quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ENQUANTO OS VENTOS SOPRAM

Conta-se que, há muito tempo, um fazendeiro possuía muitas terras ao longo do litoral do Atlântico. Horrorosas tempestades varriam aquela região extensa, fazendo estragos nas construções e nas plantações. Por esse motivo, o rico fazendeiro estava, constantemente, a braços com o problema de falta de empregados. A maioria das pessoas estava pouco disposta a trabalhar naquela localidade. As recusas eram muitas, a cada tentativa de conseguir novos auxiliares. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se apresentou. 
-Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro. 
-Bom, respondeu o candidato, eu posso dormir enquanto os ventos sopram. 
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer ao anoitecer. O fazendeiro deu um suspiro de alívio, satisfeito com o trabalho dele. Então, numa noite, o vento uivou ruidosamente, anunciando que sua passagem pelas propriedades seria arrasadora. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. O pequeno homem dormia serenamente. O patrão o sacudiu e gritou: 
-Levante depressa! Uma tempestade está chegando. Vá amarrar as coisas antes que sejam arrastadas. 
O empregado se virou na cama e calmo, mas firme, disse: 
-Não, senhor. Eu não vou me levantar. Eu lhe falei: posso dormir enquanto os ventos sopram. 
A resposta enfureceu o empregador. Não estivesse tão desesperado com a tempestade que se aproximava, ele despediria naquela hora o mau funcionário. Apressou-se a sair para preparar, ele mesmo, o terreno para a tormenta sempre mais próxima. Para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos estavam nos viveiros e todas as portas muito bem trancadas. As janelas estavam bem fechadas e seguras. Tudo estava amarrado. Nada poderia ser arrastado. Então, o fazendeiro entendeu o que seu empregado quis dizer. Retornou ele mesmo para sua cama para também dormir, enquanto o vento soprava. 
* * * 
Se os ventos gélidos da morte nos viessem, hoje, arrebatar um ser querido, estaríamos preparados? Se reveses financeiros, instabilidade econômica levassem nossos bens de rompante, estaríamos preparados? A religião que professamos, a fé que abraçamos devem nos preparar o Espírito, a mente e o corpo para os momentos de solidão, pranto e dor. Enquanto o dia sorri, faz sol em nossa vida, fortifiquemo-nos, preparemo-nos de tal forma que, ao chegarem os tsunamis, soprarem os ventos e a borrasca nos castigar, continuemos firmes, serenos. Pensemos nisso e comecemos ainda hoje a nossa preparação. 
Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria desconhecida. Em 7.2.2018.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

CONFIANÇA SEMPRE

Não percamos a nossa fé entre as sombras do mundo. Ainda que os nossos pés estejam sangrando, sigamos em frente, erguendo-a por luz celeste, acima de nós mesmos. Esforcemo-nos no bem e esperemos com paciência. Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá. De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Elevemos, pois, o nosso olhar e caminhemos. Lutemos e sirvamos. Brilha a alvorada além da noite. Hoje é possível que a tempestade nos maltrate o coração e nos atormente o ideal, afligindo-nos ou ameaçando-nos com a morte... Não nos esqueçamos, porém, de que amanhã será outro dia. 
* * * 
Você já percebeu a entrega de uma criança pequenina aos braços de sua mãe, de seu pai? Quando ela se vê desprotegida, ainda sem habilidade para caminhar, para tomar decisões, para se comunicar com o mundo, ela procura esse regaço seguro. Ela faz desses braços seu ninho e ali adormece. Entrega sua vida assim, sem medo, confiante. E em seus traços vemos o que chamamos de o sono mais tranquilo do mundo. Nada a perturba. Ela se sente segura. Absolutamente segura, ali, ouvindo o compasso ritmado do coração sobre o qual repousa a sua cabeça. Isso é entrega, isso é confiança, isso é a essência da fé. É de nos perguntarmos: Será que estamos prontos para nos entregarmos assim, da mesma forma que uma criança, a um outro ser? Não é um ser qualquer, não é um outro que encontramos pelo caminho. Estamos nos referindo ao Senhor do Universo, ao Criador de tudo, à Inteligência Suprema. É uma entrega plena, onde confiamos plenamente, pois Ele sabe muito, infinitamente mais do que nós a respeito de tudo. Assim, tudo que Ele determinar aceitaremos, embora não entendamos, num primeiro momento, ou até achemos estranho. Confiaremos, por lhe reconhecer a superioridade, por respeito, por humildade. Vamos aprendendo a ler em Seus desígnios o que seja melhor para nós, o que Ele nos fala e o que Ele não nos fala. Vamos aprendendo a encontrar pelo caminho Sua manifestação através das pessoas e dos acontecimentos. E se já entendemos, por inúmeras razões, que Ele é amor, saberemos que tudo que acontecer conosco tem por objetivo o nosso bem. Ele escreve certo por linhas certas. Tolos são nossos olhos que não conseguem perceber. Veremos que muitas das coisas que atribuímos simplesmente a decisões dEle, são manifestações das Suas leis, leis justas e perfeitas, iguais para todos, e que existem para que o Universo viva em equilíbrio. Por isso, confiemos sempre. Depositemos nEle nossa confiança, sabendo que logo após os momentos difíceis a paz voltará. O mundo ainda é assim. Vivemos numa noite que se ensaia para ser alvorada. Façamos a nossa parte com trabalho e confiança, sempre. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Confia sempre, do livro Cartas do coração, pelo Espírito Meimei, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. LAKE. Em 6.2.2018.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O DEVER

O dever anda bastante esquecido. Fala-se muito de direitos e pouco de deveres. O empregado busca o trabalho e, antes de tudo, vai enumerando todos os seus direitos. Justo que os conheça e os exija. Mas, o que faz e como faz a tarefa que lhe foi confiada? É comum se observarem balconistas sem vontade alguma de bem atender o cliente. Não há movimento algum na loja, mas se entra o possível comprador e pergunta o valor de uma mercadoria, a resposta que recebe é: 
-Está marcado na etiqueta. 
E que se dizer dos que estragam e desperdiçam o material de trabalho? Aspirador de pó, escovas, vassouras tudo utilizado sem cuidado. Afinal de contas, quando estragar, o patrão deverá mesmo providenciar o conserto ou a substituição. Em repartições públicas, bancos e escritórios é comum se verificar o exagero no consumo de papel, clips, grampos. Como se não fosse dever do funcionário zelar pelas coisas que pertencem à empresa. E o que se dizer do horário? Quantos minutos são gastos na fofoca, nos cafezinhos e mais cafezinhos durante o expediente? Naturalmente o serviço não rende. Ah, mas se houver necessidade de alongar as horas de trabalho, logo se falará em remuneração extra. Dever é a alegria do cumprimento integral do que compete à criatura. Se todos têm direito ao repouso, ao justo salário, ao intervalo para a refeição, é bom não esquecer que todos têm o dever de bem executar aquilo para o que foram contratados. A raiz do problema reside no lar. Desde cedo a criança aprende que tem direitos. Poucos pais ensinam e passam aos filhos a lição do dever. A criança tem direito ao amor, à proteção, à alimentação, ao estudo. Mas tem o dever do respeito e da cooperação. É comum encontrarem-se mães sobrecarregadas de ocupações, enquanto os filhos adolescentes descansam, bem tranquilos frente à TV ou na lanchonete da esquina, jogando papo fora com os amigos. Tão tranquilos e descansados estão que têm forças redobradas para exigir a comida na hora certa, a roupa passada, o dinheiro para o seu lazer. As mães tudo executam com a desculpa de que eles estão na idade do egoísmo. E se tornam escravas no lar. Direitos sim. Deveres também . Ninguém está isento de cumpri-los. Ninguém que não possa executá-los. Desde pequena a criança deve ter deveres a cumprir. Guardar seus brinquedos, preparar a mesa para a refeição, colocar a roupa para lavar no local correto. Executar pequenas tarefas no lar. Quem aprende cedo as lições do dever, cedo se tornará o cidadão cumpridor das leis, zeloso.
Correto sempre.
Dever. 
Palavra de ordem para que o nosso mundo se transforme numa imensa e operosa colmeia, onde cada um executa com ardor e alegria a parte que lhe toca. 
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Cumpre o dever que te cabe, com a alma em prece. Se não fores notado na Terra, lembra que Jesus é, até agora, o grande servidor anônimo, a nos ensinar que a maior honra da vida é o privilégio de ajudar e prosseguir adiante, servindo sempre e sem cansaço. Redação do Momento Espírita. Em 19.11.2010.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

DEUS TE ABENÇOE, MEU FILHO

Houve tempos em que era comum o gesto. A vida moderna, o abandono de Deus pelas criaturas, o fez quase desaparecer. Raro é o lar onde ainda se manifesta. Em lugares ermos, onde a simplicidade da vida se consorcia com a fé, ainda persiste. Falamos do que era costume de inúmeras famílias. Quando as crianças levantavam, pela manhã; quando se preparavam para dormir; quando cumprimentavam as visitas, uniam as mãos e as estendiam em direção dos pais, avós, tios, padrinhos, pedindo: 
- A bênção, pai! A bênção, vó! A bênção, madrinha! 
E esses, com suas mãos envolviam as infantis e desejavam: 
-Deus te abençoe, meu filho! 
Naturalmente que, pelo hábito, o gesto passou a ser quase mecânico. Isto é, muitas vezes era repetido somente por ser tradição, sem envolvimento emocional algum. De toda forma, a simples menção do nome de Deus, na frase, com emissão de bênçãos, tinha seu valor. Era o momento em que o pequeno, chutando bola ou brincando na terra, corria ao encontro do recém-chegado para dizer, quase sem fôlego: 
-A bênção, tio! 
E receber o carinho das mãos gigantes, em torno das suas. Podemos imaginar o efeito quando o adulto, cheio de saudades, de amor, dizia com toda unção: 
-Deus te abençoe, meu filho! 
Como faz falta Deus em nossos lares e em nossas vidas. Quantos distúrbios, desentendimentos, rusgas poderiam ser amainadas. Ou evitadas. Quanta inquietação infantil, manhas e teimosias poderiam ser diluídas, com a formalidade de bênçãos aos filhos. Isso porque a palavra carrega as vibrações de quem as pronuncia. Essas vibrações envolvem o ser a quem são dirigidas. Podemos imaginar–nos, pais amorosos, dizendo ao filho: Deus te abençoe, o quanto de bênçãos a ele endereçamos. Podemos cogitar de que, tantas vezes pronunciado o desejo, o mantemos envolvido em um halo de reconforto. As bênçãos de Deus. Tão esquecidas e tão ao nosso alcance.
 * * * 
Você, pai ou mãe, avô ou avó, tio ou tia, padrinho ou madrinha, que ama esse pequeno ser que viu nascer, que observa crescer, que o deseja feliz e triunfante, pense nisso! Pense nisso e comece a utilizar o Deus te abençoe, Deus te guarde, Deus te proteja, muitas vezes. Constatará, após um tempo, os benefícios alcançados, que se traduzirão em menos rebeldias e teimosias; menos explosões de raiva e egoísmo; mais aconchego... Tente e constatará porque as bênçãos de Deus são vibrações inigualáveis. Como o sol que espanta o frio e ilumina o Mundo, elas aquecerão o coração da sua criança, o seu também e todos seremos muito mais felizes. Com as bênçãos de Deus. 
Redação do Momento Espírita Disponível no CD Momento Espírita, v. 13 e livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP. Em 9.1.2014.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

DEUS SEMPRE

DIVALDO PEREIRA FRANCO
Muito embora não nos demos conta, Deus está sempre conosco, desde o momento em que fomos criados. Está ao nosso lado nos inspirando, auxiliando e ajudando no nosso desenvolvimento intelectual e moral. Em todos os nossos passos e atividades estamos sob o Seu comando. Ele é a geratriz do Universo, de tudo quanto existe. Muitas vezes, a presunção nos abraça e cremos ser possível viver sem Sua misericórdia e Seu amor. Porém, será apenas por um momento, enquanto a nossa prepotência nos impedir de compreender o milagre da vida. Nesses momentos, preferimos a tola opção de sermos filhos do estúpido acaso, considerado por alguns como a origem e o fim da própria vida. À medida que avançamos na estrada evolutiva e no amadurecimento pessoal, os conceitos vão se modificando. Sentir a presença de Deus em todas as coisas é conquista da sensibilidade moral e da inteligência, que já percebe sua incapacidade de decifrar todos os mistérios à sua volta. A Sua presença, em tudo e em todos, não pode ser ignorada, sob pena de se perder o próprio significado da existência, que passa a rumar sem nenhum propósito maior. Assim, se já aceitamos Deus como a causa de tudo no Universo, vamos buscá-lO na nossa intimidade, que é onde Ele habita. Ao nos abrirmos, conscientemente, ao amor de Deus, permitimos que o Deus que somos, desabroche, e passamos a viver em harmonia com Ele e com o Universo, obra de Sua criação. Ao nos permitirmos contribuir em favor de todos aqueles que se encontram em dificuldades, na retaguarda da caminhada, exercitaremos a Divindade que habita em nossa intimidade. Ao transformarmos nossa vida, para que a vivamos em consonância com Deus, a ponto de todas as nossas ações serem pautadas pelo amor, seremos a referência de Deus para aqueles que cruzarem nosso caminho. Com Deus em nossas vidas, nunca nos encontraremos a sós, e não nos faltará a coragem para enfrentar as dificuldades. Com Ele, os sofrimentos que antes nos pareciam absurdos, serão aceitos, graças à compreensão das Suas leis, e passaremos a trabalhar em favor de nós mesmos, em um processo de liberdade e Espiritualidade. Quando Jesus afirmou que Ele e o Pai são um, nos explica que todos marchamos em direção a Deus, e teremos também nós, um dia, essa unicidade de pensamento com Deus, sem perder, embora, a nossa individualidade. Ao nos deixarmos conduzir por Deus, tudo se apresentará rico de bênçãos, em aprendizado e crescimento pessoal. Teremos então a plena consciência de que mesmo nas dores, nas dificuldades e diante dos problemas maiores da vida, estamos sob a proteção de Deus, que os permite para que nos ajustemos às Suas leis, resgatando débitos passados, a pouco e pouco. 
 * * *  
Jamais nos apartemos de Deus. Seja Ele nosso companheiro nos dias tormentosos. Seja Ele nossa companhia nos dias de alegria e tranquilidade. E, dessa forma, habituados com a Sua presença em nossas vidas, tenhamos a certeza de que um dia, como nos afirma Jesus, todos nós estaremos em unicidade com Deus. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 26, do livro Entrega-te a Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Intervidas. Em 5.10.2013.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

CÍRCULO DE AMOR

Ele estava um pouco apressado, mas viu a senhora, com o automóvel parado no acostamento. Percebeu que ela precisava de ajuda. Parou seu carro e se aproximou. O veículo dela era novo, contudo, apresentava problemas. Mesmo com o sorriso que o homem estampava na face, ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora. 
-Quais seriam as intenções daquele estranho? Pensou. 
Ele percebeu que ela estava receosa e lhe disse: 
-Eu estou aqui para ajudar, madame. Pode esperar dentro do carro que está mais quentinho. A propósito, meu nome é Bryan. 
O problema era só um pneu furado. Logo, estava trocado. Enquanto Bryan finalizava o serviço, a senhora abriu a janela do carro e começou a conversar. Contou que estava de passagem por ali. Morava noutra cidade, e não sabia como agradecer pela preciosa ajuda. Bryan apenas sorriu. Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se a noite a tivesse surpreendido sozinha, naquela estrada. No entanto, Bryan não pensava em dinheiro. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade. Aquele era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outra maneira. 
-Se realmente quiser me reembolsar, disse Bryan, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê a ela a ajuda que precisar. 
E acrescentou: 
-E pense em mim. 
Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi. Aquele havia sido um dia frio e cinzento. Ainda assim, ele se sentia muito bem. Alguns quilômetros depois, a senhora encontrou um pequeno restaurante e entrou para comer alguma coisa. Não era um restaurante daqueles que ela costumava frequentar. A garçonete veio até ela e lhe dirigiu um doce sorriso. Um sorriso que, mesmo com os pés doendo por um dia inteiro de trabalho, não se apagara. Notou que a jovem estava nos últimos meses de gravidez e, ainda assim, não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude. A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a uma estranha. Então se lembrou de Bryan. Terminada a refeição, enquanto a moça buscava o troco para a nota de cem reais, a senhora se retirou. A garçonete voltou e procurou localizar a cliente. Achou apenas algo escrito no guardanapo, sob o qual havia mais cinco notas de cem reais. Havia lágrimas em seus olhos quando leu: 
-Você não me deve nada, já tenho o bastante. Alguém me ajudou há pouco e da mesma forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar não deixe este círculo de amor terminar em você. 
Quando a jovem foi para casa, deitou-se ao lado do marido e ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixara escrito. Como ela podia saber o quanto ela e o esposo precisavam de dinheiro? Com o bebê para o próximo mês, tudo estava difícil! Virou-se para o marido, que dormia tranquilamente ao lado, deu-lhe um beijo carinhoso e sussurrou: 
-Tudo ficará bem, Bryan. Eu amo você. 
* * * 
O amor produz um efeito positivo em quem o recebe e, de maneira mais intensa, em quem o pratica. Por essa razão, o amor é e sempre será a melhor opção. 
Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada. Em 2.2.2018.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

DEUS SEMPRE ESTÁ ATENTO

Mariana era jovem. Desempregada, sem a companhia do marido, que a abandonara há meses, se via em situação muito difícil. Amargurada, angustiada, levando um pequenino desnutrido junto a si, caminhava sem rumo. Batia de porta em porta, a buscar um trabalho qualquer, que lhe permitisse, ao menos, alimentar o menino. Tivera que deixar o barraco onde vivera, e necessitava encontrar ainda, algum abrigo possível. As pessoas que abordava, pedindo trabalho ou ajuda, respondiam-lhe com indiferença, palavras rudes, desdém... Com as lágrimas a descer pelas faces, apertou o menino faminto nos braços e, em sua intimidade, gritou:  
-Só quero um trabalho, meu Deus. Será pedir demais? 
Continuando em sua caminhada inglória, passou em frente a um templo, com as portas abertas. 
-Quem sabe, pensou, seria a resposta de Deus. 
Entrou esperançosa. Tudo silencioso. Sentou-se em um dos bancos para fazer uma oração. Ela ora, o filho chora de fome. Atraído pelo choro, alguém aparece pela porta dos fundos. Um homem idoso, de olhar compassivo, de andar lento, se aproxima. 
-Seja bem-vinda a esta casa de oração, minha filha. 
Mariana se levanta em lágrimas, e pede-lhe algum alimento para o filho, que nada comera desde a véspera. O bom homem conduz mãe e filho para dentro, serve-lhes sopa e ouve o drama da jovem. Enquanto ambos se alimentam, o senhor sai por alguns minutos. Ao retornar, está sorrindo. Filha, o Senhor teve piedade de sua situação. Verifiquei e estamos precisando de serviçal para os serviços gerais de limpeza e manutenção desta casa. Se desejar, poderá trabalhar e lhe conseguiremos moradia. Há gratidão e emoção nas lágrimas de Mariana. Suas preces haviam sido atendidas e sua vida passaria a ter um novo significado.
 * * * 
Jesus nos ensinou: 
-Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá.  Qual o homem, dentre vós que dá uma pedra ao filho que pede pão? 
Deus nunca nos desampara. Embora, por vezes, a realidade atual do mundo nos assuste, não podemos nos deixar contaminar pelo desânimo. Hoje, como ontem, Deus permanece atento. Embora nos pareça, por vezes, ante os tantos reveses que nos abraçam, que Ele não se importa conosco, Sua Providência é constante. A oração que lhe dirigimos, em súplica, pelas necessidades mais prementes, se torna o canal que nos permite melhor haurir as bênçãos. Melhor captar o auxílio que Ele nos envia. Dessa forma, atentemos à exortação do Mestre Galileu: entreguemo-nos ao Pai em oração para percebermos Seu amor, que se estende a todas as criaturas. E, não deixemos de realizar a nossa parte. Oração, sim. Mas, igualmente, esforço, trabalho, não nos permitindo desânimo nem desespero. Busquemos ajuda e a encontraremos. Batamos à porta dos corações e Deus providenciará a abertura afetuosa e protetora. Pensemos nisso. 
Redação do Momento Espírita, com citação do Evangelho de Mateus, cap.7, vers. 7 a 11. Em 24.10.2015.