atitudes que ajudem na preservação do planeta em que vivemos. O amor aos animais nos faz respeitá-los. Traz-nos o entendimento de que Deus os colocou ao nosso lado para nos auxiliar na caminhada evolutiva. O amor aos enfermos e aos menos favorecidos é aquele que desperta em nós a caridade e coloca o amor em ação. Podemos doar bens materiais. Por vezes, a necessidade é urgente, mas doemos também tempo, ternura, atenção, afeto e a palavra de esperança e de conforto. A expressão mais completa da caridade é fazer aos outros o que queiramos que os outros nos façam. Esta atitude resume todos os deveres do homem para com o próximo. O amor a quem nos ofende pode ser demonstrado através do silêncio, diante das ofensas, não revidando. Perdoando, estaremos dando um grande passo para exercitar esse amor. 
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O amor é de essência Divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. O gérmen vivaz que Deus depositou em nossos corações, se desenvolve e cresce, torna-se fonte das doces virtudes que geram as afeições sinceras e duráveis e ajudam a criatura a transpor o caminho árido da existência humana. 
Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais do item 9, cap. XI, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 18.03.2011.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O UNIVERSO INEXPLORADO

No ano de 2016, o telescópio espacial Hubble avistou o que foi considerada a galáxia mais distante comprovadamente observada por nós. Uma viagem no tempo, quando o Universo tinha apenas quatrocentos e oitenta milhões de anos, segundo os cientistas. O que mais surpreende é sua distância da Terra: mais de treze bilhões de anos-luz. Algo inimaginável para nossa compreensão atual. Porém, logo esse número será superado. Aposentando-se o Hubble, lançaremos novos telescópios, mais potentes, com tecnologias mais incríveis e veremos mais longe. Notemos: em pouco tempo o homem saiu das cavernas e está observando galáxias distantes... Suas conquistas exteriores são impressionantes, belas. Mas, percebemos que a ele falta realizar outra façanha, tão importante quanto essa, uma outra viagem desbravadora: a jornada para dentro de si mesmo. O homem quer morar na lua, quer povoar outros planetas, mas não quer morar dentro de si mesmo. Por isso, foge de sua realidade através de diversos meios psicológicos trágicos. Somos gênios em determinadas áreas, mas não sabemos viver em sociedade, não sabemos lidar com pequenas frustrações, não sabemos perder... Somos virtuoses, talentos capazes de impressionar multidões com nossa técnica apurada, porém, não conseguimos manter um relacionamento simples com alguém. Não conseguimos lidar com o outro ao nosso lado e nos isolamos. Nossos filhos nascem sabendo muitas coisas. Lidam com as novas tecnologias com se tivessem feito cursos no mundo dos Espíritos antes de nascer. No entanto, não sabem fazer amigos. Chegam à adolescência e criam para si avatares, identidades falsas e se isolam. Não conseguem lidar com o contato pessoal. Os pequenos têm facilidades para idiomas, fazem proezas, aprendem a andar antes da hora, falam rapidamente. Contudo, carregam cargas de violência inexplicáveis dentro de seu íntimo. Nossos ídolos, artistas, personalidades de renome, que nos chamam a atenção por serem tão especiais no que fazem, que parecem ter a vida perfeita, escondem, muitas vezes, a solidão, a tristeza e a falta de sentido existencial, que conduz alguns ao suicídio. E nós, pais e mães, aprendemos a ser multitarefas; a lidar com várias coisas ao mesmo tempo; a ter o controle de tudo; a ter informação; a assistir duzentos canais na TV enquanto damos atenção aos filhos e nos alimentamos. Mas, a que custo? Por quanto tempo suportamos esse ritmo? Será que nos conhecemos o suficiente para responder? Por vezes, concluímos que é hora de desacelerar nosso ritmo, reduzir atividades. No entanto, quase sempre, somente quando é tarde, quando a depressão se instalou, quando a ansiedade tomou conta ou quando alguma alteração biológica mais séria nos chama a atenção.
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É hora de olhar para dentro, de conhecer nossas estrelas, nossas galáxias íntimas, de desbravar esse Universo tão inexplorado ainda. A vida se torna insustentável sem esse conhecimento. Tudo fará mais sentido quando buscarmos nossa essência, quando começarmos a entender quem somos, o que fazemos aqui e qual nosso objetivo maior. Não nos deixemos levar pelas atribulações do mundo moderno e suas tantas distrações. Somos maiores do que tudo isso. Somos mais do que as coisas materiais. Somos mais do que o tempo, do que o espaço. Somos Espíritos imortais. Redação do Momento Espírita. Em 14.5.2018.

domingo, 13 de maio de 2018

MÃE,EIS AÍ O SEU FILHO!

Ela era jovem, na flor da idade. Fora desposada por José, que a acolhera em fidelidade e amor. Numa tarde singela, após os seus afazeres, como num sonho, recebeu a visita de um mensageiro celeste. 
- Ave, cheia de graça, retumbou a voz angélica. Deseja nosso Pai que recebas, em teus braços, o Seu filho. 
Maria teve um leve sobressalto. Mas redarguiu:
- Faça-se em mim, pobre serva, a vontade do meu Deus. 
Os meses correram ligeiros. Em difícil viagem, José e Maria se dirigiram a Belém. Numa estrebaria simples, em meio aos animais, nasceu o Filho do Altíssimo e, numa manjedoura, foi acomodado. A seu tempo, Maria viu o seu Jesus falar e caminhar, contou-lhe histórias, dEle cuidou. Porém, próximo aos trinta anos, Ele partiu. Chegara a hora de cuidar dos negócios do Pai Maior. Doze amigos se uniram a Ele e, ao Seu lado, se puseram a caminhar. Maria ouvia rumores de que, na presença de seu filho, cegos voltavam a ver; surdos a ouvir e até aquele que era considerado morto, tornara a se levantar. Seu coração de mãe enchia-se de temores. Os orgulhosos ressentiam-se daquilo que ensinava Jesus: o amor ao próximo, o perdão das ofensas. Lições nem sempre compreendidas, mas que transbordavam o mundo de luz. Ensinando, doando-se, servindo, o Cristo semeava a paz. Quando Ele a visitava, Maria indagava: 
-Que fazes, meu filho? 
E Jesus, terno e carinhoso:
-Eu cuido dos negócios de meu Pai. 
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Numa noite de angústias, João trouxe à mãe do Mestre o doloroso aviso: 
-Acusam-no de colocar-se contra a ordem estabelecida. 
Num julgamento injusto, foi condenado e ainda teve a multidão a gritar por Sua morte e pela soltura do celerado Barrabás. 
-Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe. 
Aos pés do filho crucificado, Maria recebe a Divina missão: ser nossa mãe, mãe de toda a Humanidade. Mãe do Cristo, mãe de todos nós. Que por seu exemplo nos aproximemos de Jesus e possamos ouvir a sua voz. 
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Ajustemos a acústica da alma para que ouçamos as vozes celestes a cantar: Glória a Deus nas alturas. Paz na Terra. Boa vontade para com os homens. Contemplemos o Menino Luz que chega ao mundo para nos iluminar a jornada e para nos ensinar a chamar Deus de Pai. Unamo-nos a Maria, a senhora do silêncio e da fé. Junto a ela, recebamos Jesus na manjedoura de nossos corações. Tudo para que se faça celebração íntima, na qual nos encontremos com o Cristo descrucificado, e presente na vida daqueles que O seguimos. Presente na vida daqueles que O desconhecem. Daqueles que sofrem, dos que temem, dos que sentem fome, dos adoentados, dos que, arrependidos, buscam no olhar do Mestre o recomeço... 
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A Mãe Santíssima compreendeu a sua missão ao contemplar os olhos de seu filho. A exemplo de Maria, busquemos o olhar de Jesus, a fim de atendermos ao seu convite: 
"Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo." 
 Redação do Momento Espírita. Em 1.12.2016

sábado, 12 de maio de 2018

DIFERENTE OLHAR

Dois amigos, que há muito não se viam, encontram-se no centro da cidade e resolvem tomar um cafezinho. Conversa vai, conversa vem, Pedro diz que está terminando a construção de uma nova casa, e que logo mudará de endereço. Tomás pensa um pouco e pergunta: 
- Você não se incomoda de mudar de casa? 
- De casa não. Porém, não suportaria, com certeza, mudar de lar... 
- Essa é boa. – Diz, rindo, Tomás. 
- Você está caçoando! 
- Foi isso mesmo que perguntei. 
- Acredito que você não atinou ainda que entre casa e lar existe uma grande diferença. 
– Fala Pedro, muito sério. Como assim? É tudo uma coisa só! 
- Não, meu amigo. Casa é a construção de madeira ou de tijolos e cimento. Lar é a construção de amor, de sentimentos, amizade e ternura. Quando construímos ou moramos em uma casa, estamos lidando com algo passageiro, porque é material e um dia termina, deteriora, vira pó... Porém, quando construímos um sentimento de amor, carinho e amizade, estamos lidando com algo imaterial. Isso é conquista do Espírito. E o Espírito é imortal. 
Tomás pensa um pouco e fala para o amigo: 
- Preciso começar a entender melhor essas coisas. Para mim é tudo igual. Mas, me diga, o que o levou a essa decisão, depois de tanto tempo morando naquele sobrado tão lindo? 
- O tempo passa, amigo, meus filhos estão na adolescência, um deles fará vestibular este ano. Minha mulher e eu adotamos duas crianças: dois irmãos, de dois e quatro anos. Precisamos de mais espaço para acomodar a todos. 
A surpresa de Tomás é enorme. 
- Crianças de dois e quatro anos? Nossa, logo agora, com os filhos grandes, vão começar tudo de novo... 
- Amigo, – responde Pedro - a vida não para. O sol continua brilhando, a lua cumprindo suas fases, a máquina do tempo acelerando... Por que nós, simples mortais, haveríamos de descansar quando ainda podemos produzir tanto? 
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 Alguns de nós vivemos tão envolvidos nas coisas materiais que nos esquecemos da realidade maior. Quando percebermos que somos simples viajantes, de passagem por este mundo, tudo assumirá uma nova feição. As dificuldades enfrentadas serão analisadas com outra visão. Deixarão de serem vistas como problemas para serem encaradas como meros desafios. A felicidade estará mais próxima de todos porque não estará alicerçada sobre objetos, produtos, coisas, mas em sentimentos e realizações espirituais. O próximo será aquele irmão que apenas nasceu em lar diferente. O trabalho deixará de parecer infrutífero, porque o seu preço será equivalente ao prazer de realizá-lo. A riqueza material será vista como oportunidade de promover o progresso em benefício de todos ao nosso redor. O conhecimento será buscado com mais disposição e os sentimentos serão valorizados como devem ser, porque aprenderemos que conhecimentos e sentimentos são as nossas asas de libertação! Pensemos nisso. 
Redação do Momento Espírita. Em 18.6.2015

sexta-feira, 11 de maio de 2018

ELES FIZERAM A DIFERENÇA

A vida é um grande patrimônio. Os que nos encontramos na Terra, neste momento, nem sempre nos damos conta de como somos afortunados por viver. Quando os problemas avolumam, quando o cansaço se estabelece, uma quase desistência da vida parece nos sussurrar aos ouvidos. No entanto, todos os que nascemos somos pessoas afortunadas. Afortunadas porque alguém nos aceitou e nos permitiu vir ao mundo. Todos temos o direito de nascer mas nem todos temos essa oportunidade. Nem podemos imaginar quantas vidas, todos os dias, em todo o mundo, são impedidas de se concretizarem. Então, quando aplaudimos um astro do futebol, da música, da dança, da tecnologia, alguém que fez ou faz a diferença no mundo, podemos imaginar o que seria o mundo se eles não tivessem nascido? Podemos imaginar a nossa vida sem um Mac, um iPhone, um iPad? Pois é. Se Joanne Schieble, aos vinte e dois anos, tivesse desistido de levar a gestação a termo, a tecnologia não seria como a conhecemos hoje. Universitária, ela engravidou do namorado, também universitário. Seu pai, no entanto, não admitia que ela se casasse, por ele ser de descendência síria. Joanne poderia ter abortado, naquela circunstância. No entanto, optou por ter a criança e dá-la em adoção. Terá ela imaginado onde chegaria seu filho? Como venceria na vida? Um filho que não somente foi o criador da Apple e do estúdio de animação Pixar, mas exemplificou tenacidade, perseverança, superando seus dramas pessoais. Rejeitado em primeira adoção, por ser do sexo masculino, Steve Jobs foi adotado por um casal de origem humilde. Sofreu com a pobreza. Frequentava, uma vez na semana, determinado culto religioso em troca de uma refeição. Recolhia garrafas vazias de Coca-Cola para os depósitos para comprar comida. Não tinha quarto no dormitório na Universidade. Por isso, dormia no chão do quarto de amigos. Adulto, enfrentou um câncer devastador, numa vitória dramática que lhe deu uma sobrevida ainda mais aplaudida pelos admiradores. Em discurso aos formandos de Stanford em 2005, afirmou: Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem chegar ao paraíso não querem morrer para estar lá. Apesar disso, a morte é o destino de todos nós. Ninguém nunca escapou. E deve ser assim, porque a morte é, provavelmente, a maior invenção da vida. É o agente de transformação da vida. Ela elimina os antigos e abre caminho para os novos. Ele partiu em 2011. Um homem que fez a diferença no mundo. 
Um mundo que também estaria diferente sem a voz de Celine Dion, a cantora canadense. Quando engravidou, sua mãe tinha treze filhos e cogitou de não ter essa décima quarta criança. Contudo, um sacerdote, digno pastor de almas, a aconselhou a levar a termo a gravidez. Graças a isso, o mundo se extasia com a voz da cantora que, inicialmente, interpretava canções somente em seu idioma pátrio, o francês. Para alcançar as plateias internacionais, aprendeu inglês, conquistando a admiração do mundo. Jobs e Celine Dion são testemunhas da vida. Eles puderam cantar, sentir, amar, triunfar porque alguém lhes permitiu vir à luz. Quem pode imaginar o que virá a ser esse embrião, esse feto que apenas se esboça no ventre materno: um grande estadista? Um cantor? Um poeta? Um cientista? Somente Deus o sabe... 
Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Steve Jobs e Celine Dion. Em 11.5.2018.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A MISSÃO DA MATERNIDADE

DOM RAMON ANGEL JARA
O bispo de La Serena, Chile, dom Ramon Angel Jara, teve oportunidade de escrever um texto muito poético que diz: 
"Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus. Pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo. Que, sendo moça, pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude. Quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida. Quando sábia, assume a simplicidade das crianças. Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama. Rica, sabe empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos. Forte, estremece ao choro de uma criancinha. Fraca, se revela com a bravura dos leões. Viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam. Morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios. Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que ensope de lágrimas esse álbum. Porque eu a vi passar no meu caminho. Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página. Eles lhes cobrirão de beijos a fronte. Digam-lhes que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria mãe. Na atualidade, a mulher assumiu muitos papéis. Lançou-se no mundo e se transformou na operária, juíza, cientista, professora, militar, policial, secretária, empresária, presidente, general e tudo o mais que, no passado, era privilégio do homem. A mulher se tornou em verdade uma super-mulher que, além dos afazeres domésticos, conquistou o seu espaço no mercado de trabalho. Naturalmente, não para competir com o homem, mas para somar com ele, pois dos esforços de ambos resulta o sustento e o bem-estar da família. A rainha do lar se transformou na mulher que atua e decide na sociedade. Das quatro paredes do lar para o palco do mundo. Contudo, essa mulher senadora, escriturária, deputada, médica, administradora de empresa não perdeu a ternura. Ela prossegue a acolher em seu ninho afetivo o esposo e os filhos. Equilibrada e consciente, ela brilha no mundo e norteia o lar. Embora interprete muitos papéis, ela não esqueceu do seu mais importante papel: o de ser mãe." 
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Dentre todas as mulheres que se projetaram no mundo, realizando grandes feitos, a nossa lembrança recua no tempo buscando uma mulher especial. A História não lhe registra grandes discursos, mas o Evangelho lhe aponta gestos e palavras que valem muito mais. Mãe de um filho que revolucionou a História, manteve-se firme na adversidade, na dor, exemplificando o que Ele ensinara. Não deixou testamento, riquezas ou haveres mas legou à Humanidade a excelente lição da mulher que gera o filho, alimenta-o e o entrega ao mundo para servir ao mundo. Seu nome era Maria... Maria de Nazaré.
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Um poético e autêntico retrato de uma genitora – nossa homenagem à toda mulher-mãe, do Jornal Correio Fraterno do ABC, de maio de 2000 e no texto Retrato de mãe, de Dom Ramon Angel Jara, Bispo de La Serena, Chile, tradução de Guilherme de Almeida. Em 10.5.2018. 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A FORÇA DO AGORA

O tempo é apenas uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias. A eternidade não está sujeita a medida alguma do ponto de vista da duração. Para ela, não há começo, nem fim: tudo é presente. Esta é uma das contribuições do Espírito Galileu Galilei, que se encontra no livro A Gênese, de Allan Kardec, publicada no ano de 1868. Compreender que tudo é, de certa forma, presente, quando saímos da esfera das coisas transitórias, nos auxilia a ver os dias de forma diferente. Tudo é agora. Tudo é este instante. O tempo é o resultado do agora que se une a outro sem solução de continuidade. Somos nós que passamos pelo tempo. Nós que ligamos umas às outras as experiências, as ações, nossos atos. O tempo é apenas uma forma de medir a quantidade deles. Sempre somos nós que passamos pelo tempo. Nunca é o tempo que passa por nós. Tudo que temos é o agora, é este instante. Passado e futuro não estão sob nosso controle, apenas o presente. Ao se considerar a transitoriedade do tempo, o agora não mais se repetirá nas mesmas circunstâncias e com idênticas possibilidades... As águas de um rio jamais retornarão ao mesmo leito, e, quando se transformam em vapor e chuva caindo na região, as circunstâncias são outras. Por isso, vivamos o agora com intensidade e com maturidade. Viver intensamente o agora é uma atitude de sabedoria que não pode ser adiada. Isso equivale a experienciar as lições da vida sob o ponto de vista da ética e da moral, mediante projetos e compromissos de autoiluminação, conquistando aos poucos as áreas sombrias da personalidade. Cada agora é dádiva da vida para corrigir, reestruturar, construir. O indivíduo lúcido está desperto para todas as oportunidades que enfrenta. A sua consciência está vigilante para retirar sempre os melhores resultados. Inclusive, quando visitado pelo mal, obter o aproveitamento do que seja mais útil. Mesmo que permaneça indiferente, o agora sinaliza momento de ação. Por isso, vivamos o agora. Estejamos completamente presentes em tudo que fazemos, extraindo o aprendizado, a iluminação, a maturidade. Uma mente que não para no agora, que está sempre no passado ou no futuro, em verdade não está em lugar algum. É quase uma sombra de si mesma.
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Num momento de vacilação, Pedro negou Jesus por três vezes. Noutro momento, Judas teve a dimensão exata do seu crime hediondo e, arrependendo-se, tentou impedir-lhe a execução. No entanto era tarde porque já havia passado o significativo agora. As nossas decisões de um instante vão se refletir nos acontecimentos que virão. Não podemos retroceder para anular o que passou, mas poderemos iniciar outras iniciativas com os olhos colocados no futuro. Habituemo-nos, dessa forma, a agir com serenidade em cada momento, de modo que possamos percorrer o curso de nossa reencarnação com sabedoria e retidão. Jamais subestimemos o poder do agora. Acendamos a luz do amor em nosso íntimo, coloquemos o combustível da ação e sejamos felizes, desde agora. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. VI, item 2, do livro A Gênese – os milagres e as predições segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB, e no cap. 5 do livro Seja feliz hoje, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. Em 9.5.2018.