terça-feira, 7 de abril de 2015

AMOR AO PRÓXIMO

A orientação do Cristo para que amemos o próximo como a nós mesmos é fácil de ser repetida, mas ainda está um tanto distante de ser vivida. Quando Jesus faz essa recomendação, não estabelece nenhuma condição, simplesmente recomenda que amemos. Todavia, temos a tendência de consagrar a maior estima apenas àqueles que leiam a vida pela cartilha dos nossos pontos de vista. Nosso devotamento costuma ser caloroso para com os que concordam com o nosso modo de ver, com nossos hábitos enraizados e princípios sociais. Esquecemo-nos de que nem sempre nossas interpretações são as melhores, nossos costumes os mais nobres e nossas diretrizes as mais elogiáveis. É importante desintegrarmos a concha do nosso egoísmo para dedicarmos o amor ao próximo conforme o recomenda Jesus. Não pela servidão afetiva com que se ligam ao nosso roteiro pessoal, mas pela fidelidade com que se dedicam em favor do bem comum. Se amamos alguém tão só pela beleza física, provável encontremos amanhã o objeto de nossa afeição a caminho do monturo. Se estimamos em algum amigo apenas a oratória brilhante, é possível esteja ele em aflitiva mudez, dentro em breve. Se o móvel da nossa suposta afeição são os bens materiais, lembremos que esses são passageiros como as flores de um dia. É imprescindível aperfeiçoar nosso modo de ver e de sentir, a fim de avançarmos no rumo da vida superior. É bem verdade que existem pessoas com as quais não trocamos afetividades. Diríamos até que a presença de algumas pessoas nos causam aversão. Todavia, se não as conseguimos amar, é importante que não lhes desejemos o mal. Que quebremos de vez por todas as pesadas algemas do desafeto, não lhes enviando vibrações negativas. Jesus recomenda que amemos os nossos inimigos, mas dedicar amor aos inimigos ainda é muito difícil, no atual estágio evolutivo da Terra. Todavia, não é impossível. Basta que comecemos a ver os nossos supostos inimigos como irmãos que carecem do amor de Deus tanto quanto nós. O primeiro passo é intensificar o afeto aos que nos são simpáticos. Depois, dedicar atenção aos que nos são indiferentes: porteiros, carteiros, frentistas, ascensoristas, entre outros. Em seguida, tolerar os que nos causam aversão. Assim, quando menos esperarmos, o amor ao próximo já será uma constante em nossos corações. É preciso darmos o primeiro passo, e continuarmos firmes. Eis aí o grande desafio! 
* * * 
Busquemos as criaturas, acima de tudo, pelas obras com que beneficiam o tempo e o espaço em que nos movimentamos, porque um dia compreenderemos que o melhor raramente é aquele que concorda conosco, mas é sempre aquele que concorda com o Senhor, colaborando com Ele, na melhoria da vida, dentro e fora de nós. Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Pelas obras, do livro Fonte viva, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Em 26.6.2013.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O AMOR AO DINHEIRO MOVE OS EXECUTIVOS

Professor Marcelo Peruzzo
Postura empresarial fere os Dez Mandamentos. Foi a essa conclusão que o professor de Pós-Graduação e Marketing, Marcelo Peruzzo, chegou, após realizar séria pesquisa com centenas de executivos brasileiros. Mas, afinal de contas, o que os Dez Mandamentos e a administração empresarial têm em comum? Tudo, na opinião do professor Peruzzo. Ele fez uma pesquisa junto a executivos brasileiros, para verificar se eles aplicam os mandamentos no dia a dia das empresas. Do total de consultados, setenta e um por cento disseram acreditar nas regras divinas, mas, contraditoriamente, a maioria não as cumpre. A pesquisa do professor tem um grau de confiabilidade de noventa e cinco por cento. Segundo ele, os empresários que praticam os pecados organizacionais correm o risco de desaparecer do mercado. Isso já aconteceu com gente que cobiçou o mercado do próximo, quis crescer muito rápido e quebrou. O primeiro mandamento – Amar a Deus sobre todas as coisas – é desrespeitado por, pelo menos, cinquenta e quatro por cento dos entrevistados, que confessaram colocar o dinheiro acima de todas as coisas, cometendo, assim, o que o especialista chama de primeiro pecado organizacional. A mentira é prática entre sessenta e um por cento dos entrevistados, que admitem prometer coisas que não cumprem, desrespeitando, segundo a analogia do professor, o mandamento segundo o qual o nome de Deus não deve ser pronunciado em vão. O período de descanso não é respeitado por quarenta e três por cento dos executivos, que trabalham dia e noite, inclusive nos fins de semana e feriados, relegando tudo em nome da empresa. O professor Peruzzo também considera que cinquenta e três por cento dos entrevistados não respeitam o quarto mandamento – Honrar pai e mãe –, porque esquecem a família e os amigos para dedicação total à organização. A quinta regra divina, que determina que o cristão não deve matar, estaria sendo desrespeitada por quarenta e seis por cento. Esse pecado organizacional pode significar matar o cliente, oferecendo um serviço de péssima qualidade; matar a concorrência, que é importante para impulsionar o próprio crescimento da organização; e matar a sociedade, não assumindo a devida responsabilidade social. A traição é uma prática comum entre trinta e oito por cento dos entrevistados, que começam a manter relacionamentos com funcionários ou colegas de trabalho, devido ao distanciamento da família e do amor. Mais da metade dos entrevistados, cinquenta e dois por cento, confessou praticar o sétimo pecado organizacional, equivalente ao Não roubarás: fazer transações comerciais em que não existe uma troca justa, provocando prejuízo para a outra parte. Um percentual muito expressivo de sessenta e quatro por cento dos executivos respondeu que forja políticas em benefício próprio, conspirando, fofocando, com inveja e ganância, e não se importa em prejudicar o próximo para obter vantagem. Esse tipo de atitude joga por terra o oitavo mandamento que estabelece: Não prestarás falso testemunho contra teu próximo. Vinte e sete por cento dos executivos declarou que utiliza de poder e persuasão para seduzir colegas ou subordinados, contrariando o nono mandamento. Deixando de lado o décimo mandamento - Não cobiçarás coisa alguma que pertença ao teu próximo – trinta e sete por cento dos executivos admitem como objetivo da empresa apenas o lucro e a conquista de mercado, cobiçando o espaço dos outros concorrentes. * * * Talvez você, como empresário, ache que Deus não tem que se envolver nos negócios dos homens e que Seus mandamentos devam ser atendidos apenas pelos religiosos. No entanto, se considerar que Deus é o verdadeiro dono de tudo e que você é um mero administrador, então tratará de olhar o mundo dos negócios de forma diferente. Mas se você é cristão, seu compromisso é ainda maior, pois foi o Cristo que afirmou que todos nós, um dia, seremos chamados pelas Leis Divinas a dar contas da nossa administração. Pense nisso! 
Redação do Momento Espírita, com base no livro Os Dez Mandamentos de Deus e os pecados organizacionais, e em matéria publicada no jornal Gazeta do Povo em 20.1.2002, no caderno de Economia. Em 27.6.2013.

domingo, 5 de abril de 2015

UM AMOR ALÉM DO TEMPO

Xiran Xue
Até onde vai a sua capacidade de amar? Por quanto tempo você continuaria a amar alguém que desaparecesse de sua vida? Foi a inimaginável condição de amar daquela mulher chinesa que chamou a atenção da jornalista. Quando entrou em sua sala, para a entrevista, as roupas tibetanas que portava exalavam um cheiro forte de pele de animal, leite azedo e esterco. Era uma indumentária, ao mesmo tempo vestuário, mochila, esteira e travesseiro. A túnica era provida de bolsos internos para livros e dinheiro. O lado de dentro da cintura da túnica escondia dois grandes sacos de couro, destinados a acondicionar comida para as viagens. Para dormir, a túnica servia de esteira e os grandes sacos de couro de coberta. Ela havia se casado nos idos de 1958. Menos de cem dias depois, seu marido, um médico do exército chinês de libertação do povo, foi mandado para o Tibete. Dois meses depois, ele foi dado como perdido. A jovem esposa de vinte e seis anos se recusou a aceitar a sua perda daquela forma e decidiu partir à sua procura. Por onde andaria seu amor? Teria ela que resgatá-lo de alguma condição muito ruim? Decidida, se juntou ao exército, na qualidade de médica. Era a única forma de viajar para o Tibete, naqueles anos difíceis. Andou por terras montanhosas, habitadas por uma mistura de mongóis, tibetanos e chineses. Shu Wen se tornou budista tibetana e procurou seu amor, durante trinta anos. Experimentou o que era viver em silêncio, experienciou severas condições de vida, sentiu-se esmagar pela altitude, pelo vazio da paisagem... O que terá sofrido aquela jovem, enquanto os anos lhe amadureciam a personalidade e lhe deixavam áspera a pele e trêmulas as mãos? Ela testemunhou a incrível engenhosidade do povo tibetano, que consegue viver com escassos recursos. Viu comida escondida na terra congelada para ser recolhida depois, madeira armazenada embaixo de pedras para servir de combustível, pedras empilhadas para indicar direções. Conheceu homens que costuravam e mulheres multicoloridas que tilintam. Porque as roupas tibetanas são feitas à base de couro e metal, costurá-las é um trabalho fisicamente pesado, pelo que é, principalmente, uma ocupação masculina. E as mulheres tibetanas, não importa quão pobres sejam, dão grande importância às suas joias. Por isso, onde quer que vão, quando se movem, lá está o tilintar de sininhos e guizos. Trinta anos de peregrinação por regiões inóspitas, enfrentando frio, fome, solidão. Sempre adiante. Uma mulher que aprendeu a se defender do tempo, da maldade e alimentou a sua busca com a doçura do amor reservado para quem era o objeto de todas suas andanças: o marido. 
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Nesses dias, em que os relacionamentos conjugais parecem tão frágeis, em que os consórcios se desfazem por tudo e por nada, o exemplo dessa mulher leva a concluir que o verdadeiro amor não morre nunca. O verdadeiro amor tudo vence, porque guarda a certeza de que o ser amado é credor inconteste de sua dedicação, paixão, luta e esperança. Pensemos nisso. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 25 de junho de 2004, do livro O que os chineses não comem, de Xinran, ed. Companhia das Letras. Em 3.5.2013.

sábado, 4 de abril de 2015

AMOR A DOIS

Carlos Drummond de Andrade
Numa época, qual a que vivemos, em que o número de separações, divórcios e desvinculações afetivas supera o número dos casamentos, falar a respeito do verdadeiro amor parece ser quase uma loucura. Mas, possivelmente, por termos esquecido o que ele seja e como deva ser trabalhado, é que as estatísticas se apresentem tão tristes. Por isso, é bom termos em mente que o amor a dois começa quase sempre numa troca de olhares, em que a tônica mais forte é o brilho intenso, demonstrando a chama interna que aguardou, desde muito, aquele momento. O amor começa quando se encontra alguém e esse alguém quase nos faz parar o coração por alguns segundos, para depois desandar num ritmo tão acelerado, que nos recorda o tropel de corcéis selvagens em extensa campina. Os olhos se enchem de lágrimas à simples visão do outro e, tudo que se refere a ele parece ter um toque de magia. Quando o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar junto chegar a apertar o seu coração, não deixe de agradecer a Deus pelo presente divino. O amor chegou. Se um dia você tiver que pedir perdão ao seu par por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos; se os gestos valerem mais que mil palavras, tenha certeza: a chama do amor está bem acesa. Se, por algum motivo, a tristeza envolver os seus dias, se você tiver um revés e o seu amado sofrer com seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, guarde a certeza de que você poderá contar com ele em qualquer momento de sua vida. Porque ele ama você. Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se, na ausência dela, de olhos fechados, você conseguir senti-la ao seu lado... Se você ficar ansioso pelo encontro que está marcado à noite, depois de vários anos de consórcio matrimonial... Se você não consegue se imaginar sem o apoio daquela pessoa a seu lado... Se você tiver a certeza de que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção de que vai continuar querendo e amando... Se você preferir doar a sua vida, antes de ver a outra partindo... É o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva. É um dom. É uma conquista. Existem pessoas que se apaixonam muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou, às vezes o encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem permitir que aconteça na totalidade. Por isso, viva com atenção. Esteja atento aos sinais. Não deixe que as loucuras do dia a dia o ceguem para o que há de melhor na vida: o amor. 
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Não se canse de amar e permita-se amar. Cultive o amor a dois, para que ele possa se multiplicar na bênção dos filhos e se ramificar, nos anos da velhice, aconchegando os netos. Ame todos os dias, mas nunca o demonstre da mesma maneira. Modele gestos, inclua novas atitudes, surpreenda, tempere-o sempre com o sabor de novidade. E, se tudo isso lhe parecer inusitado, diferente, comece hoje a cultivar o amor a dois, na intimidade do seu lar, para sua e felicidade de seu par, para alegria de seus filhos e consolidação do seu lar. 
Redação do Momento Espírita, com base na poesia O amor, de Carlos Drummond de Andrade. Em 8.8.2014.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

O AMOR A DEUS

Você ama a Deus? 
Ou será que você tem medo de Deus? 
Ainda nos dias de hoje se ouve a expressão: Cuidado, Deus castiga. Ou então: Ele é um homem temente a Deus. Temente quer dizer que teme, que tem medo. As frases são muito infelizes. E não verdadeiras. Por que temer a Deus? Se ficarmos com o conceito de Moisés, o grande legislador do povo hebreu, com certeza teremos medo da Divindade. Porque, ao apresentar a ideia de Deus aos homens daquela época, mais ou menos quatro mil anos atrás, Moisés O apresentou como ciumento, vingativo. Um Deus injusto, pois punia um povo inteiro pela falta do seu chefe. Era o Deus dos exércitos que presidia aos combates contra o Deus dos outros povos. Um Deus que recompensava e punia só pelos bens da Terra. Que fazia se acreditasse que havia felicidade na escravidão dos outros povos. Mas, depois de Moisés veio Jesus. E uma das partes mais importantes da revelação do Cristo é o ponto de vista pelo qual Ele nos apresentou Deus. O Pai que ama aos Seus filhos. Soberanamente justo e bom. Cheio de mansidão e de misericórdia. Pai que perdoa as faltas dos Seus filhos e dá a cada um segundo as suas obras. O Pai de todas as criaturas, que estende a Sua proteção por sobre todos os Seus filhos. Deus que diz aos homens: A verdadeira pátria não é deste mundo. Deus de misericórdia que diz: Perdoai as ofensas se desejais ser perdoados, fazei o bem em troca do mal. Não façais o que não quereis que vos façam. Deus grande que vê o menor pensamento de Seus filhos e que não dá importância à forma com que esses filhos O honram. Não é um Deus para temer. É um Deus para amar. Tudo na Criação revela o amor de Deus por Seus filhos. O Universo é um poema de beleza e perfeição. A Terra preparada até os mínimos detalhes para que o homem nela possa viver e progredir. As sementes que reproduzem segundo sua espécie e saciam a fome. Os rios, lagos e vertentes que propiciam o líquido precioso. As estações com suas características. As variedades infinitas de plantas, de animais. Deus que cria Espíritos simples e ignorantes e os coloca nas Suas moradas, os mundos, para progredirem, conquistarem sabedoria até a perfeição. Deus que ama. 
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Deus quer o seu progresso. Deus quer o seu bem-estar, que seja fruto de uma vida saudável, que resulta de um aprimoramento moral. Deus quer a sua paz legítima, depois de acalmados os anseios do seu coração e regularizados os débitos da sua consciência. Deus quer o seu amor, superadas as instabilidades da sua emoção. Deus quer o melhor para você. Se você ainda não descobriu como, guarde a certeza de que Ele concede todos os dias os meios para conseguir tudo isto, em definitivo. Sem chance de perder. 
Redação do Momento Espírita com base no cap. 1, itens 23 e 25 do livro A gênese, de Allan Kardec, ed. Feb; no cap. 21 do livro Filho de Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal e no texto das páginas 22/23 da Revista O espírita, de out/dez 1995, nº 90. Disponível no cd Momento Espírita, v. 1 , ed. Fep. Em 03.10.2011.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

O AMOR PERFEITO

Ele era um amante da natureza. Adquiriu uma grande porção de terras, contratou jardineiros e decidiu instalar um maravilhoso jardim. Em sua mente, idealizou flores em meio a lençóis de verdura e árvores exóticas. Romântico, imaginou cores variadas em ramalhetes perfumados, ao lado de árvores grandes e pequenas, com flores e frutos em abundância. Não mediu esforços, nem recursos. Consultou entendidos de toda sorte, pois desejava que o seu jardim se tornasse um lugar extremamente agradável, onde as pessoas pudessem respirar ar puro, perfume e ficassem felizes com a beleza. Esperava que artistas nele se inspirassem para criar obras lindíssimas e que os poetas ali encontrassem inspiração para versos imortais. Transcorrido o tempo, foi visitar o jardim, cogitando de como seria o dia em que pudesse ofertá-lo ao público. Qual não foi a sua surpresa, ao descobrir que as flores não haviam florescido, nem as árvores frutificado. Tudo parecia dormir, como num encantado conto de fadas. Arbustos, árvores e flores definhavam e pareciam morrer. Foi então que, indagando das causas, o carvalho disse que estava morrendo porque não podia ser tão majestoso e alto quanto o pinheiro. Já o pinheiro murchava porque não conseguia dar uvas como a parreira e essa se mostrava encolhida e triste, por não poder desabrochar como a roseira. Todos tendiam a invejar o porte, a esbeltez, a beleza do outro ou a sua capacidade de florir ou frutificar. Em meio a tanta lamentação, o homem descobriu, no entanto, uma planta florida e viçosa. Era o amor-perfeito, que lhe disse: Supus que, quando fui plantado, você queria um amor-perfeito. Se quisesse uma pereira, um carvalho ou um pequeno arbusto os teria plantado. Então, pensei que se não posso ser ninguém além de eu mesmo, tentarei ser o que sou da melhor maneira possível. 
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Crescer e florescer onde Deus nos colocou é medida de sabedoria. Cada um reconhecer que tem seu próprio valor e um especial papel no jardim imenso, que é a Terra que o Pai nos concedeu para nosso crescimento, é norma de felicidade. Descobrir seu potencial e sentir-se feliz em realizar o que sabe, o que pode, onde está, deve se constituir motivo de alegrias. É bom pensarmos que não existe, em todo o Universo, outra criatura igual a nós. Cada indivíduo é único. Ninguém que tenha o nosso idêntico tom de voz, a nossa vibração, o exato ponto da nossa emoção e sensibilidade. Ninguém que possa fazer o que podemos e devemos fazer, porque cada um é um ser especialmente concebido por Deus, para atuar no concerto da Criação, exalando o seu perfume, ofertando os seus frutos e felicitando as criaturas. 
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Mesmo no deserto florescem espécies de flores, demonstrando que Deus atenta para detalhes e tudo dispõe no lugar devido. À semelhança delas, ofertemos à vida o que de melhor tenhamos, onde nos situemos, mesmo que nos sintamos em pleno deserto de corações que nos amem ou que se recordem de nos gratificar com sua atenção. 
Redação do Momento Espírita, com base em artigo intitulado Amor-perfeito, publicado em Seleções Reader’s Digest, de janeiro de 1999. Em 28.3.201

quarta-feira, 1 de abril de 2015

AMOR, FORÇA CRIADORA!

Um professor de Sociologia mandou seus alunos aos bairros pobres da cidade de Baltimore, Estados Unidos, para realizar estudos de casos individuais de 200 garotos, fazendo uma avaliação do futuro de cada um deles. Em todos os casos os estudantes fizeram a seguinte avaliação: 
"Ele não tem a menor chance". 
Passados 25 anos, outro professor de Sociologia dedicou-se ao estudo realizado. Pediu que seus alunos efetuassem novos estudos para verificar o que havia acontecido com aqueles garotos pobres. Os estudantes descobriram então que, com exceção de 20 meninos, que haviam se mudado ou morrido, 176 entre os 180 restantes, tinham alcançado sucesso fora do comum como advogados, médicos e homens de negócios. O professor ficou surpreso e decidiu ir mais além na pesquisa. Felizmente todos os garotos, que agora já eram homens, moravam na cidade. Assim, ele teve condições de perguntar a cada um deles, a que atribuía o seu sucesso. Em cada caso a resposta era sempre a mesma: 
-“Houve uma professora...” e a resposta era acompanhada de um sincero sentimento de gratidão. 
Como a professora ainda estava viva, resolveu procurá-la e perguntar que fórmula mágica ela havia usado para impulsionar aqueles garotos à conquista das profissões que tanto almejavam, superando os obstáculos impostos pela condição social. A idosa, mas ainda lúcida senhora, com brilho nos olhos e nos lábios um sorriso gentil, respondeu: 
-"É realmente muito simples. Eu amava aqueles garotos”. 
Como se pode perceber, não há barreiras capazes de deter a força do amor verdadeiro. O amor é de essência divina, é força criadora. Onde quer que esse sentimento sublime se faça presente espalha luz e bênçãos renovadoras. Quando o amor se manifesta, dissemina luz onde as trevas teimam em permanecer. Quem ama vence as dificuldades e supera os próprios limites, contagiando com a sua ação tantos quantos dele se acerquem. Em nome do amor, Jesus suportou a cruz infamante para legar à Humanidade sua inconfundível Doutrina. Contagiados pelo Seu amor, os cristãos primitivos desceram às arenas, sacrificando as próprias vidas para não abjurar o Sublime Amigo. Foi por amor que muitos Apóstolos enfrentaram a fúria dos homens com bravura e coragem, para levar a Boa Nova aos corações sedentos de paz. Em nome do amor, muitos anônimos, como a professora de Baltimore, se entregam aos semelhantes, fomentando a esperança e demonstrando pelos próprios atos, que vale a pena investir na vida e sobretudo, no amor. 
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Em nome do amor fraternal, Madre Tereza superou obstáculos tidos como intransponíveis, para ajudar os irmãos de Calcutá, e fez-se respeitada no mundo inteiro. São dela estas palavras: 
"Espalhe amor aonde quer que você vá: primeiro, em sua própria casa. Dê amor a seus filhos, sua esposa ou marido, para seu vizinho de porta. Não deixe ninguém vir a você sem partir melhor ou mais feliz. Seja a expressão viva da bondade de Deus: bondade em sua face, bondade em seus olhos, bondade em seu sorriso, bondade em seu caloroso cumprimento.” 
Redação do Momento Espírita com base em textos esparsos.